Iemenitas protestam em frente ao prédio da ONU em Sanaa contra os ataques ao país

Tropas norte-americanas e
mercenários invadem Iêmen

 Desde a 1ª incursão já com Trump em 28/02, segundo o porta-voz do Pentágono Jeff Davis, EUA realizou 80 ataques aéreos contra o pequeno país, que é um dos mais pobres do mundo

Os EUA intensificaram sua participação direta na guerra de agressão ao Iêmen e o Pentágono admitiu na sexta-feira (4) que há tropas norte-americanas no solo, o que foi confirmado também pelo governo dos Emirados Árabes, aliado dos sauditas, que informou ataque conjunto na governadoria (província) de Shabwah, uma província no sul, “contra a Al Qaeda”. Desde 28 de fevereiro - primeiro ataque já no governo Trump -, os EUA realizaram cerca de 80 ataques aéreos contra o pequeno país - que é um dos mais pobres do mundo - segundo o porta-voz do Pentágono, Jeff Davis, e ainda “um número limitado” de operações no solo. De acordo com Davis, as operações dos EUA no Iêmen incluem “o reabastecimento no ar [dos aviões sauditas] e o reconhecimento aéreo”.

Conforme as agências de notícias, o porta-voz do Pentágono “não descartou que mais forças dos EUA pudessem estar comprometidas com a operação nas próximas semanas”. O grupo de barcos anfíbios Bataan, com 3.000 marines, está operando na área, segundo o Washington Post. Para o governo popular do Iêmen, que resiste à intervenção e ocupação, o objetivo do ataque foi controlar os principais campos de petróleo e gás do país. Em outro ataque aéreo nesse mesmo dia no norte do Iêmen, três mulheres e seis crianças de uma mesma família foram mortas.

A guerra ao Iêmen já matou mais de 10 mil civis, feriu e mutilou quatro vezes mais, causou uma epidemia de cólera que afetou 300.000 e expulsou de seus lares mais de 1 milhão de pessoas, de acordo com a ONU. 7 milhões estão à beira da fome, com o país sob bloqueio naval. Mais de metade da população não tem acesso à água potável devido à destruição da infraestrutura básica e uma criança morre por causas evitáveis a cada dez minutos. A ONU e a Cruz Vermelha Internacional têm advertido sobre a tragédia humanitária em curso, e o dirigente da entidade de direitos humanos Care, Wolfgang Jamann, que visitou o martirizado país por cinco dias, declarou que a situação atual “é uma vergonha absoluta para a humanidade”.

A intensificação da intervenção direta dos EUA no Iêmen havia sido antecipada em março pela Reuters, que registrou que os EUA estavam “considerando aprofundar seu papel no conflito do Iêmen, ajudando mais diretamente seus aliados do Golfo a lutar contra rebeldes Houthi alinhados pelo Irã, disseram autoridades”. Apesar disso, a alegação do governo Trump é de que está à caça de “terroristas da Al Qaeda”. O governador de Shabwah, Mohammad Ahmed Abu Harbah denunciou que as tropas estrangeiras invadiram a província sob o pretexto de combater o terrorismo e ocuparam os campos de petróleo e gás, e pediu aos iemenitas que se unam e enfrentem a “agressão americana e dos Emirados”.

Sem as armas fornecidas pelos EUA - inclusive as proibidas bombas de fragmentação -, as informações de inteligência, o reabastecimento aéreo e a supervisão de conselheiros do Pentágono, a Arábia Saudita não teria como invadir o Iêmen e manter a ocupação que já dura dois anos. O povo iemenita se levantou contra o presidente fantoche Abed Rabbo Mansour Hadi, imposto por Washington e os sauditas, que teve que fugir para Riad. Nesse levante convergiram, entre outras forças, a Guarda Republicana, sob liderança do ex-presidente Ali Abdula Sadeh, e o movimento Ansarullah, que a mídia ocidental costuma chamar de “houthis” e diz ser apadrinhada por Teerã por serem xiitas. Embora recente documentário da tevê pública dos EUA realizado no Iêmen haja assegurado que “não se vêem sinais dessa interferência”. A guerra no Iêmen também funciona como um trinamento das tropas sauditas para o caso de Washington se decidir por um ataque ao Irã, que também é ansiado por Israel.

No ataque de tropas norte-americanas em janeiro ao Iêmen, planejado pelo governo Obama e levado à execução por Trump, matou 25 civis, incluindo 10 crianças na região montanhosa de Yakla, na província de Al Bayda. Uma das crianças mortas foi uma menina de 8 anos, Nawar Al Awlaki, filha do pregador islâmico Anwar al-Awlaki, que foi morto por ordens de Obama em um ataque de drones em setembro de 2011 no Iêmen. O irmão mais velho de Nawar, Abdulrahman, de 16 anos, foi morto pouco depois em outro ataque com drones.

No bombardeio de sexta-feira no norte do Iêmen, no distrito de Mahda, ao sudoeste de Saada, área de maioria Houthi, o chefe do departamento de saúde local, Dr. Abdel-Ilah al-Azzi, disse que o ataque destruiu uma casa, matando três mulheres e seis crianças - duas delas bebês - e ferindo mais três pessoas. Um parente, que se recusou a ser identificado, disse que o ataque ocorreu antes do amanhecer enquanto a família. dormia. Os vizinhos que correram para a cena tiveram medo de começar o trabalho de resgate enquanto a aeronave pairava sobre suas cabeças. Os jatos sauditas também atacaram um veículo que transportava civis na mesma área, matando outras duas pessoas e ferindo mais sete. Pelo menos 25 iemenitas haviam sido foram mortos na mesma província em junho, quando a aviação saudita atingiu um mercado. Outro mercado foi bombardeado em março no porto de Khoukha, no oeste do país, chacinando 22 e ferindo dezenas.            A.P. 

 

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