A Polícia Federal conseguiu acessar o celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mesmo com a recusa do investigado em entregar a senha, e os materiais já estão sendo analisados pela Procuradoria-Geral da República.
Quando os investigadores solicitaram a senha do aparelho apreendido para agilizar a análise, Daniel Vorcaro se recusou e disse que queria preservar “relações pessoais e privadas”.
O aparelho celular foi analisado em um local de acesso restrito no Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, e o material extraído foi encaminhado para a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Para quebrar as travas de segurança, como a senha, a Polícia Federal utilizou os programas Cellebrite, produzido em Israel para espionagem, e GreyKey, dos EUA, usado com o mesmo fim.
Esses programas conseguem acessar materiais salvos no celular, como mensagens, áudios, fotos, documentos e histórico de navegação. Os programas funcionam mesmo que o celular esteja desligado ou danificado.
A extração foi coordenada pelo perito Luiz Felipe Nassif, nomeado para o caso pelo relator Dias Toffoli. O perito é considerado um especialista em casos com grande volume de dados e já atuou nas operações Lava-Jato e Lesa-Pátria.
Ele foi o idealizador do Indexador e Processador de Evidências Digitais (Idep), que funciona como um “filtro” para que os investigadores acessem mais rapidamente dados importantes em uma investigação diante de muito material apreendido.
Além do celular de Vorcaro, a PF já quebrou a senha dos aparelhos de parentes do banqueiro, de sócios e de outros empresários que são investigados pelo esquema de fraude bilionária que gerava lucros no Banco Master.
Depois de apreendidos, a Polícia Federal passa a tratar o celular como uma “cena de crime” e busca impedir que ele sofra interferências internas. Por isso, os aparelhos apreendidos são mantidos em recipientes metálicos que bloqueiam a rede celular, Wi-Fi e Bluetooth para impedir que o material seja destruído.











