Iranianos celebram os 47 anos da revolução que libertou o país e nacionalizou seu petróleo

Ao lado do presidente Masoud Pezeshkian, população se soma para reafirmar seu compromisso com os ideais da Revolução (IRNA)

Milhões tomam as ruas para festejar o fim da ditadura do Xá Reza Pahlevi, denunciar a política imperialista e reafirmar o compromisso com a construção da República de progresso e desenvolvimento soberano

Uma multidão foi às ruas de todo o Irã nesta quarta-feira (11) para comemorar o 47º aniversário da vitória da Revolução Islâmica, que pôs fim à monarquia autocrática da ditadura do Xá Reza Pahlevi e seus crimes em prol do imperialismo estadunidense e de Israel, e iniciar um projeto de construção da República de progresso e desenvolvimento soberano, livre de amarras.

Uma ditadura imposta aos iranianos pelo golpe orquestrado pela CIA, em 1943, que derrubou o líder popular, Mohammed Mossadegh, logo após sua medida de nacionalização do petróleo.

Em um discurso proferido durante uma grande manifestação na Praça Azadi, em Teerã, o presidente Masoud Pezeshkian agradeceu “a presença apaixonada e responsável de vocês, o povo desperto do Irã, nesta grande cerimônia”. De acordo com o dirigente, a festa “exibiu cenas brilhantes de solidariedade, pertencimento nacional e senso de responsabilidade pelo futuro do país, redobrando o dever de todos os servidores da nação de atender às demandas e reformar os assuntos do país”.

Pezeshkian assegurou que o levante popular de 1979 teve como objetivo estabelecer a justiça, salvaguardar a independência do Irã e demonstrar que os iranianos e muçulmanos podem construir seu país por meio de sua própria força, determinação, conhecimento e arte, e alcançar dignidade e liberdade.

Criticando os remanescentes da dinastia Pahlevi, que levados ao poder por interferência direta de colonialistas britânicos e norte-americanos, saquearam os recursos nacionais no passado e agora afirmam poder governar o país, Pezeshkian disse que os mártires não possuíam nada além de suas vidas, que sacrificaram pela honra da pátria.

“Num momento em que os inimigos e malfeitores desta fronteira e desta terra têm tentado desencorajar e eliminar a nação iraniana do cenário político e dissuadi-la dos ideais da revolução, através de várias táticas, incluindo a intensificação de sanções económicas cruéis”, denunciou o presidente, “o lançamento de uma guerra de 12 dias, uma guerra midiática e de propaganda, e a criação de caos e agitação no país, e, mais recentemente, movimentos militares na região, durante o último ano, enviam uma mensagem clara ao mundo sobre a intransigência e a resistência da nação aos opressores”.

“Me inclino perante a vigilância e a pontualidade do nobre povo iraniano e honrarei a promessa e o acordo que fiz com vocês até ao fim da minha vida. Creio que, se unirmos forças, poderemos superar todos os nossos problemas e construir um futuro mais brilhante para o nosso amado Irã”, ressaltou Masoud Pezeshkian.

“GOVERNO DETERMINADO A ELIMINAR A DESIGUALDADE, A DISCRIMINAÇÃO E A INJUSTIÇA”

Como atendeu o líder iraniano, o Governo de Acordo Nacional “está determinado a atender às demandas e alcançar a satisfação da grande nação, implementando reformas estruturais e econômicas para eliminar a desigualdade, a discriminação e a injustiça”. “Essa tarefa será realizada com força, com a ajuda e o apoio de Deus, pois Ele é nosso principal recurso e suporte para a realização de grandes feitos”, apontou.

Em homenagem à memória de todos os mártires da Revolução, Masoud Pezeshkian expressou sua gratidão a todo um povo que marchou unido “pela crescente dignidade e autoridade do Grande Irã”, deixando uma mensagem clara ao mundo sobre sua resiliência e resistência aos opressores.

“Nossa região não precisa da presença de estrangeiros”, afirmou o presidente Pezeshkian, acrescentando que o Irã está preparado para o diálogo dentro da estrutura do direito internacional e de seus direitos nacionais e não se desviará das diretrizes estabelecidas pelo líder da Revolução, o Aiatolá Khomeini, e está preparado para resisitir por meios próprios se necessário for.

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