Chuvas em SP já causaram 13 mortes desde dezembro

Homem de 75 anos foi arrastado pela enxurrada - Foto: Reprodução

O estado de São Paulo chegou à marca de 13 mortes provocadas pelas chuvas desde o início do período mais crítico da temporada, evidenciando o impacto das precipitações intensas que vêm atingindo diferentes regiões paulistas. O caso mais recente foi o de um homem de 75 anos que morreu na tarde deste domingo (25), após ser arrastado por uma enxurrada na capital. Ele estava na Rua Piata, na Vila Guilherme, zona Norte da cidade, e tentava retirar seu carro da via alagada quando foi surpreendido pela força da água, acabou prensado contra outro veículo e não resistiu.

Com essa ocorrência, o número de vítimas fatais no estado se aproxima do total registrado em todo o verão de 2024-2025, quando 18 pessoas morreram em situações relacionadas a temporais. Na capital paulista, a morte do idoso foi a quarta desde dezembro e o caso foi registrado como morte acidental pelo 13º Distrito Policial, na Casa Verde. No momento do temporal, o Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura já havia decretado estado de atenção para alagamentos às 15h35, após a formação de áreas de instabilidade que avançaram do interior, especialmente da região de Campinas, em direção à Grande São Paulo.

Os temporais recentes também provocaram transtornos em outras áreas da capital e da Região Metropolitana. Na zona Leste, córregos transbordaram, ampliando os pontos de alagamento, enquanto em Guarulhos cerca de dez bairros foram afetados. Em um dos episódios, um homem chegou a ser arrastado pela correnteza no bairro do Taboão, mas conseguiu se salvar. As chuvas vieram acompanhadas de ventos fortes, com rajadas próximas de 60 quilômetros por hora nas imediações do Aeroporto Internacional de Guarulhos e em torno de 50 quilômetros por hora na região de Santana, também na zona Norte da capital.

Além das mortes, os temporais deixaram um rastro de danos sociais. Em todo o estado, 259 pessoas foram registradas como desabrigadas, sendo que 22 ainda permanecem fora de casa, e 647 estão desalojadas, dependendo de apoio de familiares, amigos ou do poder público. Diante da continuidade das instabilidades, o Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta de perigo para chuvas intensas, com previsão de acumulados que podem chegar a 100 milímetros e ventos de até 60 quilômetros por hora, cenário que mantém autoridades em estado de atenção e reforça o risco de novos alagamentos, deslizamentos e ocorrências graves.

A região segue em alerta de perigo para chuvas intensas até a noite desta segunda-feira (26), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia. O alerta se estende a todo o litoral norte e à faixa leste do estado, até a região de Ribeirão Preto, a Noroeste, ao sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, além do sul goiano. Toda a porção central do país, incluindo as Regiões Norte, Centro-Oeste e partes do Nordeste e Sudeste tem alerta moderado para a mesma data, com possibilidade de acumulados de chuva.

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