A Polícia Federal afirmou ter “indícios veementes” de que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liderou uma “organização criminosa para captação ilícita de recursos”.
O banqueiro chegou a ser preso em novembro de 2025, quando foi deflagrada a Operação Compliance Zero, mas foi solto logo depois pela desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, mediante uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.
À frente do Banco Master, Vorcaro cometeu fraudes por meio da emissão de títulos de crédito falsos. São apurados os crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.
No dia 15 de janeiro, logo após a realização da segunda fase da operação, a Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação por 60 dias do inquérito.
“Apesar de já consolidados indícios veementes de que o investigado Daniel Bueno Vorcaro liderou organização criminosa para captação ilícita de recursos, ainda não foi possível a conclusão das diligências ordenadas por V. Exa [ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF], bem como outras necessárias ao esclarecimento dos vínculos e participação de cada um dos integrantes da organização criminosa”, diz a PF no pedido de prorrogação.
Os investigadores realizaram buscas em endereços de Daniel Vorcaro e outros investigados. Já foram apreendidos 300 itens.
Somente nas operações de novembro, “foram apreendidos 10 aparelhos celulares, uma profusão de computadores e mais de 8 terabytes em HDs de arquivos oriundos das três instituições financeiras que foram objetos das medidas, aparelhos que necessariamente devem ser analisados e periciados”, disse a PF.











