Marea Socialista: “Resta à Venezuela retomar a Constituição de Hugo Chávez”

“Resta à Venezuela retomar a Constituição de 1999 ou se arrastará o povo a uma guerra civil entre bandos criminosos”, afirma comunidado da organização Marea Socialista”

“A cúpula do PSUV/Governo com sua ‘Constituinte’ fraudulenta reforça o caminho da violência”, alerta a organização Marea Socialista, que também destaca “provocações da opositora MUD”, no Editorial 23 publicado no início da semana, denun-ciando os responsáveis pela crise vene-zuelana e apontando caminhos para sua superação. Seguem principais trechos do editorial:

A brutal crise que se instalou no país nos últimos meses está tomando velocidade. A disposição para barrá-la é reduzida a segmentos cada vez menores, o que mais cedo ou mais tarde conduzirá a uma escalada desses confrontos violentos de alta periculosidade. Se esta loucura não for paralisada, o discurso político sairá dos argumentos, propostas e manifestações civis dando espaço para os que falam quase que exclusivamente em armas. A cúpula do PSUV/Governo e sua “Constituinte” fraudu-lenta reforça este caminho e o MUD (Mesa da Unidad Democrática), com sua farsa “Plebiscitária” disfarçada de “consulta popular” contribui.

O demente assalto ao edifício da Assembleia Nacional por um grupo de choque madurista em cumplicidade com o GN, que presta segurança à casa, e a provocação de uma atividade por grupos foquistas do MUD [Simbolizada no juramento do Comando da Resistência, de acordo com a deputada Delsa Solórzano, do partido Um Novo Tempo (UNT)], são sintomas de que entramos em cheio em uma conjuntura onde as ações violentas e o fanatismo cego ocupam cada vez mais o cenário.

Na verdade, a principal preocupação do madurismo reside no tempo restante de sua gestão e no manejo dessa velocidade. Ganhar tempo tornou-se o alvo de uma sigla corrupta, incompetente e irresponsável que aposta grande parte de seu futuro na falsa manobra que é a Constituinte (ANC), seu último recurso político.

Mas, o que o MUD busca com o seu plebiscito? A chave para essa compreensão está nas perguntas apresentadas, sobretudo a segunda e terceira que abrem portas tanto para o aprofundamento da divisão das Forças Armadas da Venezuela, bem como a proposta de renovação ilegítima dos poderes que pretende instalar um denominado “governo de unidade nacional” [a primeira pergunta trata da aprovação ou não da Constituinte.]

Aqueles que defendem a fábula de que o governo Maduro é apenas uma vítima do imperialismo, não entendem a história política do petróleo na Venezuela, muito menos a ruptura entre Chávez e Maduro, as zonas especiais, o Arco Minero del Orinoco, o pagamento pontual dessa dívida externa ilegítima, os novos contratos na Faixa Petrolífera e tudo o mais ligado aos chamados 15 motores da economia produti-va, foram projetados para satisfazer as sanhas das corporações e seus planos de pilhagem. Da mesma forma os planos do MUD apontam para um sentido semelhante: para verificar isso, basta examinar as propostas econômicas apresentadas por porta-vozes oficiais ou em oficio da oposição.

São dois bandos que se confrontam pelo controle e administração dos negócios da mesma maneira mafiosa e dependente. Dois bandos estranhos a todas as necessidades populares.

Mas o fato fundamental está em saber se é possível barrar este caminho demente e retomar o caminho democrático. O caminho para reduzir a velocidade da correnteza rumo à guerra civil, do pacto de entrega do país e de miséria para o nosso povo, baseia-se nos pontos:

a) Suspensão da ‘Assembléia Nacional Constituinte’ e do ‘Plebiscito’, b) restauração da Constituição de 1999,

c) cumprimento das eleições regionais,

d) publicação imediata do calendário para as eleições presidenciais,

e) Construção de um plano de emergência econômica e social que garanta os setores populares mais vulneráveis baseado nos recursos da suspensão dos pagamentos da dívida externa, e outros.

Nos próximos 20 dias viveremos momen-tos de tensão. A irresponsabilidade criminosa das cúpulas do PSUV/Governo e do MUD, infelizmente, busca este prognóstico lamentável. Enquanto eles estão irresponsavelmente dançando à beira de uma guerra civil, que já custou muitas mortes, sofrimento e calamidades, o nosso povo sofrerá.

Vamos seguir buscando todos os meios à nossa disposição para barrar essa loucura.

 


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Página 6

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Página 7

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“Anna Karenina” vai abrir a 4ª Mostra Mosfilm no Brasil

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