STF intima Malafaia por crimes de calúnia e injúria contra o Exército

Pastor bolsonarista Silas Malafaia (Foto: Mauro Pimentel - AFP)

Bolsonarista foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou um prazo de 15 dias para que o pastor Silas Malafaia apresente sua defesa na denúncia de crimes de calúnia e injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva, apresentada pela Procuradoria-Geral da República, em 18 de dezembro de 2025.

Durante uma manifestação bolsonarista na avenida Paulista, em abril do ano passado, Silas Malafaia atacou o Alto Comando do Exército, ao chamá-los de “frouxos, covardes”.

“Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição”, disse o pastor no ato que foi convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prol da anistia dele e dos demais golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O general Tomás Paiva levou essas acusações ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que decidiu denunciar Silas Malafaia, com o entendimento de que o discurso do pastor ofendeu os generais que integram o Alto Comando, inclusive o comandante do Exército.

Para Gonet, Silas Malafaia em sua fala imputou aos generais o crime de prevaricação. O discurso foi publicado na rede social de Malafaia, a postagem conta com mais de 300 mil visualizações. 

“As falas ofensivas, após serem proferidas perante milhares de pessoas, foram também compartilhadas no perfil da rede social Instagram do denunciado (@silasmalafaia), com a legenda: “Minha fala contra os generais covardes do alto comando, não contra o glorioso Exército Brasileiro”, afirma o procurador na denúncia ao STF. 

O procurador decidiu encaminhar a denúncia para o STF por entender que o caso tem conexão com as investigações dos inquéritos das fake News e das milícias digitais.

“Evidente, por fim, a competência do Supremo Tribunal Federal e a prevenção do Ministro Alexandre de Moraes para apreciação do feito, em razão da estrita conexão entre as condutas denunciadas e aquelas investigadas de modo mais abrangente no âmbito dos Inquéritos n. 4.781 (“fake news”) e 4.874 (“milícias digitais”)”.

No último dia 20 de dezembro, Moraes determinou que Malafaia fosse notificado e deu o prazo de 15 dias para defesa. A notificação foi recebida pelo pastor em 23 de dezembro do ano passado. Ou seja, o prazo está prestes a encerrar.

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