“Ataque à Venezuela é contra toda a América Latina”, diz Elias Jabbour

O economista Elias Jabbour, professor da UERJ (Foto: Reprodução - Instagram)

Professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro afirma que “o momento é de pensar o Brasil, como nós vamos enfrentar esse tipo de ameaça hoje e amanhã”

O economista e professor Elias Jabbour alerta que a “defesa da Venezuela hoje é a defesa do Brasil amanhã”, disse ao comentar em sua rede social o ataque militar dos EUA à Venezuela na madrugada deste sábado (3). 

“Esse ataque americano a Caracas, as instalações militares, trata-se de uma quebra grave da soberania venezuelana e latino-americana. O que eles querem na Venezuela é petróleo, recursos naturais, é o mesmo que eles querem no Brasil, que é terras raras”, denuncia Jabbour, ao exclamar “a incondicional defesa da Venezuela e a incondicional defesa de Nicolás Maduro e seu governo”.

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“A defesa da Venezuela hoje é a defesa do Brasil amanhã. A Venezuela é um país soberano, um país que desde 1998 busca um caminho próprio, inclusive o do socialismo, o que tem provocado uma ira gigantesca contra o seu governo. Desde 2014 a Venezuela tem passado pela infâmia das sanções, dos bloqueios”.  “A Venezuela hoje tem centenas de medidas coercitivas [estrangeiras] contra o seu país e busca sobreviver, apesar de toda essa situação”.

“Agora vem o ataque, vem a cartada final, que é um ataque contra a Venezuela, contra o território venezuelano, que em última instância é um ataque contra a América Latina, porque mexer com qualquer país da América Latina e mexe conosco”.  

“É um ataque indireto ao Brasil. Que fica muito claro, no que o Henry Kissinger (antigo secretário de Estado e Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA), dizia sobre a necessidade de se impedir o surgimento do novo Japão aqui na América do Sul, no hemisfério sul do mundo, e evidentemente esse país é o Brasil”.

“Esse ataque é um ataque indireto ao Brasil, é um ataque contra as vontades de hoje e de amanhã de qualquer país, que se organize sobre um projeto nacional de desenvolvimento, que coloque em questão a nossa dependência econômica em relação ao norte global”, prosseguiu.    

“Nós devemos pensar estrategicamente nesse momento. O momento de pensar o Brasil, como nós vamos enfrentar esse tipo de ameaça hoje e amanhã, porque é petróleo da Venezuela, são terras raras do Brasil, é muita coisa que está em jogo, e faz necessário elevar o nível da discussão política em outro patamar no Brasil (…)”.   

“Que esse ataque à Venezuela sirva para aumentar e reavivar o nosso sentimento de solidariedade internacional e também o momento para que nós tenhamos oportunidade de elevar o nível de discussão política no país”, concluí o professor associado da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Com o ataque estadunidense ao território venezuelano, o presidente do país, Nicolás Maduro, e sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, foram sequestrados e levados aos EUA.

Na tarde deste sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que vai “comandar o país até que uma transição adequada possa acontecer” – leia-se: após implantarem alguém que seja servil aos interesses estadunidenses.

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Uma resposta

  1. só os IMBECIS, ALIENADOS, IDIOTAS, VERMES e todo gado bolso-NAZIFASCISTA aplaudem esse ataque covarde e violento de trump contra a Venezuela. maduro deveria ser deposto, preso, julgado e condenado sim, mas pelo Povo venezuelano, livre e soberano. a direita bandida, traidora, capacho e golpista do Brasil ,está em êxtase, gozando com o pau alheio. mas o Brasil não será nunca uma Venezuela, e muito menos o quintal de trump e dos eua.

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