O governo Lula cobrou o encerramento dos cartões de crédito consignado do Banco Master para servidores federais e disse que os pedidos feitos individualmente pelos servidores têm sido ignorados.
O Ministério da Gestão e Inovação (MGI) enviou o documento para o órgão liquidante do Banco Master, que foi indicado pelo Banco Central para coordenar o fim da empresa privada.
Em novembro de 2025, o Banco Master foi alvo de liquidação por conta de fraudes fiscais que realizava em seus balanços e na emissão de títulos de crédito falsos.
Mesmo assim, continuou oferecendo o serviço de cartão de crédito consignado para servidores do Executivo Federal. O consignado é uma modalidade de crédito no qual o pagamento ocorre direto na folha de pagamento do cliente.
O Ministério da Gestão informou que tem recebido reclamações de servidores que tentaram cancelar os créditos e pediu ao órgão liquidante um canal direto para que eles sejam atendidos.
O MGI “vem recebendo diversas reclamações de consignados que relatam a impossibilidade de contato com a instituição e a manutenção indevida da margem consignável, mesmo após a liquidação integral dos contratos”.
Segundo o governo, o cancelamento do cartão consignado pode ocorrer a qualquer momento, “independentemente de adimplemento contratual”.
“Nesses termos, o cancelamento do cartão consignado de benefício considerar-se-á efetivado na data da solicitação, quando não houver saldo devedor, ou, havendo saldo, na data de sua integral liquidação”, argumentou o Ministério.
“Torna-se imprescindível a atuação tempestiva e direta da massa liquidanda no atendimento às solicitações dos consignados e na regularização das averbações, a fim de garantir a observância da regulamentação vigente e a segurança jurídica dos envolvidos, bem como estabelecimento de contato direto com o operador de consignações”, completou o governo federal no documento.











