Ano 2013
Edição 3214
20 de Dezembro

PNE aprovado na Câmara foi desfigurado

Senado ouve Dilma e desvia verbas da Educação Pública para rede privada

Entidades pedem para deputados restaurarem o texto original: 10% do PIB à Educação Pública

O texto aprovado permite o desvio dos 10% do PIB de verbas públicas, que são destinados pelo projeto à Educação, para as empresas privadas que exploram o ensino – inclusive as estrangeiras, no caso do ensino universitário. Para Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional Pelo Direito à Educação, o projeto aprovado “tanto diminui o recurso para educação pública como o governo não vai ter a obrigação de criar uma matrícula nova no ensino técnico nem no ensino superior.

Edição 3213
18 de Dezembro

Enquanto uns cultuam o superávit primário

Eduardo e sindicatos fazem pacto pelo fim do fator previdenciário

“Quem não ouve o povo, fica cego aos problemas mais urgentes do país”, diz o governador de PE

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), defendeu junto com lideranças sindicais, em encontro realizado na sexta-feira, em Recife, o fim do fator previdenciário. Segundo Eduardo, “é uma conta simples”. “Houve R$ 140 bilhões de desoneração fiscal [promovida pelo governo]. O impacto do fim do fator previdenciário para as contas públicas seria de R$ 9 bilhões. “Se o governo devolvesse esses 9 bilhões aos trabalhadores, esse dinheiro voltaria para a economia na forma de consumo”.

Edição 3212
13 de Dezembro

Discurso causou mal-estar no 8º ENAI

Para Dilma, 3 anos de pibinho

é ‘coleção de conquistas

e avanços’

Industriais estranharam tanto otimismo diante da contração do setor

Contando as conquistas e avanços de sua coleção no Encontro Nacional da Indústria, a presidente Dilma afirmou que a política de seu governo está permitindo “uma trajetória sustentada de crescimento da produção industrial”. Em 2010, último ano do governo Lula, a produção da indústria cresceu 10,5%. No primeiro ano do governo Dilma, caiu para 0,3% e, no segundo ano, para -2,7%. O crescimento do PIB foi 7,5% em 2010, caiu para 2,7% em 2011 e para 1% em 2012, com a medíocre perspectiva de chegar a 2,2% este ano – abaixo, outra vez, de quase todos os países do mundo.

Edição 3211
11 de Dezembro

Para Khair, Dilma perdeu a credibilidade

Quem promete crescer 5% e só consegue 2% não é levado a sério, diz economista do PT

Pibinho é resultado do juro alto, liquidez baixa e câmbio anabolizado

“O governo fracassou durante esses três anos para fazer o país crescer e, caso não mude sua política econômica, vai fracassar de novo em 2014. Ao prometer crescimento de 5% e conseguir a média de 2% nesses três anos, perdeu a credibilidade necessária para ser levado a sério”, afirma o economista do PT Amir Khair. Para ele, “a primeira coisa a reconhecer é que a economia está emperrada devido ao potente conjunto de freios que o governo ainda não removeu por medo do fantasma da inflação. São eles: Selic, juros bancários e carga tributária sobre o consumo”.

Edição 3210
06 de Novembro

Dilma anda mais perdida que cego em tiroteio

Juro maior do mundo faz pibinho encolher 0,5% no 3º trimestre

Derrubar investimento público e produção da indústria é fatal para o crescimento econômico

A economia caiu -0,5% no terceiro trimestre do ano, com o setor decisivo para o crescimento, a indústria de transformação, caindo -0,4%. No dia seguinte ao PIB, o IBGE divulgou a pesquisa de produção industrial. O segmento onde está a maior parte da indústria, a produção de bens intermediários, cresceu apenas 0,1% de janeiro a outubro. Depois de seis aumentos de juros e cortes no investimento público, não se podia esperar outra coisa. Mas alguns membros da equipe do Planalto se disseram surpresos.

Edição 3209
04 de Dezembro

Exportações fictícias sobem a US$ 6,58 bi

Governo soma sexta plataforma fantasma à exportação do ano

Manobra para encolher déficit comercial expõe gravidade da situação

O governo somou seis “exportações” fictícias de plataformas de petróleo, no valor total de US$ 6,58 bilhões, para “diminuir” o rombo da balança comercial. Nenhuma dessas plataformas foi realmente exportada – mas o déficit de US$ 7,47 bilhões foi fraudado para se tornar um déficit de US$ 89 milhões. Bancos e outros especuladores não irão levar a sério esse falseamento. Todos farão seus negócios levando em consideração o verdadeiro rombo. O governo sabe disso. Por que, então, tentar enganar o povo? Para tentar obter resultados eleitorais escondendo a situação verdadeira?

Edição 3208
29 de Novembro

Aumento coroa o abandono do crescimento

Dilma encerra o ano com o juro em dois dígitos

Último Copom do ano joga Selic em 10%, a 6ª elevação consecutiva

O BC/Copom aumentou, pela sexta vez consecutiva em sete meses, os juros básicos, agora em 10%, ameaçando mais dois aumentos no início do ano que vem, para chegar a 10,5%. Com o aumento de quarta feira, descontada a inflação, a taxa de juro real, a maior do mundo, atingiu +4,1%. A média internacional é -0,6%. Nem mesmo o suposto – e falso – combate à inflação foi levantado no comunicado do BC, até porque o IPCA, até outubro, está em 4,38%. Diante da omissão e estímulo da presidente Dilma, o BC fez mais um aumento que tem como única função passar bilhões aos bancos e demais especuladores, mantendo o país no pântano em que a política econômica atual afundou seu crescimento.

Edição 3207
27 de Novembro

Governo receberá 21 bi, mas a perder de vista

Dilma privatiza lucro de aeroportos e joga prejuízo para Infraero

Estatal que não participou do leilão terá que pagar 10 bi além de custear sozinha reformas do Galeão e Confins

Dos anunciados R$ 20,838 bilhões que o governo “arrecadaria” com a privatização dos aeroportos do Galeão e Confins, R$ 10,210 bilhões serão pagos pela Infraero, que não fez lance algum no leilão, mas pagará 49% dele. Portanto, o governo pagará a si mesmo para que os açambarcadores tenham mais lucro sem gastar mais. Os “concessionários” pagarão apenas 51% do lance que deram no leilão, em suaves prestações durante 25 anos (Galeão) ou 30 anos (Confins), totalmente insignificantes para o país ou as finanças do governo. A Infraero fará todos os investimentos necessários à expansão, mesmo depois dos aeroportos privatizados, para que os “concessionários” não tenham de fazê-los. O sistema aeroportuário, que era sustentado por 12 aeroportos lucrativos – cinco já privatizados pelo atual governo – está sendo in-viabilizado, com a Infraero ficando apenas com os aeroportos que não são rentáveis.

Edição 3206
22 de Novembro

Nem Fernando Henrique chegou a tanto

Dilma vai custear reforma do Galeão e Confins mesmo após privatização

Recuperação de pistas, novos terminais, mais radares de superfície, tudo por conta da casa

Todas as obras para expandir a capacidade do Galeão e de Confins, segundo e quinto aeroportos do país, serão feitas e pagas pelo poder público, antes e mesmo depois do leilão desta sexta-feira. Os açambarcadores – isto é, “concessionários” - receberão os aeroportos prontos, com a capacidade já expandida e as reformas realizadas, para que tão cedo não desembolsem centavo. Quando isto acontecer, 70% serão financiados a juros subsidiados pelo BNDES. As regras do edital do leilão obrigam que todos os consórcios tenham como “operador aeroportuário” uma empresa estrangeira.

Edição 3205
20 de Novembro

Dirceu e Genoino estão, tecnicamente, sequestrados

Barbosa prende réus antes do julgamento findar para coagir STF a indeferir embargos

Henrique Pizzolato busca asilo na Itália contra ato de perseguição política

A prisão de Dirceu, Ge-noino, e outros acusados da AP 470, é o maior escândalo judiciário da história do país, especialmente grave para o STF, amesquinhado por um presidente medíocre, rancoroso e completamente servil. Depois de fatiar o processo, Barbosa, agora, quer fatiar a sentença, o que é totalmente ilegal: não há sentença sem que todos os recursos tenham sido apreciados. Mas é exatamente dos recursos que Barbosa quer fugir, coagindo os ministros do STF a votar contra eles – daí essa prisão fora da lei e do senso mais elementar de justiça: numa palavra, fascista.

Edição 3204
15 de Novembro

O malandro está atrás de uma blindagem

Kassab puxa assunto de apoio a Dilma para desconversar sobre a quadrilha dos fiscais

Ex-prefeito não explica por que mandou para o arquivo a investigação

O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, afirmou que seu partido formalizará o apoio à candidatura de Dilma Rousseff à reeleição. A notícia da aliança vem em meio à revelação do esquema de pagamento de propina por mega-construtoras e incorporadoras a auditores da Prefeitura durante a sua gestão. O roubo foi de ao menos R$ 500 milhões. Segundo Kassab, não há qualquer relação na declaração antecipada de apoio à Dilma com as investigações iniciadas pela gestão de Fernando Haddad (PT), na Prefeitura da cidade.

Edição 3203
13 de Novembro

Queda no mês de setembro foi de 2,1%

Indústria de SP sai da estagnação para entrar em recessão

Reduzir o investimento público, elevar taxa de juros e desnacionalizar economia acaba nisso

A produção industrial em São Paulo caiu -2,1% em setembro/agosto e -2,6% no terceiro trimestre do ano, revelou o IBGE. A indústria instalada em São Paulo é responsável por 40% das vendas industriais do país. Nesse Estado está a maior parte da indústria de transformação – o setor decisivo para o crescimento. Na manhã de terça-feira, o IBGE divulgou que em setembro houve a 24ª queda seguida do emprego industrial na comparação com o mesmo mês do ano anterior e oitavo trimestre consecutivo de desemprego na indústria.

Edição 3202
08 de Novembro

E Dilma ainda quer mais capital externo

Remessa de lucros até setembro sangra Brasil em R$ 107 bi

Remessas aumentaram 17,5% em relação a 2012. Já o PIB segue no brejo

As remessas para o exterior aumentaram 17,45% de janeiro a setembro em relação ao mesmo período do ano passado. É ridícula a afirmação de que está tudo muito bem porque, ao mesmo tempo, entraram US$ 43,782 bilhões em “investimentos diretos estrangeiros” (IDE). Precisamente, é o IDE – ou seja, a desnacionalização de empresas – que aumenta remessas e importações. Cobrir o rombo externo com o IDE, ou seja, aumentando o rombo, resultou em que ele não é mais capaz de cobri-lo. Nos últimos 12 meses, 25% do rombo foi coberto com dinheiro especulativo.

Edição 3201
06 de Novembro

Atividade da indústria está inferior a de 2008

Produção industrial fecha o 3º trimestre em queda de 1,4%

Abimaq alerta: setor de máquinas tem cada vez menos indústria e mais montadora-maquiadora

O resultado da produção industrial é o espelho da tacanha política econômica: uma queda de -1,4% no terceiro trimestre (sobre o trimestre anterior), uma produção inferior em 4% à de setembro de 2008 – e até inferior ao do mês de agosto de 2007. Patinando em níveis de seis anos atrás, o aumento de 0,7% (setembro/agosto) não tem significação – até porque sucedeu a zero (agosto/julho) e a -2,4% (julho/junho). No atual governo, a produção da indústria somente cresceu em quatro trimestres.

Edição 3200
01 de Novembro

Leilão de Libra foi só o começo, afirmou

Dilma transforma a privatização do pré-sal em grande tema das eleições

Programa do PT na TV e no rádio não tocou no assunto, porém ela não para de falar dele

Já que a presidente Dilma não consegue, e tem lá seus motivos, falar em outra coisa – e repete que Libra é apenas “o primeiro mega campo do pré-sal a ser licitado” - a privatização da maior reserva petrolífera do mundo, descoberta pela Petrobrás, tende a se tornar o centro da campanha. Algo inútil é dizer que a passagem de parte de um bem público – de uma riqueza natural que pertence ao país – para a Shell e a Total, com o mesmo peso da Petrobrás, não foi uma privatização.

Edição 3199
30 de Outubro

Governo Dilma meteu os pés pelas mãos

Leilão do campo de Libra divide PT

4 dos 6 candidatos à presidente do partido desaprovam os favores ao cartel da Shell à custa da Petrobrás

Em mais um debate entre os candidatos à presidência do PT, realizado na última quinta-feira, em Brasília, quatro dos seis postulantes ao cargo criticaram a decisão de leiloar Libra e colocar a Petrobrás em minoria no consórcio que tem a presença da anglo-holandesa Shell e da francesa Total. “Dilma privatizou rodovias, portos, aeroportos, o pré-sal e diz que não foi privatização. Não foi? Chamaram a Shell, a Total e as estatais chinesas para morder o nosso petróleo. É um processo de pilhagem”, protestou Serge Goulart, um dos candidatos ao comando do PT. No debate realizado na segunda-feira, em São Paulo, Markus Sokol também criticou o uso da repressão aos manifestantes que protestavam contra o leilão de Libra no Rio de Janeiro. “Apesar de não ter ocorrido registro de violência mais grave até com mortes, a ação repressora para aterrorizar os sindicatos é condenável. Houve intimidação. A violência começa assim”, alertou.

Edição 3196
18 de Outubro

Governo forçou Petrobrás a ficar em minoria

Leilão de Libra tirou do Brasil R$ 347 bilhões

O leilão de Libra tirou dinheiro do Brasil. Como, aliás, previu a candidata Dilma, ao se opor à privatização do pré-sal pelos tucanos. Se feitas as contas entre royalties, fração da partilha de produção e mais a parte da Petrobrás, o país perdeu R$ 347,4 bilhões para empresas estrangeiras. Até nas contas-fantasia apresentadas pela presidente Dilma, o Brasil sai perdendo R$ 189 bilhões. Como o país poderia sair ganhando quando a Petrobras foi impedida de ter a maioria no consórcio, para que entrassem duas aves de rapina do cartel petroleiro (a Shell e a Total)?

Edição 3197
23 de Outubro

Se dependesse do governo, perda seria maior

Leiloeiros entregam 40% de Libra para o cartel das 5 harpias

Resistência nacional foi decisiva para impedir a privatização completa

O leilão do campo de Libra – o maior campo petrolífero do mundo - demonstrou que a intenção do governo era a de entregar Libra ao cartel multinacional das petroleiras, a ponto de nomear para a diretoria da PPSA o entulho tucano, lobista de petroleira, da época de Zylbersztajn e Reichstul, em troca da entrada da Shell e Total. Segundo, demonstrou que o governo não entregou mais para o cartel das petroleiras porque o povo, a mobilização em todo o país, não deixou que a Petrobrás fosse mais esbulhada. Libra foi realmente inédito: o leilão de uma área onde o petróleo já foi descoberto.

Edição 3196
18 de Outubro

Tirar Libra da Petrobrás é assaltar o país

Dilma manda Força de Segurança ir em seu lugar no leilão que o Brasil rejeita

Se o leilão não for suspenso, só vai restar à presidente acender as velas e rogar à N.S. de Aparecida, de quem se declarou devota em 2010, para que a Petrobrás saia vencedora. Que ore com fervor! O seu futuro político depende fundamentalmente disso.

A presidente Dilma, anunciou o Planalto, emitirá um “Decreto de Garantia da Lei e da Ordem” para isolar com tropas da Força Nacional de Segurança, e do Exército, o Windsor Barra Hotel, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, para onde está marcado o leilão do campo de Libra, maior campo petrolífero do mundo, descoberto pela Petrobrás no pré-sal. Temem-se os trabalhadores, os estudantes, as donas de casa, os artistas e demais intelectuais patrióticos – em suma, o povo. O aparato policial-militar será a maior demonstração do apoio imenso com que esse leilão conta na população brasileira. Até se sabe o nome e o sobrenome dos que o apoiam. A presidente Dilma desistiu de comparecer.

Edição 3195
16 de Outubro

Entidades sociais marcam atos em todo o país

Petroleiros iniciam Greve Nacional no dia 17 contra leilão do campo de Libra

Congresso, assembleias e câmaras repercutem a mobilização das ruas

Os milhares de trabalhadores da Petrobrás e subsidiárias realizaram assembléias em todo o país e aprovaram greve geral a partir desta quinta-feira, dia 17. Os trabalhadores exigem a suspensão imediata do leilão de Libra, a retirada de votação do Projeto de Lei 4330, da terceirização, e uma proposta salarial digna. Além dos petroleiros, o repúdio à entrega do campo de Libra repercute em vários setores. Na Assembléia Legislativa do Paraná foi realizada uma audiência pública e o plenário aprovou um requerimento para Dilma contra o leilão. Em SP, a Câmara Municipal sediou o ato.

Edição 3194
11 de Outubro

Tiram tempo de outros para crescer o seu

Com medo das urnas, bancadas do PT e do PMDB tomam tempo dos partidos na tevê

Simon e Rollemberg denunciam o golpismo de Renan: projeto não passou nas comissões

Com a colaboração do PSDB, as bancadas do PT e PMDB votaram no Senado a redução do tempo de TV da maioria dos partidos. Que tenham chegado ao ponto em que, para fugir ao julgamento dos eleitores, não basta ter uma vastíssima maioria do tempo de TV, mas é preciso subtrair o pouco tempo dos outros para calá-los, só mostra a fragilidade a que chegaram com a política de entregar o país a monopólios financeiros multinacionais. O entreguismo conduz sempre ao fascismo.

Edição 3193
09 de Outubro

Surto entreguista é convite ao desrespeito

Com a ANP leiloando Libra, até Canadá dá espionada no Brasil

Leiloar maior campo de petróleo do mundo é coisa de quem não leva a sério a soberania nacional

Até o Canadá andou espionando o Brasil, segundo outra reportagem da Globo baseada em documentos revelados por Edward Snowden. Os canadenses grampearam a rede que liga as Minas e Energia com a Petrobrás, a ANP e a própria presidente da República. A presidente Dilma disse que isso “confirma as razões econômicas e estratégicas por trás de tais atos” e que “tudo indica que os dados da NSA são acessados pelos cinco governos [EUA, Canadá, Inglaterra, Austrália e Nova Zelândia] e pelas milhares de empresas prestadoras de serviços”. Se é assim, é preciso suspender o leilão de Libra, o maior campo de petróleo do mundo, no pré-sal, objetivo da espionagem. Quem levará a sério palavras pró-forma, sem ação? O entreguismo, como toda subserviência, somente é capaz de angariar o contrário do respeito.

Edição 3192
04 de Outubro

O petróleo é nosso! Essa luta vale a pena

Petroleiros param em todo o Brasil pela suspensão do leilão de Libra

Greves e manifestações públicas celebram os 60 anos da Petrobrás

A categoria entrou em greve geral de 24 horas nesta quinta-feira, em todo o Brasil exigindo a suspensão do leilão de Libra. Os mais de 150 mil petroleiros liderados pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) estão mobilizados para impedir a entrega do campo de Libra. Os 15 sindicatos associados à entidade nacional prepararam a greve e as manifestações desta quinta-feira em praticamente todo o território nacional. Os 5 sindicatos ligados à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) também participaram ativamente das mobilizações.

Edição 319 1
02 de Outubro

O petróleo é nosso! Xô, xô, gafanhoto!

Beth comanda Showmício na Praça XV contra leilão de Libra

Dia 3 de outubro, a partir de 16 h, em comemoração dos 60 anos da Petrobrás

A consagrada cantora Beth Carvalho gravou um vídeo em que convoca a população para o showmício que será realizado na próxima quinta-feira, dia 3 de outubro, às 16 horas, na Praça XV, no centro do Rio de Janeiro, contra o leilão do campo de Libra, no pré-sal. Nesta data, a Petrobrás comemora 60 anos de criação. “Eu, Beth Carvalho, não posso deixar de falar para vocês que nós não podemos permitir que esse leilão aconteça”, afirmou. “Vamos mobilizar toda essa população para que [o governo ] não faça esse leilão de Libra”, conclamou Beth Carvalho. O show vai ser apresentado pelo ator Paulo Betti e terá a presença de vários artistas.

Edição 3190
27 de Setembro

Monitorar terrorismo é desculpa esfarrapada

Dilma diz na ONU que EUA espiona Planalto e Petrobrás para obter vantagens comerciais

Sem respeito à soberania, não há base para o relacionamento entre as nações, afirmou a presidente

A presidente Dilma Rousseff denunciou, em discurso na Assembléia Geral da ONU, na terça-feira, a espionagem feita pelos EUA contra o governo brasileiro e a Petrobrás através da NSA (agência de segurança norte-americana). “Não se sustentam argumentos de que a interceptação ilegal de informações e dados destina-se a proteger as nações contra o terrorismo”, afirmou a presidenta. A representante do Brasil informou à ONU que cobrou explicações ao governo norte-americano. “Estamos, senhor presidente, diante de um caso grave de violação dos direitos humanos e das liberdades civis; da invasão e captura de informações sigilosas relativas às atividades empresariais e, sobretudo, de desrespeito à soberania nacional do meu país. Fizemos saber ao governo norte-americano nosso protesto, exigindo explicações, desculpas e garantias de que tais procedimentos não se repetirão”, frisou Dilma.

Edição 3189
25 de Setembro

Ilegalidades são flagrantes e grosseiras

Edital do leilão de Libra viola frontalmente a lei 12.351/2010

Texto se choca contra os artigos 2º, 4º, 10º, 12º, 15º, 18º, 42º da lei

Edital e minuta do contrato, resoluções do CNPE e portarias do MME, desrespeitam grosseiramente a Lei 12.351, do presidente Lula, para o pré-sal e áreas estratégicas. Desde um golpe na Petrobrás - contra a definição de que ela é a operadora única nessas áreas -, passando por um ridículo “mínimo” de petróleo para a União que também é falso, e a devolução às petroleiras dos royalties que elas pagarem, o leilão de Libra é eivado de ilegalidades e fraudes para entregar o maior campo de petróleo do mundo.

Edição 3188
20 de Setembro

Leilão de Libra está mais fedido que gambá

Espionagem contra Petrobrás e Planalto faz Dilma cancelar visita oficial a EUA

Para ANP e leiloeiro Lobão, a decisão da presidente não deve ser levada em conta

A presidente Dilma cancelou sua viagem aos EUA e o encontro com o presidente daquele país, devido à espionagem – sobre si e sobre a Petrobrás – perpetrada pela NSA. Se a presidente tomou essa atitude devido ao atentado à nossa soberania, tendo em vista o pré-sal, não há como manter o leilão do campo de Libra, maculado por esses atos desonestos, ilegais, criminosos do governo dos EUA para, como apontou a presidente, favorecer suas empresas no açambarcamento dessas imensas jazidas petrolíferas.

Edição 3187
18 de Setembro

Afirmação foi feita em palestra na ABC

“Leiloar Libra é grave erro estratégico”, diz descobridor do pré-sal

Se a pressão para entrar no pré-sal é muita, que seja noutro campo, não no maior de todos, disse

Libra “são 10 bilhões de barris de petróleo já descobertos, é muito óleo. A nossa posição de reserva com o pré-sal é muito confortável pelos próximos 20 anos. Por que vai abrir Libra para a participação de empresas estrangeiras e interesses estrangeiros?”, indagou, no seminário realizado pela Academia Brasileira de Ciências, o diretor de Exploração e Produção da Petrobrás durante o governo Lula e responsável pela descoberta do pré-sal, Guilherme Estrella.

Edição 3186
13 de Setembro

Ele está de olho é na butique dela

Obama não explica espionagem a Dilma e aumenta suspeita sobre leilão de Libra

Nem a “Globo” está conseguindo engolir esse bote no pré-sal

No comunicado divulgado na quarta-feira, o governo norte-americano apresentou a versão de que algumas reportagens “distorceram” as atividades da NSA. E acrescentou que outras “provocaram questões legítimas” que criaram “tensões na muito próxima” relação com o Brasil. A resposta não fala absolutamente nada sobre as motivações da espionagem à Petrobrás. A falta de uma resposta minimamente convincente aumenta a suspeição e reforça o movimento no país pelo cancelamento imediato do leilão do Campo de Libra, no pré-sal.

Edição 3185
11 de Setembro

Transação virou jogo de cartas marcadas

EUA espionaram a Petrobrás para seu cartel ganhar o leilão de Libra

Interesse estratégico do Brasil é manter o maior campo de óleo da Terra sob o controle nacional

A Petrobrás, a maior empresa brasileira, foi alvo da espionagem dos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo jornalista Glenn Greenwald, de posse dos documentos entregues a ele pelo ex-analista Edward Snowden em junho. Isso deixa claro que o governo norte-americano está de olho no petróleo do pré-sal do Brasil e que, para defender os interesses do seu cartel, não respeita nada. Portanto, não há porque manter esse leilão após todas essas denúncias.

Edição 3184
06 de Setembro

A presidenta Dilma percebeu o intuito

Espionagem dos EUA foi para armar bote de múltis sobre o pré-sal

É temerário manter leilão de Libra, maior campo de petróleo do mundo, debaixo de suspeitas tão graves

Durante a reunião que realizou para discutir que medidas devem ser adotadas sobre as novas denúncias da espionagem dos EUA, a presidente Dilma, segundo relato de um participante, alertou que o principal alvo de interesse dos Estados Unidos no Brasil é o pré-sal. Integrantes do governo lembram também que todas as empresas petrolíferas norte-americanas já sinalizaram a autoridades brasileiras que participarão do leilão de Libra. Sem dúvida, com o nível a que chegou a espionagem do governo Obama (foto) sobre o pré-sal, com riscos de manipulação, todo o processo para leiloar o petróleo do campo de Libra passou a ficar sob suspeita. Libra é o maior campo de petróleo do mundo, estratégico, e manter o leilão de uma área petrolífera tão importante como esta, neste momento, não é uma via nada aconselhável.

Edição 3183
03 de Setembro

Um desrespeito e uma afronta ao Brasil

Obama espionou até mensagens privadas de Dilma e ministros

Interceptações visam tramar contra nossos interesses nacionais

A revelação de novos documentos cedidos pelo ex-analista da NSA, Edward Snowden, prova que a presidente Dilma e seus assessores mais importantes foram espionados pelos EUA. Segundo os documentos, os sistemas utilizados permitiram aos serviços secretos dos EUA conhecer o conteúdo de conversas telefônicas e e-mails trocados por Dilma com assessores. “Ficou muito claro, com esses documentos, que a espionagem já foi feita, porque eles não estão discutindo isso só como alguma coisa que estão planejando. Eles estão festejando o sucesso da espionagem”, disse o jornalista Glenn Greenwald.

Edição 3182
30 de Agosto

Dia Nacional de Luta mobiliza o Brasil

Centrais: “só estamos cobrando o que Dilma prometeu na eleição”

Política de nada para o povo e tudo aos bancos e múltis não estava no programa da campanha

Nesta sexta-feira, 30 de agosto, acontece em todo o Brasil o Dia Nacional de Mobilização e Paralisação organizado pelas centrais sindicais, que sairão às ruas pela retirada do PL da terceirização, mais investimentos em saúde e educação, transporte público de qualidade, o fim dos leilões do petróleo, jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial, fim do fator previdenciário, reajuste digno para os aposentados e reforma agrária.

Edição 3181
28 de agosto

Está chegando a hora da onça beber água

Centrais convocam greves e atos dia 30 pelas mudanças na política econômica

Avaliação geral é que a mobilização desta sexta será mais ampla que a ocorrida em 11 de julho

As centrais organizam panfletagens e divulgações defendendo a mudança da política econômica do governo, contra o PL das terceirizações e o superávit primário. Os dirigentes sindicais reivindicam também o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho, 10% do PIB para a educação, 10% do orçamento da União para a saúde, transporte público e de qualidade, valorização das aposentadorias, reforma agrária e fim dos leilões do petróleo. Página 5

Edição 3180
23 de agosto

Queda de 71% em relação a 2012, diz Caged

Geração de emprego em julho é a menor dos últimos 10 anos

Governo continua a dilapidar patrimônio construído por Lula

O resultado do CAGED, que registra o nível do emprego com carteira assinada, em julho, correspondeu a uma queda de 71% na criação de empregos em relação ao mesmo mês do ano passado - e de -66% na comparação com o mês anterior. Desde 2003 não havia tão pouca criação de empregos em julho. No Rio, RS, PE, ES, MS e PB houve aumento do desemprego entre os trabalhadores com carteira assinada, assim como nas regiões metropolitanas, com exceção de Belém e Fortaleza. A criação de empregos na indústria de transformação foi tão pequena, que foi superada, em mais do dobro, pela agricultura.

Edição 3179
20 de agosto

30 de agosto é o dia da mobilização geral

Centrais avaliam que sem pressão sobre o governo não dá para impedir retrocessos

Entidades reiteram a disposição de discutir pauta com o Planalto

CUT, CGTB, Força Sindical, CTB, NCST, UGT, Intersindical e CSB se reuniram na segunda-feira e discutiram as preparações para o Dia Nacional de Mobilização e Paralisação, em 30 de agosto. Para Vagner Freitas, presidente da CUT, “estamos enfrentando as dificuldades diante de um governo de disputa em que muitas vezes os interlocutores vão se alternando. Daí a importância da pressão conjunta, da unidade de ação do movimento sindical para impedir retrocessos e ampliar conquistas”, afirmou.

Edição 3178
14 de agosto

Resultado multiplica por 9 projeto de Dilma

Câmara derrota ação do governo para tirar da Educação e Saúde 50% do Fundo Social

Entidades populares: meta agora é 10% do PIB só para a Educação Pública, e não para financiar rede privada

A Câmara, na quarta-feira, aprovou o projeto do deputado André Figueiredo (PDT-CE) que destina 50% dos recursos do fundo social do pré-sal para a Educação e a Saúde. A tentativa do governo de voltar ao seu projeto original, que destinava a essas áreas apenas 50% do rendimento do fundo, foi derrotada – o governo foi obrigado a aceitar um acordo que manteve quase todo o texto de Figueiredo, que aumentava os recursos em mais R$ 210 bilhões em 10 anos, em vez dos R$ 25,88 bilhões do projeto original.
 

Página 4

Edição 3177
14 de agosto

IBGE divulga os dados do 1º semestre

Desemprego na indústria cresce 0,7% de janeiro a junho de 2013

Política de juros altos e desnacionalização está fazendo país retroceder

O desemprego na indústria aumentou em junho pelo 21º mês consecutivo. De janeiro a junho, a queda no emprego industrial foi de -0,74% em termos nacionais, com um recuo de -7,75% no emprego da indústria de Pernambuco, -4,90% na indústria da Bahia, -2,40% no Rio Grande do Sul, -0,37% no Rio de Janeiro e -0,30% em São Paulo - principal parque industrial e responsável por quase 40% das vendas industriais do país. No ano, o emprego na indústria caiu em todas as regiões, com exceção do Norte e Centro-Oeste, onde, devido à indústria extrativa e à agroindústria, cresceu 0,47% desde janeiro.
 

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Edição 3176
09 de agosto

Dilma se assustou com golpe do tomate

Redução da inflação expõe manipulação para elevar os juros

Sazonalidade da safra de alimentos e queda no preço do transporte não dependem da Selic

A inflação caiu pelo terceiro mês consecutivo - desde fevereiro, com exceção de abril, os índices de inflação estão caindo, como consequência da queda no preço dos transportes, depois das manifestações que tomaram o país, e por fatores sazonais que reduziram os preços dos alimentos e das roupas no fim da época mais fria do ano. Quando o BC voltou a aumentar os juros, a inflação já estava caindo e continuou caindo, sem nenhuma relação com os aumentos de juros.

Edição 3175
07 de agosto

E Dilma acha que melhor é impossível

Balança comercial perde US$ 15 bi no acumulado de 2013

Política econômica colonizada levou o saldo a virar déficit num piscar de olhos

O déficit comercial de US$ -4,9 bilhões nos sete primeiros meses de 2013, uma queda de US$ 15 bilhões em relação ao saldo comercial do mesmo período de 2012, é uma consequência da política de desnacionalização da economia, com a consequente desindustrialização, ao privilegiar importações e filiais de multinacionais - inclusive subsidiando, através de um câmbio artificial suas importações. Mas, segundo o governo, basta tirar o petróleo da conta que ela fica mais atraente...

Edição 3174
08 de agosto

Para múltis ficarem com mais petróleo

Planejamento quer impedir lance alto no leilão do pré-sal

Não há por que entregar maior campo de petróleo do mundo e da história, que Petrobrás descobriu

O Ministério do Planejamento propôs um teto para a oferta do óleo-lucro destinado à União no leilão do campo de Libra, no pré-sal, marcado para outubro, em comentário enviado para a Agência Nacional do Petróleo (ANP) no processo de propostas para a audiência pública, que acontecerá na terça-feira. A proposta pretende rebaixar as ofertas de partilha para garantir uma maior parte às multinacionais.

Edição 3173
31 de julho

“Empresas não correrão risco”, disse

Lobão propõe dar 60% do lucro do pré-sal a múltis e admite que os árabes só dão 2%

Entidades convocam ato para dia 6 no Rio contra leilão do campo de Libra

O próprio ministro Edison Lobão expôs na segunda-feira o tamanho do assalto ao petróleo do Brasil com o leilão que o governo quer promover em outubro do campo de Libra, no pré-sal, o maior campo do mundo. De acordo com o ministro, “nos Emirados Árabes, por exemplo, as empresas ficam com 2% do petróleo, do resultado da extração, e no mundo inteiro há interesse pelo petróleo dos Emirados Árabes”. “Aqui os empresários vão ficar com muito mais”, prosseguiu Lobão, que em portaria admite deixar 60% da partilha do óleo-lucro para as múltis.

Edição 3172
26 de julho

Ex-presidente da Petrobrás quebra o silêncio

O leilão de Libra está mais para FHC do que para Lula, diz Gabrielli

Volta a modelo de concessão impede que Estado tenha a maior parcela do óleo e viola a lei aprovada em 2010

Em entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim, o presidente da Petrobrás no governo Lula, Sérgio Gabrielli, declarou que, na tentativa de entregar o campo de Libra às multinacionais, "o bônus de R$ 15 bilhões vai na contramão da ideia de que é preciso ter a maior parcela do lucro-óleo de volta para o Estado. Porque é uma aproximação, do ponto de vista do efeito econômico, do modelo de concessão. Mais próximo da concessão que da partilha". O regime de partilha da produção foi instituído por Lula no pré-sal para evitar que caísse sob a famigerada lei das concessões de Fernando Henrique, que, através do "bônus de assinatura", privilegiava o maior poder financeiro das multinacionais nos leilões do petróleo, o mesmo que a ANP e o MME querem instituir no pré-sal. "Eu me vejo na situação de fazer uma comparação com o processo de privatização do governo FHC", disse Sérgio Gabrielli.

Edição 3171
24 de julho

Era para ouvir as ruas, não os bancos

Governo corta $ 10 bi dos serviços públicos para pôr no superávit

Previdência perde 4,4 bi e não verá de volta as desonerações de múltis

O governo cortou R$ 10 bilhões do Orçamento para aumentar a reserva de dinheiro para os juros – o “superávit primário”. Só da Previdência, foram cortados R$ 4,4 bilhões que o Tesouro deveria ressarcir por conta das desonerações da folha de pagamento que beneficiaram, sobretudo, monopólios multinacionais. O governo, pela lei, podia abater mais R$ 20 bilhões do “superávit primário”, mas preferiu aumentá-lo em R$ 10 bilhões. Abriu um rombo nas contas públicas e espera que a entrega do pré-sal cubra R$ 7,2 bilhões desse rombo.

Edição 3170
19 de julho

Estupidez fiscal obliterou o governo

Fala de Dilma no CDES indica que por ela tudo vai ficar como está

Presidenta precisa parar de esconder seus erros atrás dos êxitos de Lula

Disse a presidenta que “temos uma situação hoje que não se compara com nenhum momento do passado” e chamou de “robustez fiscal” a transferência de R$ 550 bilhões ao bancos, sob a forma de juros, desde janeiro de 2011. Ao contrário da época da campanha eleitoral, considerou “uma perspectiva muito positiva” a entrega do pré-sal às multinacionais petroleiras. “Só podemos gastar aquilo que temos para gastar, aquilo de que dispomos para gastar”, disse a presidenta. O problema é que aquilo que temos para gastar tem sido desviado, ou roubado, sob a forma de juros.

Edição 3169
17 de julho

Mudanças não podem mais esperar

Centrais convocam greve nacional para o dia 30 de agosto

Política econômica que tira da Educação, Saúde e Transporte para gastar com juros paralisou país

Na última sexta-feira, as centrais sindicais - CUT, CGTB, Força Sindical, CTB, NCST, UGT, Intersindical e Conlutas – se reuniram em São Paulo para avaliar as mobilizações e definir os próximos passos da mobilização. Definiram pela realização de uma greve nacional no dia 30 de agosto, e convocaram os trabalhadores, os sindicatos de todas as categorias e entidades sociais a novamente tomarem as ruas, caso não haja negociação por parte do governo em relação à pauta apresentada. 

Edição 3168
12 de julho

Povo nas ruas envia mensagem clara:

A política econômica que não deixa o Brasil crescer precisa mudar

Superávit primário, privatizações e desnacionalização roubam verbas da Saúde, Educação e Transportes

Até o momento de fecharmos esta edição, contabilizamos manifestações e greves em, pelo menos, 250 cidades do Brasil, com a participação de cerca de dois milhões de brasileiros, na quinta-feira, 11, Dia Nacional de Luta convocado pelas centrais sindicais e outras entidades populares. De Rio Branco, Boa Vista, Macapá e Manaus, no Norte, até Ijuí, Porto Alegre, Canoas e Esteio, no Sul, o país foi tomado pela vontade de mudar a situação atual. Com a estagnação do país como mais custoso preço, de janeiro de 2011 a maio de 2013, o setor público passou aos bancos, sob a forma de juros, R$ 551 bilhões. Com mais R$ 456 bilhões que o governo federal passou sob a forma de “amortizações” que não reduziram a dívida em um centavo (pelo contrário), somente aí os bancos auferiram R$ 1 trilhão – desviados da Educação, Saúde, Transportes, etc.

Edição 3167
10 de julho

Superávit primário, não! O dinheiro é da Saúde, Transporte e Educação

TODOS ÀS RUAS DIA 11 DE JULHO!

Centrais Sindicais e movimentos sociais convocam greves e atos em todo o país

O crescimento do Brasil empacou há 30 meses porque os juros estão sangrando os cofres públicos em R$ 230 bilhões ao ano. Somente de janeiro a maio, o governo federal, isoladamente, já transferiu R$ 92,3 bilhões em juros – 3,6 vezes o que aplicou na Saúde; 6,3 vezes o que dispendeu com Educação; e 40 vezes o investimento orçamentário do período. Nesse período, o governo aplicou menos que o mínimo constitucional tanto na Saúde quanto na Educação. Em todo o país, iremos às ruas na quinta-feira, 11 de julho.

Edição 3166
05 de julho

Ao superávit primário, tudo. Ao povo, nada

Governo pressiona senadores a cortar verba do pré-sal à Educação e Saúde

Dos R$ 295 bi que a Câmara aprovou, não ficaram mais do que R$ 90 bi, em 10 anos

Na votação do projeto que destina os royalties do pré-sal para a Educação e a Saúde no Senado, o ministro Mercadante garantia aos senadores que, se não cortassem os recursos que a Câmara aprovou, o país seria acometido pela “doença holandesa”, com desindustrialização pelo aumento de importações. Realmente, não precisamos dos recursos do pré-sal para isso: basta o sr. Mantega e outros colegas do ministro Mercadante. Os recursos foram tesourados. Mas o projeto tem de voltar à Câmara.

Edição 3165
03 de julho

Povo deixou colonizados falando sozinhos

Seleção dá baile e isola vira-latas que não querem a Copa no Brasil

O que atrasa a Saúde, o Transporte, a Educação e o crescimento é o juro sugar R$ 230 bi por ano

A espetacular vitória do Brasil na Copa das Confederações empolgou o país. Há muito o futebol – sobretudo sua manifestação superior, a trajetória da Seleção nas Copas do Mundo – é parte da nossa nacionalidade. Por isso, os inimigos do país, a começar pela mídia entreguista, sempre procuraram rebaixar o esquadrão nacional. Dessa vez, pretendiam contar com uma “massa” de mamulengos, supostamente “popular”, anti-Copa. Não deu certo.

Edição 3164
28 de junho

Governo está dando volta e não sai do lugar

Sem reduzir superávit primário, situação do transporte, educação e saúde vai ficar pior

Juros para os bancos e fundos tiram do setor público R$ 547 bilhões nos últimos 29 meses

Somando as verbas para a Educação e a Saúde desde janeiro de 2011, foi liberado R$ 278,5 bilhões para esses dois setores – magnitude de recursos completamente insuficiente para as necessidades do país. No mesmo período, entre juros e amortizações, os bancos receberam R$ 1 trilhão do governo federal. Na Câmara, no entanto, o ministro Mantega, invocando um “pacto da responsabilidade fiscal”, disse que o “superávit primário” - o desvio de verbas para os juros - era intocável.

Edição 3163
26 de junho

Sem vedar esses ralos, solução fica difícil

Verba que falta no serviço público foi para juro e múltis e não para a Copa

Mídia manobra incautos para blindar privilégios de maiores anunciantes

De janeiro de 2011 a abril de 2013 foram desviados R$ 305 bilhões - que o governo federal empregaria na Saúde, Educação, Transportes, etc. - para a reserva dos juros, o “superávit primário”. Mas o total de juros transferidos aos bancos foi ainda maior: R$ 448 bilhões. Só em “desonerações”, o governo concederá R$ 70,1 bilhões este ano, beneficiando monopólios, via de regra multinacionais, com o único efeito de aumentar suas margens de lucro. Enquanto isso, o governo bloqueia gastos em seu Orçamento e mantém Estados e municípios sob uma asfixiante camisa-de-força financeira.

Edição 3162
21 de junho

Tarifa ainda é cara, mas já dá para conversar

Governos revogam aumento da tarifa do transporte nas 5 regiões do país

Manifestação popular conquistou vitória e Dilma diz que Brasil ‘acordou mais forte’

Após duas semanas de protestos, que se espalharam pelas principais cidades brasileiras, as tarifas do transporte público foram reduzidas em diversas localidades. Na capital paulista, as passagens de ônibus, metrô e trens, que subiram para R$ 3,20 no dia 2 de junho, voltarão a custar R$ 3,00 a partir desta segunda. A presidenta Dilma saudou as manifestações. “Essa mensagem direta das ruas mostra a exigência de transporte público de qualidade a preço justo”, afirmou.

Edição 3161
19 de junho

Bom senso recomenda ouvir o povo

Manifestações tornam claro que aumento da tarifa é insustentável

Sensação de que país não cresce e se paga caro por serviço pior ultrapassou os limites

Em São Paulo, 130 mil pessoas ocuparam as ruas da cidade, reivindicando a suspensão do aumento nos transportes – a tarifa da capital paulista é a maior de todo o país. No Rio, 100 mil pessoas tomaram o centro da cidade. Milhares de outras saíram em 11 capitais de Estado. Governadores e prefeitos – como o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT) – anunciaram, na terça-feira, reduções e/ou suspensão dos aumentos.

Edição 3160
14 de junho

Governo aprofunda guinada a estibordo

ANP prepara leilão do pré-sal em campo que a Petrobrás descobriu

Audiência pública fere compromisso de Dilma na campanha eleitoral

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizou na terça-feira, no Rio de Janeiro, audiência pública para dar início ao processo de leilão do petróleo na camada do pré-sal. O vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás , Fernando Siqueira, denunciou que o objetivo da ANP é entregar o petróleo do pré-sal para as empresas estrangeiras. “Libra é o maior campo do Brasil, portanto, não tem risco nenhum”, declarou, afirmando que o leilão do campo de Libra “é um absurdo” porque ele “foi descoberto pela Petrobrás”.

Edição 3159
12 de junho

Ela está 26 pontos abaixo de Lula em 2010

Alta dos juros, queda do PIB e privatizações dão tombo em Dilma

Trocar compromissos de campanha por agenda demi-tucana tem tudo para não acabar bem

O Datafolha, além de outros institutos de pesquisa, registrou a queda de popularidade do governo Dilma em relação à sondagem realizada em março. Na pesquisa atual, há uma queda de oito pontos percentuais – de 65% para 57% que consideraram o governo “bom” ou “ótimo”. Quanto às intenções de voto para presidente, Dilma oscila entre uma queda de 56% para 49% e uma queda de 58% para 51%. Quando o candidato é Lula, atinge 55% no cenário mais desfavorável à Dilma. O Datafolha não o incluiu no outro cenário.

Edição 3158
07 de junho

Querem sair do buraco sem parar de cavar

Atrás de dólares para tapar rombo governo isenta o capital de motel

A medida vai agravar a desnacionalização que produz o déficit das contas externas

O governo suspendeu o Imposto sobre Operações Financeiras que os especuladores estrangeiros pagavam ao aplicarem em “renda fixa” (sobretudo, títulos do próprio governo). De 6%, agora esses especuladores pagarão zero de imposto. A atual equipe econômica, ao açular a desnacionalização da economia, conduziu a uma situação em que as contas externas do país estão penduradas no dinheiro especulativo, sobretudo de origem norte-americana.

Edição 3157
05 de junho

“Privatizar pré-sal é tirar dinheiro do Brasil”

Congresso da UNE aprova unânime a campanha contra o leilão do pré-sal

Diretoria eleita inicia reedição da jornada do Petróleo é Nosso!

A resolução contra os leilões de petróleo foi aprovada por mais de 10 mil estudantes presentes no 53º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), realizado entre os dias 29 e 2 de junho em Goiânia (GO). “Honrando a história daqueles que lutaram pela democracia e soberania do nosso país convocamos a reedição da campanha “O Petróleo é Nosso! Contra os leilões!”, diz a UNE. Durante todo o congresso os estudantes denunciaram em palavras de ordem: “Leilão! Leilão! É privatização. O pré-sal é nosso e não abrimos mão!”.

Edição 3156
31 de maio

Índices da indústria foram todos negativos

Governo perde o brio e comemora alta do juro com o PIB estagnado

Mantega diz que Dilma ficou “satisfeita” com taxa de investimento 5% menor que em 2011

O BC não levou em conta o minguado crescimento do PIB, de 0,6% no primeiro trimestre do ano, revelado no mesmo dia pelo IBGE, e aumentou a Selic em 0,5 ponto percentual. Com isso o Brasil passa a ter o terceiro maior juro real do mundo. A taxa de investimento, que tanta alegria trouxe para alguns, caiu de 19,3% do PIB em 2011 para 18,4% do PIB no primeiro trimestre de 2013. Ficou abaixo inclusive dos 18,7% registrados no último trimestre de 2012.

Edição 3155
29 de maio

Enquanto o tempo passa e o país não cresce

BC diz que continuará a subir taxas de juros e Dilma lava as mãos

Presidenta diz que não fala de juros. Mas meta de rentistas é dobrar a taxa real até dezembro

Às vésperas da reunião do Copom - com o presidente do BC anunciando que os juros básicos vão aumentar – a presidente Dilma declarou que não fala sobre juros. O BC pretende, desde a última reunião do Copom, aumentar várias vezes os juros. Em 2011, os aumentos de juros conduziram o país a uma queda no crescimento, de que não se recuperou, devido a uma política que segura o investimento público. Mas, devido à presidente, os juros baixaram - até a presente escalada. No mesmo dia do Copom, o IBGE divulgará o PIB do primeiro trimestre.

Edição 3154
24 de maio

Enquanto o tempo passa e o país não cresce

Déficit nas contas externas aumenta 89,7% em 4 meses

Remessas ao exterior ultrapassam US$ 28,13 bi entre janeiro e abril

Em quatro meses (janeiro a abril), o déficit nas transações correntes do país chegou a US$ 33,18 bilhões. Um aumento de 89,68% em relação ao mesmo período de 2012. O resultado é pior que todas as previsões e projeções. O aumento nas remessas – sobretudo de lucro – para o exterior (+US$ 6,46 bilhões) e nas importações (+US$ 6,29 bilhões) foram os determinantes do rombo. As remessas atingiram US$ 28,13 bilhões e as importações, US$ 77,62 bilhões. O funcionário do BC que anunciou o resultado revelou que o rombo é consequência da vitalidade e do dinamismo da economia brasileira.

Edição 3153
22 de maio

Enquanto o tempo passa e o país não cresce:

BC superfatura prévia do PIB para alavancar nova subida de juros

“Mercado” levou IBC-Br tão a sério que baixou previsão do PIB de 2013

Nos últimos dois anos o país cresceu menos que no malfadado governo Fernando Henrique. Apesar disso, novamente às vésperas da reunião do Copom, na próxima semana, recrudesce a campanha para aumentar os juros. O próprio BC divulgou sua “prévia do PIB”, o IBC-Br, que mostraria crescimento de 1,05% no trimestre. No começo do ano, antes da divulgação do PIB, o IBC-Br apontava crescimento de 1,64% em 2012 - mas o crescimento foi apenas 0,9%. Dessa vez, pretendem escamotear a estagnação pela seca de investimentos públicos e privilégios às multinacionais, para aumentar os juros.

Edição 3152
17 de maio

Mais de 60% dos blocos escaparam do abate

ANP canta vitória para reduzir fiasco da gigaentrega de petróleo às múltis

Leilão de dois dias nem foi até o 2º. Alegria dos vende-pátria na foto do encerramento fala por si

A ANP bem que tentou, mas não conseguiu se entusiasmar com o resultado da 11ª rodada de licitações, ocorrida na terça-feira. Dos 289 blocos colocados em leilão, só 142 foram leiloados. Com esse resultado pífio da “megaentrega” alardeada, a diretora da ANP, Magda Chambriard, tentou melhorar a situação dizendo que 2/3 da área leiloada tinha sido adquirida. Uma comemoração inócua para esconder o desânimo, pois o que interessa é o número de blocos e não a “área leiloada”.

Edição 3151
15 de maio

“Privatizar não é a solução”

Entidades sociais e sindicais pedem que Dilma cancele leilão de petróleo

“Entregar a exploração de nossas riquezas às transnacionais é erro estratégico”, diz carta

Em carta à presidenta Dilma Rousseff, assinada por dezenas de entidades, entre elas, a CUT, Contag, FUP, Federação Interestadual de Sindicato dos Engenheiros e outras, os movimentos populares e entidades sindicais pedem “o cancelamento dos leilões de petróleo” e o de hidrelétricas. “Entregar o petróleo e as hidrelétricas, que fazem parte do patrimônio da União ao capital internacional, será um erro estratégico”, apontam.

Edição 3150
10 de maio

Para tranquilizar múltis na véspera do leilão

ANP afasta fiscais que detectaram o risco de explosão em poços da OGX

Agência deflagra perseguição a funcionários que ousaram cumprir o seu dever de autuar infratores

Na ANP vale qualquer coisa, inclusive perseguições odiosas, porque sua diretoria considera que a função da agência é acoitar a pilhagem de quadrilhas petroleiras sobre a Nação. Às vésperas dos leilões da 11ª Rodada, em que essa diretoria pretende torrar 289 blocos petrolíferos que pertencem ao povo, o afastamento e tentativa de coação aos funcionários Pietro Mendes - um químico altamente qualificado, com doutorado, trabalhos publicados, prêmios recebidos e ex-professor de uma universidade federal - e o também químico Kerick Leite de Sousa, dá uma medida de como o capachismo torna-se, inevitavelmente, corrupção e fascismo. A associação dos servidores da ANP denunciou o “assédio moral”, a premiação dos omissos e “a manutenção de uma cultura onde a defesa do lucro das empresas é prioridade única”.

Edição 3149
08 de maio

Agência encabeça o lobby contra o Brasil

ANP diz que é melhor o nosso petróleo ficar com qualquer um do que com a Petrobrás

“Até a OGX tem mais eficiência”, assegura a leiloeira vende-pátria

Às vésperas da 11ª Rodada de leilões do petróleo, a diretoria da ANP persegue funcionários, qualifica empresas in-qualificáveis para operar em águas profundas e descobre a superioridade da OGX, que produz 8.027 barris de petróleo/dia, sobre a Petrobrás, que produz 2,5 milhões barris/dia: “na última reunião, vimos os planos de avaliação da Petrobras, que são longos, enquanto os da OGX levam 5, 8 meses”, disse a diretora-geral, Magda Chambriard. E confessou a aspiração da sua vida: “daqui a algum tempo, vou estar em alguma petroleira”.

Edição 3148
03 de maio

O que Brasil precisa mesmo é voltar a crescer

Com país estagnado, Dilma assegura que melhor é impossível

Governo precisa parar de creditar os êxitos de Lula na sua conta e encarar a realidade

Não é produtivo para a presidente Dilma, e os compromissos de campanha que a elegeram, substituir a realidade pelo marketing, como no discurso do 1º de Maio. O país está travado por uma política econômica que segura os investimentos públicos, derruba o crescimento, desnacionaliza e desindustrializa a economia. Tais “políticas econômicas” não são “corretas”. O número de postos de trabalho diminui há dois anos e a estagnação puxa os salários para baixo. Acreditar no país é enfrentar os problemas.

Edição 3147
01 de maio

Sem ter mais nada a oferecer ao povo

Barões querem viciar eleições tirando da TV maioria dos partidos

Objetivo é implantar um regime de partido único com duas alas de direita

O projeto de lei 4470/12, de autoria do deputado Edinho Araújo (PMDB-SP), aprovado na Câmara dos Deputados e com sua tramitação interrompida no Senado é uma afronta à democracia. Ele rouba tempo de TV de quase todos os partidos políticos do país para beneficiar uma minoria que quer se perpetuar no poder com expedientes golpistas que impedem o debate democrático na sociedade. Na dependência do número de candidatos majoritários que venham a disputar as eleições de 2014, o prejuízo pode chegar à quase totalidade dos partidos políticos, excetuando apenas os dois maiores.

Edição 3146
26 de abril

Optou por subsidiar múltis com nosso dinheiro

Isentamos etanol para o lucro subir e não para preço cair, diz Mantega

Favorecidos agradecem e querem agora a alta geral dos combustíveis

As medidas anunciadas pelo governo para o etanol têm o objetivo de aumentar a margem de lucro das multinacionais que tomaram as usinas brasileiras – Shell, Louis Dreyfus, BP, ADM, Bunge, Tereos, Abengoa, Shree Renuka. Tanto a nota do Ministério da Fazenda quanto o próprio ministro Mantega (“não quer dizer que isso será repassado para o preço final”) foram explícitos: em troca dos benefícios, não haverá contra-partida para o consumidor ou para o governo, que se contenta com a esperança de que, com maiores margens de lucro, as multinacionais façam investimentos.

Edição 3145
24 de abril

Receita neoliberal só agravaria gargalos

Globo alardeia caos logístico para forçar o Brasil a privatizar o setor sem pensar

Governo precisa é parar de represar os investimentos públicos para que Estado possa gerir setor a contento

O show de da Globo, no “Fantástico”, pregando a entrega de portos e ferrovias a aventureiros e negocistas, constituiu-se de mentiras, falsificações e estelionatos informativos, além de uma burrice indecente da repórter – o que não é surpresa – e de uma senhora algo avantajada que apresentou o programa. Até os capachos religiosos (os que fizeram do capachismo uma religião) pareciam constrangidos, menos o sr. Bernardo Figueiredo, hoje presidente da EPL, formatador da privatização das ferrovias no governo FHC, depois presidente da principal beneficiária dessa privatização que desativou 2/3 das linhas férreas do país, com os preços elevados a 103% do preço dos transportes rodoviários. Figueiredo não foi reconduzido pelo Senado à diretoria da ANTT por faltar-lhe os requisitos de reputação ilibada e competência técnica. Esse é o heroi da Globo.

Edição 3144
19 de abril

Mesmo águias, por vezes, escorregam no tomate

Dilma aumenta taxa de juros e adia retomada do crescimento

Presidente escolheu a pior hora para ceder ao lobby dos rentistas

Ao admitir – e minimizar o prejuízo para o país – de um aumento dos juros básicos, apenas 24 h antes da decisão do Copom, a presidente Dilma decidiu o resultado da reunião, a favor dos bancos externos e demais especuladores. Com um crescimento de meros 0,9% no ano passado e com a atividade econômica deste ano caindo -0,52% em um mês, segundo o próprio BC, foi a hora mais contraindicada para um aumento de juros, com a tendência que ele aponta: queda no investimento público e privado; crédito mais caro; e câmbio contra a indústria nacional. A taxa básica de juros aumentou de 7,25% para 7,5%.

Edição 3143
17 de abril

Oposição derrotada retoma linha golpista

EUA incita Capriles ao confronto contra resultado das urnas

Dilma felicita Maduro pela vitória e destaca normalidade no pleito

A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) – órgão equivalente ao nosso TSE – proclamou presidente eleito da Venezuela o candidato chavista Nicolás Maduro, em cerimônia realizada na segunda-feira, em Caracas. Ele venceu com 50,75% contra 48,97% do oposicionista Henrique Capriles. Maduro, que venceu em 16 dos 24 estados, convocou a população a defender a paz com mobilizações por todo o país, diante das provocações golpistas de Capriles que, insuflado pelos EUA, disse que não acataria a voz das urnas.

Edição 3142
12 de abril

Resultado seria acabar de afundar o PIB

Com inflação em queda, rentistas assediam Dilma para elevar juros

Política econômica não pode ser pautada pelo interesse daqueles que ganham sem produzir

O resultado do IPCA, publicado pelo IBGE na quarta-feira, mostrou que a inflação de março foi menor que a de fevereiro, que já havia sido menor que a de janeiro. Dos nove grupos de preços que compõem o índice, somente em dois os aumentos foram maiores que no mês anterior. No entanto, a grita dos corifeus da especulação por juros mais altos não arrefeceu, recorrendo ao resultado dos últimos 12 meses, isto é, à inflação passada, justamente quando a inflação presente e futura estão em queda.

Edição 3141
10 de abril

Meta é expulsar os 5 mil mais experientes

Plano de demissões na Eletrobrás põe em risco sistema elétrico

Se Dilma garantiu que a estatal não perderia com redução da tarifa, por que as demissões?

O presidente da Eletrobrás, José da Costa Carvalho Neto, anunciou nesta segunda-feira que vai demitir de 4 a 5 mil funcionários da estatal, cerca de 18,5% dos trabalhadores, para cortar em 30% a folha de salários da empresa, através do Programa de Incentivo ao Desligamento (PID). A Eletrobrás alega que teve um prejuízo líquido de R$ 6,8 bilhões em 2012 com a redução de tarifas, o que a presidenta Dilma garantiu que não existiria.

Edição 3140
05 de abril

Política de Mantega é um desastre completo

Desinvestimento público promove nova retração de 2,5% na indústria

Isenções e concessões ao capital externo vão depreciar ainda mais o investimento público

A produção industrial afundou em fevereiro – caiu -2,5% em relação a janeiro e -3,2% em relação a fevereiro do ano passado. Com os investimentos públicos bloqueados (não voltaram ao nível de 2010), não há como tirar a economia da estagnação. Ideias geniais de desviar os recursos do Estado para empresas e consórcios estrangeiros tomarem portos, rodovias, ferrovias, petróleo, gás, só podem, inevitavelmente, piorar a situação, com os beneficiários enviando dinheiro para suas matrizes e importando delas a rodo.

Edição 3139
03 de abril

Entrega de 289 lotes é escândalo nacional

PT não foi eleito para dar o nosso petróleo a múltis, diz Requião

Senador condena rodada de leilões marcada para os dias 14 e 15 de maio

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou na quarta-feira, no plenário do Senado, que a barragem de críticas da oposição e da mídia ao desempenho da Petrobrás é uma artimanha “para desviar a atenção dos brasileiros para o verdadeiro escândalo que se anuncia”. “O escândalo vai acontecer nos dias 14 e 15 de maio próximo. Nestes dias, a Agência Nacional de Petróleo leiloa 289 blocos de reservas de petróleo, distribuídos por 11 bacias sedimentares, um volume de 30 bilhões de barris de óleo”, denunciou o senador.

Edição 3138
29 de Março

Se funcionasse, não teríamos inflação

Combater a inflação à custa do crescimento já é página virada, diz Dilma na África do Sul

Quem quiser aumentar taxa de juro vai ter que arranjar outro pretexto

A presidente Dilma Rousseff criticou “as vozes” que propugnam pela alta dos juros e a recessão como forma de trilhar o caminho de um suposto e fictício combate à inflação. “Eu não concordo com políticas de combate à inflação que olhem a questão da redução do crescimento econômico”, disse ela. “Até porque nós temos uma contraprova dada pela realidade. Tivemos um baixo crescimento no ano passado e houve um aumento da inflação porque teve um choque de oferta devido à crise. Um dos fatores era externo”, afirmou.

Edição 3137
27 de março

Déficit até fevereiro já soma 18 bilhões

Remessas recordes e importações põem em risco contas externas

Restrição ao investimento público e ilusão quanto ao investimento estrangeiro é o caminho para a ruína

O rombo nas contas externas aumentou 105% nos dois primeiros meses do ano, em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo US$ 17,997 bilhões – nada menos que 4,82% do PIB. Em fevereiro, comparado ao mesmo mês de 2012, o aumento do déficit foi de 283,17%. O que mais chama a atenção nesse resultado é o aumento de 221,78% nas remessas de lucros das filiais de multinacionais para suas matrizes – fora aquelas que não são oficialmente declaradas. O rombo é consequência da desnacionalização, com as amarras ao investimento público.

Edição 3136
22 de Março

40 bilhões de barris no leilão de novembro

ANP quer entregar em 2013 a metade do pré-sal a múltis

Em uma tacada, joga o “passaporte para o futuro” para queimar

A diretora da ANP, Magda Chambriard, em seminário para as multinacionais, realizado na segunda-feira, informou aos risonhos donos de petroleiras estrangeiras presentes ao evento, que na 11ª rodada, prevista para maio, serão leiloados mais 30 bilhões barris de petróleo nas bacias sedimentares do país. Além disso, em novembro, serão leiloados 40 bilhões do pré-sal. Ou seja, a ANP pretende entregar metade de tudo o que se descobriu no pré-sal até agora para as empresas estrangeiras.

Edição 3135
20 de março

Mantega levou mapa da infâmia ao road show

ANP programa a entrega de 100 bilhões de barris de óleo a múltis

Até pré-sal foi incluído no pacote

Em nova carta dirigida à presidente Dilma Rousseff, o Clube de Engenharia pediu o cancelamento imediato dos leilões de petróleo programados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo. Estimulada pelo “Road Show” feito recentemente pelo ministro Guido Mantega às multinacionais em Nova Iorque, que contou até com mapinhas com as riquezas do pré-sal (foto ao lado), a diretora da ANP, Magda Chambriard, fez também sua apresentação, na segunda-feira, ofertando o petróleo brasileiro para as múltis, reunidas no Hotel Windsor, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Edição 3134
15 de Março

Em vez de PNBL, privilégios a monopólio

Paulo Bernardo premia a sabotagem das teles com 6 bi em isenções

É a segunda vez que recebem para realizar a mesma tarefa, que continuam sonegando

A isenção de impostos de R$ 6 bilhões, concedida pelo ministro Paulo Bernardo às teles, é sui generis: esses monopólios tiveram uma receita líquida de quase R$ 1 trilhão entre 2005 e 2012; desde a privatização, receberam financiamentos do BNDES num total de R$ 38,381 bilhões, exatamente para investir; e aumentaram suas remessas de lucro para o exterior em 1.099,51% entre 2002 e 2011. Porém, o ministro acha que elas devem investir com o dinheiro dos impostos.

Edição 3133
13 de março

Nota do Copom sinaliza aos especuladores

BC quer desmoralizar Dilma armando subida da taxa básica de juro

PIB estagnado em 0,9% mais aumento de juro é uma mistura explosiva

Um comunicado, o BC, após a última reunião do Copom, deu sinal a todos os especuladores – externos e internos – e à sua mídia para que aumentem a pressão pelo aumento de juros, contra a presidente Dilma – graças a qual a taxa básica de juros foi reduzida de 12,5% ao ano (julho/2011) para 7,25% (outubro/2012), onde se mantém até agora. Em termos reais, caiu de 6,8% para os atuais 1,5%. Pouco importa, para eles, que a inflação esteja sob controle e que o país ainda tenha um crescimento muito baixo. Para aumentar os ganhos com juros, afundar o país, para eles, é o de menos.

Edição 3132
08 de Março

Venezuela abraça o seu grande líder

“Somos milhões de Chávez nas ruas!”

Vice Nicolás Maduro à frente das homenagens ao herdeiro de Bolívar

Uma gigantesca e emocionada multidão, marcada pela cor vermelha e pelas bandeiras venezuelanas, percorreu na quarta-feira as principais ruas de Caracas para acompanhar o féretro do presidente Hugo Chavez até a Academia Militar, local do velório. “Chávez vive, a luta segue”, “Yo soy Chávez” e “Juntos Simon/Chávez no Panteão”, cantou o povo venezuelano em homenagem ao líder da revolução bolivariana e herdeiro do patriarca da independência, Simon Bolívar. O percurso, de 9 quilômetros, demorou sete horas.

Edição 3131
06 de março

Associações lançam manifesto à nação

Carga de Barbosa por punições sem prova revolta magistratura

A independência dos juízes não pode estar sujeita ao vedetismo do presidente do STF

Os juízes representados pela AMB, Ajufe e a Anamatra repudiaram em nota pública as declarações do presidente de STF, Joaquim Barbosa, a jornalistas estrangeiros, atacando de forma generalizada a magistratura do país. Os juízes destacaram que “são favoráveis à punição dos comportamentos ilícitos, quando devidamente provados dentro do devido processo legal, com garantia do contraditório e da ampla defesa”. Para os magistrados, Barbosa fez “ilações desrespeitosas, superficiais e eivadas de preconceito” contra eles.

Edição 3130
01 de Março

Um mês após incêndio, ato clama por justiça

Santa Maria: CPI vai apurar negligência da prefeitura na tragédia

Para delegado Arigony, o caso é de homicídio doloso qualificado de 239 jovens numa noite

A Câmara de Vereadores de Santa Maria (RS) decidiu instalar uma CPI para investigar as causas da tragédia da boate Kiss que matou 239 jovens. O comportamento da Prefeitura, isentando-se de explicar por que as irregularidades da casa noturna, que provocaram as mortes, não foram devidamente fiscalizadas, levou à instalação da Comissão. Também a cobrança por apuração das responsabilidades levaram mais de 1.500 pessoas às ruas da cidade, na quarta-feira.

Edição 3129
27 de fevereiro

Múlti é campeã na lista do Procon

Telefónica lucra 4 bi vendendo o que não entrega

O difícil é entender como uma empresa dessas consegue ter isenção de imposto

A Telefónica, que desde a privatização, feita por Fernando Henrique et caterva, transformou as telecomunicações em São Paulo numa atividade de extorsionários, divulgou que, em 2012, seu lucro líquido atingiu R$ 4,452 bilhões - somente a Petrobrás, a Vale e a hoje belgo-americana Ambev têm lucro líquido maior, além dos cinco maiores bancos. O faturamento da Telefónica no Brasil em 2012 foi R$ 50,279 bilhões (1/4 do faturamento total do setor de telecomunicações).

Edição 3128
20 de Fevereiro

Se não consertar, PIB não volta a crescer

Desinvestimento público fez Brasil perder dois anos

Nem o recurso poupado pela queda da taxa de juros em 2012 foi para o investimento público

Na primeira etapa do "road show" da privatização, o ministro Mantega apresentou aos banqueiros seus números sobre o investimento público (ver ao lado). Curiosamente, o gráfico tinha um título garrafal: "Investimento do setor público se amplia". Como o leitor pode ver, até pelos números de Mantega, em relação a 2010 (quando o país cresceu 7,5% e a produção da indústria elevou-se 10,5%) o investimento público foi derrubado em 2011, e, em 2012, foi contido abaixo de dois anos atrás. A redução do investimento público provocou a redução do investimento privado – derrubando o crescimento e a taxa de investimento geral, mais longe da meta de 24% do PIB.

Edição 3127
08 de fevereiro

Com 5 anos de carência e sem garantias

Show da privatização oferta lucro em dobro às custas do BNDES

Mantega anuncia turnê para vender o Brasil em NY, Londres, Cingapura, Berlim, Tóquio, Pequim

Estrelando a primeira sessão do “road show” para oferecer bens públicos na bacia das almas (“privatização através de concessões”, segundo o presidente do BNDES), o ministro Mantega anunciou que o governo aceitou dobrar a taxa de retorno dos açambarcadores - de 7% para 14,6% nas rodovias e até 17% ao ano nas ferrovias; os assaltantes do patrimônio público não precisarão investir seu dinheiro nas rodovias, aeroportos, ferrovias e portos, pois nem mesmo apresentar garantias precisarão para pegar dinheiro no BNDES, a juros subsidiados e com 5 anos até começar a pagar.

Edição 3126
06 de Fevereiro

Setor de bens de produção caiu 11,8%

Produção industrial leva tombo em 2012 e acaba 2,7% menor

Queda do investimento público precedeu freio da indústria brasileira

A produção física industrial fechou 2012 com uma queda de -2,7% (e com o setor de bens de produção caindo num abismo de -11,8%). Ainda pior, esses -2,7% são em cima de um resultado pífio em 2011 (+0,4%), depois dos +10,5% de 2010. O investimento, que cresceu +21,3% em 2010, cai há cinco trimestres. A área econômica continua segurando os investimentos públicos, os gastos e financiamentos públicos - os desembolsos do BNDES, que, em 2011, em termos reais, caíram 22%, em 2012 permaneceram 17,9% abaixo de 2010.

Edição 3125
01 de fevereiro

Buraco que ficou pode ultrapassar 5 bi

Tesouro não repõe a desoneração feita e desfalca Previdência

Prejuízo forçado é usado para arrochar as aposentadorias

Na terça-feira, foi publicado o “Resultado do Tesouro Nacional” de 2012, onde consta que a única compensação às desonerações que a Previdência recebeu do Tesouro no ano passado foi R$ 1,790 bilhões em dezembro. O rombo causado por essas desonerações em 2012, monta, segundo o secretário de Políticas de Previdência Social, Leonardo Rolim, a R$ 4,3 bilhões. O próprio Ministério da Previdência anunciara antes uma queda de R$ 7,2 bilhões na arrecadação, cifra muito próxima dos R$ 7,06 bilhões calculados pelos auditores fiscais, organizados na ANFIP.

Edição 3124
30 de Janeiro

Juiz prende quatro para preservar provas

Brasil estarrecido exige apuração da tragédia que tirou a paz de St. Maria

Boate tinha uma única saída, mal sinalizada e licença estava vencida

Cerca de 35 mil pessoas realizaram passeata no centro de Santa Maria, segunda-feira, em memória das vítimas do incêndio que matou 231 jovens. Em depoimento à polícia, um dos donos da boate admitiu que o alvará do estabelecimento estava vencido, assim como a licença do Corpo de Bombeiros. O prefeito da cidade, Cezar Schirmer, no entanto, disse que a boate “estava rigorosamente regular”. Na segunda, dois donos da boate e dois integrantes da banda foram presos suspeitos de desaparecerem com provas.

Edição 3123
25 de janeiro

Rombo das contas externas: R$ 54 bi

Déficit externo só é mal se pararmos de vender o Brasil em fatias, diz o BC

A entrada de IDE ficou abaixo das remessas de múltis para as matrizes

Apresentando o maior déficit externo dos últimos 65 anos, o representante do Banco Central disse que “déficits em conta corrente são naturais em países em desenvolvimento (...). Mas estamos financiando [o déficit] com investimentos estrangeiros diretos, o que é benigno”. Deve ser por isso que o maior déficit externo do mundo é o dos EUA. E o maior superávit externo é de um país em desenvolvimento, a China. Porém, basta entregar mais empresas nacionais que o dinheiro estrangeiro cobre o rombo. Ou seja, basta aumentar o rombo para cobrir o rombo.

Edição 3122
23 de Janeiro

“I have drones, not dreams”, exclamou

Com as mãos sujas de sangue, Obama inicia o 2º mandato

Usou bíblias de Lincoln e Luther King para uma jogadinha de marketing

Conhecido por sua traição ao programa de mudança com que fora eleito em 2008, substituído na Casa Branca por outro de salvação dos bancos e guerra dos drones, Obama tomou posse para o segundo mandato no dia do feriado nacional que homenageia o reverendo Martin Luther King, assassinado por lutar contra a segregação racial, a desigualdade social e a Guerra do Vietnã, e célebre por seu discurso “I have a dream”. Agora Obama declarou que “uma década de guerra estava terminando” nos EUA, apesar de seu governo pretender manter 15 mil soldados no Afeganistão depois da interminável retirada que nunca acontece; do bombardeio da Líbia e assassinato do líder Muamar Kadhafi; do patrocínio à matança na Síria; das ameaças de guerra e sanções contra o Irã; do cerco à Rússia e a China com o escudo antimíssil e frota naval; e da manutenção de 1000 bases no exterior.

Edição 3121
18 de janeiro

Data venia, o STF errou de fio a pavio

Não houve um tostão de dinheiro público no suposto mensalão

Fundo Visanet sempre foi privado, os serviços pagos foram todos feitos e possuem comprovantes de realização

A acusação principal que norteou o julgamento da Ação Penal 470, de que houve desvio de recursos públicos para a compra de votos por parte de uma suposta “quadrilha” chefiada por José Dirceu, é totalmente falsa. Estudo detalhado do jornalista Raimundo Pereira, publicado na revista “Retratos do Brasil”, mostrou que juízes do STF sabiam disso e decidiram seguir com a farsa do “mensalão”. Documentos, frutos de auditorias feitas pelo BB, constantes nos autos, provam cabalmente que os recursos usados pela Visanet não eram dinheiro público e nem foram desviados. Em seu volume 25, parte1, item 7 da auditoria, está registrado de forma clara que “o Fundo de Incentivo Visanet (FIV) foi criado em 2001 com recursos disponibilizados pela CBMP para promover, no Brasil, a marca Visa”.

Edição 3120
16 de Janeiro

Presidente resiste a pressões e assina a lei

Dilma reduz tarifa elétrica em 20% depois da alta de 120% em 17 anos

Entre 1995-2012 a tarifa se tornou a 3ª mais cara do mundo, aumentando 120% acima da inflação

A presidente Dilma sancionou a Lei nº 12.783, que renova antecipadamente as concessões de geradoras e transmissoras de energia, com o objetivo de baixar em 20,2%, na média, as tarifas de eletricidade. Segundo disse a presidente, “no início de 2013, a conta de luz ficará até 16,2% mais barata para as residências e até 28% para as indústrias”. Desde 1995 a tarifa industrial aumentou 120% acima da inflação. A tarifa residencial aumentou mais ainda. O governo pretendia fazer essa queda nas tarifas em fevereiro, o que foi adiado para março.