Vídeo mostra manifestação de portuários na Itália
“Hoje são os portos, amanhã será todo o setor logístico”, disseram os grevistas. Trabalhadores portuários do Mar Mediterrâneo, em solidariedade com a Palestina, paralisaram mais de 20 portos contra o genocídio que Israel está fazendo em Gaza.
Na sexta-feira, 6, os organizadores da paralisação disseram que essa ação é em solidariedade com a Palestina, pela luta por melhores condições de trabalho, pela dignidade e contra a privatização e militarização da infraestrutura dos portos.
“Contra o genocídio e em solidariedade com a Palestina”, nos portos da Itália, Turquia, Grécia e País Basco, ocorreram manifestações maciças. “Os trabalhadores portuários não trabalham para a guerra”, disseram.
Com sede em Geneva, o dia de ação foi confirmado pelo USB (Unione Sindacale di Base), os mesmo que organizaram as greves na Itália contra o genocídio, no ano passado. Na Itália foram também onde aconteceram os maiores protestos.
Na Itália, os estivadores bloquearam portos e barraram navios que transportassem armamentos para Israel. Em Bruxelas aconteceram protestos contra o genocídio e em solidariedade à Palestina.
“Acabar com o genocídio do povo palestino por Israel, abertamente apoiado por seus aliados, os EUA, a OTAN e a UE, abrir corredores de ajuda humanitária estáveis, rejeitar o plano de rearmamento da UE e reivindicar os portos europeus e mediterrâneos como portos de paz,” foram as demandas dos manifestantes.
“Alguns dos principais portos mediterrânicos, como Pireu, Bilbau, Tânger e Antália. Na Itália, os portos de Gênova, Trieste, Livorno, Ancona, Civitavecchia, Ravenna, Salerno, Bari, Crotone e Palermo se juntaram até o momento, mas outros ainda estão se apresentando”, comunicou o USB no anúncio da paralisação dos portos.
“Nunca mais do que neste momento, quando os governos são guiados pela doutrina da agressão, exploração e roubo de mão de obra, exploração do meio ambiente e dos recursos naturais, os trabalhadores têm se posicionado tão fortemente como uma força que rejeita a guerra como a única opção: eles o fazem no âmbito da construção de uma rede cada vez mais ampla e corajosa de solidariedade internacional”, disseram.











