Ano 2015

Edição 3407
18 a 22 de Dezembro

Bandalheira, desgoverno, depressão


Polícia e Justiça apertam o cerco em cima de Dilma e Eduardo Cunha

Já Temer, coautor dos malfeitos da sra Rousseff e das trampolinagens de peemedebistas, está inquieto

Há poucos dias, o TSE rejeitou – por unanimidade - o pedido de Dilma para que suas contas de campanha e de Temer não sejam analisadas. Além das confissões de empresários de que a propina era passada ao PT sob a forma de doações, teria o sr. Vaccari usado o dinheiro que roubava da Petrobrás em tudo, menos na campanha de Dilma e Temer? Na quinta-feira, transcorria a discussão no STF sobre o rito do impeachment. Independente do resultado, a própria discussão já colocava – e coloca – o governo sob uma espada de Dâmocles. Na quarta-feira, o procurador Janot solicitou o afastamento de Cunha da presidência da Câmara, pelo motivo óbvio: ele já ultrapassou todos os limites. Enquanto isso, Renan aparecia na TV com cara de apavorado, após as últimas batidas da PF - e Temer se refugiava em São Paulo, de onde promete sair no próximo ano.

Edição 3406
16 e 17 de Dezembro

Impeachment pela metade não empolga

Povo quer que Dilma saia mas não quer que o Temer fique

Cometeram os mesmos crimes. Se pedalaram juntos, paguem juntos

Se para alguma coisa serviram as manifestações pelo impeachment de Dilma no último domingo – menores que as anteriores – foi demonstrar que a perspectiva de trocá-la por Temer entusiasma tanto o povo quanto aquela outra troca, a de Belzebu por Satanás. Temer foi co-autor de todos os crimes do governo Dilma – inclusive a assinatura de nove decretos estabelecendo créditos suplementares não autorizados pelo Congresso, o que constitui crime de responsabilidade, segundo a definição da Lei nº 1.079, que regulamenta o impeachment.

Edição 3405
11 a 15 de Dezembro

País só sairá da crise com novas eleições


Dilma e Temer são sócios nos mesmos crimes: Fora os dois!

Promoveram estelionato eleitoral, arruinaram economia, saquearam a Petrobrás e pedalaram juntos

Mais quatro decretos sem número, assinados por Michel Temer, foram descobertos desde segunda-feira. Até agora já são nove decretos que estabelecem créditos suplementares ilegais – porque sem autorização do Congresso – no valor total de R$ 67,3 bilhões. Tal prática é definida como crime de responsabilidade pela Lei 1.079/1950, que regulamenta o processo de impeachment. Os decretos têm datas que vão de novembro do ano passado até julho deste ano. Temer lançou nota dizendo que apenas substituiu a presidenta, que estava viajando, na assinatura desses decretos – como se a assinatura de algo ilegal fosse permitida porque a titular ou o chefe fariam a mesma coisa. Temer foi co-autor, tanto desse, quanto de outros crimes de Dilma, do afundamento do país ao estelionato eleitoral, passando por sua enviesada presença junto aos assaltantes da Petrobrás.

Edição 3404
09 e 10 de Dezembro

A justiça tem que ser igual para todos

Tirar Dilma e manter Temer é pouco para desinfetar o Planalto

Vice também assinou as pedaladas quando assumiu Presidência

Temer e Dilma, quanto ao que interessa para o país (ou ao que não interessa), são a continuidade da mesma coisa: do entreguismo, da hemorragia de juros do setor público para o setor financeiro, da política de arrancar o couro do povo para beneficiar meia dúzia de rentistas, sobretudo estrangeiros. Até nas pedaladas – Temer assinou cinco dos 15 decretos que abriram um rombo no BB, na CEF, no FGTS e no BNDES – eles são iguais ou assemelhados. Também quanto ao assalto à Petrobrás, onde uma tem o Vaccari e o outro tem o Zelada.

Edição 3403
04 a 08 de Dezembro

Presidenta cospe no prato em que comeu


Depois de 10 meses, Dilma se lembra que Cunha é um bandido

O esquema de propina na Petrobrás é que abastecia contas secretas de Cunha

Depois de sustentar Cunha até o último minuto antes que ele - nervoso porque o Planalto não conseguira fazer com que os deputados do PT se comprometessem a votar a seu favor no Conselho de Ética - anunciasse que aceitava a tramitação de um pedido de impeachment, Dilma foi para a TV falar que nunca fez o que fez. Não deu a mesma garantia sobre o que deixou de fazer – por exemplo, sua omissão quando, presidente do Conselho da Petrobrás, a empresa era saqueada por um cartel e alguns escroques do seu partido e aliados.

Edição 3402
02 e 03 de Dezembro

Esteves flagrado tramando fuga de Cerveró

Banqueiro preso patrocinou 'road show' de Dilma pela privatização

Mãozinha do governo fez banco BTG Pactual aumentar 604% o seu patrimônio em cinco anos

Os bens do BTG Pactual, banco do sr. André Esteves, no momento hospedado na penitenciária de Bangu, cresceram +604,45% entre 2009 e 2014, seis vezes mais que o Itaú e o Bradesco no mesmo período. O BTG é o principal acionista da Sete Brasil, a empresa tramada por Duque e Barusco para construir sondas às vustas de dinheiro público para alugá-las à Petrobrás, onde uma comissão interna estimou em US$ 224 milhões as propinas pagas. Também foi para Esteves que o atual governo vendeu metade dos negócios da Petrobrás na África. E foi também o mesmo atual presidiário que apresentou a posição do governo no "road show" para oferecer rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, usinas elétricas, linhas de transmissão e campos de óleo e gás a negocistas estrangeiros. Agora que Esteves foi pego, quando tramava a fuga de Cerveró, o PT descobriu que o banqueiro é do PSDB.

Edição 3401
27 a 01 de Dezembro

Líder do governo no Senado vai em cana, falta Cunha e mais 50

Contra os votos do PT, plenário deu respaldo à decisão do Supremo

A Polícia Federal prendeu na manhã da quarta-feira o líder do governo Dilma Rousseff no Senado Federal, senador Delcídio do Amaral (PT-MS), pelos crimes de obstrução da ação da Justiça e preparação de fuga para o ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró, na tentativa de evitar que este assinasse acordo de colaboração com a Justiça. Uma gravação feita, em 4 de novembro, pelo filho de Nestor Cerveró, Bernardo, revelou os detalhes de como Delcídio ofereceu suborno de R$ 50 mil mensais ao ex-diretor da Petrobrás para que ele não fechasse acordo de delação premiada com o MPF. Está aberto o precedente para que Eduardo Cunha e os outros 50 investigados com foro privilegiado, a pedido do MPF, também sejam presos.

Edição 3400
25 e 26 de
Novembro

Relator vê falta grave e aceita pedido pela cassação de Cunha

Carta branca de Dilma à Vale cobre de lama Rio Doce até foz no ES

Rejeitos já destruíram 640 km de rio e agora agridem vida marinha

Depois de abrir os cofres do BNDES, concedendo mais de R$ 14 bilhões em financiamentos públicos, em apenas quatro anos, à Vale, empresa privatizada que se especializou em vender nossas riquezas naturais a preço de banana e em devastar o meio ambiente, o governo mostra completa inação diante da catástrofe provocada pela Samarco. Com multidões sem água em Minas e no Espírito Santo, a lama chegou domingo ao mar.

 

Edição 3399
20 a 24 de Novembro

PT&PMDB votam contra os trabalhadores

Conluio entre Dilma e Cunha faz passar na Câmara arrocho de servidor e idoso

Aumentos de servidor há 9 anos sem reajuste e de aposentado são barrados

A dupla PT-PMDB votou majoritariamente pela manutenção dos vetos de Dilma contra os trabalhadores. O conchavo que vem sendo feito entre Dilma Rousseff e Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - para proteção mútua diante da implacável ação da Justiça - garantiu os votos e as ausências necessárias para que servidores e aposentados fossem escorchados. O líder do governo na Câmara, o deputado José Guimarães (PT-CE), festejou o conchavo Dilma/Cunha: "nós dialogamos, corremos, articulamos, para a Câmara fazer o serviço, e fez".

Edição 3398
18 e 19 de
Novembro

Situação dele está ficando insustentável

Relator vê falta grave e aceita pedido pela cassação de Cunha

Extrato da conta suíça onde recebeu propina revela novas mentiras

O relator do processo na Comissão de Ética pela cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, deputado Fausto Pinato (PRB-SP), acolheu o pedido para punir Cunha por quebra de decoro. "Cheguei à conclusão que o processo deve ter seguimento por preencher todos os requisitos de admissibilidade. Ou seja, indício de autoria, legitimidade, entre outros", afirmou o deputado em entrevista. "A denúncia preenche todos os requisitos para dar continuidade ao processo". O deputado esclareceu porque antecipou seu relatório. "Quanto mais celeridade dermos a esse processo, mais rápido vamos dar uma resposta ao país".

 

Edição 3397
13 a 17 de Novembro

A emenda ficou melhor do que o soneto

Lavabrás passa, mas reviravolta na Câmara veta entrada de Cunha e políticos na mamata

Regularizar recursos no exterior sem ter provas da origem é janela para o crime organizado, diz MP

A Câmara aprovou por um placar apertado, de 230 votos a favor e 213 contra, o PL 2960/2015, que anistia diversos crimes ligados à evasão de divisas como, sonegação fiscal, operação de câmbio não autorizada, descaminho, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro e outros, em troca da regularização de recursos não declarados depositados no exterior. Mas uma emenda excluindo políticos eletivos ou não do alcance do PL acabou sendo aprovada por 351 votos a 48, atrapalhando os planos de Cunha.

Edição 3396
11 e 12 de
Novembro

Só a cassação poderá lavar a honra da Casa

Mentiras de Cunha expõem a Câmara Federal ao ridículo

As novas invencionices do deputado afrontam a inteligência do povo

Diante de tantas provas de que tinha dinheiro de origem ilícita fora do país, Eduardo Cunha, que foi tesoureiro de Collor de Melo, inventou mais um conto ridículo e fantástico de que ganhou dinheiro licitamente antes de entrar na política. Que enriqueceu com "negócios" de venda de carne enlatada para o Zaire, hoje Congo, na África. Que esses "negócios" eram feitos por uma empresa que ficava fora do país. Tudo conversa fiada. O Brasil está estarrecido com a enxurrada de mentiras que o deputado Eduardo Cunha está inventando para tentar se safar de uma punição no Conselho de Ética da Câmara.

 

Edição 3395
06 a 10 de Novembro

Presidenta reincide e agrava o crime

Dilma já pedalou R$ 57 bi em 2015 e quer 60 meses para a devolução

Governo extorque na marra bancos públicos para cobrir seu rombo

Somente no primeiro semestre, o governo descarregou sobre os bancos públicos e o FGTS nada menos que R$ 57,013 bilhões do rombo orçamentário que provocou com sua drenagem de dinheiro público, via juros, para os rentistas. Com essas "pedaladas", o rombo total deve chegar a R$ 119,9 bilhões em dezembro. Em representação ao TCU, o Ministério Público revela que há três anos o governo vem arrombando os cofres do BB, CEF, BNDES e também os do FGTS, usando-os para despesas que são obrigação do governo, enquanto desvia verbas orçamentárias, que deveriam pagar essas despesas, para juros.

Edição 3394
04 e 05 de
Novembro

Governo e oposição tucana estão podres

Levy prepara saída da Petrobrás do pré-sal para colocar as múltis

Dilma negou na eleição, mas esta traição é mais uma que está prestes a cometer contra o Brasil

Joaquim Levy se somou ao lobby do cartel internacional do petróleo e admitiu, durante viagem ao Marrocos, no sábado, que o governo Dilma poderá rever a obrigatoriedade da Petrobrás ser a operadora única no pré-sal e de participar com pelo menos 30% nas áreas de exploração e produção nessa camada. A fala de Levy soou como música aos ouvidos do cartel das multinacionais do petróleo. "Podemos rever isso, dar mais liberdade. As coisas mudam e o Brasil sabe como se adaptar", afirmou Levy.

 

Edição 3393
30 a 03 de Novembro

Perderam na 1ª votação por 193 a 175

Dilma e Cunha tentam se salvar forçando a Câmara a aprovar lei que anistia corruptos

Projeto 2960 'legaliza' o dinheiro roubado que pagar 30% ao governo quando voltar ao Brasil

Por 193 votos a favor e 175 contra, a Câmara dos Deputados derrotou na quarta-feira a manobra do governo para colocar em votação, com a cumplicidade de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o projeto de lei 2960/2015, de autoria do Executivo, que anistia os corruptos e permite a legalização de recursos roubados no Brasil e depositados em contas secretas no exterior. O requerimento aprovado tirou da pauta de votação da quarta-feira o escandaloso PL. O acintoso projeto, chamado de "repatriação", livra os bandidos de crimes como sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, caixa dois, falsidade ideológica, uso de documento falso.

Edição 3392
28 e 29 de
Outubro

 

Bumlai levou até Lula pedido de incluir Eike no cartel das sondas

'Amigo do presidente' confirma revelação de Fernando Baiano a MP

José Carlos Bumlai, que, segundo o operador Fernando Soares, o "Baiano", levou o presidente da Sete Brasil até Lula para atender as pretensões da OSX, de Eike Batista, de entrar no cartel armado para construir e intermediar sondas para a Petrobrás, admitiu que a reunião existiu e que o relato é correto – embora tenha negado que recebera R$ 2 milhões de adiantamento por esse feito e que a reunião foi para tratar dos interesses de Eike. "Recebi R$ 1,5 milhão", disse, mas foi um empréstimo que teria feito com o intermediador de propinas Fernando Soares.

 

Edição 3391
23 a 27 de Outubro

Relatório da CPI livra a cara dos bandidos e desautoriza a Lava Jato

VERGONHA!

Acordão entre governo e oposição tucana para não indiciar Cunha fez a pizza

A "CPI da Petrobras", na madrugada de quinta-feira, aprovou o relatório do deputado Luís Sergio (PT-RJ), excluindo de indiciamento todos os políticos – a começar pelo deputado Eduardo Cunha, com sua próspera coleção de contas secretas na Suíça – que foram receptadores das propinas reveladas pela Operação Lava Jato. Segundo disse o petista, não houve conluio entre o governo e a oposição tucana, pois os políticos foram inocentados por antecipação – e contra as provas – "como meio de se tornar mais efetiva as investigações da Comissão".

Edição 3390
21 e 22 de
Outubro

Governo e oposição tucana estão podres

PT, PMDB e PSDB querem fazer pizza da CPI da Petrobrás

Relatório do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) não indicia nenhum político, nem o fedorento Cunha

A assinatura de Eduardo Cunha nas contas secretas que ele jurou que não tinha na Suíça encerrou a discussão. Nem é preciso entrar nos detalhes sórdidos que povoam as suas investidas contra o patrimônio público. A cassação de seu mandato por falta de decoro é o mínimo que a Câmara precisa fazer para merecer o respeito do povo depois de ter colocado um bandido na presidência da Casa. Porém, tanto o governo quanto a oposição tucana procuram preservá-lo, enquanto se batem de modo grotesco pelo seu apoio. Uns para que ele viabilize o processo de impeachment de Dilma. Outros para que ele o inviabilize. Para que serve uma oposição que põe nas mãos de um crápula decisão de tamanha importância? E de que serve um governo que precisa mantê-lo no posto, para que o Congresso enfraquecido e desmoralizado pela sua presença não possa fazer o que as ruas exigem? Assim, governo e oposição tucana estão cada vez mais irmanados, não de palavra, mas de fato, na defesa do "ajuste", que está destruindo o Brasil, e da impunidade para os assaltantes dos cofres públicos. Falidas política e moralmente essas forças serão incapazes de deter a avalanche que está em curso. Basta de Cunhas, Dilmas e Aécios!Agora é a vez da oposição popular.

 

Edição 3389
16 a 20 de Outubro

Comandante do Exército vê perigo de crise social

Debochada arrasa a economia e diz que é assim que o Brasil vai crescer

Com a política de Dilma, só duas coisas crescem no país: a pobreza e a lucratividade dos bancos

É uma ofensa à inteligência da população a presidente Dilma Rousseff dizer que sua política de juros altos, arrocho, cortes e recessão levará o país ao crescimento. Em discursos, tanto no congresso da CUT, quanto em solenidade no interior de São Paulo, ela pediu que o povo aceite que lhe tirem o couro porque tudo isso "está sendo feito para o Brasil crescer", escondendo que sua política é arrochar os trabalhadores para economizar e desviar dinheiro para os cofres dos banqueiros.

Edição 3388
14 e 15 de
Outubro

Suíça abre contas secretas do investigado

Dilma manobra para manter Cunha como presidente da Câmara

Apesar das evidências, PT e PMDB não assinam pedido de afastamento

A ordem da presidente Dilma é "fazer acenos" ao deputado Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara, que analisa os pedidos de impeachment. Desde a semana passada, ministros mais chegados a ela, como Jaques Wagner (Casa Civil) e Edinho Silva (Comunicação Social), procuraram o peemedebista na tentativa de fechar um acordo para evitar o impeachment. O que o Planalto oferece a Cunha é usar a bancada federal do PT para impedir a sua derrubada do cargo de presidente da casa, agora reforçada com as novas informações da suas contas na Suíça. Apesar das denúncias contra ele, PT e PMDB não aderiram ao movimento pela saída de Cunha.

 

Edição 3387
09 a 13 de Outubro

 

TCU rejeita por unanimidade as contas de Dilma

Pedaladas encobriam rombo de R$ 40 bi num total de irregularidades que chegam a R$ 106 bi

As tentativas desesperadas de afastar o relator da ação sobre as "pedaladas fiscais" no Tribunal de Contas da União, ministro Augusto Nardes, na véspera do julgamento, saiu pela culatra. Segundo o TCU, o Tesouro repassou despesas, como Bolsa Família, para o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. A reposição desses desembolsos foram postergados com o objetivo de maquiar o superávit primário (recursos reservados para juros). As irregularidades apontadas pelo tribunal para justificar a rejeição das contas de Dilma somam R$ 106 bilhões, sendo R$ 40 bilhões referentes às "pedaladas fiscais". Para o relator, ao adotar manobras para aliviar, momentaneamente, as contas públicas, o governo "desrespeitou princípios constitucionais e legais que regem a administração pública federal".

Edição 3386
07 e 08 de
Outubro

Governo golpista tenta melar julgamento

Dilma quer afastar juiz relator na véspera do TCU julgar pedaladas

Tribunal repele tentativa de intimidação e mantém a apreciação do relatório

O governo, depois de tentar desesperadamente destituir o ministro Augusto Nardi da relatoria das Contas do Governo no TCU, anunciou que recorrerá ao STF para anular a sessão desta quarta-feira, em que as Contas serão apreciadas. A acusação de que Nardes age de modo "político" é estranha, pois nada há de mais "político" do que tentar destituir um relator porque ele não concorda com o governo. É coisa de democratas como Fujimori, Pinochet e Papa Doc. Dilma e seus áulicos se especializaram em gritar "golpe!", tal como ladrões se especializam em gritar "pega ladrão!".

 

Edição 3385
02 a 06 de Outubro

Lugar de bandido é na cadeia!

Suíça bloqueia conta utilizada por Cunha para receber propina

Com a tenebrosa figura na presidência da Casa, Câmara não tem moral para aprovar mais nada

A Procuradoria Geral da República confirmou, em nota divulgada na quarta-feira, que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e seus familiares possuem contas secretas na Suíça onde foram feitos depósitos milionários referentes ao pagamento de propina no contrato de compra pela Petrobrás de um campo seco de petróleo em Benin, na África. Os valores desta conta de Eduardo Cunha e família foram bloqueados em abril deste ano pela justiça da Suíça.

Edição 3384
30 a 01 de
Outubro

Operador do PMDB depôs à Polícia Federal

Cunha levou propina para fazer Petrobrás comprar campo seco em Benin, revela JH

Presidente da Câmara Federal está mais sujo que pau de galinheiro

Operador João Henriques, em depoimento na Operação Lava Jato, relatou que fez um depósito numa conta de Eduardo Cunha na Suíça, de propina exigida pelo atual presidente da Câmara, referente à compra, pela diretoria internacional da Petrobrás, de um campo de petróleo em Benin, na África. No campo, comprado da Lusitania Petroleum por US$ 15 milhões, não há petróleo – e só não é completamente seco porque está a 200 metros de profundidade no mar. Cunha já estava sob investigação por propina de US$ 40 milhões da Mitsui e Samsung, na construção de dois navios-sonda.

 

Edição 3383
25 a 29 de Setembro

Há algo de podre no reino da Dinamarca

Dilma compra por sete Ministérios o apoio do PMDB para esfolar povo

Tropa do Cheque jura à presidente ser leal por mais uma semana

A sala da ministra Kátia Abreu (PMDB) na Esplanada dos Ministérios se transformou numa central de negociações com um toma-lá-dá-cá frenético. Era o esforço desesperado para barrar - a qualquer custo - a derrubada dos vetos da presidente. Dilma ofereceu ministérios a rodo em troca do apoio do PMDB ao seu intento de arrancar o máximo de dinheiro da sociedade para fazer superávit primário e, com isso, agradar o mercado financeiro, ou seja, os rentistas, os banqueiros e os agiotas. 

Edição 3382
23 e 24 de
Setembro

Operador do esquema na estatal pegou 20

Tesoureiro do PT é condenado a 15 anos de prisão por assaltar Petrobrás

Dinheiro sujo registrado como doação eleitoral contaminou o processo, afirma sentença do juiz

João Vaccari e Renato Duque foram condenados, em apenas uma ação, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na sentença, o juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, observou que "talvez seja essa, mais do que o enriquecimento ilícito dos agentes públicos, o elemento mais reprovável do esquema criminoso da Petrobrás". "A corrupção com pagamento de propina de milhões de reais e tendo por consequência prejuízo equivalente aos cofres públicos e a afetação do processo político democrático merece reprovação especial", sustenta Moro.

 

Edição 3381
18 a 22 de Setembro

De tanto mentir, ninguém mais confia nela

Golpismo é Dilma querer se manter no poder contra a vontade do povo

Objetivo do governo é obter mais recursos para torrar com juros

Dilma declarou, em Presidente Prudente, São Paulo, que "usar a crise como mecanismo para chegar ao poder é uma versão moderna do golpe". Como se não tivesse sido ela a provocar essa crise, com seu estelionato eleitoral, sua política recessiva, submissa, reacionária, antipopular, antinacional, antidemocrática – e como se o principal obstáculo para superar essa crise não fosse ela no Planalto. E como se o golpe não fosse, precisamente, o seu estelionato eleitoral.

Edição 3380
16 e 17 de
Setembro

Por menos que isso, D. Maria I foi internada

Louca inicia 3ª onda de cortes e impostos para engordar bancos

Objetivo do governo é obter mais recursos para torrar com juros

O lançamento do pacote de Dilma – mais um – na segunda-feira, teve um subproduto marginal: o desmascaramento completo dos fariseus que, por uma coisa à toa, um carguinho qualquer ou um pedaço de cetim - ou um dinheiro desviado da Petrobrás - apoiam qualquer coisa que saia do Planalto. Até um brutal corte de verbas e um aumento de impostos tenebroso – pois sua única função, assim como dos cortes, é aumentar a passagem de dinheiro público para os bancos, via juros. Depois de desempregar mais de um milhão e meio de pais e mães de família, Dilma se disse, na terça-feira, "muito otimista".

 

Edição 3379
11 a 15 de Setembro

Aos banqueiros, tudo. Ao Brasil, nada

Louca quer aumentar o Imposto de Renda para pagar mais juro

Reuniu ministros para cortar mais na Saúde, Educação e Habitação

Depois de Levy falar em aumentar o Imposto de Renda e Temer em aumentar o imposto sobre a gasolina (CIDE), Dilma declarou que "inequivocamente, teremos de ter ampliação da receita. Não fecha sem aumento de receitas". O governo quer aumentar impostos para repassar mais dinheiro aos bancos, sob a forma de juros, depois de quebrar a arrecadação, com o afundamento do país na recessão. Além disso, quer cortar as despesas obrigatórias - Saúde, Educação, Bolsa Família e Previdência, mencionados pela própria Dilma.

Edição 3378
09 e 10 de
Setembro

Mais juros, impostos, cortes e pixuleco

Dilma prega medidas amargas ao povo para adoçar os banqueiros

No Dia da Pátria, a traidora culpa emprego e renda pela crise e afasta o público com 2.000 m de tapumes

Dilma, no pronunciamento que, com medo do panelaço, não fez no Dia da Pátria, repetiu a história do "remédio amargo" que o povo e o país estariam precisando, história favorita de todos os vigaristas que infelicitaram a Nação, há mais de 100 anos. Todo mundo sabe o que isso significa: juros altos, desemprego, queda nos salários, quebra das empresas nacionais e uma quadrilha roubando o país sem o menor pudor. De janeiro a julho, as transferências em juros do setor público para os bancos aumentaram +107,37%, em relação à média do primeiro mandato, nos mesmos sete meses. Os lucros dos principais bancos privados deram um pulo de +42,12%. O "remédio" só é amargo – aliás, é um veneno - para os trabalhadores, as empresas nacionais e o Estado nacional, saqueados para que aumente mais ainda a parcela do setor financeiro.

 

Edição 3377
04 a 08 de Setembro

Vale tudo para aumentar lucro dos bancos

Dilma e Cunha fazem acordo para ampliar medidas de arrocho

Entre tapas e beijos, eles vão se acertando para espoliar o Brasil

Um conchavo ocorreu na terça-feira no interior do Palácio do Planalto, quando se deu o encontro entre o denunciado na Lava Jato, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de embolsar US$ 5 milhões no esquema de propinas de obras na Petrobrás, e a presidente Dilma. Não satisfeita em ter cortado os direitos dos trabalhadores, como pensão por morte, abono salarial, auxílio doença, seguro desemprego, seguro defeso, etc, ela quer agora que Cunha a ajude a impedir a votação de qualquer matéria que signifique benefícios para a população. Tudo para garantir o pagamento de juros aos bancos.

Edição 3376
02 e 03 de
Setembro

Louca está prestes a explodir o país

Depois de arrochar o povo, Dilma quer subir os impostos

Vale tudo para passar mais recursos do setor público aos banqueiros

Dilma fez um apelo para que o Congresso – isto é, o PMDB: Cunha, Renan, Jucá, Temer, Fernando Baiano e outros de moral ilibada, caráter sem jaça e patriotismo indiscutível – a ajude a encontrar "saídas para o rombo fiscal", depois de apresentar o primeiro projeto de Orçamento com déficit da História do país. Após jogar o país na recessão, aumentando os juros e cortando investimentos públicos, quer aumentar impostos para destinar o dinheiro aos bancos. Não há dificuldade em encontrar "saídas para o rombo fiscal". Basta reduzir os juros.

 

Edição 3375
28 a 01 de Setembro

Pedido de vistas interrompeu votação

Maioria do TSE quer investigar dinheiro sujo na eleição de Dilma

Quatro dos sete juízes já haviam votado para iniciar a investigação

Na sessão da terça-feira, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux e Henrique Neves, somaram-se aos votos dos ministros Gilmar Mendes e João Otávio de Noronha a favor da abertura de investigação das contas de campanha de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) para presidente e vice, respectivamente. Como são sete os juízes, já há uma maioria de quatro votos pela abertura de investigação da campanha de Dilma. As investigações só não terão início imediato por conta do pedido de vistas feito pela ministra Luciana Lóssio.

Edição 3374
26 e 27 de Agosto

Esganado não respeitou nem a própria religião

Cunha usou até Igreja para receber dinheiro roubado da Petrobrás

Aliado do PT no assalto à estatal e no ajuste fiscal quer escapar do castigo tirando onda de oposição

É difícil encontrar quem não saiba que Cunha é um bandido. Inclusive os que o defendem não ignoraram o fato.

Ele próprio cultiva a imagem de velho chefe mafioso, que manda queimar a loja para vender proteção ao dono. O ostensivo desprezo pela verdade, a religiosidade de fachada e um chumaço de cabelo implantado, grudado à cabeça com gomalina, completam seu perfil de sumo sacerdote da crença no vale tudo para se dar bem.

O modo petista de governar, fazendo das eleições um campeonato de marketing movido a dinheiro roubado, criou o ambiente de cinismo e dissolução para que uma figura desse calibre chegasse à presidência da Câmara.

Em aliança com o PT, Cunha participou ativamente do assalto à Petrobras. E o pixuleco recebido forneceu providencial reforço ao seu poder de aliciamento.

Na denúncia apresentada contra ele ao STF, o procurador-geral da República exige, além da condenação criminal, a “restituição do produto dos crimes no valor de US$ 40 milhões” - 40 milhões de dólares! - e também uma reparação pelos danos causados correspondente ao mesmo valor.

Na presidência da Câmara, Cunha apadrinhou o ajuste fiscal, que Dilma copiou de FHC para elevar os ganhos do setor financeiro às custas do emprego, salário, indústria, comércio e serviços públicos.

Agora que a casa caiu para ambos, ele quer se safar aproveitando a impopularidade da presidente para cavar uns pontinhos no Ibope posando de oposição.

Apesar das evidências em contrário, Cunha acredita que responsabilizando Dilma por seus problemas com a Polícia e a Justiça possa granjear algum apoio para sua causa. É um jogo que diz bem do caráter de quem o pratica.

É verdade que ninguém pode ser condenado antes de apresentar a defesa. Porém é uma verdade geral que não invalida outra mais ajustada ao momento: a Presidência da Câmara não pode ser usada como escudo para embaraçar a ação da Justiça.

Portanto, a remoção de Cunha deste cargo, através de renúncia ou cassação por falta de decoro, torna-se imperiosa para que o STF cumpra o seu rito, sem percalços.

Se as cúpulas do PSDB, Dem, PMDB, PT e outros menos votados quiserem abraçar o caixão sem alça e formalizar a adesão à respeitável “bancada da rola”, tanto pior para eles. Aqui se faz, aqui se paga.

 

Edição 3373
21 a 25 de Agosto

Ex-governador quer mudança profunda

Para Ciro, Dilma 'fez tudo ao contrário' e Cunha é um 'pilantra de quinta categoria'

Democracia não autoriza presidente da República a não cumprir palavra e o da Câmara a achacar para ganhar propina

O ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes criticou o governo Dilma e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), durante encontro político realizado na última segunda-feira, em Fortaleza. "Não é simples, nem é fácil a gente ver uma pessoa e um governo que a gente ajudou a eleger com tanto carinho, com tanto entusiasmo, com sacrifícios.? Cid se sacrificou e muito...", lembrou. "E, com tudo isso, no dia seguinte, tudo o que a gente achava que ia ser, foi ao contrário", prosseguiu Ciro, ao criticar o estelionato eleitoral de Dilma Rousseff. "Não é fácil o trabalhador chegar em casa e ligar a televisão e assistir à novela mal-cheirosa, diária, da ladroeira, que não poupa mais ninguém. Pra bem dizer, o presidente da Câmara Federal do Brasil é um pilantra de quinta categoria que tá aí mandando e desmandando na República".

Edição 3372
19 e 20 de Agosto

 

Juros de Dilma fazem o setor público torrar 7,9% do PIB até junho

Média dos oito anos de FHC foi menor: 7,0%. É isso que precisa acabar para país voltar a crescer

A oposição tucana e seus penduricalhos, que convocaram os atos de domingo, querem derrubar Dilma, mas não querem acabar com o ajuste fiscal que está arrasando indústria, comércio, salários, empregos, aposentadorias, serviços públicos... E tudo para aumentar os lucros do setor financeiro através de juros cada vez mais elevados. Querem derrubar Dilma para poderem, eles mesmos, pilotar o ajuste e canalizar para seus respectivos bolsos o cobiçado pixuleco. Como este é um jogo difícil de ocultar, é natural que as manifestações por eles convocadas tenham estacionado. Ainda levam bastante gente, mas não crescem, não empolgam. E seria necessário crescer para terem efeito prático. Assim, abre-se uma larga avenida para a construção de um amplo movimento patriótico que ganhe as ruas, associando o "Fora Dilma" ao fim do arrocho fiscal. Dilma, Temer, Cunha e Renan, cada qual a seu modo, estão sustentando um monstruoso processo de transferência da renda de todos os brasileiros para uns poucos nababos que controlam o setor financeiro. No primeiro semestre deste ano, o setor público pagou de juros o correspondente a 7,92% do PIB. Percentual maior do que a média de 7,0% praticada nos oito anos do governo FHC. É isso que precisa acabar para o Brasil voltar a crescer. E não dá para esperar até 2018.

Edição 3371
14 a 18 de Agosto

Transferência de renda brutal e perversa

Esses juros de Dilma são "uma aberração", diz presidente da CSN

Governo está elevando ganhos de quem nunca fez nem um alfinete e arrochando país para pagar a conta

Benjamin Steinbruch, diretor-presidente da CSN e vice-presidente da FIESP, condenou "essas aberrações dos juros", os mais altos do mundo, que só beneficiam os rentistas. Ele estima que, neste ano, o governo vai gastar com pagamento de juros cerca de R$ 430 bilhões. "Esse dinheiro está sendo pago a investidores, locais e estrangeiros, que aplicam em títulos do governo. Dinheiro ganho sem mover uma palha, sem fabricar um alfinete". "O superavit primário que o governo tenta obter em suas contas é para pagar juros da dívida pública", afirmou o líder empresarial, em seu mais recente artigo, alertando que os juros, "associado a austeridade vão provocar a maior recessão no país".

Edição 3370
13 e 14 de Agosto

Vale para Dilma, Temer, Cunha, Renan, Aécio...

Democracia é assim: o povo elege, mas, se trai, o povo tira!

Ninguém disse nas eleições que iria aumentar juros e arrochar povo para elevar o ganho do setor financeiro

O PT faliu como partido político ao assumir o projeto tucano de governar para o setor financeiro, às custas do salário e do emprego dos trabalhadores. Esse projeto arruinou o Brasil no período FHC (1994-2002) e está arruinando de novo. Dilma e a cúpula do PT, inclusive Lula, enganaram os eleitores jurando, em 2014, que não iam seguir esse caminho. Cometeram um estelionato eleitoral. E continuam mentindo, ao dizer agora que o "ajuste" - isto é, aumentar juros, cortar investimentos públicos e direitos sociais - é necessário para o Brasil voltar a crescer. Na verdade, essa política de majorar o ganho do setor financeiro, tirando de quem produz, mergulhou o Brasil numa abissal recessão. É impossível sair dela sem eleger um governo que não se deixe encantar pela falácia neoliberal. E quanto antes, melhor. Motivos é que não faltam.

Edição 3369
07 a 11 de Agosto

Derrama foi 88% maior do que em 2014

Dilma fez setor público passar 226 bi de juros a bancos em 6 meses

Enquanto a economia quebra, os três maiores bancos privados lucram no semestre mais 22%

O gasto com juros do governo – e de todo o setor público – atingiu, depois de 16 aumentos de juros (sete depois da última eleição), R$ 225,870 bilhões em apenas seis meses (janeiro a junho). É o maior gasto semestral de juros da História do Brasil, numa situação em que, desde o início do ano, houve um aumento de +84,8% nas falências das médias empresas e de +85% nas falências das grandes empresas – o que quer dizer, sucintamente, quebradeira das empresas nacionais e desemprego.

Edição 3368
05 e 06 de Agosto

Pego na "Lava-Jato", Cunha usa cargo para ameaçar testemunhas

Intimidação obrigou advogada que chegou a representar nove depoentes a fechar o escritório

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi pego em cheio no esquema de propina. O testemunho de Júlio Camargo, ex-executivo da Toyo/Setal, é devastador em comprometê-lo com atividades criminosas. Cunha exigiu e recebeu US$ 5 milhões para não "atrapalhar" os contratos da Mitsui com a Petrobrás no fornecimento de sondas para a exploração do pré-sal. A resposta de Eduardo Cunha tem sido usar o seu cargo para intimidar as testemunhas. O deputado Celso Pansera (PMDB-RJ), um de seus seguidores, aprovou requerimentos na CPI da Petrobrás convocando a advogada Beatriz Catta Preta, responsável pela assinatura do acordo de colaboração de Camargo com a Justiça, para prestar esclarecimentos sobre a "origem de seus honorários".

Edição 3367
31 a 04 de Agosto

7ª alta consecutiva depois da eleição

Com a recessão galopante, Dilma joga as taxas de juros nas alturas

Centrais e movimentos sociais fazem protesto em São Paulo, RS e DF

Já com nove milhões de desempregados no país – pelos números oficiais -, as empresas nacionais em quebradeira, a folha de pagamento real em queda de 6%, o consumo – inclusive o de comida – diminuindo e o investimento das empresas ameaçando chegar ao centro da Terra, em suma, com a economia estrangulada pelos juros estupidamente altos, o BC aumentou a taxa básica de juros, pela sétima vez consecutiva após as eleições, para 14,25%. Esta é a essência da política de Dilma: destruir a economia para aumentar a parte do setor financeiro, sobretudo estrangeiro.

Edição 3366
29 e 30 de Julho

Pensa que o povo é um bando de idiotas

Dilma golpista arrasa a economia e lança a culpa na Lava Jato

Presidenta quer queimar a investigação antes que as provas cheguem nela

Disse a presidente Dilma que "a Lava Jato provocou uma queda de um ponto percentual no PIB brasileiro". Em suma, não é sua política econômica desastrosa – e seu estelionato eleitoral – que está afundando o país, mas o combate à roubalheira de seus correligionários, inclusive em seu benefício. Quando o Vaccari, o Odebrecht, o Duque e outros herois estavam roubando a Petrobrás, o crescimento estava uma maravilha. Tão grande que até superou o governo Collor – que, devido a isso, se tornou dilmista e estava ajudando o país a crescer na BR Distribuidora.

Edição 3365
24 a 28 de Julho

E tem quem ache que 'fora Dilma' é exagero...

Louca admite que 'ajuste' fracassou e anuncia que vai decretar derrama

Se a situação já estava ruim, vai ficar pior: mais arrocho, mais cortes no Orçamento e mais juros

O governo, depois de sete meses de juras à sacrossanta meta de superávit primário, depois de devastar o país – desde os aumentos de juros ao rebaixamento do salário real, ao desemprego, à quebradeira das empresas e aos cortes nos investimentos públicos, paralisando a economia e ameaçando fazê-la retroagir em décadas, cortou as sagradas metas em 90%. Maior demonstração de fracasso, em meio ao desastre de proporções continentais, não poderia haver. Mas a solução de Dilma é aumentar o arrocho.

Edição 3364
22 e 23 de Julho

Camargo confessou que lhe entregou 5 milhões de dólares em propina

Fora Cunha!

Câmara Federal manter presidente bandido é alto risco à democracia

Com a confissão de Júlio Camargo, executivo da Toyo/Setal, ao juiz Sérgio Moro, na última quinta-feira, o país assistiu a uma exposição, recheada de detalhes, das atividades criminosas do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Camargo relatou que o presidente da Câmara exigiu US$ 5 milhões (R$ 15,94 milhões) em propina para "não atrapalhar" contratos de sua empresa com a Petrobrás. A confissão estarreceu o Brasil e cresce o movimento pelo afastamento de Cunha. Diversos parlamentares querem que ele entregue o cargo e não continue a envergonhar a instituição e atentar contra a democracia.

Edição 3363
17 a 21 de Julho

Bancada da Lava Jato fica em polvorosa

PF e MP investigam a participação de Collor no assalto à Petrobrás

Governo Dilma abriu as portas da BR Distribuidora para a atuação do impeachmado por corrupção

Operação da Polícia Federal executou na terça-feira, 53 mandatos de busca e apreensão, expedidos pelo STF, para investigar a participação de políticos no esquema de propinas nas obras da Petrobrás. Entre os investigados está o ex-presidente Fernando Collor de Melo (PTB-AL), que recebeu, segundo depoimento de Alberto Youssef, propina milionária em troca de contratos na BR Distribuidora. Collor também aparece no depoimento do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa. O empresário afirma ter pago R$ 20 milhões a Collor entre 2010 e 2012 outra vez em troca da influência do senador em negócios com a BR Distribuidora. A ação da PF deixou em polvorosa a Bancada da Lava Jato, como ficou conhecida a turma de parlamentares encabeçada por Cunha & Cia, que está sendo investigada por sua participação no assalto aos cofres da Petrobrás.

Edição 3362
15 e 16 de Julho

Arrocho é para aumentar lucro dos bancos

‘Ajuste’ Dilma-Levy já desemprega 1 milhão este ano, aponta IBGE

Número de trabalhadores sem ocupação se eleva para 8 milhões e 157 mil 

Qual a necessidade econômica de desempregar cerca de um milhão de brasileiros – mais, se isso continua até o fim do ano? Saquear os trabalhadores, rebaixando violentamente o salário, promover uma quebradeira nas empresas nacionais – que dependem do salário dos trabalhadores para vender seus produtos e já estão sufocadas pelos juros alucinados – e transferir renda do Estado, das empresas produtivas e dos trabalhadores – em suma, do país - para o setor financeiro, sobretudo multinacional, ou seja, estrangeiro. Página 2

Edição 3361
10 a 14 de Julho

Máfia da propina afia as unhas e dentes

PT quer intimidar Justiça e manter o desgoverno de Dilma no grito

Golpe seria condenar o povo brasileiro a mais três anos desse castigo

Partidários do atual governo, aprochegados e alguns ridículos bobos da corte têm levantado o espantalho do golpe de Estado. Para esses elementos, o governo, por ser "eleito", tem licença para roubar, mentir, destruir a economia, levar o povo ao desemprego, à miséria e à fome. Não importa, tirar a presidente para acabar com essa desgraça é golpe. Por quê? Porque eles querem manter essa situação. Antes de tudo, querem manter-se nela. O que isso tem a ver com o "Estado Democrático" é, precisamente, o mesmo que a Grande Meretriz, do Apocalipse, tem a ver com a Virgem Maria.

Edição 3360
08 e 09 de Julho

Arrocho salarial só agrava o desemprego

Dilma faz MP para que salário do trabalhador seja reduzido em 30%

Sobe os juros, espreme a indústria e tira o couro do povo para aumentar lucro do setor financeiro

Medida Provisória "permite" corte de 30% no salário do trabalhador. Metade seria coberto pelos próprios trabalhadores, através do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), até o limite de R$ 900,84 por empregado – ou seja, os trabalhadores forneceriam dinheiro para que seu salário fosse cortado e seriam obrigados a aceitar a redução de salário, se o sindicato entrar em acordo com a empresa, para evitar que recusem o rebaixamento do salário, tal como aconteceu na Mercedes Benz.

Edição 3359
03 a 07 de Julho

Mal agradecida cospe no prato em que come

Dilma diz que não respeita confissão de empreiteiro que lhe doou milhões

Ricardo Pessoa passou R$ 7,5 milhões para reeleição e vai devolver à Justiça R$ 55 milhões roubados da Petrobrás

A confissão do empresário, dono da UTC, Ricardo Pessoa, feita após acordo de colaboração com a Justiça, de que passou R$ 7,5 milhões surrupiados da Petrobrás para a campanha de reeleição de Dilma, desencadeou ataques da presidenta contra ele. O empresário foi taxado por ela de "delator". "Eu não respeito delator", disse Dilma. Só que Ricardo Pessoa não está "delatando". Está confessando que participou de uma ação criminosa e está colaborando com a Justiça. Confessou que desviou muito dinheiro da Petrobrás. Está admitindo que pagou propina para roubar e está dando os nomes de quem recebeu. Uma delas foi nada menos do que o tesoureiro da campanha de reeleição de Dilma e atual ministro de Comunicação Social, Edinho Silva. Pessoa, inclusive, assinou um compromisso com a Justiça de devolver R$ 55 milhões roubados da estatal através de superfaturamentos praticados pelo cartel, do qual ele participava.

Edição 3358
01 e 02 de Julho

Estatal vai vender até campo de petróleo

Plano de Dilma é capar Petrobrás e escancarar pré-sal às multinacionais

PLS-131 de Serra é só uma peça a mais da perversa engrenagem

O corte de US$ 90,3 bilhões nos investimentos da Petrobrás até 2019, mais uma queima de US$ 57,7 bilhões dos ativos da empresa – campos de petróleo no pré-sal, navios, parte da BR Distribuidora e sabe-se lá mais o quê – para "diminuir o tamanho" da nossa empresa mais importante, mais estratégica e mais popular, é o "plano" anunciado pelos prepostos de Dilma. Para que diminuir o tamanho da Petrobrás? Para substituí-la pelas multinacionais petroleiras. Daí o apoio do governo, nada velado ao projeto de Serra que elimina a Petrobrás da operação única no pré-sal.

Edição 3357
26 a 30 de Junho

Tabelinha para salvar assaltantes da Petrobrás

Odebrecht manda advogado destruir provas, enquanto governo ataca juiz

PT manobra para salvar empreiteiros criminosos que lhe pagaram propina

A PF comunicou ao juiz Sérgio Moro que o detido Marcelo Odebrecht, presidente do grupo de mesmo sobrenome, na manhã de segunda-feira, passou a seus advogados um bilhete (ver ao lado), recomendando "destruir e-mail sondas". O bilhete foi copiado pela PF. Os advogados de Odebrecht protestaram contra a "interpretação". Segundo eles, "destruir e-mail sondas" não é "destruir e-mail sondas". Odebrecht estaria usando, quem sabe, uma licença poética. Enquanto isso, os puxa-sacos do governo atacavam o juiz Moro por cumprir o que se espera de um juiz.

Edição 3356
24 e 25 de Junho

Nada como um dia depois do outro

Estelionato eleitoral que alavancou Dilma provoca estragos na popularidade de Lula

Ex-presidente não conta por que só notou agora que ela faz o oposto do que disse na campanha

Em reunião com religiosos, o ex-presidente Lula afirmou: "Tem uma frase da companheira Dilma que é sagrada: 'Eu não mexo no direito dos trabalhadores nem que a vaca tussa'. E mexeu. Tem outra frase, que é marcante, que é a frase que diz o seguinte: 'Eu não vou fazer ajuste, ajuste é coisa de tucano'. E fez". Lula revelou que pesquisa em Santo André e São Bernardo constatou que "a nossa rejeição chega a 75%. Nós só temos 7% de bom e ótimo".

Edição 3355
19 a 23 de Junho

Tira do povo para gastar mais com juros

Dilma dá uma banana a trabalhadores e piora a lei da aposentadoria

Anunciou MP que a cada ano aumenta idade para se aposentar e restaurou o "fator previdenciário"

A "nova fórmula" de Dilma para a Previdência significa, em essência, manter o "fator previdenciário" - o confisco das aposentadorias, para transferir mais recursos aos bancos, sob a forma de juros. Até o pequeno alívio que o Congresso aprovara, a fórmula 85/95, pela qual a condição para a aposentadoria integral seria que a soma da idade e do tempo de contribuição fosse 85 anos (mulheres) ou 95 anos (homens), foi vetado por Dilma, sob o ridículo pretexto de que iria quebrar a Previdência no ano 2060.

Edição 3354
17 e 18 de Junho

Governo está surdo aos clamores do povo

Desalmada quer pôr fogo no Brasil com veto à mudança do fator previdenciário

Meta é seguir desviando para os juros as verbas da 'Seguridade Social' para torrar com juros

As alegações do governo sinalizando veto às novas regras de aposentadoria, aprovadas pelo Congresso, e manter o assalto representado pelo fator frevidenciário, são as de que a mudança, chamada "85/95', que institui aposentadoria integral cuja soma do tempo de contribuição e idade seja de 85 (para mulheres) e de 95 (homens), "vai quebrar a Previdência". É um engodo. Estão querendo incendiar o país. Dilma quer é manter o fator previdenciário - que tira até 40% das aposentadorias - para desviar os recursos para pagamento de juros aos bancos.

Edição 3353
12 a 16 de Junho

PT inebriado pelas delícias da privatização

Dilma exuma plano de passar infraestrutura ao cartel da Lava Jato

Projeto que não deu certo nos anos 2012, 2013 e 2014 foi requentado para 2015

O re-re-relançamento das privatizações por concessões, no dia nove, supõe que o povo brasileiro seja composto por idiotas. Da última vez, Dilma anunciou US$ 235 bilhões "em investimentos". Pois há sete trimestres que o investimento está em queda livre. Agora, anuncia "investimentos" de R$ 198,4 bilhões, sendo que R$ 70 bilhões nos próximos quatro anos - o mesmo valor que o governo cortou no Orçamento de um único ano – à custa de entregar patrimônio ao clube da Lavajato. Só no primeiro trimestre, apesar da recessão, os investimentos foram quatro vezes o que o governo anuncia para quatro anos.

Edição 3352
10 e 11 de Junho

Recado veio na véspera do congresso do partido

Dilma enquadra PT: o problema não é o Levy, sou eu mesma

Quem seguir apoiando a sujeita não pode alegar que não estava avisado

Dilma declarou que os petistas não deviam fazer críticas a Levy porque "não se pode criar um Judas", já que a responsabilidade "exclusiva" não é dele. Realmente, a responsabilidade é dela, que nomeou Levy porque aderiu à reação, à direita, ao neoliberalismo. O Judas, portanto, é ela. Já o articulador oficial do governo, Michel Temer, revelou que "Levy tem de ser tratado como Cristo, que sofreu muito, foi crucificado, mas teve uma vitória extraordinária". Segundo Dilma, repetindo o economista chileno Augusto Pinochet, "o ajuste é essencial. Não há alternativa".

Edição 3351
05 a 09 de Junho

Plano de Desinvestimento é criminoso

Líder do PDT pede urgência à lei para barrar queima dos bens da Petrobrás

Liquidação inclui blocos do pré-sal, navios, postos da BR, usinas térmicas...

O líder do PDT na Câmara dos Deputados, André Figueiredo (CE), anunciou que vai entrar com um pedido de urgência para a tramitação do Projeto de Decreto Legislativo nº 100, de 2015, para que o texto seja analisado diretamente pelo plenário da Casa, sem passar pelas comissões. "Estamos dispostos a ir à luta", declarou. O projeto do deputado barra o chamado "plano de desinvestimento" de US$ 13,7 bilhões imposto à Petrobrás, que visa dilapidar ativos, projetos, negócios e propriedades da empresa. "Não aceitamos que o pré-sal seja surrupiado pelas multinacionais", disse.

Edição 3350
03 e 04 de Junho

56 das 64 instituições estão paradas

Corte de Dilma na Educação instala crise e greve geral nas Universidades

Desde o início do ano, Educação perdeu 16 bi da verba orçamentária

A greve dos professores e funcionários das universidades e institutos federais, que explodiu no último dia 28, já mobiliza 56 das 64 instituições em todo o Brasil. Os docentes repudiaram os cortes na Educação implementados pelo governo Dilma, que vêm atingindo fortemente o ensino superior desde janeiro. Os cortes nas universidades fazem parte do pacote neoliberal de Dilma. No mês passado, o governo anunciou um novo corte de mais R$ 9,42 bilhões na Educação. Ao total, no ano, a pasta já perdeu R$ 16,6 bilhões.

Edição 3349
29 a 02 de Junho

"É inadmissível", denuncia a Aepet

Dilma torra blocos da Petrobrás no pré-sal para pagar mais juros

Merill Linch e Bank of America dão uma mão no "desinvestimento"

No pré-sal, os blocos da Petrobrás postos à venda são os campos de Pão de Açúcar, Júpiter, Carcará, Lebre e Sagitário. Todos campos gigantes, com mais de 1 bilhão de barris. Só as grandes petroleiras – Shell, Exxon, etc. - foram "convidadas" a comprar. A venda está sendo intermediada pelo Bank of America Merrill Lynch. "É inadmissível é o mínimo que se poderia dizer. Esse tipo de operação é digno do sistema financeiro, não de uma empresa como a Petrobrás, criada por exigência da sociedade brasileira", disse Diomedes Cesário, da AEPET.

Edição 3348
27 e 28 de Maio

Próximo passo é entregar pré-sal a múltis

Dilma tira mais 70 bi da Saúde, Educação, Habitação, Transporte, para gastar com juros

A ordem é cortar direitos trabalhistas e arrochar o povo para aumentar o lucro do setor financeiro

Para desviar verbas para os juros que enchem os cofres de bancos e fundos, Dilma cortou R$ 11,774 bilhões (-11,4%) da Saúde; R$ 9,423 bilhões (-19,3%) da Educação; R$ 17,232 bilhões (-54,28%) do Ministério das Cidades; R$ 5,735 (-36,08%) bilhões dos Transportes; R$ 5,617 bilhões (-24,8%) da Defesa, etc. A verbas da reforma agrária foram cortadas em -49%. Ao todo, R$ 70,881 bilhões, mais de 1/5 das verbas que podem ser cortadas sem aprovação do Congresso.

Edição 3347
22 a 26 de Maio

Projeto tira dos pobres para pôr nos juros

Revolta no Senado faz o governo adiar votação da MP 665

Resistência a corte no abono e seguro-desemprego abala base dilmista. Certo para governo só mesmo voto do PCdoB

Depois de uma longa saraivada de pronunciamentos denunciando a tentativa de cortar direitos dos desempregados, trabalhadores de menor renda e pescadores, os próprios líderes do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), e no Congresso, José Pimentel (PT-CE), pediram que a votação da MP nº 665 fosse adiada para terça-feira. Com isso, o Senado repeliu a chantagem para que aprovasse a toque de caixa o "ajuste" em cima dos mais necessitados, antes que o governo anunciasse os cortes no Orçamento, na sexta-feira. Defenderam os cortes nos direitos o senador Humberto Costa (PT-CE) e mais dois outros, também do PT, com a original tese de que é desempregando que se garante o emprego e é arrochando que se aumenta o salário, além da senadora Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM) que aprofundou a tese: segundo ela, é recuando que se avança.

Edição 3346
20 e 21 de Maio

Após arrochar viúvas e desempregados

Corte de 80 bi que Dilma apregoa vai mandar Educação e Saúde ao beleléu

Objetivo da "economia" é gastar mais com juros e atrair capital externo

Dilma reuniu os ministros para cortar o Orçamento. Depois, o ministro Joaquim Levy anunciou que o corte "vai estar na faixa de R$ 70 bilhões a R$ 80 bilhões". Sem esse corte a administração pública já está em processo de degradação e a economia em queda livre – de janeiro a março, 31,3% dos investimentos públicos foram cortados em relação ao mesmo período do ano passado. Na Saúde e Educação, os cortes foram de -36,42% e Ministério da Educação, -30,35%. O que Dilma quer anunciar é um novo corte - de 1/4 da verba que o governo pode mexer.

Edição 3345
15 a 19 de Maio

Votação só iniciou depois das nomeações

Governo compra por 130 cargos os votos para cortar pensão de viúvas

"Você pagou com traição a quem sempre te deu a mão", ecoou nas galerias o protesto das Centrais

Depois de uma intensa pressão exercida pelo governo, que incluiu a compra de votos através da nomeação de 130 cargos no Executivo, a Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, com 277 a favor, 178 contra e uma abstenção, o texto principal da medida provisória 664, que dificulta o acesso ao pagamento da pensão por morte. A votação do pacote que assalta as viúvas deveria ter sido iniciada na terça-feira, mas integrantes da "base aliada" não permitiram a votação enquanto o governo não cumprisse a promessa das nomeações dos cargos. O golpe contra os direitos das viúvas se deu sob intensos protestos de trabalhadores e sindicalistas presentes nas galerias da Câmara.

Edição 3344
13 e 14 de Maio

Programa antiarrocho agora é consenso

Centrais superam as diferenças e se unem contra a MP que assalta viúvas

Força, CUT, CGTB, UGT, NCST, Intersindical, CTB, Conlutas cerram fileiras

As centrais sindicais decidiram se unir por uma ampla mobilização contra a política econômica do governo federal, em defesa do emprego, pela redução dos juros, contra as MPs 664 e 665 e contra a terceirização da atividade-fim. O encontro reuniu em plenária lideranças sindicais das centrais CGTB, Força Sindical, UGT, CUT, CSP-Conlutas, Intersindical, NCST, CTB e CSB, em São Paulo, no auditório da sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT). As entidades unificaram sua plataforma de luta e convocaram o "Dia Nacional de Paralisação e Manifestações - Rumo à Greve Geral", para o próximo dia 29 em todo o país.

Edição 3343
08 a 12 de Maio

PT consuma traição, sob chuva de notas falsas

Câmara vota MP que esfola os mais pobres para aliviar os ricaços

Meta é tirar R$ 18 bilhões do seguro-desemprego, abono, pensão de viúvas e seguro de pescadores

A Câmara aprovou com votação apertada (252 votos a favor e 227 contra) a MP 665, que dobra o tempo de trabalho necessário para a requisição do seguro-desemprego de seis para 12 meses e dificulta o acesso dos trabalhadores de baixa renda ao abono salarial, tornando-o também proporcional ao tempo trabalhado. Antes ele recebia o abono integral. A MP faz parte do pacote de maldades de Dilma-Levy contra os trabalhadores. Com o pacote, o governo pretende tirar R$ 18 bilhões dos trabalhadores para pagar juros.Quando a proposta foi votada, os parlamentares da oposição cantaram em coro a música consagrada por Beth Carvalho: "Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão".

Edição 3342
05 e 07 de Maio

Menos emprego, menos renda, menos direitos

Brasil pagou 143 bi de juro só no 1º trimestre e Dilma quer o 'ajuste' para pagar muito mais

Lacraias querem elevar lucro dos bancos com a fome e miséria do povo

Enquanto corta a verba da Saúde, Educação – e qualquer setor que atenda ao povo - o governo Dilma procedeu, de janeiro a março deste ano, à maior derrama de juros para os bancos, fundos e demais rentistas, já ocorrida em um trimestre. O setor público transferiu, em juros, o equivalente a 10,41% do PIB: R$ 143,85 bilhões, duas vezes e meia o que foi drenado em juros durante o mesmo período do ano passado e quase metade dos 12 meses de 2014, que já fora o recorde em quinze anos, desde que o BC divulga esse dado.

Edição 3341
01º a 05 de Maio

Selvageria deixou mais de 200 feridos

Richa adere a 'ajuste' que Dilma quer impor ao país massacrando professores no Paraná

Governador disse para o amigo Levy: Só estou fazendo a minha parte

O governador tucano do Paraná, Beto Richa, promoveu uma violenta repressão policial, na quarta-feira, para impedir que servidores públicos se aproximassem da Assembleia Legislativa (ALEP) e se manifestassem contra o projeto que desvia R$ 140 milhões, a cada mês, da previdência dos servidores estaduais para o caixa do governo. 20 mil manifestantes foram agredidos com bombas, gás de pimenta, tiros de bala de borracha, cassetetes e cães. De acordo com o Corpo de Bombeiros, houve mais de 200 feridos, alguns em estado grave. Seis pessoas foram presas.

Edição 3340
29 e 30 de Abril

MTE também registrou queda do salário

Política de Dilma-Levy desemprega 50 mil no 1º trimestre, diz Caged

Redução dos empregos com carteira assinada atinge principais áreas da economia nacional

Os 50.354 demitidos, entre os trabalhadores com carteira assinada, revelados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) no primeiro trimestre, com queda do salário real, são a ponta do iceberg (e, nesse caso, apenas do primeiro iceberg) da política de destruição da economia – do emprego e das empresas nacionais – de Dilma e Levy. No comércio varejista houve 129.723 demissões. Na construção civil, 50.974. Desde setembro de 2014, foram demitidos, em todos os ramos, 635.404 trabalhadores.

Edição 3339
24 a 28 de Abril

Balanço divulgado registrou o prejuízo

Petrobrás calcula que PT, PMDB, PP e empreiteiras lhe roubaram R$ 6 bi

Política de atrasar obras de refinarias e vender petróleo bruto para comprar gasolina gerou perda de 21 bi em 2014

A Petrobrás divulgou na quarta-feira o balanço do exercício de 2014 e informou no relatório que a baixa contábil provocada pelo esquema de subornos revelado pela Operação Lava Jato da Polícia Federal foi de R$ 6,194 bilhões. Além de calcular as perdas com o roubo, ela registrou também um prejuízo de R$ 21,587 bilhões no ano passado. A lambança que o governo Dilma fez na gestão da empresa é impressionante. Conseguiu provocar uma perda de tal monta que jamais foi visto coisa igual dentro da empresa. A última vez que a Petrobrás ficou no vermelho foi em 1991, em plena era Collor, com sua política neoliberal, que fez a estatal ter um prejuízo de R$ 1,21 bilhão.

Edição 3338
22 e 23 de Abril

Fiesp divulga o relatório do mês de março

Política de Dilma desempregou em 12 meses 173 mil na indústria de SP

Essa é a notícia boa. A ruim é que com o "ajuste" a situação vai ficar muito pior

A Pesquisa de Emprego da Fiesp de março constatou que 173 mil trabalhadores foram demitidos, na indústria instalada em São Paulo, desde março de 2014. No maior parque industrial do país, o número de trabalhadores na indústria de máquinas e equipamentos caiu -13,1% no mesmo período – só em março último foram 7.380 demissões apenas nesse setor. A perspectiva é de piora acentuada até o fim do ano.

Edição 3337
17 a 21 de Abril

Lava Jato pega mais um assaltante da Petrobrás

Vaccari é preso, Renan e Cunha esperam na fila

Na tesouraria do PT, teria como persistir no crime, diz o juiz Sérgio Moro ao decidir prisão preventiva

Na quarta-feira, João Vaccari Neto, tesoureiro nacional do PT, partido da presidenta da República, foi preso pela Polícia Federal por causa do suborno e dos desvios das empreiteiras contra a Petrobrás. No despacho, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, defendeu que "Vaccari à frente da tesouraria do PT poderia persistir na prática de crimes ou perturbar as investigações e a instrução da ação penal" por sua "posição de poder e de influência política". Os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB), estão com as barbas de molho. Os dois também estão na lista dos envolvidos no esquema de subornos na Petrobrás e fazem parte da "bancada Lava Jato".

Edição 3336
15 e 16 de Abril

Tesoureiro diz que só faz o que o PT manda

Vaccari admite ida à lavanderia de Youssef mas 'não lembra' que foi para pegar propina

Outro petista 'histórico', o ex-vice-presidente da Câmara, André Vargas, já está preso em Curitiba

Em seu depoimento na CPI, o tesoureiro do PT, João Vaccari, não explicou o que fora fazer numa empresa de fachada do doleiro Alberto Youssef, no início do ano passado. A "empresa" de Youssef emitia notas frias em troca da propina das empreiteiras que saqueavam a Petrobrás - e depois distribuía a propina. Na CPI, o tesoureiro do PT disse que Youssef o convidara, mas, como não marcara uma data, ele não estava lá quando Vaccari chegou. O pouco tempo que permaneceu na "empresa" de Youssef sugere que o que ele queria já estava pronto para entrega.

Edição 3335
10 a 14 de Abril

Objetivo é reduzir rejeição e votar arrocho

Dilma terceiriza a área política do governo ao PMDB para ver se povo esquece que ela é PT

Temer, o prestativo, exigiu plenos poderes para assumir a função

Depois de levar um não de Eliseu Padilha, que preferiu as promissoras privatizações de aeroportos do que se meter a articulador político do governo, Dilma entregou ao vice-presidente Michel Temer a tarefa de fazer com que a base aliada vote a favor do arrocho neoliberal. A maioria dos próceres do PT sempre afirmou que o problema do governo era a aliança com o PMDB. Agora, o PMDB virou solução – Dilma e o PT acham que Temer tem mais credibilidade do que eles. Devem ter razão, mas não porque a credibilidade de Temer seja grande.

Edição 3334
08 e 09 de Abril

Juro alto e arrocho envenenam economia

'Dilma desembestou pelo caminho errado', afirma coalizão para salvação da indústria

Se política não mudar, nós estaremos unidos nas ruas, diz Gerdau

Centrais Sindicais - Força Sindical, CGTB, UGT - e 42 entidades empresariais, como Abimaq, Abiquim, Abigraf, Sindipeças e Aço Brasil, lançaram em São Paulo o movimento Coalizão Indústria-Trabalho para a Competitividade e o Desenvolvimento. O empresário Jorge Gerdau disse estar "emocionado e até irritado" com a atual política econômica. Trabalhadores e empresários denunciam os juros altos, o câmbio sobrevalorizado, a cumulatividade de impostos e o arrocho sobre os trabalhadores.

Edição 3333
03 a 07 de Abril

Governo quer grana para torrar com juros

Golpe de Dilma para extorquir estados e cidades ganha apoio de Renan Lava Jato

Objetivo é rasgar a lei complementar 148 que reduz dívida de Estados e Municípios com União

O governo, depois de acerto com o presidente do Senado, anunciou que não vai cumprir a Lei Complementar nº 148, sobre a renegociação das injustas e impagáveis dívidas de Estados e municípios com a União. Temos um governo que só cumpre leis que protegem os privilegiados do setor financeiro. No mesmo dia, o BC anunciou que o setor público transferiu, em juros, aos rentistas, num único mês, R$ 56,3 bilhões, 19 vezes o custo anual, segundo Levy, da renegociação.

Edição 3332
01 e 02 de Abril

Vício neoliberal contra gestão pública

Privatizada em 1997, a Vale passa a comandar Conselho da Petrobrás

Dilma nomeia presidente da Vale para a empresa pública mais estratégica

O presidente da Vale, Murilo Ferreira, foi nomeado por Dilma para presidir o Conselho de Administração da Petrobrás. Colocar na chefia do Conselho de nossa maior empresa pública o presidente de uma empresa privatizada, com estágio multinacional, é de uma alienação tão grande que não deve ser apenas alienação. Os problemas da Petrobrás nada têm a ver com seu caráter público. Pelo contrário, são devidos aos atentados contra a propriedade pública, por um cartel, alguns funcionários corruptos e membros da cúpula de partidos, acobertados pelo governo.

Edição 3331
27 a 31 de Março

A prioridade é pagar juros aos banqueiros

Dilma veta o reajuste de aposentados igual ao do salário mínimo

Associou-se a Eduardo Lava Jato Cunha para retirar o projeto da pauta da Câmara dos Deputados

Dilma impediu que o projeto que estendia as regras de reajuste do salário mínimo a todos os aposentados – inclusive aos que ganham mais que o mínimo – terminasse a sua tramitação. O texto principal já fora aprovado pelos deputados, mas, em acordo com Dilma, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, rompeu seu compromisso público e retirou da pauta o projeto, fugindo da última votação, para evitar a extensão das regras aos aposentados. Ao mesmo tempo, Dilma emitiu uma medida provisória que exclui os aposentados que ganham além do mínimo do reajuste. Segundo o próprio governo, a inclusão dos últimos implicaria num aumento de R$ 2,4 bilhões ao ano, algo irrisório não apenas porque a Previdência está superavitária – mas também porque, em um mês, janeiro, o setor público passou sete vezes mais aos bancos sob a forma de juros.

Edição 3330
25 e 26 de Março

Revolta contra estelionato eleitoral se alastra

Dilma planejou as maldades e mentiu na campanha, diz 81% do eleitorado

Jurou que jamais faria e acusou os outros de querer fazer tudo o que está executando agora

A pesquisa CNT/MDA, divulgada na segunda-feira, revela que 81% da população abomina o estelionato eleitoral perpetrado por Dilma – apenas 4,7% das pessoas entrevistadas creem que ela está cumprindo plenamente o que prometeu na campanha eleitoral. Uma parcela maior ainda – 83,2% - são a favor da realização de manifestações contra o governo. E 59,7% são a favor do impeachment de Dilma. A reprovação de Dilma é ainda maior que a de seu governo.

Edição 3329
20 a 24 de Março

Pacote "anticorrupção" é puro farisaísmo

Para Dilma, PT pode ter tesoureiro ladrão os outros é que não

Sua guerra contra corrupção tem Vaccari e notórios assaltantes da Petrobrás no comando da tropa

O "pacote anticorrupção" de Dilma é a mais original – e despudorada - série de medidas já lançada no país. A única dessas medidas com algum efeito - a única que não é anódina marketagem - é a redução das multas para as empreiteiras do Clube do Bilhão, que assaltaram a Petrobrás, para que elas possam mais facilmente fechar "acordos de leniência" com o governo e continuar exatamente no mesmo lugar em que estão - fazendo a mesma coisa. É, portanto, um pacote para manter o esquema de corrupção. Diz a senhora Rousseff que o problema é o "patrimonialismo", que "confunde" o público com o privado. Na Petrobrás ninguém – nem o Vaccari, tesoureiro do partido da presidente, nem o Duque ou o Barusco ou o Clube confundiram o patrimônio da Petrobrás com o seu. Sabiam que o dinheiro era alheio. Meteram a mão porque eram ladrões.

Edição 3328
18 e 19 de Março

Resposta ao estelionato eleitoral veio a jato

Ruas dão o recado: Fora Dilma!

Presidenta parece não ter ouvido e diz que vai manter arrocho porque "não existe outro jeito"

As multidões que tomaram as ruas do país foram convocadas pela revolta contra a mentira – a falta de caráter que acha normal acusar adversários daquilo que se pretende perpetrar depois da eleição -, contra a conivência com a roubalheira ao maior patrimônio construído pelo povo brasileiro, contra a devastação do país, estagnado há quatro anos e sob ameaça do próprio governo. Dilma e seu círculo, até o momento, permanecem em negação.

Edição 3327
13 a 17 de Março

Bancada da Lava Jato fez o serviço sujo

Sem-vergonhas do Congresso fecham com governo para sugar povo com IR

Quem ganha acima de R$ 2826,65 vai ter que pagar mais Imposto de Renda

Através de um cambalacho sem decoro, o governo manteve no Congresso o veto de Dilma à correção – pela inflação - da tabela do Imposto de Renda, ainda que por escassíssima diferença (faltaram 18 votos para a derrubada do veto). Há nove anos que os especuladores estrangeiros são isentos de pagar Imposto de Renda sobre os bilhões que movimentam no mercado financeiro. Mas os operários e profissionais liberais têm uma parcela cada vez maior de seus proventos capturados via Imposto de Renda, pois a tabela não é corrigida de acordo com a inflação. Na MP nº 670, que substitui a anterior, a correção plena da inflação (6,5%) somente vale até R$ 2.826,65 mensais. Acima disso, todos os salários são confiscados pela correção abaixo da inflação – e apenas para que esses recursos sejam transferidos, sob a forma de juros, para quem é isento de pagar IR.

Edição 3326
11 e 12 de Março

Pela segunda vez em menos de 40 dias

Dilma força, mas BNDES nega 9 bi à firma criada para roubar a Petrobrás

Coutinho não quer ser preso nem dar motivo para o impeachment

Dilma Rousseff reuniu-se no último dia 2 de março, no Palácio da Alvorada, com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, para novamente pressioná-lo, pela segunda vez em menos de 40 dias, a liberar R$ 9 bilhões para a Sete Brasil, especialmente montada para roubar a Petrobrás. Coutinho, aconselhado pelo corpo técnico da instituição, nega-se a autorizar o financiamento exigido por Dilma Rousseff. A Sete, que deveria entregar 28 sondas no valor de R$ 71 bilhões, já recebeu da Petrobrás R$ 16,2 bilhões de adiantamento e não entregou nada até agora.

Edição 3325
06 a 10 de Março

Lava Jato: crise chega ao Congresso

Renan e Cunha juram que nunca colocaram a mão num só tostão roubado da Petrobrás

Peripécias da cúpula do Senado e Câmara levam descrédito a instituições

Não foram divulgados ainda os nomes da lista de implicados na Operação Lava Jato, entregue pelo Procurador-geral ao STF, mas se sabe que lá estão os presidentes da Câmara e do Senado. Em suma, a cúpula das duas Casas do Legislativo está implicada num escândalo de corrupção e ataque ao maior patrimônio já construído pelo povo brasileiro – a Petrobrás. O deputado Cunha se disso "absolutamente tranquilo" - e contratou o ex-procurador-geral Antônio Francisco de Souza para advogado; o senador Renan disse que "terei resposta para qualquer questionamento".

Edição 3324
04 e 05 de Março

E a santa ainda diz que age como uma mãe

'Ajuste' de Dilma-Levy é arrochar o povo para dar mais aos rentistas

Mais juros, menos salários, preços mais altos, mais impostos, menos serviços públicos, menos indústrias e empregos

Disse a senhora Dilma Rousseff que "eu faço ajuste no meu governo como uma mãe". Pelo visto, a ideia que ela tem de ser mãe é chamar os ladrões para levarem o dinheiro da casa e deixar as pessoas da família sem comer. Só nos primeiros dois meses de seu novo governo, o povo já foi achacado em R$ 111 bilhões, entre cortes e aumentos de impostos – para aumentar as transferências a um minúsculo punhado de bancos, multinacionais e 60 mil famílias que são parasitas dos juros, amealhando magnitudes ciclópicas de dinheiro, às custas das outras 65 milhões de famílias brasileiras. Com os continuados e criminosos aumentos de juros e bloqueio – agora praticamente total – dos investimentos públicos, sobre um país que já está em recessão, Dilma e Levy estão jogando o país no abismo da recessão, destruição da indústria e concentração de renda - fome e miséria.

Edição 3323
27 a 03 de Março

Incrível, fantástico, extraordinário...

Lula prestigia ato em defesa da corrupção na Petrobrás

Ou o presidente está um tanto distraído ou perdeu de vez o juízo

Lula disse que tem "orgulho" da Petrobrás. Ótimo. Então deveria se preocupar mais com aqueles que a saqueiam e tentam arrastá-la para o esgoto – e não dizer que isso é obra de poucos dos 86 mil funcionários da estatal. Só para esclarecer ao ex-presidente: quem assaltou a Petrobrás foi um cartel de empreiteiras que jogava os preços para cima, tornava infinitas as obras, distribuindo propinas para políticos e dirigentes da estatal, inclusive do partido de Lula, como o tesoureiro João Vaccari Neto e Renato Duque. Esse esquema monstruoso nada tem a ver com os 86 mil funcionários da Petrobrás.

Edição 3322
25 e 26 de Fevereiro

Dilma quer que caso Petrobrás vire pizza

MP denuncia ação do governo para o Cartel do Bilhão sair impune

Obstrução da Justiça já é passar do limite da irresponsabilidade

O Ministério Público junto ao TCU quer paralisar os "acordos de acobertamento" que o governo pretende fazer com o Clube do Bilhão - o cartel que desviou bilhões da Petrobrás. O MP quer impedir que as empreiteiras que estão sendo investigadas na Lava Jato pelo pagamento de propinas em troca de obras superfaturadas firmem acordos de leniência com a Controladoria-Geral da União (CGU). O procurador Júlio Marcelo de Oliveira encaminhou na sexta-feira uma representação ao TCU, cobrando a suspensão dos acordos. Para o procurador, a assinatura desses acordos, "prejudicam as investigações".

Edição 3321
13 a 17 de Fevereiro

Foi legítima defesa, diz deputado do PPL

Servidores invadem a ALEP contra assalto a direitos trabalhistas

Pacotaço do governo Richa é encarnação da política de Dilma-Levy

Os servidores públicos do Paraná ocuparam (foto), na terça-feira, a Assembleia Legislativa do Estado (Alep), após a tentativa do governo estadual de impor uma série de medidas que afetam direitos trabalhistas e previdenciários. "Nós ocupamos aqui primeiramente para impedir que os deputados votassem em Comissão Geral, numa vez só, projetos que desmontam direitos que levamos mais de 30 anos para conquistar", ressaltou o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão.

Edição 3320
11 e 12 de Fevereiro

PF aperta cerco sobre pivô da Lava Jato

Tesoureiro ladrão posa de vítima na celebração do 35º aniversário do PT

Para Olívio Dutra, se o PT tivesse juízo já teria expulsado o criminoso

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, é citado 39 vezes, em depoimento à Polícia Federal, por Pedro Barusco, ex-gerente executivo da Petrobrás e ex-diretor da Setebrasil, como o principal receptor do roubo efetuado pela quadrilha que infestou a nossa maior e mais importante empresa. Vaccari Neto também é citado nos depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff – e no mesmo sentido. No entanto, nos 35 anos do PT, não houve quem recebesse tantas homenagens e desagravos quanto Vaccari, que, apesar das montanhas de evidências contra ele, recebeu os tributos com o ar patibular dos injustiçados.

Edição 3319
06 a 10 de Fevereiro

Operador do Cartel do Bilhão abriu o jogo

Duque usou até firma fantasma para roubar bilhões da Petrobrás

Entreguismo e corrupção promovem a destruição da empresa

Segundo Mendonça, cinco empresas eram usadas para pagar propina a emissários de Renato Duque. De acordo com o executivo, que assinou acordo de delação premiada, essas empresas trabalham com suposto aluguel de máquinas de terraplanagem e emitiram notas fiscais sem a prestação de serviços "para gerar a saída de recursos do consórcio", o que permitiu um caixa dois na Setec Tecnologia, um braço da Toyo Setal.

Edição 3318
04 e 05 de Fevereiro

Mensagem da presidente é tenebrosa

Dilma diz que país só melhora se Congresso ajudar a esfolar o povo

Tirar direitos, empregos e quebrar economia é o caminho da explosão e não o da justiça social

Segundo a mensagem que enviou ao Congresso – e o discurso na reunião do Ministério – Dilma, com o país já em recessão, está provocando uma recessão mais monstruosa ainda para que o país cresça; está cortando direitos trabalhistas para preservar direitos trabalhistas; está tesourando investimentos públicos e impedindo, via juros, investimentos privados porque tem "compromisso com o investimento". Da mesma forma, quer punir os ladrões da Petrobrás concedendo imunidade às suas empresas.

Edição 3317
30 a 03 de Fevereiro

Pior que a falta de chuva é a falta de vergonha

Dilmistas e tucanos deixaram o Sudeste sem água e sem luz

Estavam tão preocupados em encher os bolsos que faltou tempo para as obras que iriam encher as represas

Desde 2009, sem que houvesse falta de chuvas, o governo sabia que a geração das hidrelétricas, principal setor do sistema elétrico, não estava acompanhando o aumento do consumo - a defasagem entre a variação de uma e de outro aumentava a cada ano. Portanto, se não fosse tomada alguma providência, a crise energética viria inapelavel-mente. Dilma, a quem esteve entregue o setor desde o início do governo Lula, nada fez – e nem as hidrelétricas iniciadas por Lula foram até hoje completamente terminadas. Em São Paulo e no Rio, a população se defronta com o colapso dos serviços de água e energia. Os tucanos paulistas deixaram milhões sem uma gota de água encanada – não houve, desde que estão no governo, qualquer obra que expandisse o abastecimento. Os reservatórios são os mesmos de há 30 anos e a perspectiva é ter água duas vezes por semana.

Edição 3316
28 e 29 de Janeiro

Alexis Tsipras é novo premiê da Grécia

Goleada da Esquerda sobre dilmismo grego é maior fato do século

Aumento imediato de 30% no salário mínimo indica rumo do governo para enfrentar a crise

A Coalizão de Esquerda Radical, Syriza, elegeu 149 deputados e governará a Grécia em aliança com os Gregos Independentes, pondo fim ao governo que jogou o país durante cinco anos na depressão econômica, desemprego recorde, miséria e aplicou o arrocho da Troika, para encher as burras dos bancos alemães e franceses e dos fundos norte-americanos. "Vamos recuperar nossa soberania", afirmou Alexis Tsipras, novo premiê.

Edição 3315
23 a 27 de Janeiro

Cadê Angra 3, Jirau, Belo Monte e S. Antônio?

Governo nega apagão mas passa a comprar energia da Argentina

Desculpas esfarrapadas e histórico de negligência da presidente com o setor prenunciam desastres maiores

Um dia depois do apagão que atingiu 11 Estados e o DF, e algumas horas depois do ministro das Minas e Energia garantir que não houve problema algum quanto à capacidade de fornecer energia ("não houve falta de energia", disse o ministro Eduardo Braga), o governo importou 998 Megawatt (MW) da Argentina, com o objetivo de atender a demanda no horário de pico. Enquanto a presidente Dilma entrava para a associação dos consumidores e "exigia explicações", o ministro atribuía o problema a um "banco de capacitores" ou a uma "falha humana". No que foi desmentido pelo diretor do Órgão Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que afirmou, peremptoriamente, que não houve falha humana nem técnica. Em suma, o que houve foi um sistema à beira do colapso. A compra de energia na Argentina é, precisamente, a prova.

Edição 3314
21 e 22 de Janeiro

Presidente vai ao limite da responsabilidade

Dilma diz ao BNDES que ignore Lava Jato e libere R$ 9 bilhões para grupo suspeito

Diretor da Sete é aquele que prometeu devolver 100 milhões de dólares que roubou da Petrobrás

Em reunião no Planalto, a presidente Dilma Rous-seff orientou Luciano Coutinho, presidente do BNDES, e Aldemir Ben-dine, presidente do Banco do Brasil, a liberar empréstimos, principalmente os US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 9,2 bilhões), para socorrer a Sete Brasil, empresa que está na mira da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Seu ex-diretor, Pedro Barusco foi indicado por Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobrás, para assumir a diretoria de operações da Sete Brasil.

Edição 3313
16 a 20 de Janeiro

Kw se tornará o 2º mais caro do mundo

Governo planeja aumentar 40% a tarifa de energia elétrica em 2015

Privatização e desmonte do setor produzem crime contra economia popular

Aconselhada pelo ministro J. Levy, a presidente Dilma Rousseff cortou os aportes do Tesouro para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), instituídos em 2013 por uma lei de iniciativa da própria sr.ª Rousseff. Com isso – somado ao aumento anual das tarifas, ao pagamento dos empréstimos que as distribuidoras tomaram nos bancos, ao rombo provocado pelos recursos que o governo não aportou em 2014 para a CDE e ao aumento colossal da tarifa de Itaipu, todos atirados no lombo dos usuários residenciais e industriais - a tarifa, segundo cálculo da ANEEL, aumentará em média 40%.

Edição 3312
14 e 15 de Janeiro

Governo quer transferir mais 68 bi a bancos

Dilma corta R$ 41 bi da Educação, Saúde e até pensão de viúvas

Primeira onda de cortes leva R$ 23 bilhões da verba dos ministérios e mais R$ 18 bilhões do FAT e INSS

O governo cortou R$ 18 bilhões em cima dos direitos trabalhistas e/ou previdenciários dos trabalhadores, que Dilma jurou, há dois meses, na campanha eleitoral, que jamais iria tocar, nem que a vaca tossisse. No último dia sete, cortou mais R$ 22,7 bilhões – nada menos do que um terço da verba para "despesas correntes inadiáveis". O Ministério da Educação foi o mais atingido, com um corte de R$ 7 bilhões – assim é a "pátria educadora", de que falou Dilma em seu discurso de posse: sem verba, sem escola e sem educação. Apesar desses cortes, feitos sobre orçamentos já muito minguados, com o país em recessão, a produção e o investimento em queda livre, e com o setor público transferindo aos rentistas, sob a forma de juros, R$ 264 bilhões até novembro, o governo prepara mais um corte, de R$ 68 bilhões – praticamente todas as depesas não obrigatórias do Orçamento.