China anuncia “porta-aviões espacial” e deixa EUA a ver navios na corrida tecnológica

Luanniao tem uma estética que lembra 'Star Wars' — Foto: Reprodução / Governo da China

Fabricada pela estatal “Corporação da Indústria de Aviação da China (AVIC)”, a nova aeronave ultrapassa em escala qualquer outra existente e vai competir com os maiores navios de guerra do mundo

A China ultrapassou mais uma vez os limites entre a engenharia e a ficção científica. Desta vez, fez isso com a apresentação do Luanniao, ou como eles estão chamando, um “porta-aviões espacial” de proporções colossais. A nave militar é o resultado do avanço tecnológico do gigante asiático que tem deixado para trás os seus concorrentes, principalmente os Estados Unidos, que estão em declínio tanto econômico quanto tecnológico.

DITADURA TRUMP EM BAIXA

Este declínio tem feito com que o ditador Donald Trump tente recuperar a hegemonia americana declarando uma verdadeira guerra inglória contra a China. Seu objetivo é tentar impedir que ela assuma a vanguarda tecnológica do mundo. A nova estratégia de defesa dos EUA deixou claro que a meta é barrar a China a todo custo. Para isso, tenta-se impedir que diversos países comercializem com os chineses, boicota-se equipamentos para a fabricação de chips, aplica-se sanções, tenta-se formar blocos para monopolizar os minerais críticos e muitos outros atos de guerra.

Estas medidas têm sido um tiro no pé dos americanos. Elas só têm trazido um efeito contrário ao pretendido pelo império em declínio. Ou seja, o avanço tecnológico chinês se acelerou após as sanções impostas pelos EUA. A nova aeronave ultrapassa em escala qualquer aeronave existente e vai competir com os maiores navios de guerra do mundo. Fabricado pela Corporação da Indústria de Aviação da China (AVIC), a gigante estatal que controla grande parte do desenvolvimento aeronáutico e militar do país, o Luanniao projeta poder na fronteira da atmosfera.

MODELO “STAR WARS”

De acordo com a estatal chinesa, o Luanniao tem 242 metros de comprimento, uma envergadura de aproximadamente 684 metros e um peso máximo de decolagem estimado em 120.000 toneladas. A aeronave chinesa tem uma estética que faz lembrar a nave do famoso seriado “Star Wars”. O projeto conceitual do Luanniao é o de uma plataforma-mãe com capacidade para implantar até 88 caças não tripulados Xuan Nu, concebidos como drones furtivos com alta manobrabilidade e significativa capacidade de carga útil.

Os avanços chineses em tecnologia de defesa têm deixado os americanos de cabelo em pé. Com a estrutura monopolizada e corrompida, o complexo industrial militar americano perdeu eficiência. O país, mesmo gastando mais de US$ 1 trilhão em armas, não consegue acompanhar chineses e russos em armamentos e mísseis. Os cientistas chineses, por exemplo, acabam de desenvolver a primeira arma de micro-ondas do mundo com uma potência de 20 gigawatts, capaz de operar continuamente durante um minuto e atingir satélites Starlink em órbita terrestre baixa. É o fim da supremacia de Elon Musk no domínio das comunicações em campos de batalha.

TPG1000C – Foto / Corporação Eletrônica Tecnológica da China

ARMAS ESPACIAIS

O “TPG1000Cs é o primeiro gerador compacto do mundo para uma poderosa arma de micro-ondas, capaz de produzir 20 gigawatts de potência em um minuto”, disse o jornal South China Morning Post. A instalação compacta TPG1000Cs, com quatro metros de comprimento e um peso de cinco toneladas, pode ser colocada em quaisquer portadores: caminhões, navios, aviões, naves espaciais. A arma de micro-ondas é capaz de produzir e manter uma potência de 20 gigawatts durante um minuto — enquanto para a destruição de um satélite em órbita baixa, como por exemplo o sistema Starlink, basta uma força de radiação de um gigawatt, detalha o jornal.

Os EUA agora jogam todas as fichas para impedir a China de desenvolver as tecnologias na área de Inteligência Artificial. Esse intento, no entanto, também está sendo derrotado. Já há magnatas do Vale do Silício alertando a Casa Branca de que a China está muito próxima de atingir a supremacia também neste terreno.

Como disse recentemente o analista político indiano, Prabhat Patnaik, em artigo publicado no portal resistir.info, as relações de produção socialistas que estão sendo construídas na China permitem o avanço acelerado das forças políticas no país e a melhora acentuada da qualidade de vida de seu povo. Situação bem diferente está ocorrendo no capitalismo decadente que ainda impera nos EUA. Lá, as forças produtivas estão totalmente represadas por relações de produção atrasadas, com predomínio da ganância neoliberal e onde a economia está baseada no parasitismo, na especulação financeira e na miséria crescente da população..

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