
“Não permitimos que navios com armas e munições para Israel entrem em nossos portos, nem que suas aeronaves entrem em nosso espaço aéreo”, ressalta o chanceler da Turquia
“Cortamos completamente nosso comércio com Israel. Fechamos nossos portos para navios israelenses,” comunicou o Ministro das Relações Exteriores, Hakan Fidan. “Não permitimos que navios porta-contêineres transportando armas e munições para Israel entrem em nossos portos, nem permitimos que aeronaves entrem em nosso espaço aéreo.”
O anúncio foi feito em meio a escalada militar dos Israelenses contra Gaza. Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, já havia anunciado em agosto a ocupação de toda a Faixa de Gaza pelas forças militares israelenses, o ataque à Cidade de Gaza é a primeira ação reforçando a brutalidade do genocídio de palestinos.
Nesta sexta-feira (29), Israel declarou que a Cidade de Gaza é uma “zona de combate”, a maior cidade dos territórios palestinos, se preparando para continuar a matança contra os mais de 1 milhão de palestinos que lá vivem.
É a continuação e o agravamento do genocídio que estão cometendo contra o povo palesstino. O regime sionista de Israel quer a eliminação ou a expulsão das pessoas que ainda vivem nos territórios palestinos e a anexação do que eles ainda não tomaram.
Em 2024, o governo turco já tinha cortado laços comerciais diretos com Israel. Erdogan exigiu então um cessar fogo permanente e a entrada imediata de ajuda humanitária a Gaza. Em 2023, os dois países fizeram US$ 7 bilhões em comércio direto.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, já havia denunciado repetidas vezes que Israel está cometendo genocídio contra os palestinos de Gaza e comparando os crimes de Netanyahu com os de Hitler.
Em novembro do ano passado, a Turquia já havia barrado um avião com o presidente israelense, Isaac Herzog, de entrar no espaço aéreo turco para uma viagem a um evento internacional no Azerbaijão.