“Pedido de indulto de Netanyahu é admissão de culpa”, afirmam oposicionistas israelenses

Manifestante em Tel Aviv fantasiado de Trump segura o boneco Netanyahu pedindo "perdão para o rapaz" (Jack Guez/AFP)

Indiciado por receptação de suborno, fraude e quebra de confiança em pelo menos três casos, diante do avanço do julgamento o criminoso de guerra Netanyahu pede indulto antecipado ao presidente Isaac Herzog

Dois dos principais líderes da oposição de Israel, Yair Lapid (Yesh Atid) e Yair Golan (Democratas) repudiaram a arrogante manobra de Netanyahu, declarando que ao pedir o imediato encerramento do julgamento e a retirada das acusações, ele estaria, na verdade, admitindo sua culpa.

Golan esclareceu ainda que “em um julgamento que se arrasta por oito anos, sem que nenhum dos casos contra ele tenha sido arquivado, Netanyahu busca perdão. A única saída a considerar é que ele assuma a responsabilidade pelos atos cometidos, admita a culpa e libere o povo e o Estado ao deixar a atuação política”.

Netanyahu é acusado pela Promotoria israelense em três casos:

1 – Caso 1.000 – Em troca de presentes de luxo, Netanyahu apoiou legislação que isentava negócios do magnata judeu Arnon Milchan de impostos em negócios realizados em Israel. A acusação neste caso é de “Fraude e Quebra de Confiança”.

2 – Caso 2.000 – Netanyahu avançaria legislação em favor do editor do jornal Yedioth Achronot, Arnon Mozes, em troca de cobertura positiva de seu governo. A contrapartida a Mozes seria legislação que dificultaria o recém criado Israel Hayom, de Sheldon Adelson. Também aqui a acusação é de “Fraude e Quebra de Confiança”.

3 – Caso 4.000 – Enquanto ministro das Comunicações, Netanyahu tomou medidas que favoreciam o site Walla News integrante da companhia Bezeq, de propriedade de Shaul Elovitch, em troca de suborno. Neste caso a acusação considera Netanyahu culpado de receptação de suborno, fraude e quebra de confiança.

Além desses o governo de Netanyahu é ainda investigado, no Caso 3.000, que trata da aquisição – com apoio em suborno – de submarinos Dolfin, de fabricação alemã, para a marinha de Israel.

Organizações israelenses também condenam o pedido de Netanyahu, entre elas a diretora do Instituto pela Democracia Israelense, Suzie Navot, professora de Direito Constitucional que atender a ele, seria para os procedimentos criminalísticos por suborno. O que Netanyahu quer é ficar acima da lei”.

Os que apoiam o pedido de Netanyahu são os fascistas que compõem seu governo, entre eles Smotrich e Gvir e ainda Trump, que apoiou os crimes do premiê em Gaza com dezenas de bilhões de dólares em armas, principalmente bombas de uma tonelada de explosivos cada uma, com as quais as tropas de extermínio de Israel destruíram mais de 80% dos prédios em Gaza, incluindo, residências, escolas e hospitais.

Também indiciado por crimes de guerra (da gravidade de genocídio e crimes contra a Humanidade) pelo Tribunal Internacional de Haia, Netanyahu foi ao ar, na mais cínica de suas falas para dizer que passar uma borracha sobre seus crimes seria “do interesse nacional” e que ajudaria a acabar com “a divisão que prejudica os israelenses e põe Israel em risco”, como se não fossem seus crimes e uma crescente oposição a eles a causa da divisão que vive a sociedade de Israel, atingida pelos crimes da ocupação e do apartheid, motivados e alimentados por seu racismo colonialista.

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