Putin acolhe Abbas, defende Palestina livre e reconstrução de Gaza para garantir a paz

Mahmoud Abbas e Vladimir Putin durante o encontro no Kremlin (Sputnik/Sergei Bobylev)

No Kremlin, o líder russo reafirmou ao presidente da Autoridade Nacional Palestina as profundas raízes existentes entre os dois povos e seu compromisso para superar as dificuldades

Durante encontro no Kremlin, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (22) ao líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que somente a reconstrução da Faixa de Gaza e a libertação do país podem trazer paz efetivamente ao Oriente Médio.

As relações entre a Rússia e a Palestina têm raízes profundas e são desenvolvidas mesmo diante das dificuldades no Oriente Médio, ressaltou Putin, destacando que Moscou forneceu ajuda humanitária durante os tempos mais difíceis na crise na Faixa de Gaza.

O dirigente russo disse que estava disposto a destinar US$ 1 bilhão para a reconstrução de Gaza de recursos provenientes de ativos russos congelados ilegalmente pelos Estados Unidos, reiterando ter a criação de um Estado palestino como peça fundamental para a estabilidade.  De acordo com o Kremlin, obviamente que o eventual uso de parte dos valores para fins humanitários não implica o abandono das reivindicações legais para sua restituição integral. 

O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, assinalou que o povo palestino continuará defendendo sua terra contra qualquer tentativa de expulsão, apesar da política de terrorismo de Estado com os crimes da ocupação israelense e a destruição generalizada de infraestruturas essenciais.

Desde outubro de 2023, denunciou, o governo de Benjamin Netanyahu já assassinou 71.562 palestinos e feriu 171.379. As constantes violações do “cessar-fogo” pelos ocupantes desde outubro de 2025 resultaram na morte ou ferimentos de mais de 1.820 civis em Gaza.

Apesar dos tempos difíceis, Abbas agradeceu a colaboração, lembrando que a Rússia sempre apoiou firmemente a Palestina, incluindo apoio financeiro. Conforme o dirigente palestino, enquanto uma relação é de solidariedade a outra é de ocupação, que somente traz morte e destruição.

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