Em uma publicação no Truth Social, na quarta-feira (7), o presidente Trump disse que os lucros gerados com a venda do petróleo venezuelano “serão controlados por mim, como presidente dos Estados Unidos da América”.
Na quinta-feira (8), o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, na mesma linha do chefe, anunciou que o governo tem a intenção de vender o petróleo venezuelano “indefinidamente” e, enquanto isso, todo o lucro gerado seria depositado em contas controladas pelo governo norte-americano, mais precisamente, controladas pelo próprio presidente, como já anunciara.
O secretário americano de Energia, também disse que a Venezuela ainda pode fazer comércio com a China, que Trump quer uma relação “pacífica”, mas o controle do petróleo venezuelano está nas mãos de Washington.
“Vamos comercializar o petróleo que sai da Venezuela, primeiro esse petróleo armazenado, e depois indefinidamente, daqui para frente, vamos vender a produção que sai da Venezuela para o mercado”, disse o aprendiz de pirata Chris Wright durante um evento em Miami.
O secretário americano também disse que o investimento para restaurar a indústria petrolífera da Venezuela, destruída pelas sanções americanas, pode custar dezenas de bilhões de dólares
“Isso exigiria dezenas de bilhões de dólares e um tempo significativo para recuperar a produção da Venezuela em máximas históricas de mais de três milhões de barris por dia. Mas por que não? Os recursos são imensos”, pontificou Wright.
O presidente Trump, sem mais nem menos, admitiu que o ataque aconteceu porque seu governo quer “acesso total” ao petróleo venezuelano e que irá “administrar” a Venezuela até que ocorra uma “transição adequada” e que consiga colocar uma marionete alinhada com Washington para controlar o roubo.
O Departamento de Energia dos EUA, na quarta-feira, postou em seu site que o governo dos EUA “começou a comercializar petróleo bruto venezuelano no mercado global para o benefício dos Estados Unidos, Venezuela e nossos aliados”.











