Ministério Público do Peru requer prisão de
ex-presidente Humala que Odebrecht subornou

Não é apenas no Brasil que um ex-presidente está na mira da Justiça por corrupção. A Procuradoria-Geral peruana pediu, no dia 12, a prisão preventiva do ex-presidente do Peru, Ollanta Humala e sua esposa Heredia. Pela denúncia, o peruano recebeu dinheiro da Odebrecht para sua campanha eleitoral por indicação de Lula.

O pedido foi formulado pelo procurador German Juárez Atoche com base nos preparativos que o casal estava realizando para fugir do país. O pedido cita as investigações em torno da entrega de US$ 3 milhões, quase 10 milhões de reais, por parte da Odebrecht para campanha eleitoral, implicando o casal em lavagem de dinheiro e associação ilícita para delinquir.

Não é o único ex-presidente na mira da Justiça peruana, também Alejandro Toledo tem contra si ordem de captura mas até agora está foragido. A Justiça peruana oferece US$ 30 mil a quem entregar informações sobre o paradeiro do ex-presidente que também recebeu propina da Odebrecht.

Mas, retornemos a Humala. Em janeiro deste ano, foi revelada a recepção do dinheiro pelo ex-presidente. O pagamento teria sido solicitado por Lula que tinha uma conta corrente na Odebrecht para esta e outras finalidades de suborno. Em fevereiro, a revista peruana Caretas informa que o brasileiro Jorge Barata, chefe de operações da Odebrecht no Peru, confessara à Justiça brasileira a entrega do efetivo pagamento à esposa de Humala, Heredia.

No dia 12 de abril surge a informação de que o próprio Marcelo Odbrecht confessou a entrega do dinheiro a autoridades brasileiras.

Em 15 de maio, Marcelo falou a investiga-dores peruanos dizendo: “O ministro Palocci me pediu, me fez um pedido para que apoiássemos, que déssemos US$ 3 milhões para apoiar a candidatura o senhor Humala”.

“Chamei diretamente a Barata e lhe disse: Veja, a gente aqui no Brasil, do Partido dos Trabalhadores, me pediu para apoiar a campanha de Humala”. A transcrição é jornal peruano El Comercio.

No sábado, 1º de julho, a mãe de Heredia e as filhas desta viajaram ao Panamá pela madrugada. A Procuradoria afirma ter outras provas contra o casal peruano, as de que eles teriam aumentado desproporcionalmente seu patrimônio com apoio em doações da Odebrecht e também da OAS. Somente um dos projetos da Odebrecht no Peru, o Gasoduto Peru, foi avaliado em US$ 7 bilhões.

Empreiteiras na mira da Lava Jato acumulam, sozinhas ou em conjunto, 42 projetos no Peru desde 2004. O total supera US$ 17 bilhões, divididos entre Odebrecht (74%), OAS (7,4%), Andrade Gutierrez (7%), Queiroz Galvão (6%) e Camargo Corrêa (5,6%).

 
 


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