Em São Paulo, a cesta de alimentos básicos alcançou R$ 854,37, o equivalente a 57% do salário mínimo, aponta Dieese
O ano começou com aumento nos preços das cestas básicas de 24 das 27 capitais do país, informou a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta segunda-feira (09) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
As maiores altas registradas entre dezembro e janeiro ocorreram em Manaus (4,44%), Palmas (3,37%), Rio de Janeiro (3,22), Fortaleza (2,52%), Cuiabá (2,47%), Aracaju (2,44%), Vitória (2,15%) e Belo Horizonte (2,02%).
São Paulo, onde os preços subiram 1% de um mês para o outro, permanece sendo a capital mais cara do país, com o conjunto de alimentos básicos alcançando R$ 854,37 – o equivalente a 56,98% do salário mínimo líquido. Seguem no ranking o Rio de Janeiro (R$ 817,60), Cuiabá (R$ 810,82) e Florianópolis (R$ 806,33). Segundo a pesquisa, as principais pressões vieram dos custos do tomate, pão francês e carne bovina.
Com base na cesta de São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo atual deveria ser de R$ 7.177,57, ou 4,43 vezes o mínimo reajustado a partir de 2026, de R$ 1.621,00. Para esta conta, o Dieese leva em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.











