A Universidade Zhejiang, da China, assumiu a primeira posição no ranking global de capacidade de pesquisa universitária, conforme o levantamento do Centro de Estudos de Ciência e Tecnologia (CWTS) da Universidade de Leiden, na Holanda, em 2025. O segundo lugar é da Universidade Jiao Tong, na cidade de Xangai, também chinesa.
A pesquisa, realizada pela conceituada instituição da Holanda, mostra que a tradicional líder Universidade de Harvard dos Estados Unidos caiu para o terceiro lugar. A Universidade de São Paulo, USP, é a melhor colocada da América Latina, sendo parte do Top 20.
O ranking avalia a quantidade e qualidade de artigos científicos e acadêmicos publicados.
Dezesseis universidades chinesas dominaram as 20 primeiras posições, que inclui duas norte-americanas (Harvard em 3º e Michigan em 20º), a USP em 17º e a canadense Universidade de Toronto em 19º.
INVESTIMENTOS CONSTRÓEM ENORME CAPACIDADE CIENTÍFICA
Nos últimos 10 anos, refletindo que a China multiplicou investimentos em universidades, pesquisa e inovação, o cenário das instituições mais relevantes no mundo mudou. O país asiático fez aportes bilionários em suas instituições de ensino superior e atrai pesquisadores com políticas específicas, construindo uma das maiores capacidades científicas do planeta.
Apesar de universidades como Harvard, MIT e Stanford continuarem produzindo mais pesquisas que há duas décadas, o ritmo de crescimento das instituições chinesas foi muito mais acelerado, conforme análise do ranking holandês.
Pelo segundo ano consecutivo, a Universidade de São Paulo é a universidade latino-americana que mais produz pesquisa de impacto no mundo. No quesito impacto científico, 44,2% dos 20.781 artigos publicados pela USP estão entre os 50% melhores do mundo em suas respectivas áreas. A instituição mantém posição de destaque como líder brasileira em rankings internacionais de qualidade acadêmica.











