Enquanto derrete o apoio popular
 a Macron, Parlamento avaliza desmonte da CLT francesa

O parlamento francês aprovou na quarta-feira (2) um ato que autoriza o governo de Macron a desfiguar a lei do trabalho por decreto. A mal-chamada “reforma” permite na prática a cassação dos direitos dos trabalhadores ao permitir – entre outros ataques à proteção do trabalho - que as empresas negociem contratos que violem as leis trabalhistas nacionais e os acordos de nível industrial, além de facilitar as demissões, sob o cínico pretexto de “combater o desemprego”.

Macron também planeja reduzir as pensões e os subsídios de desemprego por decreto. A introdução de um sistema de pagamento de pensões destina-se a permitir que o Estado avance para a abolição do direito social a uma pensão totalmente financiada publicamente. Com a “reforma” dos benefícios de desemprego será reforçada a supervisão e o assédio dos candidatos a emprego, enquanto a duração dos benefícios do auxílio desemprego será reduzida.

Os anúncios de cortes da administração Macron estão provocando ampla oposição entre os trabalhadores. Embora seu mandato tenha começado em 14 de maio, em apenas três meses Macron e seu governo já se tornaram impopulares. De acordo com pesquisas recentes, a aprovação de Macron caiu rapidamente para 40%, a queda mais rápida para um presidente recém-eleito desde a criação do cargo de presidência em 1958.

Esse colapso na popularidade é o julgamento inicial da população sobre a tentativa de Macron de criar uma ditadura uma da aristocracia financeira. Os cortes nos benefícios da habitação, o congelamento de salários no setor público, e uma elevação de impostos planejada sobre aposentados estão provocando crescente insatisfação.

O pesquisador da Ifop, Jérôme Fourquet, comentou que a queda da popularidade de Macron se deve à “política de austeridade do governo ... [e] vários descontentamentos e reclamações provenientes de camadas muito diversas da população”, incluindo mulheres trabalhadoras, trabalhadores do setor público e aposentados.

 

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