A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou na sexta-feira (28), que irá acionar a bandeira tarifária amarela em dezembro deste ano. Isso significa que os consumidores deixarão de arcar com os custos da tarifa adicional de cor vermelha 1, de R$ 4,46 a cada 100 KW/h consumidos, e passarão a pagar R$ 1,885 a cada 100 KW/h consumidos.
Ao todo, foram seis meses de vigor das tarifas adicionais de cor vermelha, jogando para o alto os preços da energia no país. Entre janeiro e outubro de 2025, a energia elétrica residencial acumula alta de 13,64%, tendo um impacto de 0,53 ponto percentual no IPCA, indicador oficial de inflação, que no mesmo tempo registrou alta de 3,73%.
O mecanismo das bandeiras tarifárias, criado em 2015 para indicar o custo real da energia, é definido por cores: verde, amarela ou vermelha com patamares 1 e 2 – a mais cara, com acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.
Nos meses de junho e julho, a Aneel acionou a bandeira vermelha patamar 1. Em agosto e setembro, estabeleceu a vermelha patamar 2. Em outubro, retomou o patamar 1, que foi mantido em novembro.
Quando é acionada a cor verde não há custo adicional aos consumidores. Antes desse sistema, o aumento do custo de geração de energia – que sempre é provocada pelo acionamento de termoelétricas (caras e poluentes) – era repassado aos consumidores via reajuste anual e local.
Em nota, a direção da Aneel afirma que “com a entrada do período chuvoso no país, a previsão de chuvas para dezembro é superior às chuvas que ocorreram em novembro, na maior parte do país. Contudo, essa expectativa de chuvas está, em geral, abaixo da sua média histórica para esse mês do ano. Diante de condições de geração de energia um pouco mais favoráveis, foi possível mudar da bandeira vermelha patamar 1 para amarela. Por isso, o acionamento das termelétricas continua sendo essencial para atender à demanda”, justifica.
“Além disso, a geração solar é intermitente e não fornece energia de forma contínua, especialmente no período noturno e nos horários de maior consumo”, argumenta a agência.











