Governo e Universidade Federal do Maranhão anunciam instituto de pesquisa sobre a Margem Equatorial

Mapa Margem Equatorial. Divulgação: Petrobrás

“Objetivo é garantir que o Maranhão não fique à margem desse processo, formando pesquisadores e profissionais qualificados e gerando milhares de empregos”, destaca Allan Kardec, presidente da Gasmar

A criação de um instituto de estudos avançados na Margem Equatorial, a ser instalado na Universidade Federal do Maranhão, está sendo elaborado pelo Governo do Maranhão e a Companhia Maranhense de Gás (Gasmar). O projeto foi discutido durante encontro realizado na sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, que reuniu os presidentes da Petrobrás, Magda Chambriard, e o presidente da Gasmar, Allan Kardec Duailibe. 

A proposta é que o instituto seja um centro de pesquisa, análise e desenvolvimento das bacias petrolíferas localizadas na Margem Equatorial, faixa que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte, e é considerada uma das novas fronteiras energéticas e estratégicas do país.

A Gasmar teria recebido aval da Petrobrás para a criação do instituto, que também já conta com apoio de parlamentares para destinação de recursos de emendas, segundo notícia do blog de Giberto Léda.

Allan Kardec reforçou que a criação do instituto coloca o Maranhão como polo estratégico de pesquisa, inovação e formação de mão de obra qualificada para a exploração de petróleo e gás.

“A exploração da Margem Equatorial pode inserir o Brasil em um novo patamar de desenvolvimento, especialmente para regiões historicamente marcadas pela exclusão social. Nosso objetivo é garantir que o Maranhão — que abriga três das cinco bacias de petróleo e gás — não fique à margem desse processo, formando pesquisadores e profissionais qualificados e participando da geração de milhares de empregos”, afirmou, citando o empenho do governador do Estado, Carlos Brandão. 

Com grande potencial de extração e produção de petróleo, a Petrobrás obteve autorização para começar a trabalhar nos poços da região em outubro de 2025, após anos de negociações e sabotagens. 

Colocar o setor público, as estatais e universidades como protagonistas da exploração do petróleo na região frustra os que preferem que as bacias sejam exploradas pelas multinacionais. Sob o pretexto de risco ambiental, tentaram impedir a qualquer custo o direito do Brasil de explorar suas riquezas, enquanto leilões promovidos na região pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), contavam com a participação de estrangeiras como a ExxonMobil e Chevron.

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