Misérias e glórias do xadrez (3)

Esta parte do artigo analisa matches e esquivas do predecessor de Garry Kasparov na primeira demonstração da convivência entre “ser um ás no xadrez e um cretino em outros campos da vida”: o campeão mundial Alexander Alekhine

 CARLOS LOPES

Algum sujeito de espírito, parece que Miguel de Unamuno, disse que “o xadrez é um excelente exercício para melhorar a capacidade de jogar xadrez”. Nada pode ser acrescentado a esse raciocínio, exceto que também é válido para o salto com vara ou para a porrinha. A diferença é, apenas, a de que ninguém jamais pretendeu que as pessoas ficassem – ou fossem - mais inteligentes por saltar com vara ou apostar uns cobres nos palitinhos. Já o xadrez...

As pessoas que jogam xadrez não o fazem porque são mais inteligentes ou para ficar mais inteligentes. Jogam porque gostam de jogar xadrez. Como conseqüência, é possível ser um ás do xadrez e, ao mesmo tempo, ser um cretino em outros campos da vida. Muito antes de Kasparov, Alexander Alekhine foi a primeira demonstração dessa estranha convivência – estranha apenas em função das fantasias que cercam o jogo.

Nascido numa família muito rica, filho de um latifundiário czarista e da herdeira de um império industrial, Alekhine saiu da Rússia em 1921. Já era, então, famoso como jogador. Apesar de um incidente na Ucrânia, em que foi preso como espião contra-revolucionário (era a época da guerra civil), as autoridades soviéticas o liberaram para disputar o campeonato de Moscou (janeiro de 1920) e a Olimpíada de Xadrez de Todas as Rússias (outubro do mesmo ano) - que seria considerada como o I Campeonato da URSS, quando esta foi organizada, em 1922. Ele venceu os dois torneios. Porém, mais do que a oportunidade de jogar xadrez, os soviéticos ofereceram-lhe emprego como tradutor na Internacional Comunista e o nomearam secretário do Departamento de Educação Comunista.

No entanto, logo em seguida, ele preferiu juntar-se àquela malta de foragidos russos que se reunia em Paris. Naturalizou-se francês e até freqüentou a Sorbonne, supostamente para formar-se em Direito com uma tese sobre o sistema penitenciário chinês - as atuais instâncias de pós-graduação ainda não existiam, mas a embromação acadêmica já tinha, há muito, feito a sua estréia. A tese não foi aprovada, até porque ele jamais chegou a elaborá-la - o que não o impediu de intitular-se “Dr. Alekhine” para o resto da vida.

Mas, foi antes de sair da Rússia que ele começou a série de casamentos com senhoras algo alucinadas, em geral tão decrépitas quanto endinheiradas, a que se refere Hans Kmoch em “Grandes Mestres Que Eu Conheci”.

Amigo de Alekhine por longos anos, seu “segundo” (analista para partidas adiadas) durante o match de 1934 pelo campeonato mundial, e árbitro do match seguinte, Kmoch rompeu com o então campeão mundial durante a II Guerra, quando vivia com a esposa na Holanda invadida pelos nazistas. Foi então que um jornal alemão editado no país ocupado publicou um artigo de Alekhine intitulado “Xadrez ariano e xadrez judaico”. Referindo-se à sua derrota no match de 1935, dizia: “O árbitro Kmoch é casado com uma judia, logo qualquer um pode imaginar como ele era objetivo”.

Com efeito, a esposa de Kmoch, Trudy, era judia – e não é preciso dizer muito mais: “Sob o olho vigilante da Gestapo, tais declarações podiam significar a morte (....). Minha mulher e eu já estávamos em constante medo de que ela pudesse ser deportada. A acusação de Alekhine foi aterrorizante”, escreveu, depois, Kmoch. Acrescente-se que este último, austríaco, era “cidadão do Reich”, ou seja, após a anexação da Áustria, estava sujeito às leis raciais da Alemanha, em que o casamento com uma judia era crime punível, inclusive, com a morte.

A necessidade de relembrar o rol de canalhices perpetradas por Alekhine durante a guerra – em que também ele era oficialmente cidadão de um país ocupado, a França – reside em que hoje apareceram vários apologistas a relevar essa conduta indecente. A última versão é a de que “não foi provado” que Alekhine escreveu os artigos que apareceram com a sua assinatura nos jornais nazistas. Isso é exatamente o que não precisa de prova. Se ele apenas os assinou, pior. E, se esses artigos não existissem, sobrariam os seus alegres retratos em torneios nazistas, no momento em que uma série de grandes jogadores recusavam-se a participar dessas promoções nos países ocupados e, sobretudo, sua longa estadia como hóspede do “governador-geral” da Polônia, SS-Obergrup-penführer (general das SS) Hans Frank, executado em Nuremberg por crimes contra a Humanidade.

Porém, sobre os apologistas de Alekhine, bastam alguns trechos do relato de Kmoch - escrito pouco antes de sua morte, em 1973 - que reproduzimos aqui porque “Grandes Mestres Que Eu Conheci” não foi publicado em livro (há uma tradução em inglês, “Grandmasters I Have Known”, nos arquivos da revista eletrônica “ChessCafe.com”):

“Algum tempo atrás, escrevi um artigo sobre Alekhine. Já que ele era um contemporâneo meu que eu havia conhecido bem por muitos anos, senti que poderia evitar a costumeira apresentação dele como um grande gênio do xadrez e modelo de virtude. Ao invés disso, escrevi sobre sua personalidade e sobre minhas próprias experiências com ele, o que significava mostrá-lo, entre outras coisas, como um alcoólatra, um oportunista político e um anti-semita no estilo nazista.

“Quando meu artigo apareceu na Deutsche Schachzei-tung, uma revista sobre xadrez de Berlim, enfrentei considerável menosprezo por parte de alguns ardorosos arianos. Um professor alemão insistiu que nunca tinha visto Alekhine bêbado e que, portanto, Alekhine não podia ter sido um alcoólatra. Outro professor alemão explicou tudo apontando a minha própria inferioridade. Um homem que em Viena costumava pertencer somente a clubes arianos de xadrez, condenou meu artigo como irreconciliável com o fato de que eu uma vez fora segundo de Alekhine.

“Muito mais tarde, alguns nobres especialistas em cobrir de cal a realidade, gente da mesma categoria dos professores alemães acima mencionados, explicaram que Alekhine foi forçado a escrever aqueles infames artigos. Mas isso é simplesmente uma variante da história do bêbado que borrou as calças e depois queria saber quem era o culpado”.

Porém, em 1927, quando se tornou campeão, a consciência geral ainda era a de que os nazistas não passavam de alguns palhaços. Somente quando lhe pareceu que os nazistas iriam ganhar a guerra, é que Alekhine começou publicamente a bajulá-los. Antes, tomou bastante cuidado, inclusive para que os soviéticos não o vissem como um inimigo, apesar de sua condição de emigrado da Rússia.

A explicação é que nenhum outro país contava com tanta simpatia nos meios enxadrísticos quanto a URSS. Esta, aliás, havia sido governada por um enxadrista, Lenin, e era agora dirigida por outro, Stalin, ambos conhecidos como fortes jogadores. Quando o grande Lasker foi obrigado, após a tomada do poder por Hitler, a sair da Alemanha, preferiu Moscou como local de moradia, em vez de Londres, onde havia, a princípio, se asilado. Posteriormente, foi encontrar-se com seu amigo Albert Einstein, nos EUA.

A FUGA

O primeiro problema de Alekhine, depois de ganhar o título mundial, foi o mesmo de antes: José Raul Capablanca. Por acordo mútuo, havia sido acertado que haveria um match-revanche. Alekhine rompeu o compromisso - e é impressionante a energia que investiu para fugir a um novo confronto.

Não era apenas uma fuga do match-revanche. Alekhine fugiu de qualquer enfrentamento, mesmo em torneios, com Capablanca. Numa atitude que só seria vista muitas décadas depois, exigiu, em certas ocasiões, que a inscrição de Capablanca não fosse aceita, como condição para sua participação em torneios - tal como Kasparov faria com o GM Valery Salov, é verdade que, nesse último caso, por razões políticas, e de forma mais covarde, pois Salov não era Capablanca, e, em meio à queda da URSS, tinha a mídia contra ele.

O outro método de Alekhine, ao saber que Capablanca seria um dos participantes de um torneio em que já estava inscrito, era, na última hora, fazer exigências financeiras extorsivas, a serem cumpridas em prazo exíguo (v. p. ex., sua carta de 19/05/1932 a um dos organizadores do Torneio de Pasadena, Califórnia).

Quando do falecimento de Capablanca, em 1942, Alekhine diria que “morreu o maior jogador de todos os tempos, um gênio como nunca se verá novamente”. Próximo da própria morte solitária em Portugal, deixou escapar: “Não entendo, nem agora depois de tantos anos, como consegui ganhar de Capablanca no match de 1927”.

Em suma, Alekhine queria manter o título contra alguém que tinha certeza de que era melhor do que ele. Há quem não concorde com esta avaliação sobre Capablanca. Mas esta era a avaliação de Alekhine. Conta Reuben Fine que, no início dos anos 30, Capablanca mostrou a ele a montanha de correspondência mantida com Alekhine e/ou seus representantes, com o objetivo de realizar um novo match. Tudo perfeitamente inútil. Alekhine estava fugindo de jogar uma simples partida, quanto mais um match.

No entanto, em 1936, Alekhine não conseguiu evitar o confronto com Capablanca. Era um dos torneios mais importantes do mundo, o de Nottingham, Inglaterra, e Alekhine estava com o prestígio abalado, por sua derrota contra Euwe no ano anterior – somente no ano seguinte ele recuperaria o título mundial, precisamente, num match-revanche. Assim, aceitou participar de Nottingham, mesmo sabendo que Capablanca estaria lá.

A partida foi especialmente tensa. Os jogadores evitaram sentar-se um em frente ao outro – faziam sua jogada e depois iam andar pelo salão, esperando a resposta do oponente. Alekhine ficou em posição superior. E foi então que o talento estratégico de Capablanca se impôs sobre o jogo eminentemente tático de Alekhine. Entre os que analisaram a partida, somente o velho Lasker – aos 68 anos – percebeu a sutileza. Eis o relato de Capablanca:

“Durante o transcurso da partida, meu contrário adquiriu uma magnífica posição, e, em um determinado momento, viu que mediante uma pequena manobra podia ganhar a qualidade [“ganhar a qualidade” = trocar um bispo ou cavalo, peças menores, por uma torre, peça maior]. Atirou-se e ganhou a qualidade, mas depois perdeu a partida. Muitos dos mestres mais fortes ali presentes puseram-se a estudá-la. Todos partiam do momento em que começava a manobra para ganhar a  qualidade. Todos afirmavam que a manobra  era correta, e  buscavam o erro em algo posterior. Assim estiveram por muito tempo,  e nisso chegou Lasker. Colocaram-no a par do resultado e lhe mostraram a posição; mas logo que começaram a demonstrar-lhe a manobra para ganhar a qualidade, ele interrompeu e disse: ‘Não, isso nunca’. O velho mestre havia percebido o que os outros não haviam visto: que  ganhar a qualidade era um erro, e que meu contrário não somente perdia  a  vantagem que lhe dava sua magnífica posição, mas que, com qualidade e tudo, tinha uma posição perdida. Havia percebido que a combinação não havia sido feita pelo meu contrário, mas por mim, ao permitir-lhe ganhar a qualidade. Assim, disse: ‘Você, sem dúvida, respirou aliviado quando viu que seu adversário mordeu o anzol’. (....) A verdade é que Lasker foi o único alí presente que se deu conta do verdadeiro valor daquela posição, assim como das possibilidades  que ela continha” (transcrito de “Ultimas Lecciones”, pela revista Ajedrez en Cuba, Vol. II-16, nº 26, set./1998).

Há algo inteiramente fora do comum neste texto: Capablanca, que sempre se mostrou amistoso com os oponentes, inclusive nas análises dos jogos que ganhou deles, nesse caso não cita o seu nome. Nem mesmo o chama de “oponente”, em geral o termo que os enxadristas preferem para designar seus adversários. Até mesmo esta última palavra é usada, no texto, somente por Lasker. Capablanca prefere chamá-lo de “meu contrário”. O que Alekhine, sob vários aspectos, e essencialmente, era.

A.V.R.O.

Assim, Alekhine preferiu indicar como seus desafiantes jogadores mais fáceis de bater do que Capablanca. O seu favorito foi Bogolyubov, também um “russo branco”, que ele dominava sem dificuldades.

Alekhine bateu Bogolyubov em 1929 e 1934. Depois disso, os litros de álcool começaram a deixar suas seqüelas. Em 1935, Capablanca, que interrompera brevemente sua trajetória no xadrez entre 1931 e 1934, voltara a ser o principal jogador do mundo. Mas Alekhine continuava a sua fuga. Escolheu como desafiante o matemático holandês Max Euwe, um excelente teórico, depois presidente da FIDE.

Encharcado em bebida, apesar de ter escolhido o desafiante – não resistira à atrativa bolsa oferecida – Alekhine perdeu o título mundial. Euwe venceu, com 9 partidas ganhas, 8 perdidas e 13 empates. Porém, o novo campeão, um homem de caráter, que se recusaria, durante a ocupação nazista da Holanda, a participar dos torneios organizados pelos invasores, manteve sua palavra em relação ao match-revanche acordado antes. Assim, Alekhine recuperou o título em 1937, depois do supremo sacrifício de deixar, por algum tempo, as bebidas alcoólicas - para ele, o xadrez era um vício mais importante.

Mas havia se chegado a um limite. O sistema pelo qual o campeão escolhia seu próprio desafiante entrara em falência. A rigor, apodrecera em público, depois da escandalosa conduta de Alekhine. Era impossível continuar daquele jeito, com um campeão à caminho da demência, mantendo o título exclusivamente devido a uma regra injusta. Em 1937, a entidade mundial, a FIDE, tentou apontar como desafiante a Salo Flohr, jogador tcheco-eslovaco (após a invasão de Hitler ao seu país natal, naturalizado soviético) que fizera sensação nos anos precedentes. Alekhine, simplesmente, ignorou a indicação. Veremos como, 60 anos depois, Kasparov imitaria Alekhine.

Foi esse estado geral de incômodo, colocando em questão a legitimidade do título mundial, que fez com que Alekhine aceitasse a realização de um torneio para apontar o desafiante - além, evidentemente, do estipêndio que lhe ofereceram os patrocinadores do torneio, a cadeia radiofônica holandesa A.V.R.O. (Algemene Vereniging Radio Omroep). Embora, exceto o escândalo que poderia advir de sua recusa, nada havia que obrigasse Alekhine a respeitar o resultado do torneio.

O Torneio A.V.R.O. reuniu, em 1938, os oito maiores jogadores do mundo: Capablanca, Alekhine, Max Euwe, o campeão soviético Mikhail Botvinnik, Salo Flohr, o estoniano Paul Keres (a Estônia ainda não fazia parte da URSS), o norte-americano Reuben Fine e o polaco-americano Reshevsky.

Em meio ao torneio, Capablanca sofreu um acidente vascular cerebral. Mesmo assim, quis cumprir a tabela até o final. Empatou uma das partidas com Alekhine e perdeu a outra. Chegou em sétimo, à frente de Salo Flohr, afetado pelos acontecimentos em seu país. Alekhine conseguiu apenas o sexto lugar, um ponto acima de Capablanca – 7 em 14 possíveis.

O A.V.R.O. foi vencido pelo norte-americano Reuben Fine e pelo estoniano Paul Keres, ambos com 8,5 pontos, logo acima do maior jogador soviético, Mikhail Botvinnik. Mas, antes que os vencedores acertassem regras para o desempate e a disputa do título com Alekhine, começou a II Guerra Mundial. Depois dela, o xadrez soviético emergeria como hegemônico pelo próximo quarto de século.

CONTINUA NA PRÓXIMA EDIÇÃO




03 de Outubro

A luta política, ideológica e propagandística por trás das grandes disputas de xadrez e o papel do ex-campeão mundial, Garry Kasparov, como testa-de-ferro dos interesses da “oligarquia” e monopólios imperialistas nas próximas eleições presidenciais na Rússia

05 de Outubro

Respostas a algumas questões levantadas por leitores e as disputas que abriram a primeira sessão de luta política-ideológica da história do xadrez, são os assuntos abordados por Carlos Lopes na continuação do seu artigo

10 de Outubro

Esta parte do artigo analisa matches e esquivas do predecessor de Garry Kasparov na primeira demonstração da convivência entre “ser um ás no xadrez e um cretino em outros campos da vida”: o campeão mundial Alexander Alekhine

12 de Outubro A luta político-ideológica da guerra chega aos torneios de xadrez. Mas a propaganda anti-comunista não teve muita alternativa no esporte onde seus inimigos tinham uma hegemonia tão grande que, de 1948 à 1972, todos os campeões e seus desafiantes eram da URSS
17 de Outubro

A cruzada anti-stalinista dos kruschevistas, a partir de 1956, e sua relação com a campanha contra o campeão Botvinnik, que personificava uma época que eles, na impossibilidade de eliminar da História, queriam demonizar, repetindo a propaganda anti-soviética da década de 30

19 de Outubro

Quase na mesma época em que o grande campeão soviético Botvinnik é vítima de um golpe na FIDE, e pior, com a anuência da própria equipe da URSS de Kruschev, surge na arena do xadrez a genialidade tática do jovem letão Mikhail Tahl

24 de Outubro

No auge da Guerra Fria, a disputa ideológica é acirrada e invade o Torneio de Candidatos de 1962. Bobby Fischer acusa os soviéticos de manipular os resultados. A FIDE, sob pressão norte-americana, acabou com o Torneio e o substituiu por matches entre os pretendentes ao título. Se, pouco tempo antes, o FBI desconfiou que Fischer havia sido recrutado como espião pelos soviéticos, agora, haviam conseguido um propagandista ideal, ainda que inconsciente

26 de Outubro

Existe a tendência de ver o Fischer das décadas de 60 e 70 como um instrumento inconsciente do establishment norte-americano durante a “guerra fria”. Mas sua atitude em relação a Cuba, país que, no início da década de 60, irritava mais a casta dominante nos EUA do que a URSS, revela mais do jovem Grande Mestre do xadrez

31 de Outubro

A partir da década de 60, após o auge de Boris Spassky, o xadrez soviético passa, pela primeira vez desde a II Guerra Mundial, por uma entressafra

02 de Novembro

Ainda não é totalmente claro como foram as articulações para colocar Fischer irregularmente no Interzonal . O fato é que, desde antes do Campeonato dos Estados Unidos (novembro de 1969), o manda-chuva da USCF, coronel Ed Edmonson, fazia gestões para ter o americano como candidato ao título

07 de Novembro

A interferência de Kissinger no Interzonal de Palma de Mallorca é a hipótese mais provável para a súbita decisão de Fischer de aceitar as irregulares gestões para colocá-lo na disputa

09 de Novembro

Spassky entrou no match já derrotado. Não enxadristicamente, mas ideologicamente, em meio à luta ideológica que se tornou o match

14 de Novembro Em 1984, com o xadrez mundial regredido às regras de 1927, Karpov, três vezes campeão do mundo, enfrenta a maratona contra Kasparov
16 de Novembro O caráter de Kasparov começa a ficar nítido logo após o primeiro match com Karpov, ao propor que fosse declarado vago o lugar do campeão
21 de Novembro Esticar o match até exaurir o oponente era a tática de Kasparov. Porém, era bastante claro para ele o risco da continuação da disputa  
23 de Novembro Na 22ª partida, Karpov se aproxima do adversário e fica a uma vitória do título. Com o empate da 23ª partida, a decisão foi para o último jogo do match
28 de Novembro Em 1993, o conflito de Kasparov com a FIDE era basicamente o conflito do mercantilismo sem limites com os freios a ele que ainda existiam
30 de Novembro Em nome de ser o "melhor do mundo", Kasparov promovia o rompimento de qualquer regra no xadrez e pretendia estar acima de qualquer organização coletiva

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LULA: "OPOSIÇÃO QUER CRIAR CPI PARA ENTRAVAR A APROVAÇÃO DO PAC"

LULA DÁ TODO PODER À FAB PARA PÔR BIRUTAS DE AEROPORTO NA LINHA

LULA DIZ AOS EUA QUE RELAÇÃO BRASIL-IRÃ NÃO É DA ALÇADA DE BUSH

SENADO ISOLA BUSH E COMEÇA A VOTAR RETIRADA DO IRAQUE

 

 DIRETORES DO BC E FORÇAS OCULTAS DO MERCADO FLAGRADOS EM REUNIÃO SECRETA

 

TV PÚBLICA É DEMOCRACIA. MONOPÓLIOS DE MÍDIA SÃO SUA NEGAÇÃO

 

"VEJA" ABRE CRUZADA FASCISTA CONTRA REDE PÚBLICA DA TELEVISÃO

 

ANATEL ABRE A PORTEIRA PARA O CARTEL DAS TELES DOMINIAR A TV DO BRASIL

 

BUSH SAI DA AMÉRICA DO SUL MAIS ISOLADO DO QUE NA CHEGADA

 

BUSH NÃO QUER COMPRAR NOSSO ÁLCOOL, QUER AS NOSSAS USINAS

 

ÁLCOOL: EUA INVESTEM 2 BILHÕES DE DÓLARES PARA DESNACIONALIZAR A PRODUÇÃO DO BRASIL

 

SOLUÇO NA BOLSA DE NY E JURO INSENSATO DE MEIRELLES FAZEM CAIR BOLSA NO BRASIL

 

LULA CONVOCA TABARÉ A SE UNIR A HERMANOS E NÃO AO BIG BROTHER

 

LULA A MORALES: "ANTES DE SERMOS PRESIDENTES SOMOS COMPANHEIROS"

 

TURBA QUER COMBATER CRIMES LINCHANDO OS MONSTROS QUE CRIOU

 

LULA CONCLAMA O PT A MANTER O RUMO E "NÃO A ATIRAR NO PRÓPRIO PÉ"

 

PROMESSA DO COPOM DE MANTER JUROS ALTOS ACIRRA CRISE CAMBIAL

 

 LULA CORRIGE CONTAS DA PREVIDÊNCIA: "DÉFICIT" ERA SÓ TRUQUE CONTÁBIL

 

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SANHA PRIVATISTA GERA TRAGÉDIA NAS OBRAS DA LINHA 4 DO METRÔ-SP

 

LULA SUSPENDE A PRIVATIZAÇÃO DAS RODOVIAS FEDERAIS

 

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LINCHAMENTO DE SADDAM EXIBE MISÉRIA MORAL DE BUSH E SUA KLAN