“Povo foi traído por um Congresso vendido e ladrão. Eleições gerais já”, defende Paim 

Para o senador Paulo Paim (PT-RS), que votou contra o PLC 38/2017 que institui a reforma trabalhista nesta terça-feira, 11, “o povo brasileiro foi traído”, mas avisa que estará “sempre pronto para um bom combate”.

As palavras do senador foram proferidas em transmissão ao vivo feita através pelas redes sociais, em que comenta o resultado da votação do maior ataque às leis trabalhistas jamais sofrido pelo país. “Foi lamentável a decisão. O senado se omite, omite o poder do legislador. Encaminha um projeto idêntico, não mexeu uma vírgula do que vem da Câmara dos Deputados para o Executivo. Onde chegamos? Por isso que esse país está essa esculhambação”, critica Paim.

O senador gaúcho pondera que, no entanto, não seria possível que esse Congresso vendido e ladrão aprovasse outra coisa. Ao lembrar-se da abolição da escravidão, que foi votada pelo congresso há 138 anos, Paim denuncia que este projeto é a restituição dela. “Uma Câmara, que todos nós temos acompanhado, que faz um projeto monstro como esse, e um Senado que ratifica, e sem mudar nada; um Executivo que, todos nós sabemos, condenado aí a três crimes e está respondendo, um já está na Câmara; essa é a realidade! E é por isso que eu sou defensor, desde o ano passado, de eleições gerais para o Congresso e para a Presidência da República”, defende.

Paim finaliza deixando avisado que, quando das novas eleições, “o senhor e a senhora que assistiu esse debate vai poder votar com consciência numa proposta, num projeto de Nação que preserve o direito dos trabalhadores e a nossa Previdência. Claro que eu estou bastante indignado com tudo o que aconteceu aqui (a que ponto chegamos!), mas a luta continua, vamos em frente”, afirmou.

 

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