Rompendo o cessar-fogo assinado em 11 de outubro de 2025, Netanyahu usa bombas de aviões e tanques para continuar o extemínio de civis
No 113º dia de declaração do cessar-fogo, em apenas 24 horas entre sexta-feira e sábado (30 e 31), ataques israelenses causaram a morte de 31 palestinos – incluindo seis crianças – deixando inúmeros feridos em diferentes pontos do enclave. O número de feridos ultrapassa 1.356 e são mais de 715 os cadáveres recuperados entre os escombros.
Desde que o “cessar-fogo” entrou em vigor, em 11 de outubro de 2025, já são mais de 500 o número de palestinos assassinados pelo exército de Israel na Faixa de Gaza – seja através de bombardeios aéreos ou de disparos aleatórios contra civis.
Um bombardeio realizado no sábado contra uma tenda que abrigava pessoas deslocadas na área de Mawasi, a noroeste da cidade de Khan Younis, matou ao menos sete palestinos, incluindo três crianças, segundo fontes médicas.
CINCO MORTOS DENTRO DO APARTAMENTO RESIDENCIAL
“Sentimos as ondas de choque das explosões, seguidas por uma enorme nuvem escura e poeirenta que tomou conta da área, deixando pelo menos cinco mortos dentro do apartamento residencial, incluindo uma mãe e seus filhos”, relatou Hani Mahmoud, da Al Jazeera, da Cidade de Gaza.
Outras vítimas foram registradas na quinta e na sexta-feira apenas no acampamento de refugiados de Al-Maghazi, no centro de Gaza, e em Khan Younis, ao sul do território. Um bombardeio contra a zona de Al-Mawazi, no oeste de Khan Younis, também deixou vítimas, informou um correspondente local do Ay Mayadeen.
Para completar, mais dois palestinos perderam a vida na sexta após uma concentração de civis no acampamento de Al-Maghazi. Poucas horas antes, outro palestino foi executado e vários outros ficaram feridos por um bombardeio semelhante na mesma zona.
TANQUES ISRAELENSES ABREM FOGO DE FORMA ININTERRUPTA
Dando continuidade à política genocida de “cerco e aniquilamento”, o exército sionista pôs abaixo edifícios residenciais em Rafah, ao sul da Faixa de Gaza, enquanto seus tanques abriram fogo de forma ininterrupta ao noroeste desta cidade e no leste de Khan Younis.
Esta política de terrorismo de Estado dá continuidade a operações de demolição em áreas onde as forças israelenses mantêm forte presença no norte de Gaza.
Após recuperar o cadáver de um soldado israelense, o governo Netanyahu entregou os corpos de 15 palestinos assassinados pelas forças de ocupação. Com isso o número total de corpos recebidos pelo Ministério da Saúde palestino desde o acordo de intercâmbio alcança 360.
Para agravar ainda mais a situação, moradores da cidade fronteiriça de Rafah também relataram constantes ataques aéreos em áreas sob controle israelense. Israel deve reabrir a passagem de Rafah, que liga Gaza ao Egito pela primeira vez neste domingo desde maio de 2024. A abertura do ponto de entrada principal faz parte do acordo durante a primeira fase do cessar-fogo, mas o Estado sionista vinha recusando-se a fazê-lo até que o corpo do seu último prisioneiro fosse encontrado.
O número total de vítimas desde o início da agressão israelense, em 7 de outubro de 2023, ascendeu a 71.700 mortos e 171.343 feridos.











