Bangu canta Leci Brandão e destaca seu legado de amor ao samba e de atuação política

Foto: Reprodução/BandNews

O primeiro dia de desfiles da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro, na noite de sexta-feira (13), levou à Marquês de Sapucaí o resgate da cultura popular, identidade brasileira e memória artística, com as sete escolas que abriram a disputa por uma vaga no Grupo Especial.

A Unidos de Bangu, que homenageou a cantora, compositora, atriz e deputada estadual Leci Brandão (PCdoB-SP) com o enredo “As Coisas que Mamãe me Ensinou”. A escola transformou a avenida em um tributo à trajetória artística e de combatente política da sambista.

Um dos destaques foi a Comissão de Frente, em que sete malandros em prateado reluzente e sete cabrochas em vermelho intenso compuseram o número “Alma do Samba”, trazendo a forte influência do samba na vida de Leci, sua convivência na quadra da Mangueira e nas rodas de samba desde criança.

A programação foi aberta pela Unidos do Jacarezinho com uma homenagem ao cantor e compositor Xande de Pilares, que participou do desfile em um carro alegórico. A escola enfrentou dificuldades na preparação para o carnaval, o que impactou sua performance na avenida. Na sequência, a Inocentes de Belford Roxo apostou em uma fusão estética entre o folclore pernambucano, influências russas e literatura de cordel, atravessando a passarela sem problemas técnicos.

A União do Parque Acari apresentou o enredo “Brasiliana”, em homenagem ao grupo teatral homônimo criado por Haroldo Costa, enquanto a Unidos de Padre Miguel narrou a história de Clara Camarão, liderança indígena potiguar que resistiu à invasão holandesa no século XVII. Rebaixada em 2025, a escola mostrou organização e forte interação com o público, cumprindo o tempo regulamentar.

A União da Ilha trouxe reflexões filosóficas sobre a existência com o enredo “Viva o Hoje! O Amanhã? Fica Para Depois”, utilizando o cometa Halley como metáfora para discutir finitude e sentido da vida. Encerrando a noite, a Acadêmicos de Vigário Geral apresentou “Brasil Incógnito – O Que Os Seus Olhos Não Veem, A Minha Imaginação Reinventa!”, propondo uma releitura crítica da história colonial brasileira e de personagens historicamente marginalizados.

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