Na madrugada desta terça-feira (10), Miguel Torres, presidente da Força Sindical e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, por meio das redes sociais, anunciou uma “ótima notícia para os trabalhadores”, ressaltando que começou a avançar, no Congresso Nacional, a possibilidade do fim da escala 6×1 com a redução de jornada.
“Não podemos aceitar o fim da escala sem a redução de jornada. As duas coisas têm que caminhar juntas para que possamos avançar”, afirmou. E convocou os trabalhadores: “Vamos ficar atentos”.
“Isso fortalece, sim, o trabalhador. Permitindo mais descanso, mais tempo, com a escola, com a família. Poderá estudar e ter melhores condições de vida, e, com certeza, vai ter”, afirmou.
Em nota conjunta, assinada pelos presidentes das centrais sindicais – Sérgio Nobre (Central Única dos Trabalhadores – CUT), Miguel Torres (Força Sindical), Ricardo Patah (União Geral dos Trabalhadores – UGT), Adilson Araújo (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB), Sonia Zerino (Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST), Antonio Neto (Central dos Sindicatos do Brasil – CSB), José Gozze (Pública, Central do Servidor) e Nilza Pereira de Almeida (secretária-geral da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora) – as entidades também reforçaram o apoio à redução da jornada.
“Atualmente, a Constituição Federal estabelece a jornada de 44 horas semanais, distribuídas conforme escala definida por meio de negociação coletiva, seja por categoria profissional ou, em alguns casos, por empresa. Jornadas de 40 horas semanais já são realidade em categorias como bancários, petroleiros, metalúrgicos, químicos, farmacêuticos, setores da tecnologia da informação, entre outros que avançaram nessa conquista por meio da negociação coletiva. Esses exemplos evidenciam o papel decisivo dos sindicatos na vida dos trabalhadores, no desempenho das empresas e na dinâmica da economia nacional”.
Conforme as centrais, “a expectativa é de que os parlamentares tenham sensibilidade social e compreensão dos avanços representados pela redução da jornada e pelo fim da escala 6×1, instituindo, por meio de lei, a jornada de 40 horas semanais com escala 5×2. É um passo necessário para fomentar maior empregabilidade, elevar a produtividade com mais qualidade, ampliar as oportunidades de formação profissional e promover mobilidade social, no marco de um projeto de desenvolvimento soberano, democrático e socialmente inclusivo”.











