Rússia e China defendem Irã contra novas ameaças militares de Trump

Maria Zakharova e Mao Ning, porta-vozes dos Ministérios das Relações Exteriores da Rússia e da China (Montagem)

Moscou destaca que parceria com os iranianos é “inquebrável” e Pequim alerta Washington que “coerção e pressão não resolvem problemas”

A Rússia e a China voltaram a erguer a voz nesta semana em defesa do Irã contra novas ameaças militares dos Estados Unidos, exigindo respeito ao direito internacional e à autodeterminação dos povos.

Moscou destacou a parceria com os iranianos como “inquebrável”, frisando que buscar atemorizar com novos ataques o território da República Islâmica é algo “categoricamente inaceitável”.

Pequim alertou Washington que “coerção e pressão não resolvem problemas”, frisando que a China protegerá seus direitos e interesses após Donald Trump tentar intimidar com a imposição de tarifas de 25% a qualquer país que comercialize com o Irã.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, alertou para as “terríveis consequências” para o Oriente Médio e a segurança internacional caso alguma potência explore os “distúrbios ligados do exterior” como pretexto para repetir a agressão realizada por Israel e pelos EUA em junho de 2025.

Nem no campo militar nem em nenhum campo o governo russo se submeterá, sublinhou Zakharova: “Rejeitamos veementemente as tentativas de chantagear os parceiros estrangeiros do Irã com o aumento de tarifas”. “Condenamos veementemente a interferência estrangeira inflamatória nos processos políticos internos do Irã”, acrescentou a diplomata, enfatizando que as autoridades islâmicas demonstraram disposição para se engajar em um “diálogo construtivo” a fim de superar as consequências negativas das hostilidades impostas pelo Ocidente.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, reafirmou o compromisso do seu governo com trilhar um caminho comum, sem confrontos. “Sempre acreditamos que não há vencedores em uma guerra comercial, e a China protegerá resolutamente seus direitos e interesses legítimos”, declarou Mao Ning, condenando as medidas de Trump como “coerção” e “pressão” para estrangular economicamente Teerã.

A China é o principal parceiro comercial do Irã, representando cerca de 30% do seu comércio exterior total e 90% das suas exportações de petróleo, seguida pela Rússia e pela Índia.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *