Ano 2014
Edição 3311
19
a 23 de Dezembro

Dilma insiste em manter a sua protegida



Graça Foster mente e diz que só soube de propina mês passado

Mensagens da gerente de Paulo Roberto Costa provam alerta há 4 anos


Em entrevista na quarta-feira, Graça Foster disse que somente tomou conhecimento das irregularidades levantadas pela ex-gerente-executiva de Refino e abastecimento, a geóloga Venina Velosa da Fonseca, em novembro de 2014. Ou seja, há um mês apenas. Nada mais longe da verdade. Afinal, ela teve que admitir a existência dos e-mails enviados pela ex-gerente entre 2009 e 2012, mas desconversou dizendo que eles "não explicitavam irregularidades relacionadas à Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco".


Edição 3310
17 e 18 de Dezembro

Executivos de empreiteiras deram o serviço

Diretor ligado ao PT captou 650 milhões em propina, diz MP

Presidente e tesoureiro do partido juram não ter visto a cor do dinheiro

A força tarefa do Ministério Público Federal que investiga o assalto praticado pelo cartel das empreiteiras aos cofres da Petrobrás e o suborno a diretores da estatal revelou que já há elementos suficientes para concluir que a diretoria de Serviços e Engenharia da Petrobrás, na gestão do ex-diretor Renato Duque, que é ligado ao PT, captou cerca de R$ 650 milhões em propinas sobre contratos fechados entre 2004 e 2012 com seis empreiteiras investigadas no primeiro pacote de denúncias criminais da Operação Lava Jato.

Edição 3309
12
a 16 de Dezembro

Contratou Levy para fazer o serviço sujo


Dilma quer condenar o Brasil a ficar mais 3 anos sem crescer

Revisão da LDO consuma o maior estelionato já cometido contra o país


Quem achava que a vitória de Aécio poderia ser pior que a de Dilma, não tem mais por que achar. A revisão da LDO, ao projetar um crescimento pífio de 1,7% também para os próximos três anos (0,8% em 2015, 2% em 2016 e 2,3% em 2017), estrangular o BNDES com a negação de aportes do Tesouro e cortar R$ 260 bilhões do Orçamento, ao mesmo tempo em que eleva os juros ao patamar dos 12%, significa a mais feroz investida já realizada no país em prol da concentração da renda. Bancos e os rentistas em geral vão navegar de vento em popa, enquanto o setor produtivo e o povo vão comer o pão que o diabo amassou.


Edição 3308
10 e 11 de Dezembro

Ex-governador do Rio Grande do Sul desabafa

Para Olívio, PT caiu na triste vala comum do enriquecimento ilícito

"Algumas condutas individuais pretenderam inclusive superar a malandragem dos outros", disse

O ex-governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (foto ao lado), afirmou que "o PT caiu na vala comum dos demais partidos". "O PT caiu na vala comum dos demais partidos que têm grande vantagem nessa malandragem toda, no mau uso do dinheiro público. O PT se assemelhou aos demais", disse o ex-governador. Sobre o pagamento de propina por parte das empreiteiras beneficiando ex-diretores da Petrobrás, Olívio afirmou que essa é uma prática antiga no país, mas que isso não pode servir de justificativa. "Isso é muito grave", frisou. Para o ex-governador, política é a "construção do bem comum com o protagonismo das pessoas". Olívio Dutra acrescentou ainda que "algumas condutas individuais do PT pretenderam até superar a malandragem dos outros".

Edição 3307
05
a 10 de Dezembro

Fez o oposto do que prometeu nas eleições


Dilma tira R$ 21 bi da mesa do trabalhador com dois aumentos de juros em 36 dias

Com a alta de 0,75 pts, Selic vai para 11,75%, a maior taxa em 3 anos


Em menos de 40 dias após as eleições, Dilma Rousseff, aquela candidata que acusava Marina Silva de querer tirar a comida dos pobres para dar o dinheiro aos bancos, anunciou um burocrata de banco - que tem o único talento de cortar despesas com as necessidades do povo para transferir a verba aos seus patrões – como ministro da Fazenda e aumentou duas vezes os juros básicos, que já eram os maiores juros reais do mundo. Só com esses dois aumentos (0,25 e 0,5 pontos percentuais), os bancos e demais rentistas aumentaram em R$ 21 bilhões a sua pilhagem sobre o país.


Edição 3306
03 e 04 de Dezembro

Tática é negar evidências e desacreditar PF

Direção do PT afronta Brasil aplaudindo de pé pivô da Lava Jato

Direção do PT afronta Brasil aplaudindo de pé pivô da Lava Jato

Na reunião do diretório nacional do PT, em Fortaleza (CE), no fim de semana, o presidente do partido Rui Falcão puxou aplausos para o tesoureiro João Vaccari Neto, após lhe dar a palavra na reunião. Ao mesmo tempo, em sua resolução sobre a corrupção, o partido diz que "qualquer filiado que tiver, de forma comprovada, participado de corrupção, deve ser imediatamente expulso". As investigações da Operação Lava Jato apontam que Vaccari era operador do partido na Petrobrás, agindo em conjunto com o ex-diretor de Serviços, Renato Duque. Que outra prova a mais será preciso para o PT expulsar Vaccari?

Edição 3305
28
a 02 de Dezembro

Pela lei, TSE teria de impugnar contas dos dois


'Doações' do Clube do Bilhão à Dilma e Aécio chegam a 114 milhões

Ambos financiaram 20% de suas campanhas com o dinheiro sujo que o cartel roubou da Petrobrás


A prestação de contas dos candidatos a presidente revela que Dilma arrecadou R$ 350,8 milhões (96% de empresas), sendo que R$ 70,3 milhões foram repassados pelas empresas cujos diretores estão presos, ou sob mais do que forte suspeita, por roubar bilhões da Petrobrás. Aécio arrecadou R$ 222,9 milhões, sendo que R$ 43,4 milhões vieram do cartel dos ladrões da Petrobrás, que pagaram 20% tanto da campanha de Dilma como de Aécio. Os dois somados receberam, oficialmente, R$ 113,8 milhões do "clube do bilhão". Marina, dos R$ 43,9 milhões que sua campanha arrecadou, recebeu apenas R$ 333,9 mil (0,76% do total) desse grupo. O cartel não achava que ela pudesse ser útil aos seus propósitos. Estamos sob um regime em que o povo é roubado para ser ludibriado na campanha eleitoral às custas do próprio dinheiro que lhe roubaram.


Edição 3304
26 e 27 de Novembro

Agricultura fica com Kátia Motosserra

Dilma entrega a economia para operador do FMI, BCE e Bradesco

Economia à direita traz aumento da pobreza e da desigualdade social

Os executivos das empreiteiras presos na nova Operação Lava Jato, da PF, começaram a admitir - ainda que timidamente - que pagaram propina gorda a diretores da Petrobrás para obter as obras que foram superfaturadas. Só presidente e sócio-majoritário da UTC, Ricardo Pessoa, informou que pagou propina de 2,2 milhões de reais a Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal. Eles começaram a abrir uma pequena parte de seu esquema de propinas. O vice-presidente executivo da Mendes Júnior, Sérgio Mendes, disse que pagou R$ 8 milhões em quatro parcelas, entre julho e setembro de 2011. Os executivos da Toyo Setal já haviam relatado que pagaram propina de até R$ 60 milhões a Renato Duque, entre 2008 e 2011.

Edição 3303
21
a 25 de Novembro

Cartel subornou para superfaturar obras


Empreiteiras admitem ter pago milhões para diretores da Petrobrás

Para Aepet e TCU, não cancelar os contratos é compactuar com crimes


Os executivos das empreiteiras presos na nova Operação Lava Jato, da PF, começaram a admitir - ainda que timidamente - que pagaram propina gorda a diretores da Petrobrás para obter as obras que foram superfaturadas. Só presidente e sócio-majoritário da UTC, Ricardo Pessoa, informou que pagou propina de 2,2 milhões de reais a Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal. Eles começaram a abrir uma pequena parte de seu esquema de propinas. O vice-presidente executivo da Mendes Júnior, Sérgio Mendes, disse que pagou R$ 8 milhões em quatro parcelas, entre julho e setembro de 2011. Os executivos da Toyo Setal já haviam relatado que pagaram propina de até R$ 60 milhões a Renato Duque, entre 2008 e 2011.


Edição 3302
19 e 20 de Novembro

Corruptores investiram milhões na reeleição

Para Dilma, empresas do cartel que assaltou Petrobrás continuarão a servir o seu governo

Polícia Federal encanou 21 diretores de sete das maiores empreiteiras

A presidenta Dilma afirmou no último domingo, em Brisbane, na Austrália, que vai continuar trabalhando normalmente com as empreiteiras que sangraram a Petrobrás, formando um cartel e superfaturando os preços das obras contratadas pela estatal. Apesar disso, Dilma disse que "não dá para demonizar as empreiteiras desse país". "São grandes empresas", disse, ao ser questionada se os contratos super-faturados seriam revistos. "Então a senhora vai continuar trabalhando com cada uma dessas empresas?", indagou um jornalista. "Óbvio, óbvio", respondeu Dilma.

Edição 3301
14
a 18 de Novembro

IBGE divulga o resultado de setembro


Desemprego industrial aumenta no país pelo 36º mês consecutivo

Com Brasil em recessão, Dilma aprofunda política dos juros altos e cortes


Na comparação com igual mês de 2013, o emprego industrial mostrou queda de 3,9% em sIBGE. Em setembro ante agosto, o emprego industrial caiu 0,7%, a sexta taxa negativa consecutiva. Desde janeiro de 2011, 400.479 trabalhadores foram demitidos na indústria. É o resultado da desindustrialização provocada pela desnacionalização e o importacionismo. Com isso, a Fiesp prevê que a participação da indústria na formação do PIB deve cair de 13,1% para 12,6% este ano.


Edição 3300
12 e 13 de Novembro

Devolução de 165 milhões já foi negociada

Para MP, roubaram tanto da Petrobrás que não fica difícil reaver meio bilhão

Força tarefa do Ministério Público espera obter o restante de mais 7 implicados que toparam abrir o bico

Integrantes da Força Tarefa responsável pela Operação Lava Jato, que investiga os desvios milionários na Petrobrás, calculam que poderão recuperar meio bilhão de reais com os acordos de delação premiada fechados até agora e os próximos que ainda serão assinados no decorrer das investigações. Os integrantes do MP avaliam que as investigações foram facilitadas pelo fato de que o esquema era extremamente organizado. "Isso facilitou as investigações porque a taxa de propina era cobrada sobre toda a obra, e não parte dela", explicam. Nessa conta não entra o valor da propina referente aos "agentes políticos", a quem o esquema beneficiava. Esses "agentes políticos", que movimentaram valores muito mais altos, são pessoas que têm foro privilegiado e só poderão ser investigados após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

Edição 3299
07
a 11 de Novembro

Ipea divulgou o que o governo proibiu


Número de famintos que Dilma escondeu subiu a 10,5 milhões

População privada do mínimo de calorias para suprir uma pessoa teve crescimento de 3,68%


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que o número de pessoas "extremamente pobres" (sem condições econômicas para alimentar-se decentemente, sobrevivendo sob a desnutrição e a fome crônicas) aumentou de 10.081.225 (2012) para 10.452.383 (2013). Pela primeira vez em 10 anos o número de pessoas passando fome aumentou no país, ao invés de diminuir. Esse resultado, pronto para ser publicado depois do primeiro turno, foi escondido pelo governo até depois do segundo turno.


Edição 3298
05 e 06 de Novembro

Machado presidia Transpetro desde 2003

Denunciado no caso Petrobrás pede licença e sai de fininho

"Ele me entregou 500 mil reais em dinheiro na sua casa", disse o delator do esquema

Sérgio Machado, presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobrás, pediu afastamento da empresa na segunda-feira. Ele foi denunciado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, por receber propina de R$ 500 mil para beneficiar o cartel de empreiteiras que fazia obras na estatal. "Recebi sim da Transpetro. O dinheiro foi entregue diretamente por ele [Sérgio Machado], no apartamento dele no Rio de Janeiro", disse Costa no depoimento.

Edição 3297
31
a 04 de Novembro

O país em recessão e ela dá mais veneno!


Dilma agradece apoio dos otários e volta a elevar a taxa de juros

Programa da neotucana é mentir para o povo e governar para os bancos


Na avant-première do novo governo, apenas três dias após as eleições, o BC aumentou os juros básicos de 11% para 11,25%. A taxa real já era a maior do mundo. Não havia pressão para aumentar os juros nessa reunião do Copom. E, como garantiu Dilma, no governo dela o BC não é independente e os bancos não mandam no governo. Por isso, com o país em recessão - "crescimento negativo" em três dos últimos quatro trimestres; o investimento desabando há quatro trimestres; a produção industrial ao nível de 2007; o aumento do consumo em zero – o governo aumentou os juros.


Edição 3296
29 e 30 de Outubro

Abstenções, nulos e brancos somaram 37 milhões

88,3 milhões de eleitores negam o voto à Dilma

Presidenta obtém segundo mandato com 54,5 milhões de votos, que representam apenas 38,2% do eleitorado

O desastroso governo de Dilma fez com que a maioria do eleitorado (61,84%) rejeitasse a candidata oficial. Apesar do apoio de Lula e até da mídia golpista – vide a "Globo" e a "Folha" - Dilma ficou apenas a 2,5 pontos percentuais acima de Aécio. Enquanto o eleitorado aumentava +5,17%, a diferença em relação à Aécio - um telhado de vidro ambulante que não era apoiado nem pela cúpula de seu próprio partido - caiu -71,27% em relação à diferença com Serra no segundo turno de 2010. Em relação à Lula contra Serra e Alckmin, a diferença de Dilma foi cinco a seis vezes menor. Terminada a eleição, o governo anuncia mais um ajuste recessivo, desses que boçais tucanos ou neotucanos acham imprescindível - para favorecer bancos e multinacionais.

Edição 3295
24 a 28 de Outubro

Os dois representam o mesmo projeto


Mais de 30% dos eleitores rejeitam voto útil no sujo ou no mal lavado

Juros altos, corte nos investimentos públicos e salários, privatização, pibinhos e roubalheira


As eleições presidenciais deste ano foram as mais medíocres já acontecidas no país. Por consequência, o segundo turno é disputado entre os dois mais medíocres candidatos a presidente com alguma chance de ser eleitos que já houve no Brasil. Nenhum projeto para o Brasil e nem mesmo é possível rememorar uma frase um pouco menos cinzenta, menos mentirosa ou menos inútil que algum deles tenha falado, apesar das milhões de palavras pronunciadas nessa campanha.


Edição 3294
22 e 23 de Outubro

Tomara que chova três dias sem parar

Dilma descobre que falta água em SP, a seis dias da eleição

Aécio ficou na moita para não atrapalhar a campanha de Alckmin

A crise da água em São Paulo é o típico (e dramático, pois não é pequeno o desespero nos bairros populares, ainda que esteja apenas no começo) retrato do neoliberalismo. Há 40 anos o Sistema Cantareira não recebe investimentos para aumentar sua capacidade. Pelo contrário, é a Sabesp que, só desde 2003, distribuiu R$ 4,5 bilhões de dividendos a acionistas, inclusive no exterior. Enquanto o problema da água torna-se crítico na principal cidade do país, os candidatos a presidente, que até aqui ignoraram o problema, descobrem que ele é problema do adversário.

Edição 3293
17 a 21 de Outubro

Diferença entre os dois é pouco relevante


Dilma diz que rever o fator previdenciário é demagogia. Aécio diz: 'discutir não é mudar'

Enquanto o debate ferve, aposentados é que pagam a conta


Na quarta-feira, a candidata Dilma Rousseff disse a um grupo de sindicalistas que acabar com o fator previdenciário é "demagogia". Já o candidato Aécio, depois de prometer acabar com o fator previdenciário, quatro dias depois, disse que não prometera o que prometera. O fator previdenciário, criado por Fernando Henrique, padrinho de Aécio e ídolo de Dilma, é uma das medidas mais impopulares e injustas já postas em prática neste país, em que parte das aposentadorias são confiscadas para aumentar o farnel de juros que os bancos e demais ren-tistas embolsam.


Edição 3292
15 e 16 de Outubro

Diferenças com Aécio são pouco relevantes

Dilma está quebrando o Brasil com a mesma política usada por FH

E como o PT não reage, acaba sobrando para ele

Aécio e Dilma são muito parecidos: um traiu o avô; a outra, seu pai político, Lula, ainda que este não tenha percebido. Agora, ambos disputam ser uma versão de Fernando Henrique. O governo Dilma foi a restauração da política tucana, pela eliminação das mudanças realizadas por Lula. Assim, acabou, de fato,-com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), substituindo-o pelas privatizações de aeroportos até o petróleo do campo de Libra, no pré-sal; implementou a mais selvagem destruição da indústria; bloqueou os investimentos públicos; cevou os juros e manteve um câmbio a favor das importações e contra a produção nacional; derrubou o crescimento até abaixo dos tucanos.

Edição 3291
10 a 14 de Outubro

As duas portas vão dar no Inferno


Voto em Dilma ou em Aécio é aval ao que existe de pior no PT e PSDB

Baixar juro, levantar o investimento público e a indústria nacional nenhum dos dois quer


Até o perfil de Dilma e Aécio são semelhantes: como todos os entrega-dores da soberania, quanto mais altos os cargos, mais insignificantes eles se tornam. Para que Dilma quer ser reeleita? Para continuar o programa tucano: juros altos, taxa de câmbio contra a indústria, desnacionalização acelerada da economia, estagnação do crescimento, privatização desde os aeroportos até ao pré-sal e ao que resta de público no setor elétrico, puxa-saquismo aos EUA e doação de dinheiro público a monopólios multinacionais e bancos externos. Para que Aécio quer ser eleito? Para a mesma coisa.


Edição 3290
08 e 09 de Outubro

Dilma 41,6%, Aécio 33,6%, Marina 21,3%

Campanha suja de Dilma contra Marina põe Aécio no segundo turno

Em 2010, a diferença no 1º turno foi 77% maior. PMDB está começando a costear o alambrado

Ao tentar, através de uma campanha de difamação, impedir que Marina discutisse os problemas nacionais, para fugir à prestação de contas por seu desastroso governo, Dilma tirou a candidatura de Aécio da sepultura e agora tem medo de que a assombração ganhe as eleições, carecendo, no segundo turno, desesperadamente, dos votos de quem agrediu, difamou e espargiu lama. Ainda por cima, dessa vez, sem a mídia que, até aqui, a acoitou. Realmente, um grande negócio.

Edição 3289
03 a 06 de Outubro

Que ninguém se iluda: a mentira é de direita


Trama para apagar da história voto de Marina pela CPMF em 1996 é retrato moral de Dilma

Mais 4 senadores do PT votaram como Marina Silva, inclusive Suplicy


Não só Marina Silva como todos os cinco senadores da bancada do PT no Senado à época votaram a favor da criação da CPMF, como mostram os anais do Senado Federal, em sua sessão de 22 de outubro de 1996. Além de Marina, aprovaram a proposta Eduardo Suplicy, Emília Fernandes, José Eduardo Dutra e Benedita da Silva. Portanto, a candidata Dilma Rousseff se utilizou e se utiliza de uma fraude grosseira, mentindo sobre a posição de Marina na votação da contribuição. O então líder da bancada do PT, José Eduardo Dutra, disse após a votação que "o projeto de regulamentação da CPMF é bom". E que "de modo geral, votamos favoravelmente ao projeto".


Edição 3288
01 e 02 de Outubro

Mentiras e difamação para impedir debate

Campanha suja contra Marina é para ninguém reparar que Dilma fez o Brasil andar para trás

Derrubou o crescimento do Brasil de 36º no mundo em 2010 para 182º, em 2014

Toda eleição é não apenas a escolha dos futuros governantes, mas também o julgamento dos governos que se encerram. Entretanto, o que caracteriza a campanha eleitoral da presidenta atual é a tentativa de fugir ao julgamento das urnas. Nunca houve uma campanha no Brasil que se recusasse tanto a discutir – e discutisse nada – os problemas nacionais. Segundo Dilma, com exceção da existência de Marina Silva, tudo está ótimo. A desinibida catadupa de mentiras, a secreção abundante de infâmias, calúnias e insultos – a seringa, como disse Rui, mergulhada na sarjeta para depois esparrinhar lodo sobre outros - pretende abafar o governo desastroso de Dilma, com o menor crescimento da História republicana, a indústria devastada, a distribuição de renda em retrocesso e três fundos de Wall Street foram locupletados com dinheiro público para operar impressoras de diplomas.

Edição 3287
26 a 30 de Setembro

Dilma diz que só livra a cara de 4 itens da CLT


Marina fecha com trabalhadores: mais direitos e o 'fim do fator previdenciário'

Compromisso firmado perante mil dirigentes sindicais de todo Brasil


Em encontro com mil trabalhadores que lotou o auditório da Casa de Portugal, Marina Silva, candidata a presidente da Coligação Unidos pelo Brasil (PSB, REDE, PPS, PPL, PRP, PHS, PSL), afirmou que "a nossa coligação não vai retroceder um milímetro nas conquistas alcançadas, mais do que isso, nós achamos que é preciso avançar". Diferente de Dilma Rousseff, Marina foi incisiva em defender, como Eduardo Campos já havia feito, o fim do fator previdenciário.


Edição 3286
24 e 25 de Setembro

Sem patriotismo, sem honra, sem voto

Campanha suja de Dilma atesta a falência moral de seu governo

Mentir e difamar é o que resta a quem quebrou o Brasil com os juros altos e a desnacionalização

Já houve, no Brasil, campanhas eleitorais mentirosas. Mas a atual campanha de Dilma não é apenas mentirosa. A difamação consiste em acusar a ad-versária de ser a favor de tudo aquilo com que Dilma não apenas concorda, mas está aplicando há três anos e nove meses: juros altos, entrega do pré-sal, redução dos financiamentos públicos. Assim, tenta afundar a discussão - e a decisão - sobre os destinos do país no meio de infâmias.

Edição 3285
19 a 22 de Setembro

Para vice, Dilma é o Fernando Henrique de saias

"Nunca se privatizou tanto como no nosso governo", diz Temer

O que o HP afirma há vários meses tem agora uma confirmação oficial

Declarou o vice-presidente Michel Temer, candidato ao mesmo cargo na chapa de Dilma Rousseff, que "nunca se fez tanta privatização como se fez nesse governo. Basta tomar o caso dos aeroportos: todos basicamente foram concedidos. Os portos, que eram públicos, agora, com a lei dos portos patrocinada pelo nosso governo, podem ser privados. Nós privatizamos muitas coisas no nosso país". Não poderia haver melhor definição da traição de Dilma aos compromissos assumidos na campanha eleitoral de 2010 do que esse testemunho insuspeito se seu colega de chapa.

Edição 3284
17 e 18 de Setembro

Candidata entusiasma o reduto nacionalista

Dilma entrega pré-sal a múltis, diz Amaral ao saudar Marina no Clube de Engenharia

Exportar petróleo para importar gasolina é o regresso à era colonial

Num discurso vibrante em defesa da Petrobrás e do pré-sal, o presidente do PSB, Roberto Amaral, destacou a importância do Clube de Engenharia, que recebeu Marina na quinta-feira, nas lutas nacionalistas do povo brasileiro, na criação da estatal. Amaral denunciou também que Dilma entregou "o patrimônio brasileiro às multinacionais". "Eles entregaram o nosso maior campo de petróleo, o Campo de Libra para quatro multinacionais".

Edição 3283
12 a 15 de Setembro

Falta de escrúpulo é a base da velha política

Dilma diz que Marina quer fazer o que ela já fez: subir os juros até estagnar o Brasil

Somos campeões mundiais de juros altos e lanternas em crescimento, atrás até da Grécia, Espanha e EUA

O governo Dilma fez a maior drenagem de dinheiro público para os bancos da História do país: em juros, R$ 847,634 bilhões do setor público (R$ 717,846 bilhões do governo federal), de janeiro de 2011 a julho de 2014, foram despejados nos cofres dos rentistas. Os aumentos de juros começaram 19 dias após a posse de Dilma – cinco aumentos de juros consecutivos. Depois de um interregno em que os juros, debaixo da revolta nacional, foram reduzidos, outra escalada – nove aumentos de juros seguidos, desde 17/04/2013. O Brasil, que, com 7,5%, teve o 36º crescimento do mundo em 2010, igual à média dos países emergentes, foi para 119º lugar em 2011 e hoje está disputando o 177º lugar do mundo, com um crescimento pífio. Por isso é tão repugnante – e, de resto, fascista - a propaganda de Dilma, acusando Marina Silva de pretender fazer o que ela já fez.

Edição 3282
10 e 11 de Setembro

Governo estava retendo anúncio do resultado

Índice do MEC mostra piora do ensino médio com Dilma, diz Marina

Pernambuco é a maior das exceções, subiu 12 posições no "ranking"

A candidata à presidência da República, Marina Silva, criticou no sábado, em sua propaganda eleitoral na televisão, o pífio desempenho da educação no Brasil obtido durante o governo Dilma. Ela citou o IDEB, índice que mede a qualidade do aprendizado e a infraestrutura nas escolas de ensino fundamental e médio do país, divulgado no dia anterior. "Dos 27 estados brasileiros, o ensino médio piorou em 16", observou Marina Silva. "O estado com melhor salto de qualidade é Pernambuco que cresceu 12 posições no ranking nacional. Isso é resultado de um investimento sério na educação de tempo integral".

Edição 3281
05 a 09 de Setembro

Oxalá, Marina acabe com essa bandalheira

Modelo que a Saúva usa no pré-sal é o da exploração predatória

Exportar petróleo cru para importar gasolina, atrasar refinarias, leiloar pré-sal é passaporte para o inferno

Dilma fez uma encenação, dizendo que Marina queria "reduzir" a produção do pré-sal. A farsa não procede. Marina manifestou-se contra a exploração predatória do pré-sal - e com razão. Desde o começo do governo Dilma, o país exportou US$ 82,35 bilhões em petróleo e importou US$ 135,59 bilhões em gasolina, diesel e outros derivados de petróleo. Um rombo, somente aí, de US$ 53,24 bilhões. A política de Dilma para o pré-sal – e para o país - é fornecer petróleo bruto a preço de banana aos EUA e outros países, e importar gasolina e diesel a preço de monopólio. Tanto é assim que a favorecida que ela colocou na Petrobrás suspendeu a construção das refinarias no Maranhão, Ceará e Rio de Janeiro, enquanto Dilma abria o maior campo petrolífero do mundo, no pré-sal, para as multinacionais. Ainda bem que Marina é contra esse assalto contra o país.

Edição 3280
03 de Setembro

'Cala a boca, Magda!', pensou o camarada Lula

Brasil afunda na recessão e Dilma põe a culpa nos feriados da Copa

IBGE aponta segundo trimestre consecutivo com crescimento negativo do PIB: -0,2% e -0,6%

Estrangulada pelos juros que o próprio governo, através do BC, estabelece, a economia entrou em recessão. Depois de cair -0,2% no primeiro trimestre deste ano, caiu -0,6% no segundo. A produção industrial já caiu -2,8% desde janeiro. Porém, segundo Dilma, a culpa é do excesso de feriados da Copa, aquela que há pouco ela dizia que tinha sido um espetáculo até com a derrota de 7X1 para os boches. Agora, a Copa virou uma desgraça capaz de afundar a economia nacional. A culpa deve ser do Lula, que trouxe a Copa para o Brasil, e dos demais trabalhadores, que gostam de feriados. Mas, no primeiro trimestre não houve Copa e a economia também caiu. Disse ela que só os EUA, a China e a Inglaterra cresceram no segundo trimestre. Até agora, 78 países já anunciaram que cresceram no segundo trimestre. Será que a mãe desse pessoal não ensinou que é errado mentir?

Edição 3279
29 de Agosto

Para louca, 819.638 bi é coisa pouca

Dilma afoga Brasil com juros e diz no debate que a taxa nunca foi tão baixa

Sete dos 11 candidatos debateram por 3 horas

Disse a candidata Dilma Rousseff, no debate da Bandeirantes, que "o Brasil hoje paga o menor volume de juros de sua história". Em três anos e meio da operosa gestão Dilma, o governo federal transferiu R$ 687,977 bilhões, e o conjunto do setor público, R$ 819,638 bilhões, aos bancos sob a forma de juros - mais R$ 176,66 bilhões (governo federal) e mais R$ 125,21 bilhões (setor público) que o governo Lula pagou em quatro anos. Dilma está mentindo – e sabe que está mentindo. O país em retrocesso, com sua indústria devastada e o crescimento negativo é a consequência dessa derrama de juros.

Edição 3278
27 de Agosto

Preferiu pagar juros altos a banqueiros

Governo Dilma atrasou obras de Lula e piorou os serviços públicos

Por essas e outras, o crescimento do Brasil passou a ser um dos menores do mundo

O governo Dilma é um governo sem obras – só Campos Sales, Café Filho, Collor e Fernando Henrique conseguiram se aproximar dessa miséria. As obras de Lula – a transposição do São Francisco, as refinarias, o PNBL, Belo Monte, as escolas e universidades, etc. - ou foram paralisadas ou mantidas a passo de cágado. E os serviços públicos – Saúde, Educação, Transportes – desfazem-se também por falta de verbas, desviadas para os juros dos bancos e outros rentistas.

Edição 3277
22 de Agosto

Indicação à presidência agora é oficial

Que Deus nos ajude a estar à altura de Eduardo, diz Marina

Gaúcho Beto Albuquerque fica na vice

Em reunião realizada na quarta-feira, em Brasília, foi oficializada a candidatura de Marina Silva à presidência da República pelo PSB, em substituição a Eduardo Campos, falecido tragicamente no último dia 13. O vice na nova chapa da Coligação Unidos pelo Brasil será o deputado gaúcho Beto Albuquerque. Muito emocionada, Marina agradeceu a confiança depositada nela pelos integrantes do PSB e pediu a Deus que neste momento "nos ajude a estarmos à altura de Eduardo". "Sem Eduardo, temos hoje o que sempre nos uniu: a consciência clara de onde queremos chegar juntos". Beto Albuquerque se declarou honrado por estar ao lado de Marina e por "merecer o apoio de todos os companheiros para essa tarefa".

Edição 3276
20 de Agosto

Último adeus levou multidão às ruas

Renata Campos pede ao Brasil que apoie Marina para realizar o sonho de Eduardo

Para família e partidos aliados, o que ele uniu, nada conseguirá separar

Ao chegar à capital pernambucana, no sábado, para a cerimônia dos funerais de Eduardo Campos, Marina chorou ao ver Renata Campos pela primeira vez após a tragédia que tirou a vida do ex-governador de Pernambuco. Renata já havia dito, aos aliados que foram visitá-la, que seria a vontade de Eduardo ter Marina como candidata ao Planalto e pediu que todos se unissem à ex-senadora. A viúva de Eduardo e seus filhos permaneceram ao lado de Marina Silva durante todo o velório e o cortejo que arrastou uma multidão pelas ruas da capital pernambucana na tarde de domingo.

Edição 3275
15 de Agosto

Avião caiu em chamas na cidade de Santos

Marina anuncia a trágica morte de Eduardo Campos

'A imagem que quero guardar é a de ontem: dele cheio de alegria, sonhos, compromissos'

Em Santos, após a confirmação de que Eduardo Campos estava no avião que caíra na cidade, Marina Silva declarou: "Durante esses 10 meses de convivência aprendi a respeitá-lo, admirá-lo e a confiar nas suas atitudes e nos seus ideais de vida. Foram 10 meses de intensa convivência e começamos a fiar juntos principalmente a esperança de um mundo melhor, de um mundo mais justo. A imagem que quero guardar dele é a da despedida de ontem: cheio de alegria, sonhos, compromissos. Espero que seja com esse espírito que possa consolar sua família e a todos nós. Eu sei que os brasileiros estão compartilhando com cada um de nós e principalmente com sua família, com seus amigos e conosco".

Edição 3274
13 de Agosto

'Estamos vivendo uma desindustrialização'

Dilma jogou indústria nacional na UTI, diz Eduardo na Abimaq

'Só no último semestre, a indústria de máquinas e equipamentos reduziu em 30% as suas vendas'

Em um debate seguido de entrevista, promovido pela Associação Brasilei ra da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), na quinta-feira, o candidato à presidência da República, Eduardo Campos (PSB, REDE, PPL, PPS, PHS, PRP e PSL), alertou os empresários que lotaram o auditório da entidade, em São Paulo, para a seriedade da crise vivida pelo setor sob o governo de Dilma. "A indústria vive um dos mais duros momentos dos últimos 40 anos", disse. "Não há nenhum país desenvolvido que abriu mão de ter indústria".

Edição 3273
08 de Agosto

Pesquisa anual ouviu 15 mil usuários

Aeroportos que Dilma privatizou pioraram, diz relatório da SAC

Guarulhos é o último da lista de 14. Aeroportos públicos obtiveram as 5 melhores avaliações

Enquanto seis dos nove aeroportos administrados pela estatal Infraero melhoraram seu desempenho com relação ao ano anterior, os privatizados pelo governo Dilma caíram na lista. Dentre os pontos pesquisados estavam a estrutura, o estacionamento, os serviços, o tempo de espera para fazer o check-in e receber as malas. O aeroporto de Curitiba, estatal, foi o melhor avaliado. A pesquisa de desempenho foi realizada pela Secretaria de Aviação Civil com a avaliação de 15 mil usuários.

Edição 3272
06 de Agosto

Encontro em SP selou compromisso

Investir em educação pública e passe livre vale mais que gastar com juro, diz Eduardo

Carta das Juventudes rejeita descaminhos de governos Dilma e FHC

O candidato da Coligação Unidos pelo Brasil, Eduardo Campos e sua vice, Marina Silva, assumiram um compromisso com a juventude do Brasil em encontro na segunda-feira. Eduardo detalhou que seu governo vai criar um fundo composto por 12 bilhões de reais para serem investidos no projeto do passe livre. "Os R$ 12 bilhões vão vir exatamente do orçamento fiscal, da onde vem o dinheiro, muitas vezes, desviado para outros gastos, como sanear bancos, para obras que nunca acabam, para publicidade, etc. Nós vamos priorizar o ensino em tempo integral que é a saída para esse país", disse.

Edição 3271
01 de Agosto

Enquanto todos os índices despencam:

GM arma a demissão de mil em São José e Dilma lava as mãos

Como dizia Rui Barbosa: até o bom ladrão salvou-se, só não há salvação para quem traz a marca de Pilatos

Os trabalhadores da montadora norte-americana GM instalada em São José dos Campos aprovaram em assembleia na quarta-feira resistência total aos planos da empresa de adotar o sistema de "lay-off" na fábrica, que deve afetar cerca de mil trabalhadores. O "lay-off" consiste em afastar o trabalhador por até cinco meses, com o salário sustentado em boa parte por recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Os trabalhadores encaminharam um pedido de reunião entre o Sindicato dos Metalúrgicos e a presidente Dilma para solicitar a assinatura urgente de uma medida provisória (MP) que garanta estabilidade no emprego em empresas que recebam incentivos fiscais, como a GM, altamente beneficiada com as desonerações do IPI e da folha (Previdência) e com empréstimos do BNDES a juros inferiores aos do mercado.

Edição 3270
30 de Julho

Previsão do PIB pelo BC chega à casa do zero

Dilma diz que país vai muito bem sem economia crescer

Até banco Santander já percebeu que com ela economia vai explodir

Com as previsões de crescimento para o ano caindo para minúsculos 0,9%, e, mesmo, menos; com produção industrial negativa, deterioração do emprego na indústria e redução colossal da criação de vagas em todos os setores, Dilma afirmou que estamos bem porque crescemos 2,5% no ano passado – o 119º crescimento do mundo. Os demais países "emergentes", em média, cresceram o triplo do Brasil desde 2011. A derrubada do crescimento, aqui, foi provocada pela adesão de Dilma à política tucana de juros altos, desnacionalização e desindustrialização.

Edição 3269
25 de Julho

Modelo de Dilma conduziu à crise

Governo empurra para consumidor rombo de 18 bi do setor elétrico

Empréstimo compulsório premia as distribuidoras que elevaram os custos

A garantia das distribuidoras de eletricidade para os empréstimos bancários é o compromisso firmado pelo governo de que os consumidores pagarão, compulsoriamente, esses empréstimos. Depois de R$ 11,2 bilhões em abril, mais R$ 6,5 bilhões em agosto. A propalada redução das tarifas pela MP 579 já foi anulada pelos aumentos deste ano – e a perspectiva, se essa política não for detida, é de um aumento de 25% no ano que vem. O Brasil, que, antes da MP 579, tinha a 12ª energia mais cara do mundo para o setor produtivo, hoje tem a quarta energia mais cara do mundo. 

Edição 3268
23 de Julho

O Brasil já está em recessão, diz a Fiesp

Com juros na Lua, Dilma afunda PIB, serviços públicos, indústria, emprego

Foi o pior junho para o emprego desde 1998

Com a indústria e o crescimento do PIB em queda cada vez mais veloz, o Planalto decidiu que não pode fazer nada. "O que fazer? Ora, é elementar: baixar os juros", diz o presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch. O emprego com carteira assinada teve, em junho, o menor número de vagas em 16 anos. Em São Paulo, 16 mil e 500 trabalhadores foram demitidos na indústria.

Edição 3267
18 de Julho

'Governar é atender a necessidade do povo'

Eduardo assume o compromisso com passe livre para estudantes

É preciso realizar as escolhas certas para unir o Brasil, afirmou

O candidato a presidente pela Coligação Unidos Pelo Brasil (PSB, REDE, PPL, PPS, PHS, PSL e PRP), Eduardo Campos, anunciou na terça-feira que vai implantar o passe livre para estudantes em todo o Brasil. "Isso é uma questão de escolha, de prioridades", disse. "Entre subsidiar os juros para grandes empresas e arrumar a passagem para um estudante da periferia chegar à escola, nós somos do time que vai optar pela educação integral e pela passagem, pelo passe livre para aqueles estudantes", prosseguiu Eduardo.

Edição 3266
16 de Julho

Pesquisa de maio, do IBGE, informa:

Desemprego industrial tem a maior elevação dos últimos 43 meses

S. Paulo lidera a queda da produção industrial com retração de 4,7%

Em maio, o desemprego na indústria aumentou pela 32ª vez consecutiva, anunciou o IBGE. Foi a maior queda no emprego industrial em 43 meses: -2,6%. No ano, a queda foi de -2,2%. Como registrou o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), a queda nos primeiros cinco meses do ano é maior do que as dos anos de 2012 (-1,4%) e 2013 (-1,1%). A aceleração do desemprego é devido à política anti-industrial do governo, com a consequente queda na produção industrial. As projeções sobre o investimento produtivo são de queda de 5% até dezembro.

Edição 3265
11 de Julho

Para Dilma, 7x1 e pibinho são só detalhes

Derrota do Brasil não ofusca o sucesso da Copa, diz a insensível

Sem Neymar, Felipão usa tática suicida e perde de goleada para Alemanha

Após o pior desastre da Seleção brasileira em todos os tempos, disse a senhora Rousseff: “é preciso ter em mente que, sob todos os aspectos, o Brasil organizou e tem mostrado uma Copa do Mundo que é uma das melhores Copas. O Brasil provou a si mesmo que é capaz de organizar uma Copa do Mundo de primeira classe. Esta Copa transcorreu em paz, com grande alegria”. Para ela, “uma das melhores Copas” é aquela em que o Brasil levou uma goleada de 7X1. Deve ser o seguinte: Copa “de primeira classe” é a que o governo organiza para a gente levar uma goleada de algum time europeu. 

Edição 3264
09 de Julho

Descaso e irresponsabilidade

Obra de prefeito aecista desaba e mata 2 em BH

“Isso é normal”, disse o prefeito Márcio Lacerda ao comentar a tragédia

O desabamento do viaduto na tarde da última quinta-feira, na Avenida Pedro I, região da Pampulha, em Belo Horizonte, matou duas pessoas e causou ferimentos em outras vinte e duas. O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, aliado de Aécio Neves (PSDB), afirmou que isso “era normal” e que “acidentes assim acontecem”. Segundo Márcio Lacerda, a empresa responsável pela execução da obra é “renomada, de grande porte e de muita tradição”.

Edição 3263
04 de Julho

Acumulado no ano já está em 1,6% negativo

Queda da produção industrial acelera no mês de maio: -0,6%

Juros altos e cortes nos investimentos públicos são receita para pibinho

A produção industrial caiu -0,6% em maio, em relação a abril, depois de cair -0,5% em abril e -0,5% em março, também em relação ao mês anterior. No ano, a produção industrial já caiu -1,6%. Se comparada a de maio do ano passado, a produção industrial caiu -3,2%. Na quarta-feira, autoridades – inclusive a presidente Dilma, que, em formatura do Pronatec, falou em “continuar este ciclo de crescimento econômico” - agiam como se o desastre, causado por sua política de juros altíssimos, subsídio cambial às importações e corte dos investimentos e gastos públicos, não existisse.

Edição 3262
02 de Julho

Juro alto é o maior obstáculo ao país crescer

Dilma já torrou 101 bi em juros para bancos entre janeiro e maio

Sem parar essa sangria, investimento em Saúde, Educação, Transporte, Indústria é pura balela

Com nove aumentos da taxa básica de juros seguidos, sob os aplausos, mais que omissão, do Planalto, as transferências de dinheiro público ao setor financeiro, sob a forma de juros, somaram R$ 101,5 bilhões de janeiro a maio deste ano, o que equivale a 4,9% do PIB ou a 33 vezes todos os investimentos que o governo federal fez no mesmo período. Segundo o Tesouro, o gasto efetivo com juros do governo federal aumentou 22,58% neste ano (janeiro a maio) em relação a igual período do ano passado.

Edição 3261
27 de Junho

Saldo na indústria foi de 28.533 demitidos

Indústria demite e maio é o pior em contratações dos últimos 22 anos

Números do Caged só incluem trabalhadores com carteira assinada

Desde 1992 – quando o país sofria as consequências do famigerado governo Collor – não havia um mês de maio com tão pouca criação de empregos com carteira assinada, constatou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). A criação de empregos em maio foi inferior a todos os mesmos meses do devastador governo Fernando Henrique. Desde 2010, os empregos recuaram 80,26%. Na indústria, houve desemprego – a começar pelos Estados mais industrializados, onde o pouco emprego que houve foi na agricultura, e, secundariamente, dos serviços.

Edição 3260
25 de Junho

Agora, Eduardo terá que trabalhar em dobro

Apoios do PSB para Alckmin e Lindbergh ajudam mais Aécio e Dilma que a Eduardo

Decisão não levou em conta que os tucanos e petistas não querem fazer o que é preciso para o Brasil crescer

As decisões do PSB de São Paulo e do Rio, apoiando o tucano Alckmin e o neo-tucano Lindbergh para o governo de seus Estados, criam dificuldades – totalmente desnecessárias – para a candidatura de Eduardo Campos. Aliás, também tornam mais difíceis os embates regionais, pois a característica das próximas eleições é a rejeição da maioria dos eleitores tanto aos tucanos quanto aos petistas que, no governo, aderiram ao servilismo cardoso-serrista – derrubada e manietação do crescimento; juros altos com transferência maciça de dinheiro público para os bancos, sobretudo estrangeiros; câmbio manipulado para favorecer monopólios multinacionais; desnacionalização e desindustrialização da economia; privatização de rodovias, aeroportos e até do pré-sal. A diferença entre o governo Dilma e o governo FH é cada vez mais imperceptível.

Edição 3259
20 de Junho

Em 12 meses, demissões somam 85.500

Indústria paulista tem pior maio em 8 anos: 12.500 são demitidos

CNI registra o 7º mês seguido de retrocesso na indústria do Brasil

A Pesquisa de Nível de Emprego da indústria paulista, em maio, teve o pior resultado para o mês desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2006. Ao apresentá-la, o diretor da Fiesp, Paulo Francini, frisou o "péssimo desempenho da indústria nesse período. Maio foi particularmente ruim, na verdade o acumulado até maio também é fraquíssimo, mas o mês foi muito além da nossa expectativa. Em 2014 não vai acontecer nada de regenerativo para a indústria. Mas a eleição vai trazer uma clareza quanto a essa perspectiva para o futuro, para agrado ou desagrado de uns e de outros".


 

Edição 3258
18 de Junho

Partidos definem candidatos até final do mês

Eduardo e Marina reúnem 25 mil em Convenção que o PSB-PE fez dia 15

"Esta é a maior e mais enérgica convenção de todas que já participei", afirma Eduardo Campos

O PSB de Eduardo Campos e Marina Silva reuniu, no último domingo, 25 mil pessoas na grande convenção estadual da Frente Popular de Pernambuco. O encontro, que oficializou o nome de Paulo Câmara, ex-secretário de Administração, Turismo e da Fazenda do Estado, para o governo, foi realizado no Clube Português, em Recife. "Esta é a maior e mais enérgica convenção que eu já participei até hoje", afirmou Eduardo, no seu discurso em que foi muito aplaudido.

Edição 3257
13 de Junho

Rasgou lei 7.783 e Convenção 98 da OIT

Alckmin faz 300 reféns para violar o direito de greve dos metroviários

Divulgou lista de 300 funcionários a serem demitidos no caso de uma nova paralisação

Os metroviários de São Paulo decidiram na quarta-feira encerrar a greve e iniciar uma campanha nacional pela readmissão dos 42 trabalhadores demitidos. A categoria já havia suspendido a greve na última segunda-feira com o objetivo de garantir a negociação e reverter as demissões. No entanto, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) não só afirmou que as demissões não seriam revistas, mas também ameaçou demitir ainda mais 300 caso voltassem à greve.


 

Edição 3256
11 de Junho

Truculência teve motivação política

Adolf Alckmin sufoca luta salarial do Metrô com gás, cassetada e balas de borracha

Reajuste de um dígito para pagar alta do custo de vida de dois dígitos, trabalhador que se vire

Disse a presidente Dilma sobre o microscópico resultado do PIB que “nós fomos o quarto maior crescimento do G20”. Dos membros do G20, 13 já divulgaram os resultados do primeiro trimestre: oito cresceram mais que o Brasil. O resultado desastroso do PIB foi, precisamente, o resultado de uma política econômica desastrosa. A mesma que a presidente quer continuar, tanto que, para mantê-la, diz que fez “o possível e o impossível”, atribuindo o crescimento nulo ao pessimismo dos empresários. Logo, a solução é mudar o presidente por outro melhor.

Edição 3255
06 de Junho

Mito do “pleno emprego” é vigarice eleitoral

O desemprego é 45% maior do que o governo arrota, revela PNAD-IBGE

Está explicado por que o Planalto quis impedir divulgação da pesquisa

Contra as pressões do Planalto, que tentou impedir sua divulgação antes das eleições, provocando a maior crise da história do IBGE, os resultados da PNAD Contínua referente ao primeiro trimestre foram publicados na terça-feira. A “taxa de desocupação” de 7,1% equivale a sete milhões de desempregados – ao que se somam alguns outros milhões que não são contados como “desocupados”, mas também estão desempregados – e está muito acima dos 4,9% da caduca Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que o governo marketeava como “pleno emprego”.

Edição 3254
04 de Junho

Devastou o pibinho: 0,25% no trimestre

Dilma faz com a economia o que o javaporco faz com a plantação

É o menor crescimento do período republicano, afirma Eduardo Campos

Disse a presidente Dilma sobre o microscópico resultado do PIB que “nós fomos o quarto maior crescimento do G20”. Dos membros do G20, 13 já divulgaram os resultados do primeiro trimestre: oito cresceram mais que o Brasil. O resultado desastroso do PIB foi, precisamente, o resultado de uma política econômica desastrosa. A mesma que a presidente quer continuar, tanto que, para mantê-la, diz que fez “o possível e o impossível”, atribuindo o crescimento nulo ao pessimismo dos empresários. Logo, a solução é mudar o presidente por outro melhor.

Edição 3253
30 de Maio

Desrespeitar contrato se for com o povo pode

Planalto roga ao STF que aceite calote dos bancos na poupança

Se pagarem o que devem, sistema quebra, ameaça o advogado geral da União

O advogado dos bancos, para não pagar o rendimento da poupança, que retiveram nos planos Bresser e Verão, é, oficialmente (isto é, em nome do governo), o ministro da AGU, Luís Adams, com o único e falso argumento de que os bancos vão quebrar, se pagarem o que devem. “O brasileiro está de luto por assistir o governo federal, de mãos dadas com os bancos, demonstrando que os lucros bancários estão acima da vida dos cidadãos”, denunciaram as entidades dos poupadores. “Os números apresentados pelos bancos e pelo Banco Central já foram desconstruídos pelo Credit Suisse, entre outras várias instituições”.

Edição 3252
28 de Maio

Entrevistado em Roda Viva foi direto ao ponto

Pauta de Dilma é de direita, resume Eduardo Campos

Desde quando a desnacionalização, juro alto e pibinho viraram politica de esquerda?, ironizou o neto de Arraes

O pré-candidato a presidente pelo PSB, Eduardo Campos, afirmou na segunda-feira (26), durante entrevista no programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, que tem, junto com Marina, um forte compromisso com a retomada do desenvolvimento econômico. "A retomada do desenvolvimento do país", disse, "é um compromisso histórico da esquerda". Eduardo acrescentou que a agenda do governo Dilma não contempla as bandeiras históricas do movimento progressista. "Eu às vezes até falo para as pessoas que o governo de Dilma não é um governo de esquerda, por mais que queiram dizer que é", afirmou.

Edição 3251
23 de Maio

Insatisfação cresce do Oiapoque ao Chuí

Juro alto, pibinho e arrocho põem o Brasil no rumo da convulsão social

Em 3 anos de governo, Dilma vai de 'mãe do PAC´ à Maria Antonieta

A abdicação de governar, em prol da governança de bancos externos e outras multinacionais, faz com que tremores sacudam a Nação com uma intensidade crescente. As greves se espalham pelo território nacional, a indignação com os serviços públicos atravessa o país, os empresários gritam contra a própria extinção. A falta de critérios, a inversão de valores, leva à falta de limite – não por acaso os crimes horrendos aumentam no país. Com o menor crescimento da República, aumentos de juros por atacado, proliferação do subemprego e baixos salários, o governo aumenta sua produção de mentira.

Edição 3250
21 de Maio

Braço direito de Dilma cai na gandaia

Gleisi faz projeto para estados cortarem pela metade ICMS de teles

Devota de S. Francisco não se importa nem de manter as aparências

A senadora Gleisi Hofmann, líder de fato do Planalto, apresentou projeto para limitar em 10% “a alíquota de ICMS sobre os serviços de internet em banda larga fixa”. Por uma coincidência impressionante, derrubar o ICMS que devem aos Estados é hoje a principal campanha das teles. Gleisi, que é casada com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, outro adepto da tese das teles, repetiu o que elas dizem: como se, com a receita e lucro líquido (isto é, além dos impostos) que têm, e altíssimas remessas para o exterior, não baixassem seu preço por causa dos impostos.

Edição 3249
16 de Maio

“Complexidade da obra foi subestimada”

Dilma responsabiliza governo anterior por transposição atrasar

Só não explicou por que o seu governo parou as obras por 2 anos e meio

As obras da transposição do São Francisco estão atrasadas porque o governo Dilma paralisou-as, cortando verba, e não devido à “complexidade”, como disse a presidente. Segundo ela, “houve uma subestimação. Não acredito que uma obra desta, em outro lugar do mundo, leve dois anos para ser feita”. O prazo inicial para a conclusão dessas obras era cinco anos e quatro meses. Dilma apenas exercitou a sua conhecida propensão a culpar outros pelos seus próprios (mal) feitos – nesse caso, o recipiente do descarrego foi Lula, a quem deve a sua eleição.

Edição 3248
14 de Maio

Setor está desestruturado, avalia Eduardo

Política de Dilma faz indústria parar para revender a energia que tinha comprado

Alcoa e Votorantim têm ganhado mais dinheiro traficando megawatts que vendendo alumínio

Grandes grupos e empresas – a multinacional norte-americana Alcoa, o Votorantim, a Usiminas (hoje pertencente à Nippon Steel) e outras – estão deixando de produzir, parcial ou totalmente, porque, com o baixo crescimento, e o preço do MWh catapultado, em três anos, de R$ 12,08 para R$ 822,23, ganham muito mais vendendo energia elétrica, ao invés de usá-la na produção. “A situação do setor é a pior em 40 anos”, declarou Eduardo Campos, durante Oficina de Política Energética do PSB/Rede/PPS/PPL.

Edição 3247
09 de Maio

Para santinha, os outros é que não investiram

Dilma diz que piora do serviço público não é responsabilidade sua

Esqueceu que o líder em cortar os investimentos públicos para pagar juro a bancos foi seu governo

Disse a presidente Dilma que “tem uma coisa que explica o mau humor [no país], que é a comparação entre a taxa de crescimento de bens e de serviços, porque estoque de bens é de agora e de serviços é acúmulo do passado”. Os investimentos públicos, em seu governo, diminuíram mais de 30% em relação ao último ano do governo Lula. Estão abaixo até do governo Fernando Henrique, que foi, nesse sentido, um dos maiores desastres da história do país. Mas a culpa dos péssimos serviços públicos, segundo Dilma, é de Lula e outros antecessores.

Edição 3246
07 de Maio

Centrais repudiam investida contra direitos

Governo já fala em reduzir salário para manter o emprego

“A proposta está sendo trabalhada”, explicou o ministro Guido Mantega

O governo, segundo anunciou o ministro Mantega, vem preparando uma proposta de redução dos salários. Disse o ministro que está “sendo discutida há algum tempo. Está sendo aperfeiçoada. Está sendo amadurecida”. O rebaixamento dos salários seria através de uma “redução da jornada trabalhada. Uma empresa que momentaneamente passa por uma dificuldade de vendas, coloca 20% de sua força de trabalho em casa. O trabalhador continua recebendo parte do salário, e o custo é dividido pelo seguro-desemprego, pela empresa e pelo trabalhador”, disse Mantega.

Edição 3245
02 de Maio

Ele só presta quando faz o que ela quer

Dilma diz que se Lula aceitar sair candidato será desleal com ela

“Com ou sem apoio da base toco em frente”, completou a presidenta

Em animado papo com jornalistas, disse a presidente Dilma que Lula não será candidato a presidente porque “sei da lealdade dele a mim e ele da minha lealdade a ele”. Não lhe ocorre, pelo visto, que a deslealdade está em ser um obstáculo a um líder – e candidato - imensamente superior, que reúne a preferência natural do seu partido e da base governista. Entretanto, disse ela também que será candidata mesmo sem o apoio da sua base. Pelo visto, não considera que é uma responsabilidade sua aglutinar a base - nem o esfrangalhamento progressivo dela.

Edição 3244
30 de Abril

Sob o pretexto de controlar a inflação

Alta de juros provoca pior déficit da história nas contas externas

Política de atrair capital e produtos de fora com juro e câmbio inflados está arruinando o país

Houve, no governo, quem comemorasse o maior déficit nas contas externas da história do país - US$ 25,186 bilhões no primeiro trimestre – porque, atraídos pelos aumentos de juros, entraram US$ 34 bilhões de dinheiro estrangeiro. Atração de dólares vadios por juros estupidamente altos, drenam recursos, colocam em risco as contas externas, e apreciam câmbio, desnacionalizando e desindustrializando a economia, fazendo-a imergir na estagnação.

Edição 3243
25 de Abril

Acusações levianas sairão caro ao Brasil

Ataques de Dilma à diretoria de Lula jogam a Petrobrás na fogueira da CPI

Depois de leiloar Libra, a presidenta assestou novo golpe na empresa

As acusações da presidenta, mantidas mesmo depois de extensas e convincentes explicações em contrário, feitas pela diretoria que dirigia a estatal no período de Lula, em relação à operação de compra da refinaria, abriram espaço para que a Petrobrás fosse jogada na ciranda da demagogia e da hipocrisia patrocinadas por tucanos e mídia submissa aos monopólios estrangeiros e à sanha voraz dos setores entreguistas presentes no Congresso. Dilma já tinha golpeado a Petrobrás ao leiloar o Campo de Libra, quando entregou 40% dele para a Shell e a Total.

Edição 3242
23 de Abril

EUA transfere tecnologia testada no Iraque

Cardozo manda PF treinar tortura com a Blackwater para utilização na Copa

Ideia de jerico ganha o selo da Extraordinária Secretaria de Segurança Para os Grandes Eventos

O governo brasileiro, através da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (SESGE), órgão do Ministério da Justiça inaugurado em 2011, está enviando policiais brasileiros aos EUA para serem treinados pela Blackwater, hoje Academi - um braço privado de mercenários e terceirização de assassinatos e tortura, organizado pela CIA, notório pelos massacres, tanto quanto pela incompetência, no Iraque, Afeganistão e Somália. O treinamento pela Blackwater "é apenas um entre diversos programas de cooperação militar", declarou um funcionário do governo dos EUA.

Edição 3241
18 de Abril

Nem a ditadura foi capaz de tanta desfaçatez

Dilma proíbe IBGE de divulgar pesquisa que desdiz sua campanha

Diretores e estatísticos se demitem em protesto contra ocultação de fatos

O cancelamento da PNAD Contínua até depois das eleições, para esconder taxas de desemprego e concentração de renda que desmentem a vida em cor de rosa propalada por Dilma, fez com que a revolta explodisse no IBGE, com o pedido de demissão de duas das mais importantes diretoras, 18 coordenadores colocando o cargo à disposição, funcionários se manifestando em 11 capitais. As pressões sobre a presidente do órgão, Wasmália Bivar, partiram da senadora Gleisi Hoffman e da ministra Miriam Belchior, sem que a presidente desaprovasse o acontecido – pelo contrário.

Edição 3240
16 de Abril

Marina aceita ser vice ao lado de Eduardo

“É preciso tirar o país da estagnação e devolver a fé ao povo”, diz Eduardo

Pré-candidaturas são lançadas no DF pelo PSB, Rede, PPL e PPS

Em um ato com mais de mil pessoas, em Brasília, na segunda-feira, Eduardo Campos e Marina Silva oficializaram as suas pré-candidaturas à presidência da República e à vice. Eduardo salientou em seu discurso que é preciso voltar a crescer. “Tirar o país da estagnação em que se encontra”. “O Brasil perdeu o rumo estratégico. Dizia que ia para um lado e ia para o outro”. “E vimos que esse processo nos conduziu ao cabo de três anos a um diagnóstico que é voz corrente: o Brasil parou, o povo perdeu a fé”, disse. “Quando fizemos esta aliança, este casamento da tapioca com o açaí, não queríamos apenas dividir o palanque, queríamos dividir o legado e a perspectiva de um Brasil melhor”, frisou Marina.

Edição 3239
11 de Abril

Enfiou PIB de 2013 no 119º lugar do mundo

Nem apoio de Lula está conseguindo conter a queda da senhora Rousseff

Estica tapete vermelho para o Goldman Sachs e serve chá de cadeira para indústria nacional

Os pedidos, exigências, esperanças ou ilusões de que Lula faça um milagre para reeleger quem passou quatro anos desfazendo o que ele fez, são muito injustas para com o ex-presidente. O crescimento do país, 36º do mundo no governo Lula, foi parar, em 2013, em 119º lugar, com a segunda pior média da História do país, menor até que a dos tucanos. Dilma, com o apoio do líder mais influente do país, está caindo porque o seu governo é muito ruim. Lula não tem nenhuma culpa disso.

Edição 3238
08 de Abril

“O Brasil quer voltar a crescer”, afirmou

Para Eduardo, “volta Lula” é a prova que Dilma não entregou aquilo que prometeu

“Eu e Marina estamos entre os grupos mais dinâmicos. Há um vento de mudanças no Brasil”

O ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), afirmou que o crescimento do coro pedindo a volta do presidente Lula confirma que as coisas não estão indo bem na atual gestão do país. “O ‘Volta Lula’ atesta que Dilma não entregou o que prometeu”, disse Eduardo. Na sexta, Eduardo se despediu do governo pernambucano e destacou que o país quer se desenvolver. “Queremos voltar a crescer”, disse, e acrescentou: “Estamos, eu e Marina Silva, entre os grupos mais dinâmicos”.

Edição 3237
04 de Abril

“Análise foi feita com profundidade”, disse

Mantega contesta a versão de Dilma sobre compra de refinaria nos EUA

Para ministro, Conselho “decidiu corretamente” e não houve indução a erro por “resumo falho”

Em entrevista ao programa “Bom dia Ministro”, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), na quarta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, contrariou a versão dada pela presidenta Dilma Rousseff sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Mantega garantiu que não houve problemas na decisão. “Tenho certeza de que o conselho da Petrobrás agiu corretamente na ocasião e em outras ocasiões”, disse.

Edição 3236
02 de Abril

Desaprovação em todas áreas do governo

Dilma cai 7 pontos na pesquisa e tem desarranjo na Bahia

Apresentou um quadro de “dor abdominal com diarréia”, esclareceu o médico da presidência

Pesquisa do Ibope, encomendada pela CNI, mostrou que apenas 36% dos entrevistados aprovaram sua gestão, enquanto em dezembro passado esse número era de 43%. De acordo com o CNI/Ibope, em todas as áreas pesquisadas houve piora na avaliação. No início da semana, após visita à Bahia, a presidenta apresentou fortes dores abdominais. Segundo o médico Roberto Kalil Filho, a presidenta apresentou um quadro inflamatório intestinal evoluindo para desarranjo intestinal.

Edição 3235
28 de Março

Apelo a tribunais triplicou desembolso

Dilma joga PT no fogo para tirar da reta sua responsabilidade no prejuízo da Petrobrás

Caso de Pasadena não foi de corrupção, mas de otimismo excessivo na imparcial justiça texana

A nota de Dilma, do dia 19, lança suspeitas sobre a Petrobrás e, particularmente, sobre membros honrados de seu próprio partido. Porém, as cláusulas que disse não ter conhecimento, não tiveram nenhuma importância no aumento do preço para US$ 1,18 bilhão. Esse aumento foi devido à sua recusa, quando presidente do Conselho da Petrobrás, de comprar os 50% restantes e recorrer a uma “comissão de arbitragem” dos EUA e à Justiça do Texas, aumentando o preço que tivemos de pagar.
 

Edição 3234
26 de Março

Dezenas de campi estão em greve

Arrocho salarial começa a parar as universidades públicas federais

Servidores e docentes não estão aguentando mais as perdas salariais

A paralisação dos técnico-administrativos contra o arrocho salarial já atinge 23 universidades federais. Os servidores reivindicam a antecipação da parcela de reajuste prevista para janeiro de 2015, conquistada após a greve de 2012, quando os servidores federais de todas as categorias receberam a proposta de reajuste do governo, que consistia em 15% dividido em três anos. No entanto, o índice de cerca de 5% concedido este ano não cobriu sequer a inflação, medida em 5,91%. Ao movimento dos servidores técnicos juntam-se os professores e outras categorias do funcionalismo público, que já se mobilizam.

Edição 3233
21 de Março

IBGE divulga resultado do mês de janeiro

Desemprego industrial cresce há 28 meses e Dilma faz que não vê

Os postos de trabalho fechados no período já ultrapassam os 220 mil

O IBGE registrou a 28ª queda mensal no emprego industrial seguida. Depois de cair em 2012 (-1,4%) e 2013 (-1,1%), o emprego na indústria, em janeiro, ficou 2% abaixo do que era em janeiro de 2013. As maiores quedas foram em SP (–3,1%), RS (–3,3%), BA (–3,2%), PR (–2,3%), RJ (-1,8%) e MG (-1,4%). Dos 18 setores pesquisados pelo IBGE, em 14 houve queda de emprego, sobretudo, máquinas e equipamentos (–5,6%), produtos de metal (–6,0%), calçados (–6,6%), eletroeletrônicos (–4,8%), têxteis (–5,8%) e refino de petróleo e produção de álcool (–5,8%).

Edição 3232
19 de Março

Dinheiro do trabalhador está sendo confiscado

Governo apela para que o STF legitime FGTS corrigido pela metade da inflação

Centrais exigem que a correção seja feita pelo IPCA: “Pela TR é roubo”

Para legitimar o confisco contra os trabalhadores, o procurador-geral do Banco Central, Isaac Sidney Menezes Ferreira, a mando do governo, apelou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF) dizendo, através de documentos entregues aos tribunais na última sexta-feira, que uma eventual determinação judicial para corrigir os saldos das contas do FGTS com base na inflação implicaria a revisão de “milhões” de contratos de financiamento habitacional. O governo chegou ao cúmulo de argumentar que os trabalhadores saqueados estão querendo “ganhos fáceis”.

Edição 3231
14 de
Março

Ordem é procrastinar para ficar como está

Dedo do Planalto não deixa o Senado votar redução da dívida de Estados e Municípios

Senador Paim (PT-RS) se declara indignado com tanta enrolação

O governo da presidente Dilma desrespeitou mais uma vez governadores, prefeitos e o próprio Congresso Nacional ao apresentar, na quarta-feira, uma emenda casuística ao PLC99 - projeto que altera o indexador das dívidas de Estados e municípios com a União – o que fez adiar mais uma vez a votação do projeto. Senadores protestaram contra mais um adiamento, entre eles Paulo Paim (PT-RS). O senador expressou sua indignação “por, mais uma vez, o Senado não cumprir o acordo, que havíamos firmado, de aprovar a renegociação.

Edição 3230
12 de Março

Média dos 3 anos perde para a de FHC

IBGE anuncia que pibinho de Dilma em 2013 foi dos piores da história

Bloco dos sonsos festeja 2,3% para fazer de conta que desastre foi menor

Além da China, com 7,7%, a Indonésia cresceu +5,8% em 2013; a Índia, +4,7%; Angola, +7,4%; Congo, +8,1%; o Tadjikistão, +7,4%; a Argentina, +4,9%. A média dos países “e-mergentes e em desenvolvimento” está em +4,7% de crescimento em 2013. Apesar disso, apareceram alguns cavalheiros e senhoritas comemorando os medíocres 2,3% a que o governo Dilma levou a economia em 2013 como “terceiro maior do mundo”. Não por coincidência, 2,3% é a média do governo Fernando Henrique. A média do governo Dilma é ainda inferior: 2%.

Edição 3229
28 de Fevereiro

Começou o Carnaval pela 4ª feira de cinzas

Dilma enterra de vez crescimento com 8ª alta seguida do juro

PIB não alcançou nem o medíocre resultado do primeiro ano do mandato

O BC aumentou pela oitava vez seguida a taxa básica de juros (Selic) na quarta-feira. No dia seguinte pela manhã, o IBGE revelou o crescimento do PIB de 2013: a economia não conseguiu chegar ao resultado de 2011. A taxa de investimento foi das mais baixas da História do país. A indústria cresceu apenas 1,3% e a participação da indústria de transformação no PIB ficou em apenas 13%. O setor da indústria que mais cresceu foi o setor de eletricidade, devido ao aumento do consumo residencial. As previsões para a variação do PIB de 2014 estão em torno de 1,7%.

Edição 3228
26 de Fevereiro

Vaquinha é para pagar mais juros em 2014

Dilma corta 44 bi da Previdência, Defesa, PAC, Reforma Agrária

Governo sacrifica Brasil em nome de “conquistar confiança do investidor”

O governo cortou R$ 44 bilhões do Orçamento – inclusive 13,51% das verbas do PAC, excetuadas as ações na Educação, Saúde e Fome; 14,89% das verbas do Desenvolvimento Agrário; R$ 3,5 bilhões da Defesa; R$ R$ 13,3 bilhões de obras através de emendas; e R$ 6,674 bilhões de “subsídios e subvenções”, sobretudo aos financiamentos do BNDES ao investimento das empresas. O governo cedeu 11,5% da verba para despesas discricionárias aos bancos e 1,3% da verba para despesas obrigatórias (benefícios da Previdência, mas também os subsídios aos financiamentos do BNDES).

Edição 3227
21 de Fevereiro

Aumento extorsivo asfixia administrações

Governo manobra e tira da pauta da CCJ a redução da dívida de estados e cidades

Relator da Comissão foi pressionado a cancelar a reunião pela ministra

Apesar dos protestos dos governadores e prefeitos, o governo mais uma vez agiu nos bastidores contra a votação do PL que reduz as dívidas estaduais e municipais e, na quarta-feira, barrou a apreciação do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. “Tentamos costurar o acordo, mas as lideranças do governo não aceitaram”, revelou o senador Luiz Henrique (PMDB-SC), relator do projeto. Ele foi procurado na terça-feira pela ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para pressioná-lo. A ministra comunicou que as lideranças dos partidos aliados do governo não dariam quorum.

Edição 3226
19 de Fevereiro

Enquanto Chapeuzinho passeia de motinha...

Lobão diz que o povo pode escolher: tarifa mais cara ou apagão

“Se quisermos maior segurança energética teremos que pagar por isso”, falou o terrorista

Além do aumento de 4,6% nas tarifas, que é o repasse aos consumidores da cota de cada distribuidora de energia elétrica na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), o governo quer que cidadão pague mais às distribuidoras privatizadas ou privadas para compensar a diminuição de sua margem de lucro, porque estas compraram, neste verão, energia mais cara das termelétri-cas. O risco de apagão é “mínimo”, disse o ministro Lobão, das Minas e Energia, mas “se quisermos ter uma sobra de energia para garantir uma segurança ainda maior, teremos que pagar por isso”.

Edição 3225
14 de Fevereiro

E tem cara-de-pau achando que será reeleito(a)

Desemprego industrial no Brasil avança pelo 27º mês consecutivo

Em dois anos, 222 mil trabalhadores perderam seus postos de trabalho no setor mais dinâmico da economia

O emprego na indústria, divulgou o IBGE, caiu -1,1% em 2013, depois de ter caído -1,4% em 2012. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, foi a 27ª queda consecutiva do emprego industrial. Desde o início do atual governo, 222 mil e 73 trabalhadores da indústria perderam o emprego. Também caiu o número de horas pagas na indústria – que indica tendência a um desemprego maior - e a folha de pagamento real teve uma queda pronunciada em seu crescimento: apenas 1,2%, enquanto, no último ano do governo Lula (2010), cresceu 6,8%. O resultado reflete a produção estagnada e a queda no faturamento da indústria nacional, acossada pela crescente substituição dos produtos fabricados internamente por importações, sob o abrigo de uma taxa de câmbio criminosa. Somente nos dois anos primeiros do governo Dilma, a participação da indústria no PIB desceu 2,98 pontos percentuais (-18,36%), com os empregos industriais substituídos por subempregos na área de serviços.

Edição 3224
12 de Fevereiro

Projeto sumiu da pauta na hora da votação

Dilma trai acordo e rifa PLC que reduz a dívida dos Estados e Cidades

“As argumentações de Mantega são incabíveis e inaceitáveis”, afirma governador Tarso Genro

A decisão do Planalto de impedir a aprovação do projeto (PLC 99) que mudava o indexador da dívida dos Estados e municípios, significa mais uma genuflexão diante dos bancos, sobretudo os externos. O governo traiu o compromisso de aprovar o projeto - e que se danem os prefeitos, governadores, aliados, correligionários e o país. O projeto apenas suavizava um pouco as consequências da “federalização” das dívidas, feita por Fernando Henrique, que tornou o governo em leão de chácara dos bancos frente aos municípios e Estados.

Edição 3223
07 de Fevereiro

Sem desenvolvimento não haverá justiça

Eduardo e Marina convocam povo à luta para o “Brasil voltar a crescer”

‘Governo parou o país. Mais quatro anos do que está aí não vai fazer bem a ninguém’

Eduardo Campos e Marina Silva lançaram na terça-feira, em ato que lotou o auditório Nereu Ramos, no Senado Federal, as diretrizes do programa de governo. Segundo Eduardo Campos, a atual política do governo fez a economia parar e “tirou o Brasil dos trilhos do desenvolvimento”. A ex-senadora e ex-ministra Marina Silva afirmou que “hoje a política está sendo terceirizada. É preciso debater, discutir. Não se trata mais de fazer um programa para os brasileiros, mas sim um programa com os brasileiros”.

Edição 3222
05 de Fevereiro

Setor Público transferiu a bancos R$ 248 bi

Dilma faz em 2013 o maior gasto em juro da história do Brasil

Alta em relação a 2012 foi de 16%, sacrificando a Educação, Transporte, Saúde e o crescimento

Em 2013, foram gastos com juros R$ 248,856 bilhões (5,18% do PIB), representando 16,36% a mais do que ano no anterior (R$ 213,863 bilhões), segundo números do BC. Essa escalada no gastos com juros se dá pela ação direta do próprio governo federal, que é quem determina a taxa básica de juros. Apenas no passado foram feitos seis sucessivos aumentos, a partir de abril, quando a Selic foi aumentada de 7,25% para 10%.

Edição 3221
31 de Janeiro

‘Mi casa, su casa’, disse ANP a mister Voser

Shell-Total invade área da União no pré-sal e governo abençoa grilagem

‘Oil ser como passarinha, ser de quem conseguir pegar primeiro’, concluiu o big shot da multinacional

A dupla Shell/Total, agraciada pelo governo Dilma com 40% do Campo de Libra, acaba de ser flagrada grilando uma área estratégica do pré-sal que não foi leiloada e que, portanto, pertence à União. A área invadida fica nas imediações do bloco BM-S-54, que foi adquirido pela Shell, juntamente com a francesa Total, antes da descoberta do pré-sal. Em vez de punir, a ANP propôs que a Sell “inicie tratativas” com a PPSA, estatal que representa a União no pré-sal, visando “chegarem a um acordo”.

Edição 3220
29 de Janeiro

Promessa de Lula foi jogada às traças

Após trair o PNE, MEC adia a Conferência de Educação para depois da eleição deste ano

Para torrar verba pública na rede privada, governo manobra para Câmara não restabelecer o PL original

Com medo das entidades participantes utilizarem a Conferência Nacional de Educação para ampliar a pressão em defesa do texto original do Plano Nacional da Educação, que foi esquartejado pelo Senado, com o aval do governo, o Ministério da Educação, em uma decisão arbitrária, anunciou o adiamento da Conferência para novembro. Para as entidades do Fórum Nacional da Educação, a proposta aprovada no Senado é “privatista, segregacionista e não contribui para fortalecer o sistema nacional de educação”.

Edição 3219
24 de Janeiro

E Dilma advoga mais concessões a ‘supervias’

Ferrovia privatizada faz cariocas viverem um novo dia de cão

Descarrilamento em São Cristóvão causou a pane geral na rede sucateada

O trem que seguia da Central do Brasil para Saracuruna saiu dos trilhos atingindo a estrutura que sustenta os cabos da rede aérea, interrompendo o fornecimento de energia nos cinco ramais operados pela concessionária SuperVia, controlada pela construtora Odebrecht. As repetidas panes e acidentes na malha ferroviária do Rio tornam a vida de que quem necessita deste transporte uma tragédia. Somente em 2013, foram registrados 83 casos. Neste ano já foram oito.

Edição 3218
22 de Janeiro

Sem crescimento, serviço público paga o pato

Dilma desonera múltis e conta sobra para os estados e municípios

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios denuncia caridade com chapéu dos outros

Os municípios e Estados perderam R$ 23,5 bilhões devido às isenções de IPI concedidas pelo governo federal às multinacionais automobilísticas e da “linha branca” (montadoras de geladeiras, lavadoras de roupa, etc.). O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) perdeu R$ R$ 11,1 bilhões e o Fundo de Participação dos Estados (FPE) perdeu R$ 12,4 bilhões, constatou estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a partir de 2009, sem nenhum proveito, exceto para as multinacionais, que aumentaram suas margens de lucro. Nada menos que 72,33% das isenções de IPI foram concedidas em 2011, 2012 e 2013, da mesma forma que 90,01% do valor das isenções em geral. “Foi dinheiro que deixou de ser investido na infraestrutura e serviços básicos: só a saúde perdeu R$ 4 bilhões”, disse Paulo Ziulkoski, presidente da CNM.

Edição 3217
17 de Janeiro

Sétima alta sucessiva em nove meses

Governo atende o pleito de rentistas para sugar país e juro sobe de novo

Para trabalhadores e empresários, “o ano de 2014 começou mal”

O juro básico – o piso das taxas de juros – foi aumentado pela sétima vez consecutiva na quarta-feira. A taxa é outra vez a maior do mundo e o Copom/BC anunciou implicitamente em seu comunicado que os aumentos de juros continuarão na próxima reunião. Segundo os porta-vozes dos bancos, o aumento de sete centésimos no IPCA de 2013 em relação à 2012 era uma tragédia comparável a um tsunami japonês. Assim, com esse ridículo realmente atroz, com a omissão e apoio da presidente Dilma e contra todo o país, os juros foram aumentados mais uma vez.

Edição 3216
15 de Janeiro

Vigarice empurra para 2014 débito de 2013

Governo confisca verba de estados e municípios para pagar mais juros

Fazenda diz que estouro de restos a pagar “está dentro da normalidade”

O governo segurou transferências de recursos dos Estados e Municípios para cumprir a sua meta de superávit primário (dinheiro tirado do Orçamento para pagar juros) acertada com os banqueiros. Na contabilidade criativa do governo foram retidos R$ 33,6 bilhões que deveriam ser usados para pagamentos já processados e para transferências aos Estados e municípios. O Ministério da Fazenda tentou escamotear os números dizendo que o aumento dos valores dos restos a pagar processados em 27%, em relação aos R$ 26,2 bilhões do ano passado (2013), “é um fato normal”.

Edição 3215
10 de Janeiro

Novo resultado negativo foi divulgado pelo IBGE

Guerra psicológica à parte, indústria cai 0,2% em novembro

Desindustrialização dos três anos de Dilma está corroendo futuro do país

A produção industrial recuou (-0,2%) em novembro de 2013 em relação ao mês anterior, após três meses de insignificantes taxas positivas. Os números divulgados pelo IBGE na quarta-feira não são nada alvissareiros, pois para fechar as contas de 2013 falta apenas o mês de dezembro, que a essa altura do campeonato pouco irá acrescentar ao medíocre resultado acumulado de 11 meses e, o que é pior, não irá compensar a queda (-2,6%) de todo o ano de 2012. O fraco resultado da produção industrial pode ser constatado com a retração (-2,6%) no setor de bens de capital (máquinas e equipamentos).