Prévia do PIB cresce 0,7% em novembro e 2,4% no ano, aponta BC

Foto: Divulgação

Alta no mês, atípica, segundo analistas, fez com que especuladores saíssem em campo em defesa da manutenção dos juros extorsivos que asfixiam a economia

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central (BC) registrou em novembro alta de 0,7% na comparação com outubro (considerando-se o índice dessazonalizado), depois de dois meses seguidos de queda. No mês anterior, a queda foi de 0,10% (revisado de -0,25%). O último resultado positivo foi registrado em agosto (0,4%).

A “prévia do PIB”, conforme é considerado o ÍBC-Br, confirma que a economia brasileira segue em desaceleração. Em doze meses até novembro de 2025, a alta acumulada é de 2,4%, até outubro do ano passado, o índice registrou 2,6%. No ano, de janeiro a novembro, o resultado é positivo em 2,4%.

A desaceleração ocorrida na economia tem nas taxas de juros estratosféricas sua principal razão, inibindo os investimentos público e privado e o consumo das famílias. A alta no mês deixou os lobistas do arrocho monetário em polvorosa, defendendo que é cedo para o Banco Central reduzir a taxa básica de juros (Selic) na próxima reunião do Comitê de Política Monetário (Copom) na semana que vem, mantendo o Brasil com um juro real (descontada a inflação) próximo de 11%: “a atividade continua resiliente apesar de uma Selic bastante restritiva”, manifestaram. Alguns porta-vozes dos bancos chegaram a dizer que nem em março haverá corte na Selic.

Em novembro, de acordo com o BC, indústria e serviços foram os setores que cresceram, respectivamente, 0,8% e 0,6% em relação ao saldo de outubro. A agropecuária, por outro lado, recuou -0,3% na comparação com outubro, quando registrou um bom desempenho.

Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela divulgação oficial do Produto Interno Bruto (PIB) divulgou que em novembro, em relação a outubro, a produção industrial brasileira ficou estagnada (0,0%) e o setor de serviços caiu -0,1%. As vendas do comércio varejista tiveram resultado positivo (+1%). “A Black Friday deste ano influencia bastante o resultado, ao contrário de anos anteriores. Foi a melhor Black Friday desde 2021. É também a segunda alta mensal seguida”, avaliou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

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