Não houve mobilização importante do povo e, particularmente, das mulheres de São Paulo, em que Ilda Fiori não estivesse presente e atuando
Ilda Fiore, uma lutadora, uma mulher combativa, que dedicou toda a vida, ou seja, mais de cinquenta anos, à libertação do Brasil e de seu povo, nos deixou na manhã desta domingo (8).

Sua trajetória, como diz a nota de pesar do PCdoB do Ipiranga, organização partidária onde ela atuava, “foi inseparável da luta pela democracia, contra o imperialismo, pela justiça social e por uma sociedade livre das desigualdades, mais humana e melhor para todos”.
A presidente nacional do PCdoB, Nadia Campeão, enviou uma mensagem de condolências aos amigos e familiares de Ilda Fiore. “Recebam nossos sentidos pêsames pelo falecimento da camarada Ilda Fiore, extensivo aos familiares e demais militantes que com ela conviveram e lutaram”, disse Nadia. “Devemos agradecer a contribuição que ela deu à luta do povo e ao nosso Partido, e celebrar os sentimentos e exemplos tão positivos que nos legou. As e os militantes como Ilda são nossa maior riqueza. Ilda Fiore, presente!”, completou.
Não houve nenhuma luta importante do povo de São Paulo, principalmente dos trabalhadores, das mulheres e dos moradores de comunidades e bairros populares, que não contasse com o apoio de Ilda. Ela organizou diversas mobilizações contra a fome e a carestia e por melhores moradias nos bairros de São Paulo.

Ilda foi fundadora da Federação das Mulheres de São Paulo (FMP) e da Confederação das Mulheres do Brasil (CMB). Sempre lutou contra a discriminação, pela afirmação dos direitos das mulheres e por sua participação cada vez maior nas lutas políticas e sociais. Ilda tinha uma profunda convicção de que o Brasil só poderia avançar em sua libertação se as mulheres ocupassem postos de trabalho em qualquer ramo de atividade e se unissem aos homens em todas as lutas sociais.
Ilda Fiore foi uma militante revolucionária, uma patriota convicta, uma grande mulher e uma mãe exemplar. Ela deixará muitas saudades. Contou com a força e a solidariedade dos companheiros, familiares e amigos durante todo o tempo em que esteve internada tentando se recuperar. Ilda lutou vários dias contra um tumor gastrointestinal e, após complicações ocorridas após a cirurgia, não resistiu e veio a falecer. Ilda deixa dois filhos, César e Guilhermo, e a mãe, dona Maria, de 92 anos.











