“Greve vitoriosa fortalece a luta em defesa dos Correios”, avalia sindicato de São Paulo

Assembleia do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP). Foto: Sintect-SP

Na avaliação do sindicato, trabalhadores nos Correios de São Paulo foram a linha de frente da greve de resistência da categoria, que manteve a data-base, os direitos e a reposição dos salários

Os trabalhadores dos Correios de São Paulo foram, mais uma vez, essenciais para que a categoria ecetista em todo o país não tivesse prejuízo financeiro. Essa foi a avaliação do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo, após a greve que mobilizou os funcionários da estatal, entre os dias 16 de dezembro e 5 de janeiro, por direitos e em defesa da empresa pública e estratégica para o país.

A base, com o maior número de trabalhadores do país, teve o melhor índice de paralisação das operações dos Correios. A greve forçou a mídia a registrar a opinião dos trabalhadores e colocou “pressão sobre a direção da empresa e sobre o governo”, avaliou a entidade, em balanço divulgado em seu site.

Conforme as lideranças sindicais, “a postura dos dirigentes da empresa foi revoltante. Em todo o processo de negociação insistiram, até o final, em não conceder a reposição da inflação, e em retirar direitos. É importante dizer que o governo nada fez para mudar essa posição”, denunciaram os trabalhadores.

Para os dirigentes “a greve sensibilizou os ministros do TST”. Nas audiências de conciliação, o Tribunal apresentou duas propostas, que a empresa recusou. No julgamento, garantiram a reposição da inflação aos salários desde a data-base (1º de agosto) e mantiveram o essencial do acordo coletivo de trabalho. “Foi uma vitória frente à intransigência da direção da empresa”.

No entanto, avalia a entidade, “tudo isso tem que servir para desestimular demissão de trabalhadores, fechamento de agências e CDDs, corte de custos e de serviços, como quer a direção da empresa”. Nesse caso, “os Correios se tornariam meros assessores das grandes empresas privadas, para fazer entregas onde elas não querem ir, porque é longe e não dá lucro”.

“O Sindicato vai lutar, com toda a categoria, pela reestruturação da empresa, por investimento governamental, modernização tecnológica e novas frentes de atuação. Vamos lutar por uma empresa de Correios que desenvolva toda sua potencialidade. Que cresça, ocupe e seja a ponta mais forte do mercado postal e de logística”.

“Que concorra com as grandes empresas privadas, oferecendo segurança, rapidez e preço justo à população, inclusive para os produtores individuais e pequenos que precisam de um serviço de entrega estatal acessível e confiável para seus produtos. Que use e reforce sua enorme rede logística para garantir o direito à comunicação postal e a entrega de encomendas a todos os brasileiros, de todas as cidades e bairros do país.”

“Insistimos que precisamos de investimentos, contratação de funcionários e valorização da mão de obra. Queremos Correios fortes e competitivos!”, conclui o Sindicato.

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Uma resposta

  1. Eu comprei uma roupa na enjoei no dia 9 de dezembro, que viria pelos correios e o prazo era até dia 30 de dezembro, até agora não chegou e o suporte da enjoei fala que é a greve, mas já se passou semanas que essa greve aconteceu e até hoje não chega, acho isso uma falta de respeito.

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