“Petrobrás vai investir US$ 109 bilhões nos próximos cinco anos, um volume importante para a economia nacional”, declarou a presidente da estatal
O Conselho de Administração Petrobrás aprovou, na quinta-feira (27), o plano de investimentos para o período de 2026 a 2030, que prevê investimentos totais de US$ 109 bilhões. Em coletiva nesta sexta-feira (28), a presidente da estatal, Magda Chambriard, destacou os 72 anos de criação da Petrobrás e afirmou seu compromisso em “zelar pela segurança energética, associada ao zelo pelo planeta que a sociedade nos impõe”.
“A Petrobrás vai investir US$ 109 bilhões nos próximos cinco anos, um volume importante de investimento para a economia nacional, que representam 5% de todo o investimento que acontece em nosso país”, disse Magda.
“Vamos gerar 311 mil postos de trabalho e vamos gerar R$ 1,4 trilhão em tributos para União, estados e municípios ao longo dos próximos cincos anos. Seguiremos nossa trajetória como empresa brasileira integrada, líder na transição energética justa e responsável por 31% da energia que o Brasil consome”, afirmou.
Magda citou alguns exemplos do que a Petrobrás pretende fazer: nove sistemas de produção com plataformas; sistemas de produção complementares aos anteriores (sem plataforma); 20 navios de cabotagem, com barcaças e navios de pequeno porte. Serão 18 barcaças, 40 novas embarcações de apoio.
A estatal pretende acelerar os projetos de fertilizantes no início do ano que vem, com as fábricas de fertilizantes (Fafens) da Bahia e Sergipe. A produção na Ansa (fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados S.A.) em Araucária (PR) será retomada em março/abril de 2026.
Sobre o refino, Magda disse que segue avançando com a expansão da Refinaria Abreu e Lima (RNESR) em Pernambuco e com o Complexo Boa Ventura (antigo Comperj) em Itaboraí (RJ), “trazendo mais combustível ao mercado brasileiro e investimento de Norte a Sul do Brasil”.
A presidente da Petrobrás destacou ainda o “aumento expressivo na produção esse ano, de 11%, um crescimento inédito no mar, no pré-sal”.
MARGEM EQUATORIAL
Sobre a Margem Equatorial, Magda relatou: “começamos a perfurar o poço lá, que está localizado,, simplesmente, numa área que tem 2 mil 880 metros de lâmina d’água. A gente está lá a mil metros de profundidade abaixo do solo marinho”.
“Estamos indo para a terceira fase e estamos orgulhosos desse resultado. E vamos continuar prosseguindo e quem sabe anunciar em breve a descoberta que mais desejamos”, declarou.
No plano, a Petrobrás prevê atingir o pico de produção de óleo de 2,7 milhões bpd em 2028 e pico de produção total de 3,4 milhões de barris equivalentes de óleo e gás por dia (boed) em 2028 e 2029.
Para enfrentar os desafios de reposição de reservas, o PN 2026-30 direciona US$ 7,1 bilhões para atividades exploratórias no quinquênio, com destaque para as bacias do Sul e Sudeste, Margem Equatorial e ativos exploratórios em outros países como Colômbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul.
Em fato relevante, a estatal destacou a necessidade de manter sustentabilidade e eficiência operacional frente a preços mais baixos do petróleo. O valor previsto de investimentos é 1,8% menor do que o apresentado no plano (2025-2029) e deverá observar o seguinte valores: US$ 78 bilhões em exploração e produção; US$ 20 bilhões em refino, transporte e comercialização; US$ 9 bilhões em gás e energias de baixo carbono; US$ 2 bilhões em corporativo.
Sobre os dividendos ordinários distribuídos entre os acionistas, grande parte estrangeiros, o pagamento deverá ser em torno de US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões nos próximos 5 anos, quase US$ 10 bilhões por ano, ou pouco mais de R$ 50 bilhões anuais em nossa moeda. No plano anterior, a estimativa era de até US$ 55 bilhões.
Na coletiva, foi informado que muito provavelmente não vai ter pagamento de dividendos extraordinários. Se tiver caixa, não poderá prejudicar os projetos da Petrobrás.










