Macri corta pensões de 170 mil
portadores de necessidades especiais

O governo argentino, do presidente Mauricio Macri, deu mais um passo em direção ao arrocho total em prol dos bancos e dessa vez decidiu cortar, na calada da noite, mais de 170 mil pensões por incapacidade, a exemplo de pessoas que sofrem de síndrome de Down.

Em meio ao escândalo, Guillermo Badino, presidente da Comissão Nacional de Pensões Assistenciais, órgão ligado ao ministério do Desenvolvimento Social, deixou ainda mais evidente o tamanho da sem-vergonhice ao tentar justificar o novo ajuste, praticado contra alguns dos mais vulneráveis da sociedade. “Uma pessoa com síndrome de Down não é sujeito de direito desta pensão, pode trabalhar se quiser”, tergiversou.

A medida foi implementada na surdina a cerca de três meses, deixando os familiares surpresos, já que só descobriram o corte quando tentaram sacar o benefício e se viram impossibilitados, como explicou o advogado especialista em pensões e aposentadorias, Christian D'Alessandro. “Não houve aviso, quando as pessoas foram sacar perceberam que o governo não depositou”. D’Alessandro ainda afirmou que o governo não fez nenhum levantamento social “para verificar as condições das pessoas das quais foram retiradas as pensões”.

Embalado pelas mentiras, Bandino seguiu com suas afirmações evasivas ao mais uma vez discorrer sobre a decisão tomada às escondidas. “Não temos os telefones de todos e também não é efetiva a comunicação por carta”. Ele disse que os cortes são consequência dos gastos excessivos do governo Cristina Kirchner, porque no govero dela o número de beneficiados se ampliou.

Diante da medida, foi apresentado ao juizado federal de Viedma, Rio Negro, ação coletiva contrária aos cortes, apoiada pela Fundação Patagônica Inaun Salud. A Defensoria do Povo da Nação exortou o governo a “restaurar imediatamente todas as pensões suspensas”.
 


 

 
 

 

 

 

 

 

 


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