A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou nesta sexta-feira (9) que manteve contatos diplomáticos com os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Colômbia, Gustavo Petro, e com o chefe do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, para denunciar a “agressão criminosa, ilegal e ilegítima perpetrada contra a República Bolivariana da Venezuela” e reafirmar o compromisso de Caracas com a via diplomática.
“Durante essas trocas de informações, forneci detalhes sobre os ataques armados contra o nosso território, que resultaram no assassinato de mais de cem civis e militares, bem como sobre as graves violações do Direito Internacional, incluindo a violação da imunidade pessoal do Presidente Constitucional da República, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cilia Flores”, assinalou.
Delcy relatou sobre a concordância entre os mandatários de promover uma ampla agenda de cooperação bilateral, “baseada no respeito pelo Direito Internacional, na soberania dos Estados e no diálogo entre os povos”.
“Agradeci especialmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao povo do Brasil pelo apoio e assistência prestados à Venezuela nos momentos mais críticos após a agressão sofrida”, destacou.
Sobre a conversa com o presidente Gustavo Petro reafirmou que a Colômbia e a Venezuela são países irmãos, “comprometidos em avançar juntos para enfrentar e resolver os problemas que nos afetam em comum, com base no respeito mútuo e na cooperação regional”.
“Em minha conversa com o presidente Pedro Sánchez, agradeci-lhe pela postura corajosa do governo espanhol ao condenar a agressão contra a Venezuela e manifestei o nosso interesse em trabalhar em conjunto numa ampla agenda bilateral”, disse.
“As conversações refletiram um entendimento comum sobre a necessidade de promover uma ampla agenda de cooperação bilateral, baseada no respeito ao direito internacional, à soberania dos Estados e ao diálogo entre os povos. Reafirmei que a Venezuela continuará a enfrentar essa agressão por meio de canais diplomáticos, fiel aos princípios da Diplomacia Bolivariana de Paz, como a única forma de defender nossa soberania”.
“LIBERDADE PARA MADURO E CILIA FLORES”
“Não podemos parar. Devemos seguir em frente, cada vez mais, pela felicidade social do nosso povo e na mobilização pela libertação do presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores”, insistiu a presidente interina Delcy Rodríguez nesta sexta-feira, durante a inauguração do Centro de Atendimento Integral à Mulher e Parto Humanizado em La Candelaria, bairro histórico no coração de Caracas, onde o projeto foi concebido a partir de debates do poder popular.
Delcy compartilhou uma lembrança sobre “aquelas noites em que o presidente Maduro decidiu criar a Grande Missão Venezuela Mulher. E lá estava Cilia Flores, agora refém”.
“Estamos trabalhando por eles. Exigimos a liberdade de Nicolás Maduro e Cilia Flores. Uma semana depois de terem sido detidos, temos saído às ruas constantemente para exigir a sua libertação”, afirmou.
A agressão militar fascista dos EUA contra a Venezuela em 3 de janeiro, na qual vários pontos de Caracas e diversas áreas dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira foram bombardeadas, deixou pelo menos 100 mortos e um número semelhante de feridos, segundo o Ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello.











