Misérias e glórias do xadrez (12)

Spassky entrou no match já derrotado. Não enxadristicamente, mas ideologicamente, em meio à luta ideológica que se tornou o match

CARLOS LOPES

O espírito de Spassky durante o match com Fischer pode ser bem aquilatado pela quinta partida (equivalente à sexta rodada, pois Fischer faltou à segunda). O norte-americano, que, quando jogava com as brancas, considerava um “princípio” começar pelo avanço do peão do rei, pela primeira vez na vida preferiu o chamado “gambito da dama” (a frase exata de Fischer, em seu livro de 1968, “My 60 Memorable Games”, é: “eu jamais comecei uma partida com o peão da dama – por princípio”).

Era um lance psicológico - no entanto, não pouco arriscado. Spassky, após seu match de 1969 com Petrosian, era considerado o maior conhecedor no mundo de uma das variantes dessa linha, a variante Tartakower (alguns enxadristas a chamam “sistema T.M.B.”, sigla que vem do nome de seus principais desenvolvedores: Tartakower, Makogonov e Bondarevsky). Mais do que isso, a reputação de Spassky era a de jamais haver perdido um único jogo com essa linha (e, até onde pudemos verificar, essa reputação era justificada).

Por outro lado, em 1968, em seu livro “My 60 Memorables Games”, comentando sua partida com o iugoslavo Bertok (ed. cit., pág. 207), Fischer havia publicado uma análise dessa linha - e a seguiu, na partida de 1972 com Spassky.

Mas, depois de entrar em sua linha favorita, o campeão escolheu um caminho já refutado, dois anos antes, por seu compatriota Semyon Furman, em um famoso jogo pelo campeonato soviético. Era impossível que Spassky não conhecesse essa partida e, mais do que isso, não conhecesse o estudo que Furman publicou na URSS sobre o tema. Praticamente todas as revistas soviéticas de xadrez haviam registrado a partida e a análise de Furman.

Porém, pior ainda, o oponente que Furman derrotou na partida de 1970 foi Geller, que em Reikjavik era, exatamente, o principal analista de Spassky. E, naquela altura dos acontecimentos, Geller também já havia analisado minuciosamente essa partida, em especial seu erro na 14ª jogada das negras – e descoberto uma alternativa, que aplicou com sucesso no ano seguinte, contra o holandês Jan Timman.

Mas Spassky, no entanto, repetiu, em 1972, o erro de Geller em 1970, como se tudo isso não existisse. E, frisamos mais uma vez, numa linha que era sua favorita – portanto, presumivelmente, sobretudo em se tratando de um jogador de seu nível, deveria estar interessado nas novidades a respeito dela, ainda mais quando as análises foram tão divulgadas.

Evidentemente, Spassky sabia de tudo isso. Sua derrota nesta partida não foi por ignorância, mas pelo estado psicológico em que se encontrava – e já na quinta partida, de um match programado para 24.

 O ERRO 

No entanto, o match não havia começado mal para Spassky. Na primeira partida, um erro de Fischer, tomando um peão desprotegido, lhe custou uma peça (um bispo) e dera a vitória ao campeão. Há muita coisa escrita sobre esse erro, aparentemente um erro crasso; a melhor análise, em nossa opinião, é a do próprio Fischer: segundo ele, simplesmente calculou errado, achando que o bispo poderia ser salvo depois de tomar o peão. O importante, aqui, é o motivo desse erro: Fischer, muitas vezes, tinha dificuldade em resistir a uma aparente vantagem material. Não por acaso, jogadores dispostos a sacrificar material (isto é, peões e peças) para obter uma posição melhor, ou um ataque, sempre foram, para ele, seus oponentes mais difíceis. O exemplo mais evidente é, naturalmente, Mikhail Tahl.

O que é revelador de um efeito da insegurança de Fischer. Por isso seu “calcanhar de Aquiles” era as posições incertas. Ele necessitava estar seguro das seqüências e posições que surgiriam. Avaliações gerais não eram suficientes para ele. Porém, tanto no xadrez quanto em qualquer outro campo da vida, muitas vezes é necessário tomar decisões sem que se esteja completamente seguro da sua correção, e às vezes até pouco seguro. Era nesses momentos que Fischer tendia a fracassar – inclusive, como nessa primeira partida do match de 1972, tendia a cometer o que os americanos chamam  de “blunder”, isto é, um erro crasso.

No entanto, muitos diriam que a posição em que ele cometeu esse erro na primeira partida não era incerta, mas uma posição empatada. Pelo menos quando jogou – e errou – Fischer, provavelmente, não tinha essa avaliação. Mas, vamos admiti-la, porque, do ponto de vista objetivo, ela é verdadeira. Aqui está outra debilidade de Fischer: a dificuldade em se conformar com situações em que não é possível ganhar. Ele não tinha problemas em empatar uma partida perdida – v. seus comentários à partida com Walther, em “My 60 Memorable Games”. Mas, não era tranqüilo diante de posições realmente empatadas. E, aí, ao forçar uma posição que não podia ganhar, a possibilidade de erro aumentava, como notou o mestre cubano Eleazar Jimenez-Zerquera, na análise de sua partida com Fischer na 15ª rodada do Memorial Capablanca de 1965.

É provável que Spassky fosse o jogador do mundo em melhores condições, do ponto de vista puramente enxadrístico, para colocar Fischer diante de situações do tipo das que mencionamos, em especial as do primeiro tipo. O problema é que não existe o “puramente enxadrístico”. Pelo menos não em jogos entre seres humanos.

Para vencer Fischer, Spassky teria que ser outro Spassky. Não outro enxadrista, mas outra pessoa. Diante de um oponente convicto – na época – de que era necessário “bater os russos pela América”, Spassky não estava convencido de que o lado em que estava, não o enxadrístico, mas o político, era o melhor. Isto, para dizer o mínimo. A impressão que ele passava – e ainda passa – é que achava o lado em que estava, pior do que o do seu oponente.

Não era verdade, mas isso, também, não é culpa de Spassky – ou, pelo menos, não é somente, ou inteiramente, ou fundamentalmente, culpa de Spassky. Afinal, era essa a cultura que vinha se gestando na URSS desde 1956. Toda a ideologia de “emulação com os EUA” (no momento em que a URSS estava, depois do Sputinik, tecnologicamente à frente!) conduzia ao rebaixamento soviético diante dos norte-americanos. E este é apenas um aspecto secundário da questão: por que, na cabeça de muitos soviéticos como Spassky,  valeria a pena defender um país cuja história, na versão oficial, isto é, na versão de Kruschev, era uma história de crimes em massa? Somente muitos anos depois essa versão seria abalada – e, hoje, encontra-se em frangalhos, daí a nova onda de livros anti-comunistas sobre a história da URSS, que não seriam necessários, se não fosse para tentar costurar esses frangalhos.

Provavelmente, era pedir demais a Spassky que percebesse essas coisas, que na época não estavam claras nem para gente de muito mais responsabilidade do que ele.

Assim, Spassky entrou no match já derrotado. Não enxadristicamente derrotado, mas ideologicamente derrotado, numa guerra em que o xadrez era a forma sob a qual se travava uma batalha ideológica. 

MEMORIAL 

Pretextando a presença de câmeras de televisão, Fischer não compareceu à segunda partida do match. Não voltaremos, aqui, à questão da interferência de Kissinger, já abordada na parte anterior, nem nos deteremos em todas as miudezas levantadas ou provocadas por Fischer durante o match. Que Spassky haja se abalado tanto com elas, apenas demonstra o quanto ele já entrou batido nessa luta.

Para tornar sua situação mais complicada, houve uma série de desastres na preparação para o match. O maior deles, em nossa opinião, foi a realização, em novembro de 1971, de um torneio público, o Memorial Alekhine (logo com esse nome, e nessa hora!) com alguns dos principais jogadores soviéticos e de outros países – inclusive o americano Robert Byrne e o islandês Olafsson, conhecido amigo de Fischer. A atuação de Spassky, que chegou em sexto lugar (aliás, sétimo, pois, pelos critérios de desempate, Tahl acabou em sexto), somente serviu para fornecer uma demonstração pública de fraqueza. Mais ainda porque Petrosian, derrotado por Fischer no mês anterior, ficou em quinto lugar. Se os responsáveis pela preparação de Spassky queriam espargir um pouco de sangue para estimular o apetite dos tubarões, dificilmente encontrariam forma melhor. Se queriam esmagar psicologicamente o próprio jogador que preparavam, também seria quase impossível idéia mais brilhante.

Não por acaso, o chefe da preparação de Spassky era Alexander Kotov. Eis uma personalidade muito pouco abordada nos livros sobre história do xadrez. Já conhecemos (v. parte 6 deste artigo) o relato de Botvinnik, de como, nas Olimpíadas de Munique, Kotov, capitão da equipe soviética, tentou impor a ele, então campeão mundial, a submissão ao desejo americano de que pontuasse em branco contra Reshevsky.

Como jogador, o prestígio de Kotov era devido principalmente à sua vitória no Interzonal de Estocolmo, em 1952, a maior diferença de um primeiro colocado num Interzonal até que Fischer, em Palma de Mallorca, batesse o recorde por meio ponto. Mas, no ano seguinte, ficara em oitavo lugar no Torneio de Candidatos de Zurique, embora tenha sido o único a ganhar uma partida do vitorioso naquele torneio, Vassily Smyslov.

É verdade que seu prestígio era sombreado por uma história, segundo a qual tentara subornar o GM Alexander Tolush no campeonato soviético de 1945, não conseguindo o seu intento – Tolush ganhou a partida contra Kotov, o que fez com que este perdesse o terceiro lugar (acabou em sexto). Segundo outra versão, teria sido Tolush a oferecer-se para ser subornado, com o que concordou Kotov, mas não aceitou o preço - o total do prêmio correspondente ao terceiro lugar. Na duas versões, o papel de Kotov não é propriamente edificante.

Como autor, Kotov era responsável pela tentativa - aliás, bem sucedida após 1956 - de reabilitar Alekhine na URSS, com quatro volumes de uma alentada biografia enxadrística.

Porém, as obras mais conhecidas de Kotov são “Pense como um Grande Mestre” e “Jogue como um Grande Mestre”, os dois primeiros volumes de uma trilogia que se encerrou com o menos conhecido “Treine como um Grande Mestre”. Sobre este último livro, não podemos dar uma opinião, pois não o lemos. Os outros dois nos parecem exemplares daquilo que Lenin, falando de Bukharin, chamou de “pensamento escolástico”, ou seja, não dialético. Se os GMs raciocinassem apenas daquela forma, ou essencialmente daquela forma, o xadrez seria um jogo muito chato. Até mesmo o GM inglês John Nunn, autor que está mais longe da dialética e do comunismo que Bobby Fischer, notou a fragilidade da concepção de Kotov (cf. Nunn, “Secrets of Practical Chess”, Gambit Publications, 1998, págs. 7 e seguintes). Além disso, como observou um jogador brasileiro, Kotov parece ignorar, e mesmo desprezar, toda a dimensão psicológica do xadrez, o que não é pouca coisa, em se tratando de um livro sobre xadrez.

A partir do final da década de 50, Kotov tornou-se um dos principais dirigentes da Federação de Xadrez da URSS. Ao que parece, ele deu-se muito bem com as mudanças que ocorreram no país a partir dessa época.

Como chefe da preparação de Spassky, ele foi autor de algumas das mais arrogantes e histéricas declarações dessa época. Mas nada se comparou à idéia de colocar Spassky no Memorial que homenageava o ídolo de Kotov, Alekhine. Ao que parece – mas disso não temos certeza, embora nos pareça provável – ele foi um obstáculo a que Spassky levasse Geller como seu “segundo” para Reikjavik. E, nesse caso, a escolha de Spassky era inteiramente correta. Aliás, era a melhor possível: Geller não somente era um dos mais capazes analistas da URSS, respeitado pelo próprio Botvinnik, como era, também, um dos poucos jogadores que tinham derrotado Fischer - nada menos do que 5 vezes (contra 3 derrotas e 2 empates), e conseguira esse resultado jogando sempre as linhas favoritas de Fischer, ou seja, lutando no terreno do oponente. 

KARPOV 

Nesse sentido, Spassky foi capaz, em 1972, de uma partida brilhante, a 13ª do match, onde arrasou Fischer em 31 movimentos, usando a famosa Variante Gotemburgo da Defesa Siciliana (hoje conhecida como “variante do peão envenenado”), desenvolvida primeiramente pelos soviéticos, mas colocada em evidência pelo norte-americano desde 1961.

No entanto, num confronto que não era fundamentalmente enxadrístico, ganhou o lado mais decidido a derrotar o outro – Fischer venceu 7 partidas, empatou 11 e perdeu três, uma delas por W.O., fechando o match na 21ª partida.

Nos anos que se seguiram, a ascensão de Anatoli Karpov no xadrez mundial, sua vitória em 1974 nos matches contra Polugayevsky, Spassky e Korchnoi, a série de exigências de Fischer para disputar o título com Karpov, a aceitação da FIDE de quase todas essas exigências, e mesmo assim a recusa do campeão em enfrentar o desafiante, são fatos demasiado conhecidos para que tenhamos de nos debruçar sobre eles.

Não pretendemos analisar em profundidade os motivos de Fischer para não defender seu título. Faremos apenas uma observação: em quase todos os relatos sobre essa época, ressalta-se o medo pânico que Fischer tinha de perder, após a conquista de 1972.

Parece-nos que este medo existia, como existia antes do título – e, no entanto, nos momentos decisivos, Fischer sempre conseguiu encontrar forças para superá-lo. Além disso, não nos parece indiscutível que Karpov estivesse em condições de derrotar Fischer num match já em 1975. Embora, a verdade é que esta é uma daquelas questões para as quais cabe o verso de T. S. Eliot: “o que poderia ter sido é abstração”.

Portanto, em nossa opinião, há outro elemento - que, em geral, é subestimado, e, na maior parte das vezes, totalmente omitido.

Fischer havia empreendido a caça ao título, fundamentalmente, para, nas palavras do sutil Henry Kissinger, “bater os russos pela América”. E ele o tinha feito, não pela América, mas pelo establishment dos EUA. Três anos depois, é difícil considerar que essa motivação continuava a existir com a mesma intensidade. Nesse intervalo, houve Watergate, a queda de Nixon e Kissinger, os escândalos da CIA e a revelação de como os EUA estavam agindo no Vietnã.

No mesmo intervalo, Fischer havia se reaproximado da mãe, Regina, que não era propriamente, como já vimos, uma ardorosa defensora do status quo, muito pelo contrário. Não que tenha sido Regina a influenciá-lo a não disputar o título. Ao inverso, nos parece que foi o desencanto de Fischer com o uso de sua conquista pelo establishment, que fez com que ele se reaproximasse de sua mãe.

Se Spassky, três anos antes, tinha dúvidas sobre se valia a pena lutar pela URSS, agora era Fischer que não via grandes razões para empenhar-se em lutar por algo que já não lhe parecia a mesma coisa daquela época em que recebeu o telefonema de Kissinger.




03 de Outubro

A luta política, ideológica e propagandística por trás das grandes disputas de xadrez e o papel do ex-campeão mundial, Garry Kasparov, como testa-de-ferro dos interesses da “oligarquia” e monopólios imperialistas nas próximas eleições presidenciais na Rússia

05 de Outubro

Respostas a algumas questões levantadas por leitores e as disputas que abriram a primeira sessão de luta política-ideológica da história do xadrez, são os assuntos abordados por Carlos Lopes na continuação do seu artigo

10 de Outubro

Esta parte do artigo analisa matches e esquivas do predecessor de Garry Kasparov na primeira demonstração da convivência entre “ser um ás no xadrez e um cretino em outros campos da vida”: o campeão mundial Alexander Alekhine

12 de Outubro A luta político-ideológica da guerra chega aos torneios de xadrez. Mas a propaganda anti-comunista não teve muita alternativa no esporte onde seus inimigos tinham uma hegemonia tão grande que, de 1948 à 1972, todos os campeões e seus desafiantes eram da URSS
17 de Outubro

A cruzada anti-stalinista dos kruschevistas, a partir de 1956, e sua relação com a campanha contra o campeão Botvinnik, que personificava uma época que eles, na impossibilidade de eliminar da História, queriam demonizar, repetindo a propaganda anti-soviética da década de 30

19 de Outubro

Quase na mesma época em que o grande campeão soviético Botvinnik é vítima de um golpe na FIDE, e pior, com a anuência da própria equipe da URSS de Kruschev, surge na arena do xadrez a genialidade tática do jovem letão Mikhail Tahl

24 de Outubro

No auge da Guerra Fria, a disputa ideológica é acirrada e invade o Torneio de Candidatos de 1962. Bobby Fischer acusa os soviéticos de manipular os resultados. A FIDE, sob pressão norte-americana, acabou com o Torneio e o substituiu por matches entre os pretendentes ao título. Se, pouco tempo antes, o FBI desconfiou que Fischer havia sido recrutado como espião pelos soviéticos, agora, haviam conseguido um propagandista ideal, ainda que inconsciente

26 de Outubro

Existe a tendência de ver o Fischer das décadas de 60 e 70 como um instrumento inconsciente do establishment norte-americano durante a “guerra fria”. Mas sua atitude em relação a Cuba, país que, no início da década de 60, irritava mais a casta dominante nos EUA do que a URSS, revela mais do jovem Grande Mestre do xadrez

31 de Outubro

A partir da década de 60, após o auge de Boris Spassky, o xadrez soviético passa, pela primeira vez desde a II Guerra Mundial, por uma entressafra

02 de Novembro

Ainda não é totalmente claro como foram as articulações para colocar Fischer irregularmente no Interzonal . O fato é que, desde antes do Campeonato dos Estados Unidos (novembro de 1969), o manda-chuva da USCF, coronel Ed Edmonson, fazia gestões para ter o americano como candidato ao título

07 de Novembro

A interferência de Kissinger no Interzonal de Palma de Mallorca é a hipótese mais provável para a súbita decisão de Fischer de aceitar as irregulares gestões para colocá-lo na disputa

09 de Novembro

Spassky entrou no match já derrotado. Não enxadristicamente, mas ideologicamente, em meio à luta ideológica que se tornou o match

14 de Novembro Em 1984, com o xadrez mundial regredido às regras de 1927, Karpov, três vezes campeão do mundo, enfrenta a maratona contra Kasparov
16 de Novembro O caráter de Kasparov começa a ficar nítido logo após o primeiro match com Karpov, ao propor que fosse declarado vago o lugar do campeão
21 de Novembro Esticar o match até exaurir o oponente era a tática de Kasparov. Porém, era bastante claro para ele o risco da continuação da disputa  
23 de Novembro Na 22ª partida, Karpov se aproxima do adversário e fica a uma vitória do título. Com o empate da 23ª partida, a decisão foi para o último jogo do match
28 de Novembro Em 1993, o conflito de Kasparov com a FIDE era basicamente o conflito do mercantilismo sem limites com os freios a ele que ainda existiam
30 de Novembro Em nome de ser o "melhor do mundo", Kasparov promovia o rompimento de qualquer regra no xadrez e pretendia estar acima de qualquer organização coletiva

Leia

Mercadante agora quer cassar Renan e aprovar a CPMF com os votos da oposição

Procurador conclui que Azeredo roubou dinheiro do Estado

CCJ vota “Sí” ao ingresso da Venezuela no Mercosul

Serra diz que sua privatização não é igual a de FHC

Truculência da Anatel para desnacionalizar a mídia choca o setor

Triunfo da Petrobrás esconjura agouro dos criadores de apagão

“Não vai faltar nem gás nem energia”

Época copia Veja e frauda até foto do presidente Chávez

Anatel comete novo ilícito para fazer Abril laranja da Telefónica

Desenvolvimento e juro baixo dão vitória à Cristina

Anatel se amanceba com teles para matar concorrência na área de telefonia e mídia

Jefferson admite que acusações de Lyra a Renan são “frágeis”

Lula cobra que Senado mostre “seriedade” em relação à CPMF

Para Jintao, combate à desigualdade social é a “nova prioridade”

Tucanos abrem o jogo e dão largada para privatizar tudo em SP

NYT confirma em manchete: ‘Bush autorizou tortura’, como disse o HP em junho de 2004

CIA diz que vai banir o “water-boarding” para humanizar seu programa de tortura

Chinaglia faz média com a ‘Veja’ à custa da honra dos companheiros

Tucanos querem pôr na conta de Lula a ladroeira de Azeredo

Sai pela culatra golpe da mídia para jogar o Senado contra Chávez

Oposição quer o fim da CPMF para acabar com a saúde pública e programas sociais

Desacatar veredicto das urnas é negar a democracia, diz Lula

 Senado fulmina furor golpista e reafirma a sua independência 

Na falta das provas contra Renan, mídia alicia oposição para atropelar regimento

 Renan expõe as vísceras da “torpeza e da delinqüência” do grupo Abril

LULA CONVOCA O PT A CERRAR FILEIRAS “NADA QUE NOS ACONTEÇA PODE NOS ESMORECER”

SEGUNDO J. BARBOSA, REVERENCIAR AUTORIDADE É INDÍCIO "O BASTANTE" PARA CRIME DE MANDO

STF COZINHA MÍDIA E ACEITA JULGAR PETISTAS (MAS VAI ABSOLVÊ-LOS)

LAUDO CONCLUI QUE "GADO FOI VENDIDO A PREÇOS DE MERCADO E PATRIMÔNIO É COMPATÍVEL COM A RENDA"

LULA ESCLARECE A CRISE DOS EUA: "QUEM ACHA QUE A ECONOMIA É UM CASSINO PODE PERDER"

AUTONOMIA FAZ DAS AGÊNCIAS ARMA DE CARTEL PARA USURPAR PODER DE GOVERNOS

CIVITA RECEBE 1 BILHÃO PARA SE TORNAR LARANJA DA TELEFÓNICA NA TVA

MINORIA QUER TOMAR O SENADO NO GRITO

PARA A MÍDIA GOLPISTA, LULA CONTINUA EM ALTA PORQUE POVO BRASILEIRO É "POBRE E IGNORANTE"

"QUEM ACHA QUE VAI ME VENCER NA RUA PODE TIRAR SEU CAVALO DA CHUVA"

SERRA NÃO EXPLICA O METRÔ DESABADO E PONTIFICA SOBRE DESASTRE DO  AIRBUS

LULA TENTA APAZIGUAR GOLPISTAS NOMEANDO JOBIM PARA DEFESA

MÍDIA GOLPISTA ESCONDE LAUDO DO IPT SOBRE O ATRITO DA PISTA

"GLOBO" MANIPULA A TRAGÉDIA EM SP PARA INSUFLAR "CRISE AÉREA" E JOGAR CULPA EM LULA

MAIA PAGA O APOIO DE LULA AO PAN FORJANDO VAIA PARA CONSEGUIR DOIS MINUTOS DE FAMA

INVESTIMENTO PÚBLICO CRESCE 33% EM 2007

"NÃO VI NENHUM DELITO QUE POSSA SER IMPUTADO A SILAS RONDEAU", DIZ TARSO GENRO

COM CHÁVEZ, O BRASIL CRESCEU EXPORTAÇÕES À VENEZUELA EM 562%

SUPREMA CORTE TRAZ SEGREGAÇÃO DE VOLTA ÀS ESCOLAS DOS EUA

LULA ORIENTA PT A NÃO TREPIDAR COM ARENGA GOLPISTA CONTRA RENAN

REELEGER LULA DE NOVO É VONTADE DA MAIORIA, DIZ PESQUISA DO PSDB

SEM NADA CONTRA RENAN, GOLPISTAS APELAM PARA QUE ELE SE ENFORQUE

MÍDIA GOLPISTA MUDA DE ACUSAÇÃO CONTRA PRESIDENTE DO SENADO

VOTO DO RELATOR ENTERRA ESCROQUERIA DA MÍDIA GOLPISTA CONTRA RENAN

PARA LULA, ATO DE NÃO RENOVAR A LICENÇA DA RCTV FOI DEMOCRÁTICO

OEA APROVA PROJETO DA VENEZUELA PARA DEMOCRATIZAR MÍDIA

"TEMOS QUE APRENDER A RESPEITAR AS LEIS DE CADA PAÍS", DIZ LULA

RENAN MOSTRA PROVAS DA TORPE ESCROQUERIA DE VEJA E SUAS FONTES

RENAN REFUTA CALÚNIAS E CONCLUI DISCURSO SOB APLAUSO DO SENADO

MÁFIAS ELIMINADAS POR LULA SÃO OS RESTOLHOS DO DESGOVERNO DE FHC

EMENDA 3 É AGRESSÃO AO MAIS PRIMÁRIO DOS DIREITOS TRABALHISTAS

LULA DIZ QUE RESPEITO À LEI MAIOR O IMPEDE DE CANDIDATAR-SE EM 2010

RECONHECIMENTO DAS CENTRAIS AMPLIFICA A DEMOCRACIA NO PAÍS

MANTEGA QUER REDUÇÃO DO "COMPULSÓRIO" PARA ACELERAR QUEDA DO JURO

 

CENTRAIS CONVOCAM A MOBILIZAÇÃO GERAL EM APOIO AO VETO DE LULA À "LEI DA ESCRAVIDÃO"

 

2.500.000 LOTAM RUAS E PRAÇAS EM SP PARA APROFUNDAR MUDANÇAS

 

COMPRA DA TIM CRIA MONOPÓLIO ILEGAL DA TELEFÔNICA NO BRASIL

"VAMOS GARANTIR A PRIMAZIA DO TALENTO SOBRE AS FORTUNAS"

PSDB, PFL, MP-SP, CPI E MÍDIA GOLPISTA ACOBERTARAM BINGOS

JURO NÃO CAI PORQUE MEIRELLES INSISTE EM TOMAR DE TODOS PARA DOAR AOS BANQUEIROS

INDEPENDÊNCIA ENERGÉTICA UNE AMÉRICA DO SUL

MEGA ENCOMENDA DE NAVIOS ATIVA MARINHA MERCANTE E ESTALEIROS

LULA: "OPOSIÇÃO QUER CRIAR CPI PARA ENTRAVAR A APROVAÇÃO DO PAC"

LULA DÁ TODO PODER À FAB PARA PÔR BIRUTAS DE AEROPORTO NA LINHA

LULA DIZ AOS EUA QUE RELAÇÃO BRASIL-IRÃ NÃO É DA ALÇADA DE BUSH

SENADO ISOLA BUSH E COMEÇA A VOTAR RETIRADA DO IRAQUE

 

 DIRETORES DO BC E FORÇAS OCULTAS DO MERCADO FLAGRADOS EM REUNIÃO SECRETA

 

TV PÚBLICA É DEMOCRACIA. MONOPÓLIOS DE MÍDIA SÃO SUA NEGAÇÃO

 

"VEJA" ABRE CRUZADA FASCISTA CONTRA REDE PÚBLICA DA TELEVISÃO

 

ANATEL ABRE A PORTEIRA PARA O CARTEL DAS TELES DOMINIAR A TV DO BRASIL

 

BUSH SAI DA AMÉRICA DO SUL MAIS ISOLADO DO QUE NA CHEGADA

 

BUSH NÃO QUER COMPRAR NOSSO ÁLCOOL, QUER AS NOSSAS USINAS

 

ÁLCOOL: EUA INVESTEM 2 BILHÕES DE DÓLARES PARA DESNACIONALIZAR A PRODUÇÃO DO BRASIL

 

SOLUÇO NA BOLSA DE NY E JURO INSENSATO DE MEIRELLES FAZEM CAIR BOLSA NO BRASIL

 

LULA CONVOCA TABARÉ A SE UNIR A HERMANOS E NÃO AO BIG BROTHER

 

LULA A MORALES: "ANTES DE SERMOS PRESIDENTES SOMOS COMPANHEIROS"

 

TURBA QUER COMBATER CRIMES LINCHANDO OS MONSTROS QUE CRIOU

 

LULA CONCLAMA O PT A MANTER O RUMO E "NÃO A ATIRAR NO PRÓPRIO PÉ"

 

PROMESSA DO COPOM DE MANTER JUROS ALTOS ACIRRA CRISE CAMBIAL

 

 LULA CORRIGE CONTAS DA PREVIDÊNCIA: "DÉFICIT" ERA SÓ TRUQUE CONTÁBIL

 

DRT EMBARGA OBRA NO BURACO DE SERRA

 

"CHAVEZ FOI ELEITO 3 VEZES DA FORMA MAIS DEMOCRÁTICA"

 

MEIRELLES TRAVA QUEDA DE JUROS PARA SABOTAR PLANO DE CRESCIMENTO

 

PAC: LULA ANUNCIA INVESTIMENTOS DE R$ 500 BILHÕES NO DESENVOLVIMENTO

 

OMISSÃO, GANÂNCIA E NEGLIGÊNCIA FIZERAM RUIR O TÚNEL DO METRÔ

 

SANHA PRIVATISTA GERA TRAGÉDIA NAS OBRAS DA LINHA 4 DO METRÔ-SP

 

LULA SUSPENDE A PRIVATIZAÇÃO DAS RODOVIAS FEDERAIS

 

EUA INTIMA FANTOCHES A VOTAR LEI DO ASSALTO AO PETRÓLEO IRAQUIANO

 

LINCHAMENTO DE SADDAM EXIBE MISÉRIA MORAL DE BUSH E SUA KLAN