Maluf garante que Temer é honesto

Agora sim, Michel Temer está salvo da cadeia. Paulo Maluf, que, durante muito tempo foi a maior autoridade do país em propina, saiu em sua defesa: "Conheço Michel Temer há 35 anos. E 35 anos de convivência não dá para a gente se enganar. Menino pobre. Fez os estudos em Tietê, em colégio público, e estudou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Portanto tenho autoridade para julgar. Esse homem correto, descente, honesto está sendo acusado de maneira absolutamente imprópria", afirmou o ex-governador.

Com um testemunho dessa envergadura, o caso da mala de Rocha Loures, abarrotada de bufunfa acertada por Temer com Joesley Batista, devia ser encerrado imediatamente. Quem não se lembra da resposta categórica de Maluf quando a polícia, na frente das câmaras, mostrou sua conta bancária cheia de propina e ele respondeu: "esta conta é minha, mas esse dinheiro não é meu". "Mas, e a assinatura, dr. Paulo?", questionou o policial. Maluf olhou bem para o papel e respondeu: "essa assinatura é minha, mas o dinheiro não é meu". O que inspirou Agildo Ribeiro a criar seu personagem Babaluf e o bordão: "Esse dinheiro não é meu", "eu não tô nem aqui!".

Pois é. Agora ele está usando essa mesma técnica (cara-de-pau) para ajudar Temer a escapar da cadeia. "Posso garantir aos senhores que ele [Temer] não adicionou uma propriedade sequer ao seu patrimônio com dinheiro público. Ele é um homem pobre, um patriota", sentenciou Maluf na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal, nesta quarta-feira (12),

A fala de Maluf é, portanto, a prova mais cabal da inocência de Temer. É a palavra de um especialista, de uma autoridade. Semelhante à do "perito" que Temer contratou para analisar as fitas da ‘conversa’ do Jaburu. É claro que, como dissemos antes, apesar de estar condenado no STF por lavar dinheiro, Maluf não é mais o ‘campeão nacional’ da roubalheira. Não é mais a maior autoridade no assunto. Ele foi desbancado. Virou fichinha perto da nova geração de larápios, comandada por FHC, Lula, Dilma e pelo próprio Temer. Mas, ainda assim, Temer fez questão que ele estivesse na CCJ para defendê-lo. Um sinal de que a coisa tá preta para o seu lado.

SÉRGIO CRUZ

 


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