O cantor Bruce Springsteen fez uma aparição surpresa em Minneapolis, na sexta-feira (30), em um show beneficente de protesto contra as políticas de imigração do ditador Trump, que resultaram na morte de dois cidadãos americanos neste mês de janeiro, pelas mãos de agentes federais.
Springsteen apresentou sua canção “Streets of Minneapolis” (Ruas de Minneapolis) pela primeira vez em público. A música foi escrita em resposta às mortes de Renée Good e Alex Pretti e como uma homenagem ao povo de Minnesota por sua resistência ao fascismo das batidas policiais contra imigrantes.
O concerto, cuja renda será destinada às famílias de Good e Pretti, aconteceu em meio a um protesto massivo nesta sexta-feira contra agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e da Patrulha da Fronteira destacados em Minnesota. Mostrando o isolamento cada vez maior do inquilino da Casa Branca, esta é a segunda sexta-feira de janeiro em que cidadãos saem às ruas em massa para protestar, apesar das temperaturas congelantes que assolam os Estados Unidos.
O show do roqueiro não foi o único pronunciamento por parte da classe artística norte-americana. A atriz Sharon Stone concordou em que “os Estados Unidos estão em um estágio de ignorância e arrogância”. Da mesma forma, o ator Michael Keaton afirmou aos seus seguidores que “Trump não te respeita e te acha estúpido”. Já a Rainha do Pop, Madonna, declarou: “Estou furiosa. Este governo está desmantelando todas as liberdades que conquistamos”.
ARTISTAS EXIGEM FIM DA NORMALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA
Enquanto isso, a atriz e produtora Glenn Close expressou duras críticas a Trump nas redes sociais: “Nossa democracia foi desmantelada e as instituições que sustentavam os EUA estão sendo destruídas. Estou indignada com o que está acontecendo sob o regime de Trump”. Essas críticas foram ecoadas por figuras como Jenna Ortega, Mandy Moore, Mark Ruffalo e Natasha Lyonne, que pediram o fim da normalização da violência, denunciaram a xenofobia e expressaram sua solidariedade às comunidades afetadas.
Outras figuras de Hollywood, como Meryl Streep, Gael García Bernal e Natalie Portman, também se manifestaram em festivais e cerimônias de premiação contra a brutalidade do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA). No Festival de Sundance, broches de protesto apareceram no tapete vermelho. Edward Norton e Portman usaram suas plataformas para denunciar a violência estatal e o racismo institucional que persegue milhões de pessoas por causa de suas origens. No Globo de Ouro, Ariana Grande usou um broche contra o ICE em uma das vitrines mais visíveis do mundo.
Assista abaixo o vídeo com Bruce Springsteen : Bruce Springsteen canta sua nova música “Ruas de Minneapolis” durante protesto contra o ICEVídeo dirigido por Thom Zimny; Editado por Thom Zimny e Samuel Shapiro – Produção de Imagem: Pam Springsteen e Thom Zimny











