Nesta quarta-feira (7) forças americanas a mando de Trump tomaram o petroleiro ‘Bela 1’ que recentemente mudou de nome para ‘Marinera’ e já tinha adotado a bandeira da Rússia, chegando a pintá-la em seu casco.
A Rússia denunciou que o navio estava em águas internacionais, sob bandeira do país e acusou os EUA e a OTAN de atenção desproporcional, cobrando respeito à liberdade de navegação.
A operação, com características de pirataria, teve apoio do Departamento de Justiça, da Segurança Interna e do Pentágono.
“A embarcação foi apreendida no Atlântico Norte com base em um mandado emitido por um tribunal federal dos EUA”, diz o perfil oficial do comando no X.
Tropas dos EUA lançaram uma operação para tomar o controle do petroleiro, relataram dois oficiais americanos. Segundo os militares, o objetivo é fazer uma pressão econômica contra a Venezuela para obter concessões de seu petróleo.
“Há vários dias, o Marinera tem sido seguido por um navio da Guarda Costeira dos EUA, apesar de nossa embarcação estar localizada aproximadamente a 4.000 quilômetros da costa dos EUA”, comunicou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
“Atualmente, a embarcação navega pelas águas internacionais do Atlântico Norte sob a bandeira estatal da Federação Russa e em total conformidade com o direito marítimo internacional”, acrescentou o Ministério de Relações Exteriores russo.
“Ao mesmo tempo, por razões que ainda não estão claras para nós, a embarcação russa está recebendo uma atenção crescente das forças militares dos EUA e da OTAN, o que é claramente desproporcional ao seu status pacífico”, acrescentaram.
Em 5 de janeiro o petroleiro estava na costa oeste da Escócia, de acordo com o rastreamento do MarineTraffic. O Marinera não é o único petroleiro a mudar sua bandeira para a russa, outros três navios que estavam operando perto da costa da Venezuela fizeram o mesmo.
O governo americano está fazendo uma corrida para causar um incidente internacional escalando conflito contra países que possuem armamento nuclear e mísseis balísticos intercontinentais. O governo russo havia mandado um submarino e um navio de guerra para escoltar o petroleiro russo mas mesmo assim, os criminosos americanos abordaram o navio.
No mês passado, forças dos EUA tomaram dois petroleiros que navegavam na costa da Venezuela como parte do embargo criminoso imposto pelo governo Trump, com o objetivo de sufocar a economia venezuelana.
Ontem, Trump se gabou nas redes sociais que a Venezuela entregaria para os EUA de 30 milhões a 50 milhões de barris de petróleo. E que o dinheiro provindo desse crime seria controlado por ele.
Militares dos EUA entraram no petroleiro Marinera em alto-mar, o que contraria as normas da Convenção da ONU sobre o Direito do Mar de 1982, afirmou o Ministério do Transporte da Rússia. O órgão informou que o navio recebeu autorização temporária para navegar sob a bandeira.











