A ocupação Palestina Livre sofreu um grave ataque de integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) e do partido protofascista “Missão”, em Diadema, na Grande São Paulo.
A violenta invasão foi registrada pelas famílias que moram na ocupação. Integrantes do movimento de extrema direita, acompanhados por capangas, invadiram o prédio que serve de moradia para dezenas de pessoas sem-teto, arrebentando os cadeados com alicates. O ato faz parte de mais um dos diversos atos violentos que o MBL faz pelo país, como modus operandi para as redes sociais e parte de uma estratégia deliberada de intimidação contra sindicatos, movimentos sociais, dirigentes e trabalhadores organizados.
“Hoje, a nossa luta sofreu um ataque covarde. Um grupo de cerca de 12 bandidos fascistas e mercenários arrombou o cadeado da Ocupação Palestina Livre com um tesourão e tentou invadir a nossa casa. Esses capangas não respeitaram ninguém: agrediram mulheres e crianças que estão de férias na ocupação, jogando spray de pimenta no rosto de famílias trabalhadoras. Eles vieram para intimidar, mas encontraram a força do povo organizado!’, disseram moradores da ocupação que é ligada ao Movimento de Lutas dos Bairros, Vilas e Favelas (MLB).
“ELES FORAM BARRADOS! Mesmo em 12, esses bandidos foram botados para correr pelas famílias que defendem o seu direito digno à moradia. Em Diadema fascista não se cria, e lugar de bandido é fora das ocupações e do movimento popular!”, continuaram.
Veja imagens da agressão:
https://www.instagram.com/reel/DUECmbFD8ZP/?igsh=YjZoOXE0MzVnajZr
ATAQUES
Em janeiro, o MBL e o seu partido recém registrado, o Missão, orquestraram um ataque criminoso à sede central do Sindicato dos Professores de São Paulo (APEOESP). A invasão foi realizada com apoio de vereadores do PL. Segundo a entidade sindical, o grupo entrou no prédio sob o pretexto de protestar contra o reajuste do piso nacional do magistério.
De acordo com a Apeoesp, durante a invasão os manifestantes entoaram palavras de ordem agressivas contra o sindicato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e setores da esquerda. Funcionários relataram ainda que integrantes do grupo arremessaram pés de frango na direção de trabalhadores da entidade.
Esta não teria sido a primeira ação do tipo envolvendo o vereador Kleber Ribeiro. Conforme a Apeoesp, ele já havia participado anteriormente da invasão da subsede do sindicato em Guarulhos, ocasião em que teriam ocorrido agressões contra funcionárias e professoras.
Trata-se de um atentado direto à democracia e ao direito constitucional de livre organização sindical. Quando grupos políticos recorrem à violência para invadir entidades representativas, deixam claro que não atuam no campo do debate público, mas no terreno do autoritarismo e da ameaça.
Também em janeiro, o líder do MBL, Renan Santos e outros apoiadores políticos jogaram sal grosso na frente da casa em que o presidente Lula passou os primeiros anos de infância, em Caetés, Pernambuco. Segundo os responsáveis, a situação ocorreu “para que nunca mais outro Lula possa nascer no Brasil”.
A residência que marcou a criação de Lula, também foi onde morou Euridice Ferreira de Melo, a dona Lindu, mãe do presidente, que criou oito filhos no local, sendo o líder brasileiro o sétimo deles. “Quando os romanos derrotaram os cartaginenses, que trouxeram terror e quase acabaram com a geração inteira de romanos, eles os derrotaram em batalha, os destruíram, jogaram um sal grosso para que nada pudesse nascer. Foi isso que nós fizemos. Nós trouxemos sal grosso na casa do Lula para que nunca mais outro Lula possa nascer no Brasil”, disse Renan, em vídeo. Ao cometer tal ato, Renan Santos, que preside o Missão, parece se inspirar em Mussolini, que resgatou elementos do Império Romano para inspirar o fascismo italiano.











