
Para atender interesses do setor privado, a manobra do governo Tarcísio de Freitas (Republicano) para sucatear transporte sobre trilhos de São Paulo provoca transtornos ao deixar plataformas da Estação Barra Funda superlotadas e aumentar o tempo gasto por passageiros para fazer o mesmo trajeto com o fim do serviço 710 da CPTM.
Nesta quinta-feira (28), o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) enterrou o serviço 710, que unia a linha 7-Rubi e 10-Turquesa da CPTM. O resultado foi caos e superlotação nos horários de pico da manhã e da tarde na Estação Barra Funda. Em razão da privatização da linha 7-Rubi, adquirida pela TIC Trens, a Linha 7-Rubi liga agora Jundiaí até a estação Palmeiras-Barra Funda apenas, deixando de seguir até a Luz.
A estação, que já era ponto de partida da Linha 3-Vermelha do Metrô e do Expresso Aeroporto da CPTM, agora também recebe passageiros das linhas 7-Rubi , 10-Turquesa e 11-Coral, além destas linhas, a estação atende a Linha 8 – Diamante da Viamobilidade.
O motivo para o fim da ligação de Jundiaí a Rio Grande da Serra, com o serviço 710, foi atender os interesses do setor privado. Nesta quinta-feira (28) também marca a estreia da concessionária TIC Trens no comando da Linha 7-Rubi.
Com o fim do serviço 710, os passageiros também que embarcam pela Linha 7-Rubi não tem mais conexão com nenhuma linha do sistema, a única baldeação é na Barra Funda. Não há mais a ligação com a Linha 1-Azul do Metrô, a 4-Amarela na Luz e a Safira, no Brás, além da Linha 2-Verde, em Tamanduateí.
Deste modo, o trabalhador que sai de Perus e Pirituba, por exemplo,terá que sair de casa 25 minutos antes, pelo menos, se quiser chegar no horário no trabalho. Benefícios para a TIC Trens, que receberá recursos públicos para “gerenciar” a linha 7-Rubi, prejuízo para o povo que levará mais 50 minutos no trajeto de ida e volta do trabalho, superlotação na estação, aperto e queda da qualidade de vida.