Governo sírio lembra à ONU que EUA opera
de forma ilegal no país e cobra sua retirada

 Em carta enviada ao Conselho de Segurança da ONU e ao secretário-geral Antonio Guterres, a Síria denunciou os crimes de guerra dos EUA em Raqqa e exigiu que Washington seja advertido e tenham fim as incursões no espaço aéreo sírio. “O bombardeio sistemático de áreas residenciais, casas de civis, a destruição do hospital público de Raqqa e o uso de fósforo branco proibido pelas aeronaves da coalizão internacional são uma flagrante violação do direito internacional e estão entre os crimes da coalizão contra [civis] Inocentes nas províncias e cidades da Síria “, afirmou o ministro das Relações Exteriores sírio no domingo (6). A carta reiterou que o exército dos EUA está operando na Síria “fora do quadro da ONU e sem a permissão do governo sírio”, e cobrou que a ONU defenda o direito internacional, ordenando Washington e sua “coalizão” fora do país.

No sábado (5), o vice-chefe do Crescente Vermelho Árabe da Síria informou que aviões de guerra dos EUA atacaram um hospital em Raqqa com bombas de fósforo, massacrando 43 civis. Ataque aéreo no dia anterior matou uma mulher e seus sete filhos. A oficial do Crescente Vermelho, Dina al-Assad, informou que os aviões de guerra que atacaram o hospital realizaram 20 incursões, visando enfermarias, geradores de energia, veículos e enfermarias, deixando grande parte das instalações em escombros.

Tanto bombardear um hospital quanto o uso de bombas de fósforo são crimes de guerra. As bombas de fósforo são armas químicas extremamente agressivas e proibidas pelas leis internacionais, que queimam a carne no osso e reencaminam-se dentro das feridas, estão proibidas nas Convenções de Genebra para serem usadas em áreas civis. O Pentágono admitiu anteriormente em junho ter deixado cair bombas de fósforo em Raqqa, afirmando que estava usando-as para marcar alvos, o que também cometeu no assalto a Mossul. De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede na Grã-Bretanha, e que é contrário ao governo Assad, há também 30 outros feridos.

O Pentágono reconheceu na terça-feira (8) que seus aviões de guerra realizaram “35 ataques consistindo em 42 alvos” contra Raqqa nas 24 horas anteriores. Washington está retomando em Raqqa o mesmo tipo de devastação infligidos na cidade iraquiana de Mossul, onde 40 mil civis foram mortos e mais de 1 milhão de iraquianos foram expulsos de suas casas. Acredita-se que 50.000 civis permanecem em Raqqa. Como as forças fantoches que participam do cerco a Raqqa são mais fracas do que as que estavam disponíveis no ataque a Mossul, teme-se que os bombardeios dos EUA sejam ainda mais brutais.

 

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