Ano 2011
Edição 3020
21 de dezembro

Dilapidar patrimônio público enterrou PSDB

“CPI da privataria tucana já somou 250 assinaturas”, afirma Protógenes

Câmara recebe o pedido na quarta para instalar a Comissão de Inquérito

O deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) afirmou na segunda-feira que “já conta com mais de 250 assinaturas” de deputados apoiando a CPI para investigar as denúncias contidas no livro “Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr. “Aferidas as provas apresentadas, o passo seguinte será a convocação de todas as pessoas envolvidas, entre elas o ex-presidente FHC e o ex-governador José Serra”, esclareceu o parlamentar, delegado licenciado da Polícia Federal.

Edição 3019
16 de dezembro

Ação cobra indenização de R$ 20 bilhões

MP pede a proibição imediata da Chevron operar dentro do país

Vazamento até agora não parou e múlti não dá prazo para acabar

O Ministério Público Federal (MPF) em Campos (RJ) pediu, em ação civil pública, a suspensão liminar de todas as atividades no Brasil da multinacional norte-americana Chevron e da Transocean, e mais uma indenização de R$ 20 bilhões pelos danos ambientais e sociais causados pelo criminoso derramamento de óleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, desde o dia 7 de novembro. O vazamento de óleo continua e, segundo o super-visor de Meio Ambiente da Chevron, Luiz Alberto Pimenta, não tem data para acabar: “ainda está em avaliação”.

Edição 3018
14 de novembro

E 25 mil ficarão de prontidão no Kwait

Obama diz que tira tropa do Iraque já. Vai deixar apenas 16 mil diplomatas

New York Times estima que grosso do efetivo é de “contractors”, outro nome dos mercenários

Na verdade, vai tirar apenas os soldados oficiais, deixando no Iraque 200 marines. O corpo diplomático que vai ficar, para manter a ocupação e treinar militares do exército iraquiano-fantoche, é composto de 16 mil mercenários (como os da Blackwater, que andaram produzindo chacinas no país e agora mudaram de nome para Xe) e, além disso, como não sabe o que virá no dia seguinte ao da retirada em termos de resistência, vai deixar 25 mil de prontidão no vizinho Kuwait.

Edição 3017
09 de dezembro

Virou o espetáculo do decrescimento

Tombini comemora crescimento de 0%: "é a estabilidade"

Mais juro, menos salário e corte no investimento público deram o tombo no crescimento de 7,5%

O presidente do BC considerou a "estabilidade" (isto é, 0% de crescimento) no 3º trimestre. Esse espetacular sucesso foi devido à sua parceria com Mantega - aumentos de juros, bloqueio dos gastos públicos, arrocho do salário mínimo e do crédito, hipervalorização artificial do real. Segundo ele, a queda no crescimento demonstra que a economia "se encontra em um ciclo sustentado de expansão". No ano, o crescimento caiu para 3,2%, menos que o desmoralizado "PIB potencial" dos tucanos.

Edição 3016
07 de novembro

Mister M do Planalto tem muito a explicar

Governo estragou PIB com juro alto e acha que pode consertá-lo sem mexer na causa

Pacote de "reativação" prioriza engordar múlti com isenção de imposto

O IBGE revelou na terça-feira que o crescimento do PIB no terceiro trimestre foi zero. A indústria caiu -0,9% e os serviços, -0,3%. A agropecuária impediu queda maior, como se fôssemos uma nação pastoril. No ano, o crescimento da economia caiu para 3,2%. Em dezembro, estava em 7,5%. Diante dessa débàcle, o suposto pacote de "reativação" da economia do ministro Mantega, além de dar isenções fiscais a especuladores e multinacionais, é apenas uma forma de não tocar nos juros altos – precisamente, a causa da queda nos 11 meses do atual governo.

Edição 3015
02 de dezembro

Revelação chocou a Câmara dos Deputados

Chevron admite que registrou um projeto mas executou outro

A perfuração licenciada exigia duas sapatas que garantissem a vedação. Múlti só construiu uma

Em depoimento na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, o diretor da Chevron, Luiz Pimenta, admitiu que o projeto de perfuração apresentado às autoridades brasileiras para a exploração do poço de Frade, na Bacia de Campos, foi burlado e não foi cumprido pela empresa. Cobrado, o diretor da multinacional americana não explicou aos parlamentares por que não havia a segunda sapata situada abaixo daquela - prevista no plano.

Edição 3014
30 de novembro

De 115 bi em 2010, gasto passou a 166 bi

Bancofilia fez a União pagar mais 43,9% de juro no governo Dilma

Ou o Brasil acaba com esse juro alto ou o juro alto acaba com o Brasil

Com os sucessivos aumentos da taxa de juros, o governo federal, de janeiro a outubro, transferiu aos bancos, sob a forma de juros, R$ 166,6 bilhões, aumento de 43,9% em relação a 2010. Enquanto isso, a dívida federal aumentou em R$ 112,5 bilhões e o confisco de receitas para pagar juros – o “superávit primário” - atingiu R$ 122,6 bilhões, mas foi insuficiente para suprir os banqueiros. Além dele, o governo passou mais R$ 44 bilhões, enquanto a maioria dos Ministérios dispendia apenas uma pequena parte do que o Orçamento autorizou para 2011.

Edição 3013
25 de novembro

Enquanto a PF fala em “proibir atuação”:

ANP conserva os seus padrinhos da Chevron operando no local do crime

Única restrição é parar perfuração de poço que a múlti já havia parado

A decisão da Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre a Chevron, na quarta-feira, é, apenas, encenação. A ANP não suspendeu as atividades da Chevron no país. A única atividade suspensa é aquela que a Chevron já havia suspenso, até porque não tem como realizá-la agora: a perfuração. No momento, a Chevron se dedica a selar poços que estão vazando, e não a perfurá-los. A decisão da ANP preserva os gigantescos lucros da Chevron com a extração e exportação de petróleo do Campo de Frade. A punição da ANP é, portanto, a proteção dos ga-nhos da Chevron.

Edição 3012
23 de novembro

Quem tem Petrobrás para que quer este traste?

Para PF, Chevron cometeu crime e deve ser proibida de atuar no Brasil

Múlti perfurou errado e provocou o vazamento, depois jogou areia para óleo afundar, disse delegado Scliar

Na segunda-feira, a presidenta Dilma determinou a revisão de todos os contratos da Chevron para extração de petróleo no Brasil. No Congresso, parlamentares pediram “punição exemplar” para a multinacional norte-americana. O delegado Fábio Scliar, chefe da Delegacia de Meio Ambiente da PF, que investiga in loco o vazamento da Chevron, declarou que irá indiciá-la por dois crimes ambientais: o vazamento e o uso de jatos de areia para esconder a mancha de petróleo no fundo do mar. A pena é a proibição por cinco anos da Chevron participar de licitações e cadeia de um a quatro anos para os diretores. “Não há qualquer dúvida de que o crime [do vazamento] ocorreu”. Sobre o uso de areia, o delegado afirmou que “é como empurrar a sujeira para debaixo do tapete. Todo o bioma do Oceano Atlântico poderá ser afetado”.

Edição 3011
18 de novembro

Ganância + Atraso tecnológico = Desastre

Vazamento de óleo é 10 vezes maior do que Chevron admite

Foto do satélite mostra que mancha alcançava 2.379 km2 já no dia 12

A PF abriu inquérito para apurar o vazamento da Chevron no Campo de Frade e já encontrou várias irregularidades. Além da evaporação dos 17 navios que a Chevron anunciou que estava empregando no combate ao vazamento (a PF, até agora, encontrou um), o tamanho da mancha de óleo é muito maior do que os 163 km quadrados anunciados pela multinacional no dia 14. Uma foto de satélite do dia 12, examinada pelo geógrafo John Amos, mostrara que a mancha se estendia por 2.379 km quadrados, com derramamento de 3.738 barris por dia, 10 vezes o que a ANP divulgou.

Edição 3010
16 de novembro

Fora carrasco! - pedem estudantes e mestres

Insegurança é USP ter reitor que manda PM atacar os seus alunos

Barbarizar comunidade universitária a pretexto de protegê-la só cabe em cabeça de fascista

Não foi a primeira vez que o reitor da USP, João Grandino Rodas, titular de uma pós-graduação em Coimbra durante o salazarismo e apoiador das versões da ditadura na Comissão de Mortos e Desaparecidos, chamou a PM para agredir estudantes. A primeira foi em 2007, quando diretor da Faculdade de Direito. O que credenciou esse cinzento cidadão para reitor da USP? Ser o candidato de Serra, que escolheu o seu feitio – autoritário, medíocre e sem voto.

Edição 3009
11 de novembro

Governo colhe fruto da recessão que plantou

Produção da indústria cai 4,2% em SP

Juros altos, importacionismo, cortes nos investimentos públicos e salários estão dilapidando o legado de Lula

A produção industrial do Estado de São Paulo despencou 4,2% em setembro, na comparação com o mês anterior, segundo dados do IBGE divulgados na terça-feira. O resultado em São Paulo - o estado com parque industrial mais diversificado e que concentra cerca de 40% de toda a produção fabril do país – é o retrato mais acabado da política econômica de derrubar o crescimento: cinco aumentos seguidos da taxa Selic, restrições de crédito, corte de R$ 50 bilhões do Orçamento, financiamento preferencial às multinacionais e a grupos nacionais aspirantes a monopólios e fechar os olhos ao importacionismo desvairado. Para o economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rogério de Souza, “o resultado mostra mais do que uma desaceleração. É uma retração mesmo”.

Edição 3008
09 de novembro

Oligarquia falida perdeu noção do ridículo

G-20 rejeita plano Merkozy de dar a bancos europeus 1 trilhão do BRICS

Estelionatários queriam tapar seus rombos com nosso suado dinheirinho

Além da atitude da presidenta Dilma, o presidente russo, Dmitry Medvedev, declarou, sobre a proposta de Merkel e Sarkozy de que os Brics dessem 1 trilhão de euros para “salvar” os bancos falidos da Alemanha e da França: “A Europa deve se ajudar a si mesma, e a União Europeia tem tudo para isso hoje”. Já o presidente da China, Hu Jintao, teceu algumas considerações filosóficas sobre a importância da Europa. Ao final, na reunião do G-20, Sarkozy resolveu atacar o Uruguai. Como todo mundo sabe, o problema da França são os bancos uruguaios...

Edição 3007
04 de novembro

Pilhagem e extorsão agora têm novo nome

Para bancos, consulta popular grega viola o seu direito de ‘ajudar’

Receio é que os cortes na produção, emprego e salário possam ser mal interpretados por eleitor

Depois do anúncio, pelo primeiro-ministro Papandreou, de um referendo sobre as medidas que os bancos – sobretudo alemães e franceses – querem impor ao país (mais cortes no orçamento, privatização selvagem, mais demissões, reduções de salários e aposentadorias), Sarkozy, Merkel, o “mercado financeiro” e a mídia dos bancos ameaçaram o país. Segundo eles, os gregos não querem aceitar a sua “ajuda”. Desde Xerxes, a Grécia tem o costume de recusar ajudas desse tipo.

Edição 3006
02 de novembro

Solidariedade chega dos cinco continentes

Força Lula!

Brasil confiante na recuperação do seu querido presidente

Lula já passou por situações muito mais difíceis. Sua vida, como a de todos os operários brasileiros, não foi um passeio pelo Jardim Europa. As manifestações e o sentimento de milhões diante do problema enfrentado agora por ele mostram seu lugar próprio na História do Brasil: o de ser a condensação do povo, a síntese dos que trabalham, de todos os que querem que o país avance e seja justo. O prognóstico dos médicos é bastante favorável. Como em toda sociedade, existe também o rebotalho, que expôs mais uma vez o seu caráter diante do problema de saúde de Lula. Natural que parasitas e bajuladores de parasitas que odeiam o Brasil não gostem de Lula.

Edição 3005
28 de outubro

Múltis têm predomínio nos consórcios

Privatização de aeroportos está mais fedida do que as de FHC

Secretário da Aviação Civil quer que BNDES financie 70% da farra

Pela minuta de edital preparada pela Anac e Secretaria da Aviação Civil, para levar por 25 anos o aeroporto de Brasília, um “consórcio” teria que desembolsar R$ 3 milhões anuais; para levar o de Guarulhos, o mais lucrativo aeroporto do país, R$ 146 milhões; e, para levar o do Viracopos, em Campinas, R$ 17 milhões por ano. O lance no leilão seria pago, ao longo do tempo, com o lucro que o açambarcador tivesse com o aeroporto, e o BNDES financiaria de “50 a 70% do investimento”, segundo o titular da Secretaria da Aviação Civil, Wagner Bittencourt, podendo chegar até 90% do total. Bittencourt revelou que, nessa privatização, de cada R$ 100 de investimento, o “sócio” entraria com R$ 15,30 – apesar de mandar no aeroporto, administrá-lo segundo seus interesses e, sobretudo, lucrar os tubos com ele.

Edição 3004
26 de outubro

Já preso, Kadafi foi morto com vários tiros

EUA trucida fundador da República da Líbia para recolonizar país

Para imperialismo, a difusão da barbárie é “avanço democrático”

Muamar Kadafi morreu lutando, doando heroicamente a sua generosa vida pelo povo líbio. Aos 69 anos, alvejado por aviões norte-americanos e “tropas especiais”, foi cercado, torturado e assassinado por alguns marginais de aluguel. Durante 203 dias, os bombardeiros dos EUA e seus satélites destruíram a Líbia, agredindo selvagemente um país para saquear o seu petróleo. A Líbia tinha o mais alto Índice de Desenvolvimento Humano da África – maior que o do Brasil. O último momento de Kadafi é o desmascaramento completo da “democracia” desse vomitante “imperialismo humanitário”.

Edição 3003
21 de outubro

Governo dá as costas ao povo e sacrifica PIB

BC enrola e mantém os juros nas alturas

A taxa real agora é 5,5 vezes maior que a maior entre colegas do BRICS

Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu na quarta-feira a taxa Selic em apenas 0,5 ponto percentual, passando de 12% para 11,5% ao ano. Em termos reais (descontada a inflação), a taxa básica de juros do Brasil (5,5%) continua a mais alta do mundo, cinco vezes e meio maior que a taxa da Rússia (1,0%), a segunda maior entre os países do BRICS. A pequena magnitude do corte foi criticada por empresários e trabalhadores.

Edição 3002
19 de outubro

“Queremos os nossos empregos de volta”

Ação mundial contra ditadura dos bancos agita 1.500 cidades

Crise não acaba enquanto minoria antissocial tiver o poder de seguir lucrando com ela, clamam os 99%

O grito de “Somos os 99%” ecoou no mundo inteiro no sábado. Em 1500 cidades de 82 países, manifestantes foram às ruas contra a ganância dos banqueiros e os pacotes de arrocho que elevam o desemprego gerado pela crise do sistema financeiro. Na Europa ocorreram os maiores protestos. Meio milhão em Madri e mais 250 mil em Barcelona; “Mãos ao alto! Isto é um assalto!”, ironizou a multidão em frente ao BC da Espanha. Em Roma, mais de 200 mil foram às ruas e no final houve confronto com a polícia e quebra de agências de bancos.

Edição 3001
14 de outubro

Reunião do Copom: 18 e 19 de outubro

Juro alto tirou todo o fôlego da indústria e do emprego, diz IBGE

Selic é 30 vezes maior do que maior taxa adotada pelos parceiros do BRICS

A diminuição do ritmo de crescimento do emprego industrial é resultante da desaceleração da produção, afirmou o economista do IBGE, Fernando Abritta. De março a julho, o número de ocupados na indústria apresentou uma trajetória muito próxima ao crescimento zero: 0,0%, –0,1%, 0,1%, –0,1%, –0,1%, respectivamente, todos os índices comparados com o mês imediatamente anterior, com ajuste sazonal. Para o economista, a diminuição do ritmo de crescimento da indústria é reflexo da crise externa e dos aumentos da taxa básica de juros (Selic). 

Edição 3000
12 de outubro

General Tiago informou no 11º CLAS

Satélite brasileiro será feito pela Telebrás, diz o Ministério da Defesa

Comprar pronto ou alugar espaço em satélite alheio é coisa de país colonizado

O general Celso José Tiago, subchefe de Comando e Controle do Ministério da Defesa, afirmou, durante apresentação no 11º Congresso Latino-americano de Satélites, realizado na sexta-feira, que o projeto de construção do Satélite Geoestacionário Brasileiro em curso visa atender ao Plano Nacional de Defesa e à Estratégia Nacional de Defesa, instituídos pelo governo em 2009, e deve envolver necessariamente o total controle operacional e tecnológico por parte de brasileiros. O Ministério está desenvolvendo o satélite brasileiro em conjunto com a Telebrás. 

Edição 2999
07 de outubro

Intervenção imperialista foi rejeitada

BRICS barram na ONU resolução para violar a soberania da Síria

“A resolução contra a Líbia resultou no morticínio realizado pela Otan no país”, afirmou Marco Aurélio Garcia

A tentativa dos EUA de impor sanções à Síria foi barrada no Conselho de Segurança com o voto contrário da Rússia e da China que assim vetaram a manobra norte-americana de arrastar o Conselho para uma agressão à Síria. O Brasil, a Índia e a África do Sul também se negaram a endossar a proposta, optando pela abstenção. O representante russo, Vitaly Churkin, enfatizou que “é inaceitável que se ameace a Síria com a imposição de sanções uma vez que isso contradiz o caminho da solução através do diálogo”. O assessor do governo brasileiro para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, lembrou que resolução similar serviu de pretexto para que os EUA comandassem a Otan na agressão contra a Líbia. Segundo ele, o temor é que os abusos que foram cometidos contra a Líbia se repitam na Síria. 

Edição 2998
05 de outubro

Lei incentiva empresa genuinamente brasileira

MP recoloca indústria de defesa no coração da estratégia nacional

No mundo de hoje, povo que não proteger suas riquezas acaba ficando sem elas, afirma Dilma

A presidenta Dilma Rousseff assinou na última quinta-feira em Brasília a Medida Provisória 544 que implanta uma política especial de fortalecimento da indústria nacional de defesa. “Indústria de defesa é estratégica na nossa soberania”, disse a presidenta. “Seja pelo tamanho de nosso território, pela extensão de nossas fronteiras e o fato de nosso país ter sido abençoado com riquezas, nós precisamos dessa indústria porque ela é estratégica para a defesa da nossa soberania”, disse.

Edição 2997
30 de setembro

Manifestações se espraiam por 52 cidades

Povo acampa em Wall Street exigindo freio à especulação bancária

Movimento reivindica também políticas para gerar emprego e renda

Milhares de pessoas estão há 12 dias acampadas nas imediações da Bolsa de Nova Iorque para exigir que Wall Street ponha fim à sua ganância. O clamor de “todo dia, toda semana, ocupem Wall Street” já se estendeu a Los Angeles, Chicago, Boston, e muito além, tendo já alcançado 52 cidades norte-americanas. Na segunda-feira, o cineasta Michael Moore foi até lá dar sua solidariedade e saudou: “Isto é literalmente um levante do povo”. A atriz Susan Sarandon levou seu apoio no dia seguinte.

Edição 2996
28 de setembro

Quanto mais lucram, mais querem explorar

Bancários vão à greve geral contra avareza de banqueiros

0,56% de aumento não é proposta, é afronta, afirmam trabalhadores

Os bancários decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira, em assembleias realizadas por todo o país, frente à proposta patronal de “aumento real” de 0,56%, e diversas rodadas de negociação sem avanços com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). A categoria reivindica 5% de aumento real. “Os maiores bancos do país lucraram mais de R$ 25 bilhões somente no primeiro semestre de 2011”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador da campanha. Os bancos também recusaram a garantir a manutenção dos empregos e mais segurança.

Edição 2995
23 de setembro

Para país poder crescer juro tem que cair muito mais

Lobby para aumentar juro fabrica terrorismo do ‘surto inflacionário’

Combate à inflação se faz com o aumento do investimento e avanço na produção nacional

Haja gráficos coloridos e descomunais, com curvas decolando em direção ao céu, catilinárias sobre o preço da pera importada e outros gêneros de primeira necessidade, cascatas de dinheiro subindo contra a lei da gravidade, e outras provas de que a inflação de 0,53% em setembro – 5,04% desde janeiro – é uma tragédia terrível. Até o câmbio, que mal começa a ficar menos favorável aos importados das multinacionais, foi levado ao muro das lamentações. Tudo para subir os juros.

Edição 2994
21 de setembro

Indústria pede extensão aos outros setores

Governo cria barreira à enxurrada de carro e autopeças importados

Elevou em 30 p.p. alíquota do IPI de carros sem 65% das peças feitas no país

As importações de automóveis aumentaram 45,24% até agosto, em relação ao ano passado. O aumento de 30 pontos percentuais no IPI dos carros que não tiverem 65% dos componentes fabricados internamente não contempla, ainda, uma prioridade para a indústria de capital nacional. Por isso, as empresas nacionais pediram a extensão dessa barreira contra as importações subsidiadas pelo câmbio aos demais setores. As importações de bens de consumo aumentaram 31,76%, as de insumos e bens intermediários, 26,49%, e as de bens de capital, 22,31%, de janeiro a agosto.

Edição 2993
16 de setembro

Escorpião passa o ferrão nas costas do sapo

Assalto à Grécia e Itália por bancos da Alemanha e França toca fogo na Europa

Passarinho Mantega diz que vai propor a BRICS levar água no biquinho para apagar o incêndio”

Na segunda-feira, a Itália aceitou pagar uma taxa de 4,153% nas obrigações com vencimento em um ano, quando apenas um mês antes pagara pelos mesmos títulos juros de 2,959%. Um aumento de 40% no valor dos juros! A escorcha com a qual os bancos franceses e alemães (principais detentores dos títulos gregos e italianos) tentaram reaver as perdas com os derivativos norte-americanos e ainda sair lucrando, fragilizou as economias dos países tomadores de empréstimos e agora ameaça levar de roldão os bancos credores.

Edição 2992
14 de setembro

Desemprego vira matéria de marketing eleitoral

Plano de Obama não repõe 1% do emprego ceifado por sua política

Objetivo não é criar os empregos, mas dizer ao eleitor que não deu porque “a oposição não deixou”

Durante dois anos e meio, Obama não apenas se lixou para o desemprego, não apenas executou uma política que aumentou em 3,5 milhões o número de desempregados, como considerou que o desemprego não era um problema econômico, que a economia ia se “recuperar” sem recuperação do emprego, e que o importante eram os cortes de investimentos e gastos públicos, que levavam, e estão levando, a mais desemprego. Agora, com a eleição se aproximando, com Obama em segundo lugar nas pesquisas eleitorais, e com os EUA tendo 25 milhões e 610 mil desempregados, ele anuncia um programa de combate ao desemprego que não passa de um gigantesco corte na receita da Seguridade Social, que seria reduzida pela metade.

Edição 2991
09 de setembro

Governo assumiu com PIB crescendo 7,5%

Política recessiva está trazendo de volta crise que Lula tinha vencido

Índices caem por causa da política interna e não da crise internacional, a mesma iniciada em 2008

A queda no crescimento, mostrada por todos os índices, sobretudo pelo PIB do segundo trimestre, assustou os que, até agora, vinham pregando a desaceleração, com tal ou qual motivo. Entretanto, essa queda é o resultado óbvio de cinco aumentos de juros, cortes dos gastos públicos, aumento do sequestro de recursos para pagar juros, contenção do consumo, e, portanto, do mercado interno. O que ela mostra é que a política econômica seguida desde janeiro fracassou.

Edição 2990
07 de setembro

Agiotagem tirou de setor público 332 bi em 2011

Para Khair, se juro não baixa logo ao patamar mundial, crise pega Brasil

Setor financeiro sempre puxará a faca contra a redução da taxa Selic, afirmou o economista

Com a redução da Selic em 0,5 ponto percentual “o mercado financeiro ficou frustrado e começou a por em xeque essa decisão, taxando-a de política e de obediência ao Planalto. Na verdade o que ele quer é que o governo continue obediente aos interesses financistas”, avaliou Amir Khair. Segundo ele, “a melhor resposta é, ao invés de se defender, partir ao ataque, em medidas de alto impacto favorável ao País”.

Edição 2989
02 de setembro

Agora só falta cair mais seis pontinhos

Revolta contra os juros faz BC reduzir a Selic em meio ponto

Entidades populares e empresariais cobram mais rapidez na redução dos juros para deter queda da economia

Depois de 45 dias em que o único assunto importante do conjunto do país foram os juros exorbitantes do Banco Central – aumentados pela quinta vez seguida em 20 de julho – o Copom reduziu-os em 0,5 ponto percentual. O corte significa que os juros reais passaram de 6,8% para 6,3% - portanto, são mais do que o dobro da segunda taxa do mundo (a da Hungria, 2,8%) e imensamente maiores do que a média internacional de -0,9% (menos 0,9%). Essa diminuição não resolve qualquer problema do país, a começar pelo câmbio, distorcido pela enxurrada de dólares desvalorizados que são atraídos, precisamente, pelo diferencial de juros – nos EUA, a taxa básica real está em -3,2% (menos 3,2%). Com a economia em derrubada após os aumentos anteriores de juros, é preciso baixar bem mais para chegar ao patamar dos outros países.

Edição 2988
31 de agosto

Estou em Sirte, em Trípoli, em Benghazi...

“Imperialismo é igual a escravidão, lutem, meus irmãos líbios”

A civilização ianque quer pendurar-me numa forca? Se acontecer, que seja, diz Al Kadafi, em manifesto

O líder Muamar Kadafi divulgou manifesto aos líbios no sábado, uma semana após os mercenários a serviço dos forças estrangeiras terem entrado na capital Trípoli, trazidos por tropas especiais dos países da Otan, com utilização de helicópteros e bombardeios aéreos e morticínio de civis. “Estou com vocês nesses dias e nas noites escuras. Tenham todos a certeza de que vocês estão do lado da grandeza”, diz o líder no manifesto.

Edição 2987
26 de agosto

Kadafi resiste: “Vitória ou martírio”

Sarkozy intima BRICS: quem quiser saquear Líbia tem que apoiar Otan e mercenários já

Otan registra mais de 7.500 ataques aéreos para derrubar governo

Sarkozy fez seu anúncio depois de reunir-se com um certo Mahmoud Jibril, um agente notório da CIA, com pós-graduação e longos anos nos EUA. Jibril é o candidato dos EUA a ditador-fantoche na Líbia. Que Sarkozy seja um colaboracionista dos EUA contra os interesses da própria França, faz parte do seu perfil – não fez outra coisa na vida, senão seguir o caminho dos Laval e Pétain. Assim, eles pretendem que o “futuro da Líbia” - isto é, a partilha do petróleo do povo líbio - seja decidido em Paris, referendando o já decidido em Washington, e querem nos tanger a apoiar semelhante lição de democracia.

Edição 2986
19 de agosto

Mantega & Tombini sufocam mercado interno

Atividade econômica encolhe pela primeira vez em trinta meses

Depois de 5 aumentos consecutivos dos juros, cortes nos investimentos públicos e aumento real do salário mínimo de 0%, não era para menos

Em junho, pela primeira vez desde dezembro de 2008, a variação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) foi negativa em relação ao mês anterior. Alguns dias antes, o IBGE havia divulgado os números da produção e do emprego industrial de junho, ambos negativos em relação a maio. Todos esses resultados são o resultado inevitável da política recessiva da área econômica. Cinco aumentos de juros, corte dos gastos públicos, restrição ao crédito, ao investimento, aos salários e asfixia do mercado interno, não poderiam provocar outra coisa, num momento em que o país necessita crescer. Enquanto isso, desde janeiro, os bancos foram aquinho-ados com R$ 166, 92 bilhões, trinta e seis vezes os investimentos orçamentários liberados pelo governo.

Edição 2985
17 de agosto

Emprego no setor cai 0,2%, aponta IBGE

Juro e câmbio trazem de volta à indústria a praga do desemprego

Papel, gráfica, móveis, calçados, vestuário são os mais atingidos pela invasão dos importados

O emprego industrial caiu -0,2% em junho, em relação a maio. Comparado com o mesmo mês do ano passado, o emprego caiu -11,2% na indústria de móveis; -10,1% nas indústrias de papel e gráfica; -5,4% na indústria de calçados e artefatos de couro; e -3,5% na indústria de vestuário, constatou o IBGE. O câmbio manipulado, barateando as importações, e a política recessiva da área econômica, asfixiando o mercado interno pela restrição ao crédito e elevação de juros, levaram ao aumento do desemprego.

Edição 2984
12 de agosto

Haja paciência para tamanha incompetência

De costas para o mercado interno, Fazenda faz Brasil importar até crise

Derrubaram crescimento de 7,5% deixado por Lula para menos da metade, em apenas oito meses

Fazer declarações sobre a importância do mercado interno, como fez o ministro da Fazenda na terça-feira, e cortar gastos públicos, aumentar o repasse de juros aos bancos, conter salários, derrubar os investimentos produtivos - em síntese, achatar o mercado interno - só serve para não enfrentar os problemas. Mantega derrubou o crescimento e aumentou a vulnerabilidade externa – se isso é mantido, empurraria o Brasil para a crise.

Edição 2983
10 de agosto

Sacrificar consumo e indústria não foi bom negócio

Juros altos, câmbio distorcido e freio no crescimento expõe país à crise externa

Capital de motel cobra o seu preço em um dia de pânico na Bovespa

O pânico na Bolsa não tem outra importância além de mostrar que a vulnerabilidade externa do país está chegando a um ponto crítico. Com o país invadido por US$ 669,41 bilhões de dinheiro estrangeiro parasitário, especulativo, que monta ao dobro das reservas do país, qualquer baderna financeira nos EUA torna-se um problema, até com Mantega falando em “fuga de capitais”. Essa descomunal enxurrada de dólares intensificou-se com a guerra cambial dos EUA – e a rendição completa da Fazenda, com sua perfumaria de ridículas alíquotas do IOF.

Edição 2982
05 de agosto

Com aspirador de dólar ligado, nem Deus dá jeito

Sem coragem para baixar juro, tiro de Dilma cai na água

Reduzir imposto na indústria retira poder do Estado e não compensa os prejuízos que o câmbio favorável aos importados provocam no setor

Aumentar a “competitividade” das empresas mantendo como está o que tira a sua competitividade - o câmbio aberrante e os juros vertiginosos – é como curar uma infecção mantendo incólume, bem nutrido e em plena atividade o micróbio que a causou. Pior quando, para manter um regime cambial e financeiro que beneficia meia dúzia de bancos e multinacionais, corta-se ou reduz-se a contribuição para a coletividade, debilitando-se o Estado, mola mestra do crescimento. Quanto ao mercado interno, as medidas têm pouco a ver com ele, até porque a política da Fazenda e do BC é restringir o mercado interno, conter - até rebaixar - os salários reais e o investimento.

Edição 2981
03 de agosto

Aperto para uns, folga para outros

Repasse de juros aos bancos aumenta 46% no primeiro semestre

“Solidez fiscal” para Mantega é esterilizar R$ 100.063.225.365,25

O gasto do governo federal com juros aumentou 46% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo R$ 100 bilhões, 63 milhões, 225 mil, 365 reais e 25 centavos. O gasto total do setor público com juros chegou a R$ 119,75 bilhões em seis meses, mas somente a parcela do governo federal aumentou substancialmente. Enquanto isso, Mantega declarou que não leu a ata do Copom, que aumentou os juros pela quinta vez seguida no ano: “prefiro que o mercado interprete. Aí, eu vou ler a interpretação do mercado”, disse ele.

Edição 2980
29 de julho

Mantega volta a adotar medidas inócuas

Com dólar a R$ 1,557, país segue perdendo na guerra do câmbio

É preciso ser tonto ou vigarista para propagar a idéia de que é possível subir os juros para encher o Brasil de dólares sem reduzir sua cotação

As medidas anunciadas por Mantega na quarta-feira não tocam no problema real do câmbio: os juros que atraem vagalhões de dólares, hipervalorizando o real e devastando a indústria. O nó reside, precisamente, em que a política de Mantega é atrair dólares, inclusive dólares especulativos. Caso contrário, não consegue cobrir o rombo nas contas externas causado por essa própria política, ao desnacionalizar irresponsavelmente a economia. Com o aumento nas remessas para o exterior e nas importações, ambos provocados pela desnacionalização, e com o ministro postulando ainda mais desnacionalização, o país fica vulnerável, mais dependente dos dólares especulativos. Por isso, Mantega limita-se à encenação, sem enfrentar o problema do câmbio – e, aliás, qualquer outro.

Edição 2979
27 de julho

Neoliberalismo chocou o ovo da serpente

Para Monstro de Oslo, o Brasil é disfuncional, corrupto e improdutivo

Eventuais semelhanças com ladainha midiática são mera coincidência

O Brasil parece uma obsessão para esse assassino: faz pelo menos 12 referências ao nosso país. As mesmas razões que fizeram o escritor antinazista Stephan Zweig chamar o Brasil de “país do futuro” - a fusão entre etnias, assim como outros aspectos culturais e sociais que dão à nossa nacionalidade um perfil original – são, certamente, odiadas por ele. A arenga de Breivik nada traz de novo – aliás, a questão é, precisamente, que isso é muito velho, a barbárie nazista com os bordões do “Mein Kampf”, de Hitler, sobre a promiscuidade cultural e sexual entre raças, sobre supostas superioridades nórdicas e outras aberrações, que já haviam sido despejados no esgoto na II Guerra, à custa, inclusive na Noruega, de esforços inauditos - e sangue - do que há de melhor na Humanidade. A Noruega resistiu à ocupação nazista, e, em 1945, a resistência julgou e fuzilou, sob aclamação do povo, Vidkun Quisling e os demais colaboracionistas que serviram a Hitler, por seus crimes contra os noruegueses e a Humanidade.

Edição 2978
22 de julho

Trabalhadores mandam Fazenda e BC à pqp

Greve da Eletrobrás contesta política de aumento real de 0%

Pilantras que advogam arrocho de salários não param de subir os seus

Os funcionários da Eletrobrás entraram em greve por 48 horas, quarta e quinta-feira, reivindicando um reajuste salarial de 11,2%, cerca de 4,7% real. Conforme a Associação dos Empregados da Eletrobrás (Aeel), a direção da estatal oferece apenas 6,51%, referente à reposição da inflação. O diretor da Aeel, Emanuel Mendes Torres, alertou que, caso não haja nova proposta de aumento, os funcionários do sistema Eletrobrás deverão fazer uma nova greve, só que de 72 horas.

Edição 2977
20 de julho

Grampear, subornar, difamar é aperitivo

Repórter que revelou crimes de barão da mídia aparece morto

Sem controle social, não há patifaria que essa máfia dispense

O repórter Sean Hoare, o primeiro a denunciar as escutas telefônicas clandestinas do jornal “News of the World” da rede News Corporation de Rupert Murdoch, foi encontrado morto em sua casa na segunda-feira em Watford, a 30 quilômetros de Londres. Na semana passada Hoare denunciou que os jornalistas do tablóide tinham acesso à tecnologia policial para poder localizar pessoas mediante sinais de celular em troca de subornos aos agentes. Segundo o jornal “Guardian”, a polícia esclareceu que “uma investigação policial no local do incidente está em andamento, mas que a morte não foi considerada suspeita”, mesmo não tendo ainda uma explicação.

Edição 2976
15 de julho

Lançado o pacto pela industrialização

“Juro e câmbio estão matando a indústria”, alertam Centrais e CNI

CUT, Força, CGTB, CTB, NCST, UGT e empresários da Indústria decidem levar à Dilma gravidade da situação

Os dirigentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e de todas as seis centrais sindicais do país se reuniram na sede da entidade empresarial em Brasília, na quarta-feira, e decidiram se unir em defesa da indústria nacional. A desindustrialização do Brasil é “muito grave”, alertaram os líderes, denunciando que o câmbio e os juros altos “estão causando um dano muito sério à indústria”. Trabalhadores e empresários acertaram levar os problemas do setor à presidenta Dilma Rousseff e pedirão a criação da Câmara da Industrialização, para combater a desindustrialização. Além disso, será feita uma mobilização para mostrar aos parlamentares as dificuldades da indústria brasileira e os riscos que isso representa para o emprego. A CNI apresentou números advertindo que a indústria perdeu participação no PIB: em 1984 a participação era de 35,9%, comparada com atuais 15,8%.

Edição 2975
13 de julho

EUA acelera marcha em direção ao abismo

Plano de Obama para reduzir déficit é cortar no social e esbanjar com bancos e guerras

Um espectro ronda os títulos da dívida pública americana: a moratória

Desde maio, a gigantesca dívida dos EUA ultrapassou o limite autorizado pelo Congresso. Enquanto o país caminha para o que a imprensa pró-americana sempre chamou de calote, os republicanos exigem cortes de gastos públicos e Obama se submete: num país com 25% da força de trabalho desempregada ou subempregada, o combate ao desemprego não é prioridade. Nem cortar os escandalosos gastos militares ou infusões de dinheiro público nos bancos. Na última segunda, Obama revelou onde quer cortar: na assistência de saúde aos idosos e à população de baixa renda - e na Seguridade Social.

Edição 2974
08 de julho

Mantega volta a falar pela boca de Tombini

Saída para o Brasil é cortar salário e pagar mais juros, diz o BC

Vigarista expôs no Senado tese de que reposição das perdas é causa e não uma consequência da inflação

O presidente do BC, em depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, declarou que trabalhadores e empresários devem “olhar mais para a frente do que para trás nessa recente história de inflação”; nada de “olhar pelo retrovisor”, isto é, repor a perda do poder aquisitivo nos salários devida à inflação. Tombini é um especialista em retrovisor: foi isso o que a ditadura fez há 47 anos, dizendo a mesma coisa. Essa tentativa de reduzir o salário real nada tem a ver com a inflação, mas com os interesses das multinacionais que invadiram o país nos últimos anos, assim como tinha acontecido antes da ditadura. Quanto aos juros, Tombini declarou que “a taxa real tem de subir”, disse que vê “perspectivas boas de redução nos próximos anos”, mas que não pode ser “feita uma redução de forma irresponsável”.

Edição 2973
06 de julho

Depois de esvaziar e escantear a Telebrás

Acordo MiniCom-teles joga a universalização da banda larga no lixo

Presidenta terá muito trabalho quando quiser recuperar PNBL de Lula

O “termo de compromisso” entre o Ministério das Comunicações e as teles é a negação do PNBL, ao conceder todos os privilégios aos monopólios de telecomunicação. As metas não existem – as teles é que sabem; o preço é uma falsificação; a velocidade é um embuste - as teles são autorizadas a reduzir a velocidade, após pouquíssimo acesso à Internet. A “venda casada”, proibida por lei e negada pelo ministro Bernardo, é autorizada. O “termo” permite que as teles cobrem dos provedores mais de cinco vezes o preço da Telebrás. E, ainda por cima, isenta as teles de punição por irregularidades.

Edição 2972
01 de julho

É Mantega falando pela boca de Tombini

BC inicia campanha para zerar aumento do mínimo em 2012

O pretexto é a inflação, mas ordem é arrochar para atrair mais múltis

O Relatório Trimestral de Inflação do BC, na quarta-feira, sacode o cadáver, enterrado antes até do que a ditadura, de que os salários precisam ser arrochados, sobretudo o salário mínimo, que, no próximo ano, pela lei, incorporará os 7,5% do crescimento de 2010. O problema não é a inflação: nunca houve desnacionalização da economia em que as multinacionais não tentassem reduzir o salário real. Os corifeus da desnacionalização, desde Mantega, querem mais multinacionais aqui dentro. O que as atrai ainda mais do que salários achatados? Somente a queda nos salários já achatados.

Edição 2971
29 de junho

As coisas por lá vão de mal a pior

PIB americano desacelera e o déficit dispara

Anunciada recuperação econômica é empurrada para as calendas gregas

Enquanto o déficit da balança comercial dos EUA aumentava em 18,6% entre o último trimestre do ano passado e o primeiro de 2011, o PIB desacelerou no período de 0,77% para ainda mais raquíticos 0,48%, segundo o Bureau de Análise Econômica (BEA, na sigla em inglês), do Departamento do Comércio. A queda no ritmo do PIB real no primeiro trimestre, assinalou o BEA, deve-se, principalmente, “a uma elevação aguda nas importações, à desaceleração das despesas com consumo pessoal e à maior redução dos gastos do governo federal”.

Edição 2970
24 de junho

Não é problema de mercado, é caso de polícia

Múltis voltam a fazer o etanol sumir para forçar alta do preço

Com a Shell, BP, Dreyfus e Bunge monopolizando o setor, o governo não pode dormir de touca

Apenas cinco empresas, quatro delas estrangeiras, dominam 50% da produção, que, desde 2008, sofreu o mais selvagem processo de monopolização e desnacionalização. E, além dessas, a British Petroleum, a Glencore e outras pululam no setor. No ano passado, 15% do valor dos empréstimos do BNDES foram para as empresas produtoras de etanol. No entanto, a oferta ao consumidor diminuiu.

Edição 2969
22 de junho

Economista do PT põe o dedo na ferida

Overdose de juros está envenenando economia do país

Redução do crescimento econômico já atingiu o limite da irresponsabilidade

“Brasil ainda não se livrou do veneno que o impede ter uma economia saudável, crescendo de forma sustentada, com baixa inflação, contas internas e externas equilibradas e com forte distribuição de renda. O lamentável é que esse veneno é receitado por muitas análises como necessário para controlar o que é fundamental numa economia, a inflação. O veneno é a maior taxa básica real de juros do mundo, a Selic, envenenando o paciente há vários anos”, afirma Amir Khair, mestre em Finanças Públicas pela FGV e consultor. Segundo ele, “o BC dá um tiro no próprio pé ao elevar a Selic, pois com isso atrai mais ainda a liquidez externa, elevando a oferta de empréstimos para estimular o consumo. Depois reclama que a invasão de liquidez prejudica a inflação (???)”. “Nem adianta esperar que elevando o IOF para 6% irá deter a avalanche de dólares. Têm várias portas de escape usadas pelos especuladores internacionais. Prova disso são as mega entradas artificiais de investimento direto de estrangeiros (IED), que não são atingidos pelo IOF. Só a Selic a nível internacional pode deter a avalanche de dólares”.

Edição 2968
17 de junho

Projeto de Lula é melhor que o da Câmara

Só as repúblicas de bananas abrem seus arquivos sem critério

ONU não tem direito de exigir do Brasil aquilo que não cobra dos EUA

O governo decidiu retirar o pedido de urgência na votação do PL 5.228 - que regula os artigos 5 e 37 da Constituição Federal sobre direito de acesso dos cidadãos à informação e retornar ao projeto original enviado ao Congresso Nacional em 2009 pelo ex-presidente Lula. A nova legislação proposta pelo ex-presidente reduz o prazo de sigilo e ao mesmo tempo cria a Comissão de Reavaliação, com normas rígidas para as renovações dos prazos nos sigilos, o que é mais acertado. Cabe ao Brasil, soberanamente, zelar e criar suas próprias regras e dispensar a intromissão da ONU neste assunto.

Edição 2967
15 de junho

Assembleias aprovam indicativo de greve

Trabalhadores de aeroportos dizem não ao projeto de privatizar o setor

Medida é incompreensível quando o próprio governo aponta que 70% dos investimentos virão do BNDES

Os trabalhadores aeroportuários decidiram, em assembleias realizadas nos últimos dias 7, 8 e 9 de junho, iniciar a preparação de uma greve geral contra a privatização dos Aeroportos de Cumbica (Guarulhos), Viracopos (Campinas) e Brasília, anunciada pelo governo. Em todas as assembléias, os trabalhadores sinalizaram entrar em greve, caso o governo federal siga com a iniciativa. O movimento, que começou nestes três aeroportos e já prepara assembleias em outros aeroportos do país, é encabeçado pelo Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Federação Nacional dos Trabalhadores na Aviação Civil (Fentac), com apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte (CNTT) e da CUT. Na opinião do presidente do Sina, Francisco Lemos, o processo de privatização previsto para os três aeroportos “entregará de bandeja o controle estratégico na mão das raposas estrangeiras”.

Edição 2966
10 de junho

Em menos de 1 minuto nomeou sucessor

Dilma reforça governo e aceita demissão de Palocci de bate-pronto

Recusa do ex-ministro a fornecer as explicações pertinentes o levou a se isolar no próprio partido

A presidenta Dilma Rousseff, ao aceitar com presteza a demissão de Palocci, impediu que um fator de estreitamento da base social e política do governo continuasse a debilitá-lo. No mesmo dia, a bancada do PT no Senado, mesmo após o parecer do procurador geral, recusara apoiar Palocci. Sem que este desse qualquer explicação, por que o partido ou o governo teriam que defender o seu enriquecimento pessoal, quando ele preferia ser dependente dos clientes, isto é, dos mais ricos, do que leal à República?

Edição 2965
08 de junho

Isso que deu enfraquecer a Telebrás

Teles dizem que não vão fazer banda larga de 1 mega a 35 reais

E pedem ainda subsídio direto, financiamento e desoneração tributária

A depender das teles, a penetração da banda larga na população brasileira passará dos atuais 20,1% para 28,7% em 2014. Sobrariam 71,3% dos brasileiros sem banda larga... No documento que apresentaram no Painel Telebrasil, também dizem que não vão e não querem fornecer internet à velocidade de 1 MBPS por R$ 35, porque querem, para atender a população mais pobre, a garantia de uma margem de lucro de, pelo menos, 25% de sua receita líquida.

Edição 2964
03 de junho

Deus queira que seja só um rasante

Dilma tucaneia e anuncia plano de privatização dos aeroportos

Congelar salários, elevar juro, reduzir investimento público, desnacionalizar, frear crescimento e privatizar é enredo de um velho filme que não deu certo

Em nada muda chamar de “concessão” uma privatização. Principalmente quando “a única regra já determinada é que a Infraero terá, no máximo, 49% de participação”, portanto, sustentando os açambarcadores, a quem é garantido no mínimo 51%. E com o Patriota, ao lado da srª Clinton, convidando as multinacionais norte-americanas para “modernizar nossos aeroportos”. Dos R$ 5,6 bilhões de investimento nos aeroportos do país, a Infraero entrará com R$ 5,2 bilhões, segundo anunciou o ministro da Aviação Civil.

Edição 2963
01 de junho

Dilma merece articulador menos problemático

Palocci diz ao ‘amigo’ Temer que o ameaçou porque estava ‘tenso’

Trapalhadas do ministro não estão facilitando o desempenho do governo

Desculpe pelo telefonema anterior. A tensão está grande, mas sempre fomos amigos”, disse Palocci em telefonema para o vice-presidente da República, Michel Temer, após tê-lo ameaçado com a demissão de ministros do PMDB caso o partido votasse com o relator do Código Florestal. Temer, que chegou a levantar a voz e exigir respeito quando o ministro o ameaçou, respondeu: “Não, Palocci. Nunca fomos amigos íntimos”. Temer disse depois que realmente elevou o tom de voz, “mas quem me conhece sabe que não sou de falar palavrões”.

Edição 2962
27 de maio

Neomalthusianos perderam de 410 a 63

Câmara derrota lobby de países ricos e aprova o Código Florestal

Lei desarma manobra para sufocar pequenos e médios agricultores

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira por 410 votos a 63 e 1 abstenção o texto-base do relatório elaborado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) para o projeto de lei do novo Código Florestal. Apenas o PSOL e o PV recomendaram voto contrário. Foi mantido no texto, apesar das pressões feitas por potências estrangeiras - através de suas ONGs e por alguns desavisados - o item que garante aos pequenos e médios produtores nacionais a isenção da recomposição de áreas de reserva legal para proprietários de terras até quatro módulos fiscais.

Edição 2961
25 de maio

“Distribuir a riqueza para economia avançar”

Lula defende mais salário e emprego para o país crescer

É necessário valorizar as conquistas alcançadas, aconselha ex-presidente

O ex-presidente Lula afirmou, na quinta-feira, durante o 17º Foro de São Paulo, realizado em Manágua, capital da Nicarágua, que é necessário valorizar as conquistas alcançadas. “Nos disseram repetidas vezes que primeiro é preciso fazer a economia crescer e só depois distribuir a riqueza. Nós demonstramos o contrário”, disse. “O que custa menos a um governo é gastar dinheiro com os pobres, e mostramos isso ao garantir um salário mínimo a 52 milhões de pessoas, o que fez a economia avançar”, afirmou Lula.

Edição 2960
20 de maio

Capo da Blackwater assumiu comando da força

CIA monta e treina legião estrangeira para intervenções no Oriente Médio

Imperialismo quer compensar sua crise ampliando o controle sobre as fontes e as rendas do petróleo

Um exército mercenário secreto, com 800 estrangeiros, está sendo montado e treinado nos Emirados Árabes pelo fundador da notória Blackwater e agente da CIA, Erik Prince, para esmagar revoltas anti-EUA e proteger oleodutos. Essa tropa reitera a intervenção dos EUA no Oriente Médio, para controlar as áreas de produção e a renda do petróleo. Desde 1973 (o chamado choque do petróleo), a relação de espoliação dos países produtores pelos EUA deixou de ser através do preço aviltado do barril, para passar a envolver o controle da renda maior obtida na venda do petróleo, como na Arábia Saudita. A renda do petróleo fica nos EUA aplicada nos títulos do Tesouro e o rendimento vai para as corporações norte-americanas que ficam com o filé das obras de infraestrutura.

Edição 2959
18 de maio

Recuperação da economia adiada de novo

Dívida dos EUA atinge 14.381.631.910.320, de dólares em maio

Deus nos livre disso, mas o odor da insolvência já empesteou o ambiente

Essa cifra gigantesca é a dívida pública bruta dos EUA, como registrada nesta segunda-feira no famoso Relógio de Nova Iorque. Em setembro de 2008, era de US$ 10,5 trilhões. Obama disse que ia reduzir a dívida, mas esta só faz inchar e já equivale a 100% do PIB. Para adiar a inadimplência até 2 de agosto, se o limite legal de US$ 14,3 trilhões não for aumentado pelo Congresso, o secretário do Tesouro anunciou uma ginástica fiscal – tipo corte de verba para estados e municípios e do repasse a fundo de aposentadoria de servidores.

Edição 2958
13 de maio

Cadê os judas que queriam privatizar a empresa?

Petrobrás intervém no mercado e derruba o preço do combustível

Aumentar a participação da estatal na produção de etanol é a chave para desarmar novas crises

A Petrobrás Distribuidora anunciou na quarta-feira a redução dos preços de venda da gasolina e do etanol hidratado para os postos revendedores: queda de 13% no litro do álcool e de 6% no da gasolina. A decisão tem o objetivo de acelerar a redução dos combustíveis no conjunto dos postos, após o etanol ter atingido preços recordes. Nos últimos anos, uma fatia importante do setor sucroalcooleiro foi desnacionalizada, sendo que a maior produtora do Brasil, Cosan, passou para o controle da Shell.

Edição 2957
11 de maio

“Porque atrasaria o andar da carruagem”, disse

Para Carvalho, querer mais salário agora é ‘manifestar egoísmo’

Campanha insidiosa para arrochar salários e fazer consumo recuar chega à ante-sala da presidenta

O ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, declarou que “vamos ter campanhas salariais quando a inflação já estará caindo, mas no acumulado ainda estará alta. Então, vai ter que ter maturidade para que as pessoas não queiram, egoisticamente, o seu próprio bem e ponham em risco o andamento da carruagem”. A tese de que aumentos de salários causam inflação era o mote do falecido Bob Fields, logo após a instalação da ditadura. Não prosperou devido a Lula e outros líderes sindicais.

Edição 2956
06 de maio

Agora falta explicar por que o executou

Obama muda versão e admite que Osama não estava armado

Relato da filha de Bin Laden publicado na BBC desmontou a 1ª versão oficial da Casa Branca

Após asseverar na segunda-feira, dia 2, que Bin Laden estava “armado” e usara a própria mulher de “escudo humano”, o governo dos EUA mudou a versão no dia seguinte, depois que se tornou público que a filha dele de 12 anos viu o pai ser morto à queima roupa, desarmado e preso. O testemunho foi relatado por autoridades paquistanesas à BBC e postado na internet, em português, às 9h48 de terça-feira dia 3. Já o remendo foi feito três horas depois, às 12h57, pela Casa Branca.

Edição 2955
04 de maio

Sem julgamento e sem direito a enterro

Mídia comemora morte de Osama para não lembrar que a CIA o criou

Criou, adestrou, armou, patrocinou e controlou entre os anos 1979-1991

Ao anunciar aos americanos em cadeia de televisão no início da madrugada da segunda-feira (hora local) que Osama Bin Laden estava morto, o presidente Obama repetiu o seu antecessor W. Bush, ao dizer que a “justiça foi feita”. Mas pela pressa, além da falta até de uma mera foto, mais parece queima de arquivo. A falta de qualquer comprovação de que a execução aconteceu e de que o executado foi realmente Osama tem causado estranheza no mundo inteiro.

Edição 2954
29 de abril

Veto barra intento de enfiar ONU nessa lama

Para China e Rússia, jogo de EUA é incitar a violência na Síria

“Ingerência externa em apoio a uma só parte é o único risco para paz”, diz representante russo

“situação da Síria não representa uma ameaça para a paz e a segurança internacional”, afirmou o representante da Rússia, Alexander Pankin, após impedir junto com a China a manobra americana de aprovar no Conselho de Segurança da ONU resolução contra a Síria. A resolução foi apresentada formalmente pela Inglaterra, França, Alemanha e Portugal. “O risco real para a estabilidade da região ocorreria com uma interferência estrangeira no país que poderia apoiar uma só parte, o que levaria a uma incessante onda de violência”, continuou Pankin.

Edição 2953
27 de abril

Pesquisa da Fiesp aponta queda de 4,7% em 2011

Alta do juro e da importação faz investimento na indústria recuar

Barbeiragem de Mantega está minando os alicerces do crescimento nacional

A “Pesquisa FIESP de Intenção de Investimento 2011”, que consultou 1.220 empresas, concluiu que os investimentos da indústria de transformação sofrerão queda de 4,7% em 2011; os investimentos em máquinas e equipamentos cairão 7,3%. Quanto à taxa de investimento da economia, se o governo e as estatais realizarem os investimentos projetados, ela estagnará em 2011 nos mesmos 18,4% de 2010. A “trajetória de crescimento está bastante comprometida”, diz a FIESP, devido aos “aumentos da taxa SELIC e a perda de mercado para importados”.

Edição 2952
22 de abril

Subserviência escancara país aos importados

BC sobe juro e joga o câmbio no brejo para fazer vontade dos EUA

Pela 3º vez seguida, Copom eleva Selic, facilita invasão do dólar inflacionado e derruba crescimento do Brasil em 2011

O BC, através do Copom, aumentou na quarta-feira, pela terceira vez consecutiva, a taxa básica de juros. O aumento, de 0,25 pontos percentuais (p.p.) estabelece uma taxa nominal de 12% - o que significa, descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses, uma taxa real de 6,2%, o triplo da segunda maior do mundo. No momento em que os EUA já emitiram, pelo menos, US$ 2,3 trilhões que invadem as demais economias - principalmente a brasileira, devido, precisamente, aos juros altos – barateando artificialmente importações pela manipulação do câmbio e destruindo a produção interna, o aumento de juros serve para acirrar a invasão e o importacionismo, sufocando o crescimento. De um superávit de US$ 9,9 bilhões, o saldo comercial com os EUA tornou-se um déficit de US$ 7,7 bilhões no último ano, o maior déficit com um país de toda a balança comercial brasileira.

Edição 2951
20 de abril

Ingresso da África do Sul fortaleceu o bloco

BRICS erigem pacto para reformar ONU e libertar o mundo das imposições imperiais

“Somos responsáveis por metade da população e do crescimento do PIB mundial entre 2008-2014”, diz Dilma

A resolução da 3ª Cúpula dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), realizada na última quinta-feira, em Sanya, na China, afirmou a necessidade de mudança na ONU, de forma a ampliar a representatividade do organismo internacional. “Manifestamos o nosso forte compromisso com a diplomacia multilateral, com a Organização das Nações Unidas desempenhando papel central no trato dos desafios e ameaças globais. Nesse sentido, reafirmamos a necessidade de uma reforma abrangente das Nações Unidas, incluindo seu Conselho de Segurança, para assegurar maior eficácia, eficiência e representatividade de modo a que possa melhor enfrentar os desafios globais da atualidade”, diz a nota. A presidenta Dilma, em seu discurso no evento, lembrou a força dos BRICS e disse que eles representam hoje “um grupo de países que revelou sua força e seu dinamismo no contexto da mais grave crise financeira desde 1929”.

Edição 2950
15 de abril

Se sabemos, por que não resolvemos?

“Todos sabemos que o problema do câmbio é o juro alto”, diz Dilma

Declaração foi dada em entrevista no Palácio do Povo, após a visita

Ao ser indagada sobre o efeito deletério do câmbio atual nas exportações, a presidenta Dilma, expressando sua preocupação, durante entrevista coletiva em Pequim, respondeu que “sabemos perfeitamente o porquê [do problema cambial], todos nós sabemos. Vai desde a política de quantitative easing [as superemissões de dólares dos EUA] e de ajuste dos países desenvolvidos até o fato de que o Brasil ainda opera com taxas de juros mais elevadas do que o resto do mundo”. Com certeza – e dos fatores apontados pela presidenta, podemos interferir no último.

Edição 2949
13 de abril

Dólar a 1,58 põe indústria à beira do precipício

Se crise cambial não for tratada, vão restar só os bancos, diz CNI

Escalada de juros atrai dólares que geram o desequilíbrio. Mas Mantega acha que isso é “um problema bom”

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, defendeu medidas imediatas para conter a hiper-valorização do real. “Temos de tratar o câmbio de maneira urgente. Não podemos deixar como está, senão não temos futuro”, afirmou. Segundo ele, “o governo precisa tomar medidas duras e radicais, sob o risco de termos no Brasil só bancos”. O empresário enfatizou a necessidade de contenção imediata da enxurrada de dólares que entra no país. “Hoje as empresas e pessoas físicas tomam dinheiro a taxas quase negativas nos Estados Unidos e em outros países e aplicam aqui a 12%. E ainda correm o bom risco de ganhar na valorização cambial”, disse o presidente da CNI, após reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação em São Paulo.

Edição 2948
08 de abril

Faltou investimento? Virou açúcar?

Dilma quer saber o que fez etanol sumir após múlti comprar usinas

Shell, Dreyfus, British, Bunge, etc assumiram controle da produção nos últimos três anos

A presidente cobrou, no início da semana, em reunião com ministros de seu governo, um maior controle sobre o abastecimento de etanol para os consumidores brasileiros. Dilma criticou as empresas produtoras, sobretudo os executivos de companhias estrangeiras, que não estão se comprometendo com os planos estratégicos do governo. “A entrada de empresas multinacionais no setor”, avaliou, “não resolveu esse problema. Ao contrário, agravou a visão restritiva dos compromissos”.

Edição 2947
06 de abril

Alegria do palhaço é ver o circo pegar fogo

Enxurrada de dólares golpeia economia e Mantega comemora

Com dólar a 1,60, vamos importar até etanol de milho, alertou Delfim há menos de cinco meses

Segundo o ministro, a “elevação” do rating do Brasil pela Fitch Ratings “é um reconhecimento”. Disse ele que esse sinal para os especuladores inundarem o país com mais dólares desvalorizados vai criar problemas mas é melhor assim. Em novembro, o ex-ministro Delfim Netto, disse, como blague, que “com a taxa de câmbio de R$ 1,60 já podemos importar o etanol de milho dos EUA...”. Pois já estamos. Se depender de Mantega, em breve vai ser a vez do café.

Edição 2946
01 de abril

“Todo mundo fica bom depois que morre. Zé Alencar era bom em vida”

Lula leva o último adeus do Brasil: “ele foi amigo, companheiro, um irmão”

 

José Alencar foi o empreendedor que recusava a pilhagem financeira, o político que não esquecia hoje o que havia dito ontem, o homem que recusava, sobretudo, a desonra, o estadista leal que jamais omitia o que pensava: “Nós não podemos sair da situação de pobreza pagando esses juros despropositados. Não há dinheiro para nada. O que deveria ter ido para o crescimento foi para o pagamento de juros. O Brasil é um país de subconsumo, e não se pode achatar o consumo de quem não consome”. O sentimento de comoção que perpassa o país é o reconhecimento da sua grandeza.

Edição 2945
30 de março

Não ganhou nem o voto da Carla Bruni

Arrocho fiscal e Líbia fazem Sarkozy perder eleição até em casa

Saiu com menos de 19% do 2º turno das eleições municipais. PS teve 36%

Sarkozy sofreu sua mais fragorosa derrota nas eleições locais do dia 27. O resultado das urnas refletiu o descontentamento com a política de arrocho, que reduziu aposentadorias e demitiu professores e a rejeição aos criminosos bombardeios contra o povo líbio. O seu partido, a UMP, ficou com 18,6% dos votos. O maior partido oposicionista, o PS teve quase o dobro: 36,2%. A Frente de Esquerda, que reúne o PCF, Partido Radical de Esquerda e outras agremiações, teve 5,8%. A fascista Frente Nacional obteve 11,6%.

Edição 2944
25 de março

É isso que dá mexer com quem estava quieto

Kadafi arma povo com 1 milhão de AKs e diz que não teme a tormenta

Até o âncora do jornal nacional da Líbia leva o seu para o trabalho

Já está em avançado estágio de execução a ordem, dada pelo líder Muamar Kadafi no dia seguinte ao início dos bombardeios contra a Líbia, de abrir os arsenais e distribuir 1 milhão de fuzis Kalachnikovs à população, para que “defenda a honra e o petróleo” do país. Em novo discurso ao povo, desta vez proferido em sua residência em Bab Al Azizia – que Reagan e Obama já bombardearam -, Kadafi afirmou que os agressores são “um bando de fascistas”, que acabarão “na lata de lixo da história”. “Não vamos nos render” à cruzada dos colonialistas. “Estamos prontos para a batalha, longa ou curta. Vamos vencer”, reiterou. “Que outro líder no mundo teria a coragem de armar a população, se esta não lhe fosse genuinamente leal?”, disse no ar o âncora do jornal da televisão líbia, já empunhando seu trabuco.

Edição 2943
23 de março

Assaltantes de petróleo iniciam ataque aéreo

“Ajuda humanitária” mata civis na Líbia

Mísseis dos EUA, França e Reino Unido explodem hospital, pontes e casas

A operação “Odisséia do Amanhecer” assassinou, em três dias consecutivos de ataques, mais de 100 civis e feriu centenas – inclusive crianças e mulheres -; atingiu hospital, ônibus e casas; devastou estradas, pontes, aeroportos civis e até uma aldeia de pescadores; e incendiou um oleoduto. A residência de Kadafi no bairro de Bab el Azizia, na capital, que Reagan bombardeou em 1986, voltou a ser destruída 25 anos depois por míssil disparado de submarino inglês. Além de Trípoli, já foram bombardeadas Benghazi, Zuwarah, Sirta, Tarhuna, Misrata, Maamura, Jmeil, Sebha e outras cidades.

Edição 2942
18 de março

Diz que não topa nem repor inflação de 2010

Mantega arrocha servidor e zomba da sua desgraça

“Eles têm como aguentar um tempo sem reajuste”, disse o piadista que teve 150% de aumento em 2011

O ministro da Fazenda declarou que não haverá reajuste para os funcionários públicos – o que é o mesmo que reduzir o seu salário real - porque a situação deles está muito boa. Disse ele: “Estou andando tranquilo na Esplanada dos Ministérios porque nos últimos anos o funcionalismo recebeu bons aumentos. Alguns estão ganhando mais do que o setor privado. Portanto, eles têm como aguentar um tempo sem reajuste”. Mantega foi recém contemplado com um aumento de 148,6%.

Edição 2941
16 de março

Centrais Sindicais e Dilma retomam diálogo

Falta uma regra que garanta aumento real para salário mínimo se o PIB não crescer

A conversa foi franca e amistosa

No encontro, o primeiro realizado entre os dirigentes sindicais e a presidenta Dilma Rousseff, os sindicalistas apontaram a necessidade de uma política de valorização permanente do salário mínimo com dispositivos que garantam o ganho real.

Edição 2940
04 de março

E o espaço aéreo faz parte do quê, Pedro Bó?

Unidade territorial e soberania líbia são intocáveis, diz Liga Árabe a EUA

Resolução proposta pela Síria ganha a aprovação dos 22 países membros

A Liga Árabe, que congrega 22 países, rechaçou na quarta-feira qualquer forma de intervenção militar estrangeira na Líbia, exigindo respeito à sua “unidade nacional, soberania e integridade territorial”. Os chanceleres reunidos no Cairo repudiaram a zona de exclusão aérea aventada pelo Pentágono. Também a Organização da Conferência Islâmica, que reúne 57 países, se manifestou contra qualquer intervenção na Líbia.

Edição 2939
02 de março

Deixou-se inebriar pela cartilha de Peter Pan

Para Mantega, é a mania de acelerar crescimento que atrapalha o Brasil

Gênio começa a alinhar ‘sua’ previsão com a do FMI: nada além de 4,1%

Segundo Mantega, “o Brasil é um país de 4,5%, 5% de crescimento, não tem condições de crescer a 7,5%”. Certamente, o crescimento traz problemas a resolver. Mantega prefere fugir deles, isto é, afundar o país nos problemas insolúveis pela falta de crescimento. Sobre as remessas de lucros das multinacionais – que vão a 10 vezes os investimentos que fizeram – Mantega disse que é “o preço do sucesso. Lá fora deram prejuízos e as matrizes pediram para remeter para preencher os buracos”. Aqui, realmente, foram contempladas com R$ 4 bilhões em reduções de impostos e US$ 8,7 bilhões do BNDES.

Edição 2938
25 de fevereiro

“Cachorro nenhum vai tascar nossa Revolução”

Kadafi denuncia os EUA e convoca povo a esmagar o golpe

Democracia na Líbia vai bem, obrigado. Não vai é onde se conspira para expropriar seu petróleo

Em discurso na terça-feira, o líder líbio Muammar Kadafi afirmou: “Querem que os EUA façam na Líbia o que fizeram no Afeganistão, na Somália, no Paquistão, no Iraque. Não é possível interromper a marcha da revolução com subornos a um punhado de ratos que saltam de rua em rua na escuridão. Quem são esses ratos? Quem lhes pagou o preço? A inteligência estrangeira. Dizem que eu ando na Venezuela... Deus! A primeira necessidade dessa gente é a mentira”. Na foto, povo nas ruas em apoio a Kadafi.

Edição 2937
18 de fevereiro

Câmara referenda a virada a estibordo

Governo rasga acordo firmado com Centrais e adia o aumento real do mínimo para 2012

"Nova" política de rebaixar na marra crescimento do país faz sua 1ª vítima

Até as pedras do caminho sabem que o acordo entre as Centrais e o presidente Lula tinha por objetivo garantir a valorização anual do salário mínimo, até que ele recuperasse, em 2023, seu patamar inicial. A variação do PIB como base para o aumento real de cada ano sempre foi entendida como piso e não como teto. Do contrário, apesar de absurdo, seria necessário reduzir o salário mínimo real nos casos em que o crescimento do PIB fosse negativo. Embora queira dar a entender que não, a compreensão do governo em relação a este ponto é a mesma das Centrais. O PIB de 2009 caiu 0,6%, mas os R$ 545,00 não representam uma queda de 0,6% no salário real. Significam um desprezível aumento real de R$ 3,00. O que as Centrais questionam é isso: por que um aumento tão miserável? Mais. Por que, durante a campanha eleitoral, foi assumido o compromisso de não interromper a série de valorizações anuais do mínimo? O ministro Mantega diz que um aumento maior pressionaria as contas públicas e prejudicaria o crescimento econômico. Se fosse verdade, seria o caso de perguntar que crescimento é esse que não tolera mais de R$ 3,00 para o salário mínimo em 2011. O problema é que não é. O próprio ministro revelou, no dia 14 de janeiro, que pretende reduzir o crescimento de 7,8% em 2010 para 5% em 2011. E está utilizando os instrumentos costumeiros para atingir este objetivo: aumento de juros, aperto salarial e redução do investimento público. Derrubar o crescimento é fácil, particularmente quando se delega poder excessivo a indivíduos de índole burocrática e coração insensível. O difícil é parar nos 5% e não naquelas taxas que os conselheiros do BC definem como limite da economia brasileira para que as contas externas e a inflação não estourem. Nos perdoe a camarada Dilma e os camaradas da bancada do PT. O Brasil não cabe mais nessa camisa de força.

*
Edição 2936
16 de fevereiro

Não é à toa que FH está babando de felicidade

Cortar salário mínimo para esbanjar com o juro é ABC neoliberal

Quem anda dizendo que o SM já subiu bastante e pode dar uma paradinha não viu a tabela ao lado

Ao insistir contra o aumento real do salário mínimo, Mantega desenterra as teorias mais estapafúrdias do neoliberalismo para alardear que o aumento provocará inflação e desequilibrará as contas públicas. Não é por acaso que Fernando Henrique Cardoso aplaudiu seus cortes, tanto no salário quanto no Orçamento. Tudo com vistas a cumprir a meta de superávit primário – ou seja, garantir aos banqueiros a reserva do dinheiro público para o pagamento de juros - que corresponde a 2,9% do PIB.

Edição 2935
11 de fevereiro

Pau que fica torto só o machado endireita

Mantega excreta um pacotaço para fazer crescimento recuar na porrada

Orçamento: menos 50 bi Contratações: nenhuma Salário: bem arrochado Juros: o céu é o limite

“O que não faz sentido é logo no primeiro ano de governo da presidenta Dilma não haver aumento real, interrompendo uma série de seis anos seguidos de recuperação do salário mínimo. Isso seria um retrocesso. O aumento do mínimo estimula o crescimento de todos os outros salários. É a garantia da continuidade do crescimento econômico, e, portanto, de mais empregos. A pressão sobre a inflação brasileira vem de fora, é a especulação das commodities promovida pelas multinacionais”. Leia a coluna do presidente da CGTB, Antonio Neto.

Edição 2934
09 de fevereiro

Luiz Sergio desmente aleivosias da mídia

Forçar o Congresso a trocar aumento do SM por cargos seria o fim da picada, diz ministro

Ademais, quem elevou seu próprio salário em 62% não pode negar um aumentinho real aos mais pobres

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Luiz Sérgio, negou qualquer ligação entre a negociação do salário mínimo com o Congresso e a nomeação para os cargos do segundo escalão do governo. Alguns órgãos de imprensa difundiram a versão de que a presidenta Dilma iria parar as indicações de cargos no segundo escalão do governo até a votação do mínimo. “A discussão em relação a cargos é natural. Mas de maneira alguma esteve vinculada à eleição da Câmara e de maneira alguma está vinculada ao salário mínimo”, repeliu o ministro. Luiz Sérgio avaliou que “há um entendimento na sociedade e no parlamento de que a política adotada para o salário mínimo é uma política acertada, que colocou o salário mínimo numa rota de recuperação do poder de compra”.

Edição 2933
04 de fevereiro

O resto é conversa mole para boi dormir

Vetar o aumento real do mínimo é paralisar a sua “recuperação”

Mais vale um pássaro na mão do que dúzias de promessas voando

“O que não faz sentido é logo no primeiro ano de governo da presidenta Dilma não haver aumento real, interrompendo uma série de seis anos seguidos de recuperação do salário mínimo. Isso seria um retrocesso. O aumento do mínimo estimula o crescimento de todos os outros salários. É a garantia da continuidade do crescimento econômico, e, portanto, de mais empregos. A pressão sobre a inflação brasileira vem de fora, é a especulação das commodities promovida pelas multinacionais”. Leia a coluna do presidente da CGTB, Antonio Neto.

Edição 2932

02 de fevereiro

 

Acordo bom para as partes será vitória do Brasil

“Diálogo com Centrais sobre mínimo está só iniciando”, diz Dilma

Presidenta põe na mesa proposta de R$ 545 e 4,5% de ajuste na Tabela-IR. Trabalhadores querem R$ 580 e 6,5%

A presidenta Dilma Rousseff afirmou em entrevista coletiva realizada no Rio Grande do Sul que as negociações com as Centrais Sindicais sobre o valor do reajuste do salário mínimo estão apenas começando. “Nós ainda estamos iniciando a discussão com as centrais”, afirmou. “Temos imenso respeito por elas, elas constituem um dos elementos que nós vamos querer manter dialogando com o governo, construindo políticas com o governo, não só na área do salário mínimo”, acrescentou. “Nós queremos que elas deem a sua opinião e participem das nossas políticas na área de educação, de saúde, de segurança pública”. As Centrais Sindicais reivindicam um salário mínimo de R$ 580,00 e apresentaram também a proposta de correção da tabela do imposto de renda pelos índices da inflação.

Página 3

Edição 2931

28 de janeiro

 

WikiLeaks revela ingerência feita em 2009

EUA quis melar acordo Brasil-Ucrânia sobre o programa de foguetes

Mesmo atolados na crise, os brothers não perdem a mania de donos do mundo

O governo norte-americano pressionou autoridades ucranianas para emperrar o desenvolvimento do projeto conjunto Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes Cyclone-4, em Alcântara, no Maranhão. Embora os EUA dissessem que não se opunham “ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara”, advertiram os ucranianos que não aceitavam a “transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”, como destaca um telegrama enviado pela Casa Branca à embaixada americana em 2009, divulgado agora pelo site WikiLeaks.

Página 3

Edição 2930

26 de janeiro

 

Calabares querem jogar Cosme contra Damião

Trocar mínimo de 580 por menos IR seria indecente, afirmam Centrais

Governo tem recursos de sobra para atender às duas reivindicações

O aumento do mínimo para R$ 580 diz respeito ao crescimento e à erradicação da miséria. Já o caso da tabela do Imposto de Renda (IR), criado no governo Fernando Henrique, é apropriação indébita, confisco ilegal de salários. Portanto, é algo que o ministro da Fazenda já devia ter corrigido, e não matéria de barganha. Os que ganham o mínimo não descontam IR e os que descontam IR não ganham o mínimo. Portanto, tal troca somente serviria para que uns ficassem furiosos com os outros e para que todos ficassem furiosos com o governo.

Página 3 e Página 5

Edição 2929

21 de janeiro

 

Mobilização geral começa a fazer efeito

Governo recebe Centrais, dia 26, para discutir o salário mínimo

Trabalhadores alertam Dilma sobre o custo dos equívocos de Mantega

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, entrou em contato com os representantes das seis centrais sindicais e agendou uma reunião para discutir o salário mínimo. A audiência será no próximo dia 26, em Brasília. “Essa é uma boa notícia. Acho que as coisas, as linhas de conversas melhoraram muito no governo”, avaliou o presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). “O nosso objetivo é manter o crescimento econômico, com distribuição de renda e geração de emprego”, afirmou. 

Página 5

Edição 2928

19 de janeiro

 

Presidenta afirmou o oposto na campanha

Mantega diz que para fazer mais que Lula é só cortar Orçamento e arrochar o salário

Abestado acha que pode impor agenda rejeitada nas urnas

Em sua apresentação na recente reunião ministerial, o ministro Guido Mantega, depois de dizer que a meta é um crescimento de 5,9% ao ano (superior, portanto, aos 4% do governo Lula) e uma taxa de investimento de 24% do PIB, revelou que pretende obter esse resultado fazendo o crescimento cair de 7,5% para 5% em 2011, cortando gastos de custeio e “novos gastos”, diminuindo o investimento público, em suma, fazendo o contrário do que Lula fez para que o país crescesse – e mantendo o desperdício de dinheiro público reservado aos juros, ao qual chamou de “solidez fiscal”.

Página 3

Edição 2927

14 de janeiro

 

Dia 18, às 10h, do Oiapoque ao Chuí

Centrais convocam mobilização geral: R$ 580,00 já!

“Há questões que não podem ser resolvidas sem que o movimento social se manifeste” - Dilma Rousseff

Em campanha unificada pelo aumento do salário mínimo, as centrais se reuniram, terça-feira, e lançaram o manifesto “R$ 580 já”, convocando manifestações em todo o país para o próximo dia 18. Em São Paulo, o ato será na Avenida Paulista, às 10h. Além da mobilização nas ruas e no Congresso Nacional, os dirigentes sindicais também solicitaram uma audiência com a presidente Dilma Rousseff. “A mobilização unitária das centrais ajudará a abrir as negociações com o governo, a fim de assegurarmos que os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral sejam plenamente materializados e o país reafirme a sua opção desenvolvimentista, com justiça social e distribuição de renda”, afirma o documento.

Página 5

Edição 2926

12 de janeiro

 

540 não repõe nem a inflação do período

Centrais deflagram campanha para o Congresso aprovar mínimo de R$ 580

CUT, Força Sindical, CGTB, CTB, UGT, NCST preparam mobilização para manter política de aumento real

As centrais sindicais intensificaram a mobilização pelo aumento do salário mínimo para R$ 580,00. O objetivo é obter o apoio dos parlamentares para a aprovação das emendas que serão apresentadas. As entidades consideram que manter R$ 540, além de pôr um freio no crescimento, colocaria em risco os avanços conquistados na distribuição de renda e no combate às desigualdades. Os dirigentes lembraram as diversas Marchas que conquistaram a política de valorização do salário mínimo.

Página 2