Bolsonarismo é sinônimo de corrupção, assalto ao país e bajulação aos EUA

Flávio (Foto: reprodução do Jornal Nacional) - Jair (Foto: Evaristo Sá/AFP) Bandeira na Paulista (Foto: reprodução TV Globo. Fotomontagem HP

Venderam a Eletrobrás a preço de banana e trocaram refinarias por propinas. Congelaram salários, apoiaram o tarifaço de Trump e meteram a mão na merenda e no remédio popular

Desde muito tempo é sabido que a família Bolsonaro é useira e vezeira em cometer assaltos de todos os tipos e tamanhos ao erário. Os roubos vão desde as rachadinhas de Flávio na Alerj – quando era deputado estadual no Rio -, com lavagem do dinheiro roubado na loja de chocolates de fachada na Barra da Tijuca, até os desvios que Jair fazia do auxílio-moradia e do vale gasolina com comprovantes falsos de abastecimento, quando era deputado federal.

RACHADINHAS

Mas tudo isso se transformou em fichinha perto do que eles desviaram do patrimônio público quando Jair Bolsonaro e seu bando ocuparam o Palácio do Planalto. O primeiro roubo se deu contra a estatal Eletrobrás, a maior empresa de energia da América Latina. Ela foi vendida a preço de banana para grupos privados que haviam acabado de dar um golpe bilionário na Americanas.

A Eletrobrás foi uma grande empresa de energia, criada pelo governo Getúlio Vargas, em 1953, e que começou a funcionar no governo Jango, em 1962. Ela cresceu e se transformou numa poderosa e integrada base energética que garantiu o desenvolvimento do país. A União, que investiu muito em sua construção, possuía, na ocasião da venda, 73% das ações da Eletrobrás.

Paulo Guedes, operador das falcatruas de Jair Bolsonaro, montou uma negociata de aumento de capital na bolsa de valores e proibiu que a União participasse da ampliação do capital. Resultado: a participação pública se diluiu e, ao final da elevação do capital, a participação da União na empresa caiu para 43%. Ou seja, numa manobra criminosa, o país perdeu o controle acionário sobre a sua principal empresa de energia.

Pior, além de não pagar nada pelo controle acionário da empresa, o valor adquirido pela venda das ações na bolsa, cerca de R$ 30 bilhões, acabou indo parar nos cofres da Eletrobrás já privatizada. Ou seja, o governo perdeu o controle de sua empresa pública e não recebeu nada em troca. Quem embolsou esse dinheiro foram os novos donos da empresa. Um negócio da China. Um assalto sem tamanho ao patrimônio da nação.

VENDA DA ELETROBRÁS

Mais escandaloso ainda foi uma cláusula criada pelo governo Bolsonaro determinando que, mesmo detendo 43% das ações da Eletrobrás, ao final do processo, a União só teria direito a 10% dos votos nas assembleias de acionistas. Uma aberração sem paralelo. Montado pelos bolsonaristas, o esquema fez com que os espertalhões que deram o golpe na Americanas e outros cúmplices adquirissem o controle da gigante de energia do Brasil praticamente sem desembolsar quase nada.

Não satisfeitos, os bolsonaristas, então partiram para cima da Petrobrás, empresa orgulho do Brasil. Uma das mais avançadas empresas petrolíferas do mundo. Seu plano inicial era vender a qualquer custo a estatal brasileira de petróleo, de preferência para os monopólios norte-americanos.

QUINTAL DOS EUA

Eles, os bolsonaristas, são sabidamente bajuladores dos governos dos EUA, principalmente dos mais reacionários. Se dependesse do “clã Bolsonaro”, o Brasil não seria só quintal dos EUA, seria mais um estado norte-americano, o quinquagésimo primeiro. E eles, certamente, iriam morar em Miami. Só para se ter uma ideia do nível do agachamento dessa gente, Jair Bolsonaro e seus filhos não fizeram cerimônia e trair o Brasil. Eles apoiaram descaradamente os ataques de Trump contra os produtos brasileiros na guerra tarifária unilateral desencadeada pelo bufão da Casa Branca, no ano passado, contra a economia nacional.

Mas o plano inicial dos traíras de vender a Petrobrás para grupos estrangeiros encontrou forte resistência dentro do país. Os bolsonaristas, então, decidiram esquartejar a estatal para vendê-la aos pedaços. Cada parte vendida foi uma negociata criminosa que eles conduziram para encher os bolsos. As propinas pela entrega de refinarias, por exemplo, foram pagas em joias árabes, num escândalo que veio à tona quando um auxiliar de Bolsonaro foi detido no aeroporto tentando entrar clandestinamente no país carregando joias milionárias que deveriam ser entregues no Planalto para o chefe da organização criminosa.

RFFINARIAS EM TROCA DE PROPINAS

E. Pior. As refinarias foram vendidas e o Brasil passou a importar derivados de petróleo. O lobby dos importadores e de suas matrizes estrangeiras junto ao governo Bolsonaro logo obteve o direito de cobrar preços internacionais pelos derivados, tanto dos importados como dos produzidos pela Petrobrás. O resultado disso foi que os preços internos dos combustíveis explodiram, fazendo subir a inflação. Os bolsonaristas não só torraram o patrimônio público na bacia das almas, como causaram um grande prejuízo ao país e à população com a elevação dos preços. Tudo em troca de propinas de todo o tipo, inclusive joias.

Assim também ocorreu com a BR Distribuidora. A rede de distribuição de combustíveis mais respeitada e difundida pelo país foi entregue de mão beijada para grupos privados. O resultado não significou apenas a alienação do patrimônio da nação. Os preços dos combustíveis e do gás de cozinha puderam subir sem controle. Isso ficou claro quando, recentemente, a Petrobrás anunciou que reduziu seus preços nas refinarias e mesmo assim os preços subiram na bomba.

Vamos conferir. Desde o fim de 2022, enquanto o valor do combustível na refinaria caiu 16,4%, passando de R$ 3,08 para R$ 2,57, o preço médio nas bombas subiu 27,1% no mesmo período, saltando de R$ 4,98 para R$ 6,33, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Esse é o resultado da privatização da BR Distribuidora.

A rede de gasodutos, criada com recursos públicos e que integrou todo o país, também foi vendida no governo Bolsonaro para grupos privados, alguns estrangeiros. O país, que construiu os gasodutos, teve que alugar esses mesmos gasodutos pelo preço que eles obtiveram com a venda. Ou seja. Mais prejuízos ao país e aos cofres públicos pela administração bolsonarista.

ASSALTO AOS DIREITOS SOCIAIS

O fascismo bolsonarista não significou apenas as negociatas e o assalto mais despudorado ao patrimônio do povo. Ele significou também golpes criminosos contra os direitos sociais e de trabalhadores. O governo do “mito” manteve congelado por quatro anos o salário mínimo. Para ele não importava que o salário mínimo no Brasil fosse menor do que o do Paraguai e o segundo pior da América Latina. O demagogo defende mesmo é mais arrocho salarial. Chama isso de “liberdade econômica”. Na verdade é a liberdade para que os trabalhadores sejam esfolados e percam os seus direitos.

Dois outros assaltos vergonhosos foram cometidos também contra o povo na gestão bolsonarista. Eles cortaram as verbas para a merenda escolar, deixando milhões de alunos sem assistência alimentar e praticamente inviabilizaram a distribuição de remédios no programa Farmácia Popular. Onde já se viu distribuir remédio de graça? No receituário neoliberal, que o bolsonarismo defende com unhas e dentes, só se pensa em superlucros. Não há espaço para direitos sociais e nem para o bem-estar da população.

A decisão de cortes sociais foi tomada já em 2022. Bolsonaro vetou o reajuste de 34% aprovado pelo Congresso para o orçamento da merenda escolar para 2023, alegando rigidez orçamentária, o que significou um corte de R$ 1,3 bilhão na alimentação das crianças. Os cortes e o congelamento de verbas para a merenda escolar resultou em valores por aluno muito baixos (como R$ 0,36 no fundamental) e veto a reajustes inflacionários, o que levou a cardápios reduzidos (biscoito e suco) e dependência dos municípios pobres, piorando a fome, pois a alimentação escolar era a única refeição para muitas crianças vulneráveis.

O Congresso derrubou o veto de Bolsonaro ao reajuste, mas o problema persistiu, pois os valores eram insuficientes e os municípios ficavam sobrecarregados, afetando a qualidade da alimentação e o desenvolvimento infantil. Não satisfeitos, os bolsonaristas praticamente acabaram também com o programa Farmácia Popular, que distribuía remédios de graça para a população mais necessitada do país.

SEM REMÉDIOS PARA O POVO

Os cortes de Bolsonaro chegaram a cerca de 59% a 60% no orçamento de 2023 para o programa Farmácia Popular, visando realocar verbas para emendas parlamentares (orçamento secreto), afetando a distribuição gratuita de medicamentos para diabetes, hipertensão e asma, além de fraldas geriátricas. O corte reduziu a previsão orçamentária de 2,04 bilhões em 2022 para aproximadamente 804 a R$ 842 milhões no projeto de 2023.

Em suma. O bolsonarismo é sinônimo de roubos de todos os tamanhos e de arrocho sobre a população. É sinônimo também de bajulação a Trump e a seus planos de dominação e exploração do Brasil e do continente latino-americano.

E, para manter toda essa política anti-Brasil e anti-povo, o fascismo bolsonarista enveredou pelo caminho das tramas golpistas. Tentaram se manter no poder mesmo tendo sido repudiados pelas urnas. Agora, o chefe da trama responde na cadeia pela tentativa de golpe, mas o bolsonarismo ensaia a sua volta com a candidatura de “Flávio Rachadinha”.

É hora de somar forças e derrotar mais essa tentativa do fascismo bolsonarista de retornar ao poder e submeter o país e o seu povo ao domínio estrangeiro, ao aumento da miséria e ao seu submundo de violência, do obscurantismo e da corrupção desenfreada.  

SÉRGIO CRUZ

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