
O chanceler chinês, Wang Yi, em ligação telefônica com o ministro Mauro Vieira, declarou que seu país quer “aprofundar a cooperação prática em diversas áreas entre os dois países”
A China quer “fortalecer a coordenação” com o Brasil e, junto com os países do BRICS, “resistir ao unilateralismo” e aos atos de intimidação de outros países, afirmou o chanceler chinês, Wang Yi, em ligação telefônica com o ministro Mauro Vieira.
Sem citar diretamente os Estados Unidos, o comunicado publicado pelo Ministério das Relações Exteriores da China demonstra que os dois países discutiram formas de minimizar o impacto das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump e lutar pelo multilateralismo.
Wang Yi e Mauro Vieira, chefes da diplomacia chinesa e brasileira, respectivamente, conversaram por telefone na quinta-feira (28).
“A China está pronta para trabalhar com o Brasil para fortalecer a confiança mútua estratégica, apoiar-se firmemente, acelerar a implementação dos importantes entendimentos comuns alcançados pelos dois chefes de Estado e aprofundar a cooperação prática em diversas áreas entre os dois países”, disse Wang Yi.
O país também quer “fortalecer a coordenação com o Brasil, unir-se aos países do BRICS para resistir ao unilateralismo e às práticas de intimidação, salvaguardar os direitos e interesses legítimos dos países em desenvolvimento e promover a reforma e o aprimoramento do sistema de governança global”, continuou o ministro chinês.
Na avaliação de Wang Yi, as relações entre Brasil e China estão em seu melhor momento.
O comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China também destaca que as conversas mantidas entre os presidentes Lula e Xi Jinping permitem a “construção de uma comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado”.
Mauro Vieira destacou que “o comércio internacional enfrenta grandes incertezas e o multilateralismo enfrenta sérios desafios. É de grande importância que os países do BRICS realizem uma coordenação estreita”.
“O Brasil espera fortalecer a comunicação e a coordenação com a China e as partes relevantes, além de explorar meios para apoiar o sistema multilateral de comércio e promover a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, de acordo com o informe.