“Barbie do ICE” gaba-se de ter matado animal de estimação: “odiava aquela cadela”

Kristi Noem ao lado de Trump. Ela exalta os assassinos do ICE. (Anna Moneymaker/Getty Images)

“A cachorra era intreinável”, justificou-se Kristi Noem, secretária de Segurança Interna dos EUA, conhecida por glorificar a crueldade das operações praticadas pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE)

Apelidada de “Barbie do ICE”, a secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, admitiu com orgulho ter matado sua cadela de estimação, a Cricket, por considerá-la “intreinável”. “Eu odiava aquela cachorra”, admitiu.

O relato assassino de Kristi veio a público em 2024, antes do lançamento do livro “No Going Back: The Truth on What’s Wrong with Politics and How We Move America Forward” (“Não há como voltar atrás: a verdade sobre o que há de errado com a política e como levamos a América adiante”). Sua confissão causou enorme repercussão nos Estados Unidos.

Famosa por glorificar a crueldade das operações do Serviço de Imigração e Alfândega, que vem semeando o pânico ao perseguir e executar opositores à política do governo Trump, Kristi faz questão de se apresentar em fotos que enaltecem a covardia. A secretária chegou a aparecer em vídeo apontando um rifle para a cabeça de um agente e gravou ameaças a imigrantes em prisões. Recentemente, embora a morte do enfermeiro Alex Pretti tenha despertado comoção e repúdio internacional, ela definiu o manifestante como um “terrorista doméstico”, provocando forte indignação no Congresso.

“A CADELA ERA MENOS QUE ÚTIL”

Segundo a ex-governadora de Dakota do Sul, a execução foi decidida após a cadela arruinar uma caçada e atacar galinhas de vizinhos. Para a republicana, a cachorra era “menos que inútil”, o que fez com que a levasse levado Cricket para um poço de cascalho e disparado no animal. Foi sua filha de Kristi quem deu falta do animal e, atônita, perguntado onde estava.

No mesmo dia, Kristi também matou um bode com dois tiros por ser “desagradável e malvado”, além de fedorento, o que demonstrava a necessidade de tomar decisões difíceis inclusive em casa.

Na época o relato foi criticado pelo Partido Democrata, que apontou o relato como “perturbador e horrível”.

Como se não bastasse ter abatido seu próprio animal, a governadora disse que o pastor-alemão do então presidente atacou agentes do Serviço Secreto, e ironizou: “Commander deveria se encontrar com Cricket”.

Na ocasião, a Casa Branca classificou os comentários de Noem sobre sacrificar cães como “preocupantes e absurdos”. “Este é um país que ama os cães e você tem uma líder falando de sacrificar cachorros”, disse a então porta-voz Karine Jean-Pierre.

AMERICANOS SAEM ÀS RUAS CONTRA ONDA DE VIOLÊNCIA

Em repúdio à polícia fascista de Trump, a campanha ‘ICE Out Everywhere’ (Fora ICE em Todo Lugar), reúne uma coalizão de grupos, grupos de estudantes e empresas nos EUA, coordenando para uma ação em massa em defesa de direitos e da vida.

Conforme denunciam os organizadores do movimento, é essencial ampliar a resistência em todo o território nacional, uma vez que somente em janeiro o ICE executou dois cidadãos norte-americanos. A “justificativa” da agressão criminosa apresentada pelos agentes logo depois foi desmascarada como farsa.

Até o momento, Minneapolis, Los Angeles, Houston, Nova Iorque, Atlanta, Portland, Denver e Detroit se destacam entre as principais manifestações do “Fora ICE”.

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