Moraes decide manter golpista Marcelo Câmara preso

Marcelo Câmara descumpriu várias medidas cautelares quando esteve em liberdade provisória. (Foto: Reprodução)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu pela manutenção do ex-assessor de Jair Bolsonaro,  , em prisão preventiva.

Moraes assinou a decisão como parte da revisão periódica exigida para prisões preventivas.

Marcelo Câmara já foi condenado a 21 anos de prisão por participar da tentativa de golpe de estado liderada por Jair Bolsonaro, mas ainda não iniciou o cumprimento da pena.

O ministro Alexandre de Moraes apontou que existem elementos que justificam a manutenção da medida cautelar, como a tentativa de Marcelo Câmara de obter informações sigilosas da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. 

Câmara ainda descumpriu outras medidas cautelares quando esteve em liberdade provisória, como o uso de redes sociais e o contato com outros investigados ou réus.

A prisão preventiva foi determinada em junho de 2025.

Na organização criminosa que atentou contra a democracia, o assessor de Bolsonaro tinha como função o monitoramento de autoridades que seriam alvos do golpe de estado – o “núcleo de inteligência”. É o caso, por exemplo, do próprio ministro Alexandre de Moraes.

Além disso, Marcelo Câmara teve participação no plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa os assassinatos de Moraes, Lula e Geraldo Alckmin.

Ele foi condenado pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.

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