Marinheiros dos EUA foram forçados a deixar o Bahrein após sua base ser atingida por ataques retaliatórios de mísseis e drones do Irã, de acordo com a emissora pública dos EUA (National Public Radio- NPR), sediada em Washington, citando um porta-voz da Marinha
O Bahrein abriga a Quinta Frota da Marinha dos EUA na Atividade de Apoio Naval no Bahrein (NSA Bahrain), na capital Manama. Cerca de 8.000 militares norte-americanos estavam estacionados na base no momento da agressão conjunta EUA-Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.
Vídeos circulando nas redes sociais mostraram drones e mísseis iranianos atingindo a base naval dos EUA várias vezes no primeiro dia em que o país foi atacado pelos EUA e Israel. O que se repetiu seguidamente desde então.
Também segundo a NPR, além da base no Bahrein, soldados americanos foram evacuados de outras bases militares americanas na região, muitos deles agora escondidos em hotéis, fazendo Teerã acusar Washington de usar a população civil árabe como escudo humano.
A NPR relatou que marinheiros americanos continuam chegando à base naval dos EUA em Norfolk, Virgínia, com pouco mais do que as roupas que poderiam colocar em uma mochila. Eles deixaram “carros e móveis para trás”, enquanto corriam para sair em meio à retaliação do Irã.
Lutando para proteger as forças americanas dos ataques de drones e mísseis do Irã, o Pentágono emitiu um novo aviso de contrato federal solicitando contratados privados para fornecer “sistemas de abrigo pré-fabricados, transportáveis e reforçados, projetados para proteger o pessoal contra ameaças de explosões e fragmentação.”
Aliás, quatro dos 13 mortos que Washington reconhecem estavam “abrigados” em um “sistema” assim e foram estraçalhados. De acordo com o Pentágono, até sexta-feira (3) a baixas sofridas seriam 13 mortos e 365 feridos.
ENCOBRIMENTO DE VÍTIMAS, DENUNCIA THE INTERCEPT
Mas, segundo o site de jornalismo investigativo The Intercept, o Comando Central dos EUA (CENTCOM), que supervisiona operações militares na Ásia Ocidental, está envolvido em “encobrimento de vítimas”.
O portal afirmou que o CENTCOM forneceu “números baixos e desatualizados” e não forneceu detalhes sobre suas fatalidades. Também se recusou a fornecer uma contagem simples das bases americanas que drones e mísseis iranianos atacaram. “Não temos nada para você”, disse um porta-voz do CENTCOM ao The Intercept.
Nas últimas cinco semanas, bases dos EUA na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia e Kuwait foram alvo de poderosos contra-ataques de drones e mísseis do Irã.











