
Nesta sexta-feira, o Tribunal Constitucional da Coreia do Sul sustentou o impeachment do presidente Yoon Suk-yeol, 64, por violar os direitos constitucionais do povo sul coreano após tentativa fracassada de golpe.
A jogada ultizada pelo golpista agora afastado, foi decreto de lei marcial baixado em dezembro do ano passado.
Em votação unânime, o Tribunal Constitucional removeu Yoon da presidência. O presidente interino do tribunal, Moon Hyung-bae, ao ler o veredito, rebateu todas as desculpas que Yoon usou para declarar lei marcial e disse que o golpista abusou de sua autoridade ao usar leis militares sul-coreanas contra o próprio povo e o parlamento do país.
A decisão entra em vigor imediatamente. Yoon será afastado da presidência, e por decisão do Tribunal Constitucional, novas eleições serão antecipadas para decidir a escolha de um novo presidente em 60 dias.
Yoon tentou fazer um golpe em 3 de dezembro do ano passado. Ele foi acusado de fazer uma insurreição ao declarar lei marcial na Coreia do Sul e mobilizar o exército na tentativa autoritária de tentar fechar o parlamento controlado pela oposição.
Em sua defesa, Yoon disse que sua tentativa de lei marcial tinha a intenção de impedir que forças da oposição tentassem destruir o país.
Yoon foi um promotor ambicioso que usou seu cargo para se promover politicamente. Foi um grande defensor do combate à corrupção, fazendo um espetáculo de investigações contra políticos poderosos no país e ganhando fama entre o povo sul coreano o que lhe deu vitória nas eleições presidenciais de 2022.
“Yoon Suk Yeol foi o procurador-geral mais poderoso de todos os tempos,” disse o juiz aposentado, Han Dong-soo, ele foi chefe de inspeção interna no gabinete de Yoon quando este era procurador. “Ele usou o cargo para executar seu plano de se tornar presidente e, ao fazê-lo, suas ações foram ousadas,” disse.
“Se eu tivesse ido para a academia militar, teria dado um golpe,” recordou Han, citando o presidente deposto Yoon que teria feito essa afirmação durante um jantar em 2020.
Depois que assumiu a presidência, Yoon se envolvia em frequentes embates contra oponentes políticos e se revelando uma pessoa imprudente e autoritária. Antigos colegas e rivais na época de promotor disseram que Yoon sempre foi assim.
Apesar de sua atitude como defensor de combate à corrupção a todo custo, seu governo esteve envolvido em escândalos de corrupção com sua esposa, Kim Keon Hee. Acusações de manipulação de preços de ações (sobre as quais ele rejeitou pedidos de investigação sobre o caso) a aceitar de forma irregular presentes de artigos de luxo.
O Ministério Público da Coreia do Sul não apresentou queixa, na época, pelas acusações contra a agora ex-primeira dama.
Seu partido de direita conservador, hostil à Rpública Poplar Democrática da Coreia (Coreia do Norte) foi um dos mais submissos e servil às provocações de Washington e sua política acabou derrotada, nas eleições parlamentares fazendo que o controle do legislativo passasse para a oposição.